Como ser um Especialista reconhecido: parte 5

Constrói a tua caixa de ferramentas

Neste artigo vamos cobrir o processo de construir um set de ferramentas que vais precisar para promoveres o estatuto de Especialista Visível.

Enquanto as ferramentas específicas variam de pessoa para pessoa, eis algumas em comum que são usadas amplamente.

1. O teu argumento de posicionamento

Este é um argumento, normalmente composto por algumas frases, que mostra a natureza e dimensão da tua especialidade. Também te posiciona relativamente aos especialistas da concorrência e especifica a tua perspetiva em questões importantes. Tal como a tua firma tem um posicionamento geral no mercado, o Especialista Visível também tem um posicionamento no mercado a nível de ideias e experiência.

Este argumento/posicionamento é útil na preparação de uma vasta gama de outros materiais promocionais, assim como biografias e introduções, e influencia a criação de conteúdo posterior. Por exemplo, posicionar um especialista em impostos como “o especialista interno” seria muito diferente de posicioná-lo como “a voz das micro e pequenas empresas”.

2. Fotografia profissional

A maioria dos profissionais têm uma única fotografia de cara/cabeça. Normalmente esta está desatualizada e falta-lhe personalidade. Um bom conjunto de fotos que refletem o posicionamento do Especialista Visívei e o seu estatuto é muito útil. Use-as para promover eventos, palestras, segmentos “sobre nós” ou como parte de pacotes de imprensa/média.

3. Pacotes de imprensa

Um pacote de imprensa (ou kit de imprensa/média) é útil em várias situações. Dá um background informacional para jornalistas, eventos, palestras, entrevistas de rádio ou televisão. Irá conter conteúdo informativo baseado no posicionamento do especialista, uma biografia, fotografia e uma amostra de publicações passadas relevantes ao assunto em mãos.

4. Biografias com tamanhos diferentes

É bom ter uma série de biografias de tamanhos diferentes – por exemplo, uma biografia completa de 100-200 palavras e outras mais curtas de 50, 20 e 10 palavras cada. Se forem escritas cuidadosamente, cada uma delas irá conseguir transmitir bem o posicionamento do Especialista Visível. Elas podem por sua vez ser acompanhados de introduções de tamanhos diferentes para palestras. Não obrigue a que a pessoa a fazer a introdução tenha de adivinhar o que é mais importante ou ter de lê-la toda.

5. Vídeo

Dois tipos de vídeo que são úteis. O primeiro é um panorama das credenciais do Especialista Visível e experiência dita através da perspetiva dos outros. É preenchida com testemunhos e factos, e pode ser a ferramenta mais preciosa na tua possessão.

O segundo tipo de vídeo pode ser uma amostra de uma apresentação das competências dum especialista e aparições como convidado em certos eventos. Isto remove o elemento de risco à medida que alguém pondera marcar-te para ires falar como palestrante. Certifica-te que estes vídeos são produzidos a um nível profissional (não queiras poupar trocos) e da melhor qualidade. Eles irão causar uma impressão, boa ou má.

Cheios de testemunhos/estudos de caso, um vídeo pode ser a ferramenta mais envolvente que podes vir a ter

6. Material informativo

Onde é que o especialista se posiciona nas questões que interessam aos potenciais clientes dele, jornalistas e outras pessoas de influência? Estas são as questões que tens de identificar na tua estratégia de Especialista Visível. Tens que articular a tua posição e perpetiva ao tornares disponíveis artigos ou outros tipos de relatórios ou material informativo

7. Uma forte presença online

Há dois componentes para uma forte presença online. Uma é acumular toda a informação relevante e links numa página do website da tua firma, ou mesmo um mini site. O segundo componente é uma série de páginas web criadas em torno de questões relevantes. Cada página deve ser otimizada para SEO (Search Engine Optimization) para poderem ser encontradas online.

8. Uma presença consistente nas redes sociais

Aplica o posicionamento, o design e a cópia (texto) às páginas das redes sociais do especialista. Estas serão fontes importantes de atividade e envolvimento com o mercado. Elas são tão importantes quanto o website da empresa e devem ser tratadas como tal.

9. Um blog

A tua estratégia passará por precisares dum blog, que poderá ser completamente separado do website da tua firma (e a tua firma tem um, certo?). De qualquer forma, esta é uma parte vital na presença online de qualquer Especialista Visível, e o especialista deverá colocar artigos semanalmente. Se necessário, um escritor contratado pode ser usados nos bastidores para fazer com que isto seja viável caso o teu tempo seja limitado.

10. Um livro

Que boa forma de te posicionares. Enquanto que não é uma necessidade prioritária, é a cereja em cima do bolo. Não tens tempo de escrever um livro ou de te comprometeres a um projeto deste género? Podes pelo menos ponderar publicar um e-book com alguma “carne”. Escreve o livro tendo o teu público em mente, não para os teus colegas de profissão. Irá melhorar o nível de entendimento que o teu mercado terá das tuas ideias ou trabalho.

Muitas destas ferramentas não são coisas de um evento só. Um blog é uma plataforma, um processo constante. Eventualmente irás precisar de criar vários artigos, white papers, seminários ou webinários e outros eventos. Começa a entender como é que podes arranjar tempo para estas atividades na tua agenda. Dá trabalho? Dá. Mas como diz o Einstein:

“O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.”

Com estas ferramentas estás agora na posição de poderes implementar o teu plano para te tornares um Especialista Visível. Essa vai ser o tema da parte 6 destas séries em como te tornares um Especialista Visível.

Acabaste de ler a parte 5. Começa na parte 1 ou lê a parte 4.

Como ser um Especialista reconhecido: parte 4

O Especialista Visível & a Marca da Tua Firma

Ter um indivíduo na tua firma que é bem conhecido e influente na especialidade deles pode ser uma vantagem para a tua empresa.

Além de atrair novos clientes e bons empregados, um Especialista Visível pode ajudar-te a solidificar a marca da tua empresa, e isso é o que vamos explorar de seguida.

Marca Pessoal vs Marca Empresa

É natural pensar na marca da firma como tendo dois aspetos diferentes: a marca pessoal dos membros da empresa e uma marca geral da firma. No entanto, estes não são a mesma coisa.

Além de atrair novos clientes e novo talento (empregados), um Especialista Visível pode ajudar a solidificar a marca da empresa

Se um indivíduo deixa uma firma para se juntar a outra firma, eles levam a marca pessoal com eles. A marca da firma, no entanto, fica com a firma. Num nível, é bastante simples. Mas na prática, pode-se tornar complicado.

Muitas firmas de serviços profissionais foram começadas por indivíduos com credenciais fortes e alta visibilidade na indústria. Pelo menos inicialmente, a marca pessoal deles pode ser mais poderosa do que a marca da firma como um todo.

Isto pode criar problemas para a firma enquanto eles tentam crescer. Os potenciais clientes querem falar apenas com o fundador. Outros, como o staff que pode ser até muito competente, são ignorados ou postos de lado. O fundador torna-se o factor limitador e progresso chega a um ponto de saturação.

Pode-se estabelecer um problema paralelo àquilo que pode acontecer com um Especialista Visível. Os clientes querem apenas lidar com um Especialista Visível. A marca dele ou dela faz sombra à firma.

Estrela Rock vs Banda Rock

A metáfora da estrela de rock versus uma banda de rock é uma maneira fácil de pensar acerca deste desafio. Quem é a estrela? O indivíduo com alta visibilidade e conhecimento ou a própria firma? É o jogador-estrela ou a empresa-estrela?

Para um empreendedor por conta própria ou uma micro empresa, a abordagem de “estrela de rock” poderá ser perfeita.

Mas para a maior parte das firmas a resposta óbvia é “banda de rock”. Para construir eficazmente uma firma de valor tens de fazer uso da influência de Especialista Visível para levantar a firma inteira e fazer marca dela.

Como é que isto pode ser feito? Eis três coisas a ter em atenção:

1. Seleciona as questões estratégicamente

A base na qual se consegue fazer um relacionamento funcionar está disposta na estratégia que desenvolveres como Especialista Visível. Problemas a nos concentrarmos devem ser selecionados para que eles reinforcem a especialidade da firma como um todo. Não seleciones problemas que promovam o Especialista Visível à custa da marca da empresa.

Normalmente isto não é um problema. Mas às vezes pode ser. Por isso é que a seleção das questões deve ser feita com intenção e não deixada ao acaso.

2. Desenvolve vários Especialistas Visíveis

Esta abordagem é talvez a maneira mais segura de evitar o problema. Se tens vários Especialistas Visíveis em vários aspetos dos serviços da forma, reduzes a probabilidade de um único indivíduo distorcer a tua marca.

Identifica bons potenciais candidatos e começa a desenvolvê-los através dum programa de Especialista Visível. Mesmo que todos os candidatos não alcancem o estatuto de Especialista Visível, o esforço não foi desperdiçado. Os esforços deles vão reforçar a marca geral da firma.

3. Dá ênfase proativo à “banda de rock”

Há muitos passos que podes tomar para dar ênfase à contribuição da equipa num todo. Isto pode ser refletido na linguagem usada pelo Especialista Visível ele mesmo (exemplo, “nós” vs “eu”) e como o desenvolvimento de negócios é conduzido (exemplo, usar sempre uma equipa para fechar novo negócio).

Se pensares sob esta perspetiva, o que estás a tentar fazer é aumentar o poder do “efeito halo” onde as outras pessoas na firma ganham os benefícios por associação com um Especialista Visível. Se tiveres escolhido os problemas que queres endereçar de forma estratégia, desenvolver Especialistas Visíveis irá ajudar a firma num todo e não apenas o indivíduo.

Na parte 5 iremos explorar as ferramentas necessárias para implementar um programa de Especialista Visível. Entretanto lê as partes anteriores.

Acabaste de ler a parte 4. Começa na parte 1 ou lê a parte 3.

Como ser um Especialista reconhecido: parte 3

Desenvolve a tua estratégia de Especialista Visível

Na parte 2 destas séries revemos como alguém pode fazer uma avaliação dele próprio ou dum profissional como Especialista Visível. Agora é altura de explorar o processo de desenvolver a tua estratégia.

Começa com o fim em mente

Qualquer estratégia tem de começar com o fim em mente. Precisas de ser uma autoridade num tópico em concreto, ou estás particularmente intertessado em gerar leads e aumentar a visibilidade da tua firma? É que esta última poderá ser mais facilmente conquistada do que a anterior.

Sê realístico acerca daquilo que esperas alcançar. Se não tens experiência ou provas dadas numa dada área, tornares-te um Especialista Visível nesse campo irá com certeza ser um desafio. Muita gente começa com um programa de Especialista Visível com um entendimento básico na área deles e tenta a partir daí construir uma especialização ou aumentar a visibilidade em torno dum assunto emergente.

Um objetivo claro e firme irá tornar o desenvolvimento da estratégia mais fácil. Sê específico e aponta isso num papel.

Precisas de ser uma autoridade num certo tópico, ou estás mais interessado em angariar leads para a tua empresa?

Eis os passos básicos no desenvolvimento da estratégia.

1. Começa onde és forte.

Qualquer estratégia de sucesso tem de ser fundada numa avaliação realista de onde te encontras hoje. Se já fizeste uma avaliação com base naquilo que já falámos, então estás pronto para avançar.

Neste passo, vais-te estar a focar nas áreas onde és mais forte. Onde é que já és forte? As melhores estratégias têm tendência para ser aquelas que usam as áreas onde tens mais competências.

Podes começar do princípio e mudar a tua atenção para outra área? Será que um consultor que faz auditoria numa empresa de contabilidade sem experiência concreta se pode tornar num especialista de seguros e finanças? Sim, mas é uma estrada difícil. Um objetivo mais fácil será tornares-te um especialista em fraude de seguros, por exemplo, já que a experiência que tinhas previamente em auditoria se traduz mais facilmente nesta posição.

2. Escolhe o teu público

Quem é que queres influenciar extamente? Quanto mais focado tiverem os teus alvos estratégicos, mais rápido estarás de alcançar o objetivo de te tornares um Especialista Visível para esse público. Lembra-te que queres alcançar tanto os teus potenciais clientes como as pessoas de inflûencia em redor deles.

3. Especifica os limites da tua especialidade

Que fronteiras é que podes delimitar na tua área de especialidade para a qual queres ser conhecida? O objetivo aqui é seres o mais específico possível enquanto és também generalista o suficiente para poderes ter um impacto duradouro.

Consegue-se observar este relacionamento no mundo envolvente tecnológico em que vivemos. Se a tua especialidade é focada numa única tecnologia, pode vir a tornar-se desatualizada quando a tecnologia muda de rumo.

Por outro lado, quanto mais específico for o segmento de mercado onde concentras a tua experiência, mais rápido lá chegarás.

4. Escolhe os teus temas e perspetivas

Este é um dos aspetos mais importantes da tua estratégia. Um especialista torna-se visível ao aplicar a expertise dele em tópicos ou temas específicos. Se a perspetiva deles é particularmente perspicaz e provocativa, tem tendencia a ganhar tração no mercado de ideias.

Contrasta isto com a abordagem da maioria dos profissionais. Na busca deles por visibilidade eles têm tendência para dar perspetivas aceites e convencionais em tópicos que são de pouco interesse imediato para o público deles.

Vai à procura de questões ou problemas que estão para entrar em cena e são propensos de serem complexos e controversos. Estes são os problemas que os jornalistas irão escrever e potenciais clientes falar. Este público irá apreciar receber a opinião e perspetiva dum expert nessas matérias.

Lembra-te que alguns assuntos específicos irão perdurar durante anos, enquanto que outros terão uma vida limitada. Ao longo do curso da tua carreira irás ter ambos. Certifica-te que cada problema na qual te foques terás um entendimento claro da coisa. Essa claridade e consistência vai-te ajudar à medida que novas variações e permutações desse problema possam emergir.

5. Desenha uma estratégia de implementação

Como é que irás usar estas ferramentas para desenvolver a tua especialidade e visibilidade? Onde é que irás publicar os teus pensamentos? Onde é que irás assegurar eventos e palestras onde possas falar? Quem é que irás cultivar como parceiros?

Por exemplo, podes chegar à conclusão que a melhor estratégia é tornares-te parceiro com uma associação numa indústria específica para fazeres uma investigação aprofundada nessa área. Baseado nessa pesquisa irás procurar oportunidades de falar em púnlico.

Podes então transformar essa pesquisa num livro. Esse livro irá tornar-se a fundação da tua especialidade e ser usado como uma ferramenta para gerar mais eventos para falares e entrevistas.

Todos estes objetivos específicos encaixam-se para reinforçar a especialidade e aumentar a visibilidade. Isso é como uma boa estratégia deverá funcionar.

6. Identifica as ferramentas que precisas

Que ferramentas específicas precisas para implementar essa estratégia? Muitas pessoas surpreendem-se ao descobrir uma quantidade ampla de ferramentas nas quais precisam de usar para ser bem sucedidos. Eis algumas ferramentas comuns para construir a tua reputação:

  • Biografias de vários tamanhos
  • Fotografia profissional
  • Videos que mostram a tua especialidade ou eventos em que falaste
  • Website teu
  • Artigos de blog
  • Relatórios ou white papers
  • Kis de média
  • Artigos de imprensa
  • Pesquisa
  • Livros ou ebooks (livros digitais

A especificidade de cada um destes pontos irá variar de indústria para indústria, e provavelmente irás precisar de ajuda para desenvolver algumas destas ferramentas.

7. Transforma a tua estratégia num plano de ação

A fase final do desenvolvimento da tua estratégia é torná-lo num plano de ação.

  • Como é que irás construir estas ferramentas?
  • Que recursos externos é que precisas?
  • Qual é o teu tempo previsto para implementares tudo isto?
  • Qual é o teu orçamento?
  • Quem será responsável para fazer com que isto aconteça?

Logo que tenhas completado estas tarefas básicas de planeamento podes começar na fase da implementação.

Desenvolver uma estratégia de Especialista Visível é fundamental para tornar isso uma realidade. Quando olhas em volta para todos os indivíduos e firmas que perseguem serem líderes de opinião e falham, é uma lição a tirar com juízo para poderes saber o que não fazer, ou fazer bem e melhor.

Uma das razões pelas quais muitos falham é que eles estão a seguir uma estratégia que tem falhas, ou nenhuma de todo. Querer ter uma coisa só por querer não chega. Esforços desorganizados também não. É preciso uma estratégia de sucesso.

Na próxima parte irei-te explicar o relacionamento entre um Especialista Visível e a marca da empresa/firma.

Acabaste de ler a parte 3. Lê a parte 1 ou a parte 2.

4 Técnicas de Contar Histórias para Aumentar as Vendas

Todos nós já ouvimos e sabemos o que é um elevator pitch, ou em Português, discurso de elevador, que é um breve discurso onde explicamos o nosso negócio em 30 segundos ou menos, que é mais ou menos o tempo que pode demorar de ir do resto de chão ao andar onde vamos sair com a pessoa com quem estamos a falar. Mas e se… o nosso discurso é, sei lá, um bocadinho aborrecido?

1. Pratica a tua mensagem

Escrever para ser ouvido (televisão ou apresentação de vendas) é diferente de escrever para ser visto (jornal, anúncio). Adapta a tua mensagem para que a tua apresentação não pareça uma coisa genérica ou comum. Não deves ter um discurso igual para toda a gente, mas deves prepará-lo para estares pronto para o dizer numa variedade de situações. O que interessa é que não pareça um discurso decorado.

2. Usa tópicos

Não queres parecer que decoraste o teu discurso, queres que seja uma coisa que soa naturalmente. Se soa a que decoraste o teu discurso as pessoas categorizam-te como um vendedor ou alguém que não se preparou e não é profisisonal. O que tu queres é um momento espontâneo que possas partilhar com o teu público/pessoa. Não vais ter a mesma resposta ao memorizar tudo, do que se puderes adaptar o teu pequeno discurso à situação. Fala de forma natural, fica relaxado e mantém contato visual com as pessoas a quem estás a falar. Como forma de te preparares, o ato de escreveres o que queres dizer pode ajudar a te lembrares. Leva contigo os tópicos num pequeno bloco de notas, folhas, ou cartões de índices que podes usar como cábulas.

3. Começa bem, acaba bem

A introdução deve captar a atenção de quem te está a ouvir, enquanto que o fim deve ter um forte e claro apelo à ação. O que é que há a ganhar ou a perder na situação para o potencial cliente? Porque é que a pessoa que te está a ouvir se deve sequer interessar? O que é que lhe podes oferecer que ele ache que seja vantajoso para ele ou ela?

4. Torna a coisa pessoal

Faz com que as pessoas se conectem contigo a um nível pessoal com qualquer produto ou serviço que estejas a vender. Por exemplo, se vendesses serviços de consultoria em engenharia mecânica de cruzeiros, poderias citar pesquisas, estudos de caso, investigações feitas nesse mercado, e listar vantagens e desvantagens, mas se em vez disso, mostrares um vídeo de um barco de grande porte a bater num porto por falha mecânica, a pessoa que está do lado de lá vai-se lembrar disso, porque uma experiência forte e pessoal vende melhor do que sem ela.

7 Ferramentas LinkedIn para encontrares o emprego dos teus sonhos

LinkedIn é reconhecida como a rede social mais usada pelos profissionais à procura de aproveitar ao máximo as oportunidades de empregabilidade na internet. Da mesma forma como não irias entrar por um escritório adentro, vestires-te inadequadamente e apresentares o teu currículo a toda a gente que te aparecesse à frente, há alguns procedimentos recomendados a seguir e algumas ferramentas que podes usar para tirares melhor partido do LinkedIn.

1. Signal

Esta ferramenta pode ser usada para pesquisar vários tipos de posições na tua área de especialidade, ou outras. Assim como outros motores de busca, só é necessário pesquisares por palavras relacionadas com “contratar”, “vagas”, etc. Pesquisa por estas palavras e seleciona as outras opções, no que toca a empresa, localização, entre outras. O Signal irá então fazer uma passagem por todos os contactos das seleções que escolheste, numa determinada indústria ou atividade, com recrutradores à procura de preencher essa vaga. Comparado com os típicos websites de empregos, esta opção, dentro do LinkedIn, ajuda-te a encontrares uma boa posição.

2. Apply with LinkedIn

Este é um plugin que está a tornar-se popular tanto com os utilizadores como com empresas e multinacionais no LinkedIn (Netflix, Photobucket etc), que já instalaram um plugin nas suas páginas de emprego (para quando as Portuguesas?). Esta ferramenta funciona assim: quando tu, como um candidato, clicas no botão “Apply with LinkedIn”, a empresa irá receber os teus detalhes LinkedIn em vez de teres de fazer o upload dum currículo, porque o LinkedIn vai buscar a tua informação automaticamente ao LinkedIn. Esta ferramenta é gratuita para baixar e poderá ser útil também para pessoal no departamento de Recursos Humanos.

3. Creative Portfolio Display

Outra ferramenta útil, o Creative Portfolio Display é particularmente bom para os profissionais que prestam serviços na área criativa. Esta ferramenta permite alojar conteúdo multimédia ilimitado, ao mesmo tempo que também permite escolher o conteúdo do portfolio a ser mostrado no teu perfil. A ferramenta foi criada para funcionar como um currículo online, e pode ser um instrumento vantajoso para freelancers ou outros que tenham necessidade de mostrar o seu conteúdo criativo ou a sua marca pessoal.

4. Resume Builder

O Resume Builder é uma aplicação muito fácil de usar e intuitiva que te deixa transformar o teu perfil LinkedIn num currículo PDF e Word. Escolhes um template, editas, organizas a informação necessária, podes imprimir, exportar ou partilhá-lo diretamente por email ou nas redes sociais como o Facebook, Twitter e no próprio LinkedIn.

5. Who Works At

O “Who Works At” é uma extensão do Google Chrome que te permite saber através dum popup que te aparece, quem é que, na tua rede LinkedIn, trabalha num determinado sítio. É bastante útil porque dá prioridade aos resultados que fizeres para as pessoas mais relevantes, deixando-te também ver todos os novos empregados e quaisquer mudanças adicionais ocorridas na empresa.

Outras ferramentas úteis que também podes usar (opcional):

6. LinkedIn hResume

O LinkedIn hResume é um plugin do WordPress que usa o formato específico do hResume microformat, puxa-o do perfil público da página do LinkedIn e permite-te adicionar isso a qualquer página WordPress e aplicar os teus próprios estilos. Esta ferramenta requer à partida algum conhecimento de informática e poderá não te ser necessária se não entenderes o WordPress ou não o estiveres a usar.

7. LinkedIn Search Engines for Firefox

Este é um plugin para o browser Firefox. O que ele faz basicamente é adicionar um campo de busca no Firefox no canto superior direito. Há dois tipos de motores de busca disponíveis, um que te permite pesquisar por posições na rede LinkedIn; e outro que te permite pesquisar contactos por empresa, nome ou título.

Artigo Relacionado
Os 7 Passos para teres Sucesso no LinkedIn

Como ser um Especialista reconhecido: parte 2

Ler parte 1 aqui

Começa com uma avaliação de Especialista Visível

É importante ter um Especialista Visível numa equipa, porque isso só traz vantagens. Enquanto eles falam, escrevem artigos, dão entrevistas ou escrevem para publicações, eles atraem potenciais clientes, parceiros e talento em forma de candidatos.

Então como é que tu te tornas num Especialista Visível? O primeiro passo é fazer uma avaliação à tua situação atual ao olhar para três pontos:

  • Visibilidade no meio do público-alvo
  • Aréas de especialidade demonstradas
  • Nível de influência ou impacto no público.

Dentro destas áreas há indicadores subjetivos (a opinião das pessoas relativamente à tua especialidade) e indicadores objetivos (número de palestras dadas ou clientes referidos).

Vamos ver como cada um deles pode ser analisado.

1.Começa ao definir o teu público alvo de interesse.

Certifica-te que compreendes o público alvo que queres influenciar. Normalmente este público inclui:

  • Potenciais clientes de certas indústrias
  • Líderes de opinião tais como jornalistas, bloggers, etc
  • Outros profissionais que podem ser uma fonte de referências e recutamentos potenciais

2. Avaliar visibilidade atual.

Onde é que vais começar? Podes perguntar ao teu púnlico alvo que mencione firmas que eles achem que estejam na tua área de especialidade ou perguntar-lhes para classificar as firmas a partir duma lista. Estas são avaliações diretas.

Também existem avaliações indiretas, tais como resultados de pesquisa no Google, citações indexadas, seguidores Twitter e outros. O rápido crescimento das redes sociais torna esta medição mais fácil. Mas cuidado, esta medição deve refletir a visibilidade no meio do público alvo e não público que não esteja relacionado com a tua atividade ou atividade do público no qual te queres focar. Mede aquilo que queres meljorar.

3. Avalia competências atuais.

Quais são as áreas de especialidade pelas quais queres ser conhecido. É uma área abrangente como Tecnologias de Informação (informática) ou uma especialidade mais segmentada como engenharia mecânica aplicada em moldes?

É importante notar que por vezes estas áreas de especialidade podem-se relacionar diretamente com um serviço que a tua firma preste, tais como desenvolvimento de software. Outras vezes, poem ser questões que sejam relevantes para os serviços da tua firma mas que tenham implcações diversas. Escolher os melhores tópicos é uma questão de estratégia. Mas nesta fase é apenas necessário para ver aquilo pelo qual és conhecido.

4. Avaliar o nível de influência.

O que é o resultado to teu nível atual de visibilidade e competência? Como é que a tua influência é sentida no mercado? Que tipo de impacto é que isso está a ter na tua firma?

Podes avaliar a situação atual ao pedires feedback de membros do teu público alvo. Também podes ver fontes indiretas, tais como partilhas nas redes sociais e links internos. Outra abordagem para avaliar o nível de influência é identificar potenciais clientes que foram referidas, inquéritos por parte de parceiros, pedidos de palestras, citações na imprensa, etc.

5. Avaliar o ambiente competitivo.

Quem mais de interesse é que está a influenciar o mercado? Aqui estás a identificar outros Especialistas Visíveis e a tentar ter um entendimento da visibilidade deles, competências e impacto. Isto permite-te desenvolver uma espécie de análise de força competitiva que será útil enquanto dás o próximo passo em te tornares um Especialista Visível. E o próximo passo é desenvolver a estratégia.

Acabaste de ler a parte 2. Lê a parte 1 ou a parte 3.

Como ser um Especialista reconhecido: parte 1

Introdução

Há uma pequena minoria de profissionais que atrai uma grande dose da atenção das respetivas indústrias onde eles estão. A imprensa pode gostar delas, e as empresas procuram-nos pelo seu conhecimento e sabedoria. Enquanto que eles podem não ser famosos a uma escala global, estes profissionais são conhecidos na indústria e admirados pelos colegas. Eles atendem frequentemente conferências e escrevem para conhecidas publicações. A reputação e o nome deles pode até levantar o moral e as receitas das firmas para as quais trabalham.

Estes são os chamados Especialistas Visíveis e o sucesso deles não é deixado ao acaso. De facto, o sucesso deles pode ser copiado. Nesta série de artigos, seis no total, irei mostrar-te como é que um especialista pode ter uma maior perceção e reconhecimento no mercado dele. Aproveita, acho que vais gostar da viagem.

O que é um Especialista?

A maior parte dos profissionais de serviços em firmas têm um certo nível de conhecimento e especialização. Em muitos casos, há indivíduos dentro duma firma que podem ser legítimamente considerados como especialistas. Enquanto que eles podem ser conhecidos com os colegas e dentro da firma ou até mesmo dentro do âmbito da profissão deles, podem ser desconhecidos em comunidades maiores de potenciais clientes ou líderes de opinião. Podemos chamar a estes “especialistas invisíveis”.

Ao contrário destes, temos temos especialistas que são conhecidos em toda a comunidade e área de negócios nas quais eles atuam. Por exemplo, pensemos no Bill Gates ou Steve Jobs na tecnologia, Donald Trump no imobiliário ou Warrem Buffet nos investimentos. As opiniões deles podem ser notícia ou começar tendências. Eles são o ideal daquilo que podemos consider o Especialista Visível.

DEFINIÇÃO DE ESPECIALISTA VISÍVEL

O conceito de Especialista Visível é intuitivo e fácil. Esta pessoa combina as qualidades de grande perceção e visibilidade em áreas específicas de especialização. Exemplos de especializações poderão ser programação, marketing, ou engenharia. A especialização também pode estar associada a assuntos em vez de cargos, como por exemplo, reformas no Estado a nível de saúde ou brechas de segurança de computadores.

Quer um Especialista Visível seja um perito num serviço ou num assunto, ele ou ela tem de ser vivível para o público que lhe é de interesse. O Especialista Visível é alguém com quem as pessoas podem contar para conselho transparente e uma opinião genuína.

O Especialista Visível é um indivíduo com grande visibilidade e reconhecida peritagem que consegue ter boa influência no meio dum público específico.

A fama por si só não chega. Muitas pessoas são bem conhecidas mas não têm nenhum tipo de competências específicas. E da mesma forma, competência técnica por si só também não chega, porque não interessa quão impressionante a pessoa pode ser em determinado serviço ou assunto, é insuficiente. Estas duas qualidades têm de ser combinadas de maneira a que possam produzir resultados tangíveis.

BENEFÍCIOS DE SER UM ESPECIALISTA VISÍVEL

  1. Aumentar a visibilidade da firma. Ao melhorar a sua própria visibilidade, o Especialista Visível aumenta a visibilidade de toda a empresa. isto é um benefício fácil que as firmas podem desfrutar. As tuas pessoas são o teu produto.
  2. Atrair novos clientes. Com visibilidade e competência vêm potenciais clientes. Esta é uma relação fácil de perceber que serve como uma base importante para os profissionais na área do marketing já há mjuitos anos. Os potenciais clientes acreditam que um expert poderá ser um bom investimento para resolver os problemas deles.
  3. Cobrar mais. Os bons prestadores de serviço podem normalmente cobrar-se de mais pelo serviço deles. Ajuda ser um expert reconhecido na nossa indústria para isto assim acontecer.
  4. Reinforçar a marca da empresa. Fácil de perceber com esta fórmula: reputação da firma x visibilidade. Ter um Especialista Visível ajuda claramente nisto.
  5. Efeito de Halo. O efeito de halo é um fenómeno psicológico na qual a perceção positiva que uma pessoa tem de um indivíduo ou empresa irá influenciar a perceção de suas outras qualidades a nível positivo também. Por exemplo se acharmos que alguém é atraente, também podemos achar que serão inteligentes ou amigáveis. Neste caso um Especialista ajuda com certeza.
  6. Atrair parceiros de peso. Da mesma forma que os clientes são atraídos por um Especialista Visível, também o são os potenciais parceiros. O estatuto do perito e a sua visibilidade tornam esta tarefa mais fácil.
  7. Recrutamento fácil. Uma outra vantagem é como a presença dum Especialista Visível ajuda a recrutar talento para o teu projeto. Muitos invidívuos talentosos querem trabalhar com alguém que seja reconhecido como uma autoridade na sua área.

No próximo artigo vamos explorar como começar o processo de como te tornares um Especialista Visível ou ajudares alguém na tua firma a atingir esse estatuto. Tudo começa com um entendimento e a perceção de onde estás agora.

Ler parte 2: Como ser um especialista reconhecido: parte 2

Os teus empregados não lêem mentes

Como líder, o que é que almejas? Os teus empregados sabem o que é necessário ser feito para chegar aos objetivos, teus e da empresa? Eles sabem como esperas que eles se comportem e o que eles façam? E quando eles sabem “o quê” e o “como”, como é que tu lhes dás autonomia suficiente para que o trabalho possa ser feito duma forma eficiente e produtiva?

Estas questão são pontos pertinentes que todos os líderes mais cedo ou mais tarde se têm de debruçar. Neste artigo vamos analisar formas mais eficientes de mais facilmente lidarmos com estas questões e alcançar os teus objetivos duma forma clara e contínia.

Desenvolve o quê e o como de forma colaborativa

Antes de mais tens de saber interagir com as pessoas envolvidas no processo, numa conversação sobre em que ponto de situação estás, para onde queres ir e como lá vais chegar. Ao ir ativamente à procura do feedback deles, e valorizar as perceções deles, aumentar o compromisso, confiança e a probabilidade de ganhar boa vontade da parte deles quando for altura de agir e executar o plano. Esta perspetiva coletiva ajuda a estruturar aquilo que tem de ser feito (o quê) e o comportamento necessário para assim o fazer (o como).

Pode ser útil fazer uma folha de cálculo em forma de balanço, também chamado de balanced scorecard. Isto define “o quê”. Para definir o como podes usar o Modelo de Liderança Campbell. Podes usar ambas as ferramentas para avaliar os teus empregados.

Declara-te e vive com os teus próprios compromissos

Normalmente os líderes têm as melhores das intenções, mas as pessoas não conseguem ler as mentes deles, e é por isso que é importante viver com os nossos próprios compromissos, isto é, dizer às pessoas, quando apropriado, o porquê de querermos liderar e o nosso código de conduta. Por exemplo, alguém que lidera uma equipa poderá, quando em contacto com um membro peculiarmente difícil de lidar, ser transparente e aberto. Ao falar sobre os nossos valores e explicar porque é que eles nos interessam e como isso se aplica ao trabalho que fazemos, desarmamos a outra pessoa com a nossa genuinidade. “Eu gosto de ter uma boa experiência quando trabalho em equipa. Podes-me dizer o que é que procuras num colega? O que é que te leva a ti a confiar em alguém?”

Isto é declararmos-nos, e pode mudar radicalmente uma pessoa difícil num dos nossos maiores apoiantes.

Mas declararmos-nos pode não ser suficiente. É necessário estar consciente de que eles nos irão tomar como responsáveis daquilo que fazemos e daquilo que dizemos. As pessoas querem saber se tu dás o exemplo e irão observar-te para saber se fazes aquilo que dizes. Portanto, se dizes, tens de fazer.

Respeitar a autonomia

Não te entusiasmes demasiado e não leves “o quê” e o “como” a extremos. Seria altamente contra-produtivo dizer às pessoas o que é suposto elas fazerem de tal forma rígida que elas ficam mais preocupadas com as tuas expetativas do que com o facto de que deverão concluir o trabalho de forma atempada e com qualidade.

No livro “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us“, o escritor Daniel Pink identifica aquilo que motiva as pessoas. A pesquisa dele revela que o factor que mais motiva é a autonomia, isto é, a possibilidade de escolha. As pessoas querem ser mestres do seu próprio domínio. Por isso tens de reconhecer que as pessoas querem saber aquilo que é esperado delas mas querem igualmente liberdade suficiente para que possam corresponder às expetativas duma maneira que funcione para eles.

Para poderes liderar ao mais alto nível, tens de saber dar à tua equipa um sentido de direção no que toca ao “quê” e ao “como”. Tens de saber expressar isso claramente o suficiente, mas não tão rígido o suficiente ao ponto de comprometer a capacidade individual de desempenho de cada um. Dá-lhes a flexibilidade de interpretar a coisa de forma a permitir que eles possam fazer o melhor trabalho possível que eles sabem fazer. Irás estar a dar assim o orgulho da autoria a cada um deles à medida que eles vão resolvendo problemas em sintonia com as tuas expetativas.

Sê consistente

Não só tens de te declarar a ti próprio cedo, tens de te declarar várias vezes. As pessoas têm vidas complicadas e muitas vezes não te estão a ouvir atentamente ou ao objetivo da empresa ou organização. É necessário fazer por vezes “vira o disco e toca o disco” e mostrar às pessoas porque é que é relevante e como é que isso funciona de forma específica.

Usa toda a oportunidade que tiveres para te conectares com os teus empregados ou membros de equipa, fala sobre projetos passados ou como é que eles contribuíram para a missão da empresa.

Lembra-te de ser consistente. Ter um comportamento padrão ajuda a ser congruente e dar um bom exemplo aos outros, não só num contexto de negócios mas também a nível da vida no geral.

Mantém-te adaptável

Quaisquer sejam as decisões que faças, algumas delas vão estar erradas. Ninguém está certo, sempre, a toda a hora. Portanto, quanto de declarares para ti próprio e para os outros, faz uma pequena nota mental de que algures no futuro irás cometer um erro.

Ao fazer isto, estás a tornar-te flexível. Isto não quer dizer que não saibas o que estás a ver. O que isto diz é que sabes exatamente o que estás a fazer, porque, ao entender que errar é humano, é possível aprender com os nossos erros. É a forma como lidas com os erros que vai derradeiramente definir a tua contribuição, para ti e para o mundo. Já o Charles Darwin dizia, quando o meio ambiente muda rapidamente (lembra-te dos dinossauros), não são os mais fortes nem os mais inteligentes que sobrevivem: são, em vez disso, os mais adaptáveis. Desta forma, os líderes mais capazes são aqueles que são mais propensos a aprender.

E não tens apenas de ser flexível, tens de também fazer com que os outros estejam cientes desta flexibilidade. Por exemplo podes passar uma pequena nota a todos os teus colegas a dizer “Eu irei cometer erros. Irei fazer o melhor que posso para reconhecer esses erros e remediá-los tão rápido quanto possível”. Estás a aprender e a crescer, a situação muda, e pode ser necessário virar noutra direção.

Quando dás “barraca”, e isso irá acontecer, garanto-te, a solução é corrigir o rumo e fazê-lo bem. A coisa mais eficiente a fazer é reconhecer o teu erro, comprometermos-nos a fazer melhor e fazermos mesmo.

Conclusão

Uma visão, uma estratégia, ou uma declaração, isto são só promessas. Como líder que és, o teu trabalho é tornar estas promessas realidade através dos processos e interações com o mundo e com as pessoas, todos os dias.

Usa cada uma das tuas interações como uma oportunidade de praticas as teorias e práticas aqui apresentadas. Prova que consegues. Faz por te melhorares com cada interação. Compromete-te a desenvolver uma maior clareza e competências para que te possas tornar cada vez mais prestável, a ti e aos outros e à tua empresa. Portanto, diz aquilo que valorizas, torna claro o que queres fazer, e mantém-te responsável.

Como criar bom conteúdo sem dinheiro

Uma das perguntas que me fazem na área do Internet Marketing quando se fala sobre conteúdos é “Mas o que é que podemos fazer quando não temos orçamento?”. Isto é normalmente precedido por “Mas não se consegue criar conteúdo sem orçamento!”.

Não acredito nisto, e vou-te mostrar neste artigo como é que podes criar conteúdo dependendo dos recursos que tens disponíveis.

Existem 3 tipos de capital

Há três tipos de capital à nossa disposição que podemos usar em tudo:

  1. Tempo
  2. Talento
  3. Dinheiro

Tu precisas de pelo menos um destes, de preferência dois de forma a criar alguma coisa decente. Não é necessário, no entanto, ter todos os três. Contratar uma agência com talento trata logo disto tudo.

Tempo, talento e dinheiro
3 tipos de capital que tens à tua disposição

É verdade que três das quatro interseções da imagem envolvem dinheiro, mas isto não significa partes iguais de dinheiro juntamente com o outro fator. O círculo até pode parecer assim:

Tempo, talento com menos dinheiro
Tempo, talento e (menos dinheiro)

Vamos dar uma olhada nos três e exemplos de conteúdo que tem sido criado pelas diferentes combinações de tempo, talento e dinheiro.

Aqui a questão não é que não seja preciso dinheiro, a verdadeira questão é que, seja como for, estaremos sempre a usar algum tipo de capital em qualquer coisa que produzamos, e nem tudo requer dinheiro.

Tempo + Talento + Dinheiro

Este triunvirato é o ideal em qualquer situação. Com tempo para investirmos no trabalho, com talento para assim o fazer, e com dinheiro para gastar, podes produzir bom conteúdo que estará bem ensaiado (tempo), bem desenhado (talento), e capaz de contratar pessoas que irão fazer ambos (dinheiro), e talvez até promover o conteúdo.

Não quer dizer que a mesma pessoa tenha de ser ela mesmo a fazer todos os três. Em muitos casos, o cliente paga o dinheiro, o designer/criador usa o seu tempo e talento, e alguém (o cliente, ou o criador, mas provavelmente um consultor de marketing digital) irá promover o conteúdo. O dinheiro pode encurtar a quantidade de tempo necessário, e pode sem sombra de dúvidas contratar/comprar alguém com muito talento.

Eis um exemplo direto.

O Dollar Shave Club foi um grande investimento, levou um certo tempo a filmar (mas não tanto do que se eles não tivessem dinheiro), e levou dinheiro para ser promovido através do BBH.

O jornal New York Times apresentou várias visualizações nos Estados Unidos da América (na altura das eleições em Novembro 2012). Uma delas foi o mapa eleitoral como podem ver em baixo.

mapa eleitoral eleições novembro 2012 EUA
Mapa eleitoral EUA nas eleiçõies de Novembro de 2012

Tempo + Talento

Necessário quando não tens dinheiro.

Uma combinação de dois capitais, tempo e talenjto. Se tens dois destes, vais ser capaz de criar tudo o que estiver dentro as tuas capacidades. Não vai ser necessário gastar dinheiro em recursos externos já que tu ou a tua equipa terão todas as competências técnicas para criar e promover o conteúdo/peça.

Agora o problema será o tempo, porque irá levar mais tempo a produzir o conteúdo do que se tivéssemos o dinheiro pronto, porque será preciso mais tempo para fazer mais trabalho para o dinheiro que não vamos gastar nele.

No exemplo escrito no blog do OKtrends, o artigo 10 Gráficos Sobre Sexo levou mais de 50 horas a produzir (analisar os dados, tirar conclusões, escrever etc).

É possível usar as redes sociais, SEO, email marketing, etc, para atingirmos os nossos objetivos, haja tempo e competência para isso.

Tempo + Dinheiro

Necessário quando não temos talento.

Se tens tempo e dinheiro mas não tens o talento, podes contratar talento para produzir o conteúdo por ti. Ou podes usar o teu tempo para desenvolveres o talento ou competências necessários.

Se tens orçamento suficiente e uma certa quantidade de tempo, podes produzir muito conteúdo de qualidade desde que estejas disposto a pagar por ele.

E aqui o orçamento pode variar. Mas vamos supor que tens €100. Não consegues fazer grande coisa com isso, mas talvez consigas comprar milhares de “re-pins” no Pinterest com isso, o que talvez faça com que o teu conteúdo tenha mais proeminência. E se tiveres €100 todos os meses para gastar, podes usar mais canais e promover o conteúdo durante mais tempo.

Um exemplo é a empresa Sortable, que encontrou uma maneira de transformar as opiniões dos produtos uma coisa interessante através do uso do bom design, e boa experiência ao utilizador, muito boa a nível da acessibilidade e visualmente apelativa.

Dinheiro + Talento

Necessário quando não tens tempo mas precisas de ter conteúdo de qualidade.

Dinheiro e talento são dois tipos de capital que podes usar quando não tens tempo, e vais precisar de ambos se quiseres ter o trabalho pronto e bem feito.

O dinheiro permite-te comprar todo e qualquer recurso necessário para produzir e promover o conteúdo. Com um orçamento grande, serás capaz de: produzir mais com melhor conteúdo; e promover em mais canais e mais depressa.

O talento permite-te ter uma maior qualidade e rapidez com a qual o teu conteúdo é produzido. Quanto maior for o teu talento, ou o talento de quem tu contrataste, mais rápido serás capaz de produzir conteúdo da mesma qualidade em relação a um indivíduo com menores competências técnicas.

Exemplos de dinheiro e talento.

Guia do WordPress para pequenas empresas

guia wordpress small businesses
Guia do WordPress para pequenas empresas

Ou esta visualização espetacular do Washington Post.

estatísticas visuais eleições EUA novembro 2012
Estatísticas dos Estados que apoiam um ou outro candidato

Tens que tê-los no sítio

Para produzir conteúdo espetacular e de qualidade, sem dinheiro, vais precisar de os “ter no sítio”, e estar disposto a tomar riscos ou a ter uma atitude predisposta a fazer coisas que não estarias normalmente disposto a fazer.

Risco é diferente de dinheiro ou tempo. É mais parecido com talento no sentido de ser uma atitude. Quando estás constrangido pelo tempo, dinheiro e talento (ou acesso a alguém que o tenha), então tens de tomar algum risco.

Um exemplo disso é um website, o Wish.co.uk. Eles fizeram muita macacada ao longo dos últimos anos, incluindo organizar um almoço falso com o Primeiro Ministro David Cameron (por 250 libras). O “trabalho” mais recente deles foi relatado pelo jornal Daily Mail, e gerou uma certa controvérsia, porque eles estavam a dar às pessoas a hipótese de poderem lutar contra polícia de choque. Podes ler a notícia do Daily Mail aqui: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2239331/Stag-website-condemned-arranging-mock-riots-groups-clash-cops.html

Como Tornar Atividade no Facebook em Artigos num Blog

As pessoas podem perguntar “eu já tenho um Facebook, porque é que preciso de um blog próprio?”. Recomendo a leitura de porque é que um website é mais importante que um facebook, onde mostra como é que um website e as redes sociais não são mútuamente exclusivos e podem trabalhar em sinergia – mas que um website será sempre teu.

Um website, se ele for mesmo teu, é uma propriedade tua. Não estou a falar dos blogs gratuitos que qualquer um pode ter em blogspot.pt, wordpress.com ou blogs.sapo.pt. Isso são blogs gratuitos que qualquer um pode ter.

Um website próprio é teu e ninguém te o pode tirar. É o teu nome que está na porta e tu decides o que é mostrado, e és dono ou dona do teu conteúdo. Não podes dizer o mesmo das redes sociais.

As boas notícias são que se a tua página do Facebook é ativa, blogging vai ser mais fácil para ti. Eis 5 maneiras em como transformar a atividade do Facebook em artigos no blog.

1. Tranforma FAQs em artigos “Como fazer…”

Tens questões na tua página do Facebook em como usar os teus produtos ou serviços? Ou como as pessoas podem resolver determinados problemas ou questões nos negócios ou na vida? Podes responder no Facebook e crescer a resposta num artigo. Vai para além daquilo que as pessoas estão a perguntar ou a pedir noutras páginas na tua indústria, ou em indústrias vizinhas.

2. Transforma elogios em estudos de caso

Quer seja uma recomendação formal ou um simples comentário no teu Facebook, quando as pessoas partilham e têm um bom feedback podes contactá-las e pedir-lhes uma entrevista. Sabe mais acerca da experiência que elas tiveram e o problema que tu ou o teu negócio ajudaram a resolver. Estudos de caso podem vir a ser bons artigos no blog e também podem ser destacados numa secção separado no teu website.

3. Olha para dentro

Pergunta às pessoas que visitaram a tua página que assuntos ou tópicos elas gostavam de ler no teu blog. Podes partilhar algumas ideias ou fazer uma votação. Nota também se tiveres muitos Likes, e se eles aparecem depressa, quando colocas links de volta para o teu blog, porque isso quer dizer que serão assuntos populares dos quais deverias continuar a escrever.

4. Transforma o improviso numa olhada aos bastidores

Um blog empresarial tem de ser mais do que apenas um diário. Se tu ou quem trabalhar para ti colocam fotos no Facebook sobre viagens e afins, agarra nelas e coloca-as no blog. Até podes criar uma categoria específica como “Facebook Coisas”, “Nos bastidores”, “Aquilo que estamos a tramar”, ou qualquer título assim do género para as pessoas saberem que esta é uma categoria diferente dos teus outros artigos informacionais.

5. Transforma as tuas partilhas em entretenimento

Dá uma olhada nas fotos, vídeos e links que encontraste no Facebook ou noutra rede social na última semana ou mês. Escolhe alguns dos favoritos e coloca os links para o teu blog, juntamente com uma pequena descrição sobre o porquê de gostares deles. Põe-os igualmente numa categoria diferente, do género “Coisas que Gostamos”, “Apanhado de Coisas Giras”, etc.