Contratar Empregados Criativos

rapariga com camara digital
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Estás à procura de obter empregados criativos para a tua empresa? Então
permite-me com toda a modéstia sugerir-te algumas carateríticas que deves enunciar de forma a encontrares pensadores e empregados criativos.

Backgrounds diferentes

Empregados criativos e produtivos é aquilo que muitas empresas querem. No entanto, os anúncios de vagas de emprego não refletem isso. Espera-se da maioria dos empregados típicos que sigam um caminho relativamente estreito no odecurso da carreira deles, definido por sua vez pela posição que eles procuram. Normalmente, isto envolve ter um curso académico numa área relacionado com a atividade a desempenhar, e de preferência, até uma formação avançada e experiência demonstrada num outro trabalho anterior.

O indivíduo que consiga preencher os requisitos da posição é propenso a ser competente para a mesma. Mas não há garantia que ele ou ela seja particularmente criativo. Mais, o background dessa pessoa irá ser bastante semelhante a outras pessoas no departamento que será improvável que ela traga algum tipo de diversidade de pensamento como benefício. A diversidade de pensamento ajuda na criatividade via colaboração de equipa. Quanto mais diversidade houver num grupo, mais material temos com o qual se poderá arranjar ideias criativas.

Se quiseres encontrar e contratar pessoas espetacularmente criativas, tens de encontrar pessoas com diversidade nos backgrounds delas. Isto não é apenas indicativo de criatividade, mas também aponta um potencial empregado como tendo mais diversidade de experiência, conhecimento e vivências do que uma pessoa que seguiu um caminha de carreira muito padrão.

Diversidade e Experiência Internacional

A coisa mais importante que deves procurar é a experiência, ou vivência internacional da pessoa. Não necessariamente ser uma pessoa que viaja muito de férias, mas sim uma pessoa que viveu, estudou ou trabalhou em algum outro sítio. Segundo um estudo do Journal of Personality and Social Psychology, viver noutros países ajuda a desenvolver uma criatividade de forma permanente. Portanto, pense em estrangeiros a viver no seu país assim como pessoas da sua nacionalidade que já viveram ou trabalharam noutros países.

A segunda melhor caraterística no que toca à experiência internacional é diversidade de experiência. Em vez de olhar para pessoas que seguiram uma carreira profissional muito linear, vire-se para pessoas que tiveram uma experiência mais variada. Pense nas pessoas que fizeram trabalho de forma diferente da posição à qual eles esperam poder preencher. Se queres um Gestor de Informática, alguém que passou dois anos a vender cerâmica decorativa ou um ano a ensinar pessoas a fazer yoga além de também ter alguma experiência em Informática, está mais propenso a ser mais criativo do que alguém que apenas tem experiência em Informática. Para além disso, esse indivíduo vai trazer mais diversidade de pensamento para o departamento de Informático, o que irá ajudar a equipa no todo através da colaboração criativa.

Além da experiência de trabalho, observe sinais de diversidade e pontos incomuns na percurso académicos, passatempos e outros. Um gestor de marketing que tem um curso em literatura vai ser provavelmente mais criativo do que um gestor de marketing que tem um curso de gestão de empresas ou algo do género. Ele ou ela irá com certeza trazer perspetivas mais variadas ao departamento de marketing.

Humor

Ser uma pessoa engraçada e ter sentido de humor é bom, especialmente se for um sentido de humor original, a capacidade de ser divertido e engraçado por si mesmo ao invés de repetir piadas conhecidas, tudo isto é um indicador de criatividade. Humor é ver as coisas de maneiras diferentes que são inesperadas, e fazer isso dessa forma requer criatividade. Isto não significa que toda a pessoa criativa tem um sentido de humor, aliás, muitos não têm. Mas alguém que tenha um sentido de humor e seja original nisso é com certeza uma pessoa criativa.

Alguém com sentido de humor é com certeza uma pessoa criativa.

Ter um sentido de humor não é provavelmente algo que será aparente no CV do candidato, e muitas pessoas pensam, elas próprias, que à partida, elas já têm um sentido de humor. Se o candidato tem um blog, e uma conta Twitter e participa de forma ativa e proativa onde demonstra um bom sentido de humor, então será provavelmente mais criativa do que outros.

Espírito rebelde

As pessoas altamente criativas são propensas a ser um bocadinho rebeldes. Isto acontece porque elas pensam de forma diferente das pessos comum, e tendem a fazer as coisas de forma não convencional. Além disso também não têm medo de ser algo provocativos, mesmo com figuras de autoridade. Isto não é porque elas escolhem ser rebeldes, ao invés disso, acontece porque as pessoas muito criativas pensam de maneira diferente e tomam decisões de forma diferente das outras pessoas típicamente consideradas criativas. As pessoas altamente criativas podem até nem seguir as convenções normais. Estão mais propensas para acreditar que a ideia delas são melhores do que as ideias convencionais.

Isto significa que se queres mesmo contratar pessoas muito criativas, deves prestar atenção a sinais de rebeldia. No entanto, esta caraterística é improvável que apareça no CV do candidato por razões óbvias. É algo que deve ser identificado através de entrevistas e talvez até ao investigar o perfil do candidato nas redes sociais. Agora, atenção, rebeldia não significa necessariamente uma pepssoa criativa. Há pessoas que são rebeldes por outras razões. Portanto, contratar uma pessoa rebelde não garante que ela seja uma boa contribuição para a tua empresa. Em vez disso, deves considerar essa caraterística juntamente com outras descritas neste artigo.

Por outro lado, nota que contratares pessoas altamente criativas irá resultar em contratar pessoas rebeldes, que poderão não se adaptar de forma fácil à cultura empresarial; pessoas que possam vir a ser críticas dos seus superiores e da maneira como as coisas são feitas na empresa; pessoas que acham que sabem mais do que tu ou os gestores. Por vezes, os rebeldes estão errados. Outras vezes estão certos. Mas tens de te perguntar a ti mesmo(a) o seguinte: se queres mesmo empregados muitos criativos, quere-los ao ponto de aceitares as consequências de vires a teres pessoas altamente rebeldes e criativas na tua organização? Isto porque, sejam ou não rebeldes, as pessoas muito criativas são, por definição, diferentes da pessoa comum. Eles pensam de forma diferente, não se conforma. Podem até ficar frustrados e desistir se ignorares as ideias deles e te confinares a ideias menos criativas e menos arriscadas.

CONCLUSÃO

As pessoas criativas são diferentes. Vão ter experiências de vida diferentes das outras pessoas, e as vivências delas podem incluir ter vivido ou trabalhado noutros países. Poderão comportar-se de forma diferente dos outros e mostrar resultados diferentes, resultados criativos. Se tiveres as dicas deste artigo em mente, vai ser fácil encontrares pessoas bem criativas.

Porque é que as boas perguntas serão sempre melhores que as tuas melhores respostas

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Se não fazes perguntas, devias.

Na maioria das situações de vendas e de marketing poderás ter de colocar questão atrás de questão para ires ao cerne do problema. Frequentemente, um bom questionário pode ajudar-te a não só encontrar o problema como saber como resolvê-lo, um problema que o cliente está a tentar ultrapassar e que tu podes fazer com que ele veja qual a direção certa na qual se pode orientar.

As questões certas levam-te a ti e ao cliente ao sítio certo. Passar 30 minutos a responder às questões erradas não é nada motivador. As questões ajudam a dar uma boa perspetiva da coisa e fazem com que os teus prospetos se abram em novas maneiras que revelam como é que podes acrescentar valor à situação. Os grandes consultores fazem boas perguntas em vez de tentar dar grandes respostas. Lê isto outra vez:

Os grandes consultores fazem boas perguntas em vez de tentar dar grandes respostas.

É uma caraterística que nem todos possuem ou querem desenvolver, mas demonstra que estás ali para guiar o teu cliente de encontro ao objetivo dele ao invés de tentar vender ou empurrar um produto.

O Peter Drucker, talvez um dos consultores mais conhecidos e com obras mais lidas de todos os tempos, referia-se a si próprio não como um consultor, mas como um insultor, porque ele colocava muita importância em fazer perguntas difíceis. Por vezes as perguntas difíceis requerem alguma coragem e “sem vergonha na cara” (no bom sentido), mas se estiveres frente-a-frente com um bom prospeto, eles irão-te respeitar por te preocupares o suficiente e ambos irão chegar mais depressa ao objetivo.

À medida que te tornas melhor a usar perguntas vais-te tornar também um melhor ouvinte e ajudares os clientes a conseguir articular as necessidades deles em formas de que a tua concorrência jamais era capaz. Tens de ter algum tipo de questionário ou questões iniciais que consigas usar em cada situação em que te possas encontrar. Está à vontade para copiares esta lista para que a possas usar nas tuas próximas reuniões ou situações de vendas/marketing.

A tua lista de perguntas

Podemos ser específicos? – Uma das coisas mais importantes que podes fazer no que toca a fazer perguntas é descobrir o que é que o cliente realmente quer quando eles te fazem uma pergunta. Muitas vezes eles não sabem como ser específicos, portanto talvez possam dizer “Fale-me sobre o seu produto” quando na verdade o que eles querem mesmo saber é se tu testas os teus produtos para defeitos de qualidade que eles descobriram que o atual fornecedor deles tem.

Tens de estar preparado para qualquer tipo de linha de questionário que estejas a fazer para os redirecionar para algo como “Há alguma coisa específica que gostaria de saber acerca dos nossos produtos?”. Podes sempre afastar-te desta linha de racioncínio, mas muitas vezes eles poderão responder duma forma que te vai ajudar a entender o que é que se está a passar no mundo deles.

Isso é uma pergunta? – Já alguma vez tiveste um prospeto que falava falava falava falava naquilo que estava mal na empresa dele e a falar mal daquilo que se passava no país e a economia, só para parar de repente e perguntar-te se podes resolver a coisa? O problema em tentar vender alguma coisa nesta situação é como tentar passar um charco sem ter ideia de quão fundo é a água. Tens de estar preparado para lhes pedir para eles colocarem alguma pergunta concreta.

Porque é que isso é um problema? – Muitas vezes as pessoas vão-te dizer tudo o que elas sabem daquilo que é um problema sem te explicar quanto é que isso lhes está a custar ou porque é que eles o querem resolver. Tens de arrastar o problema cá para fora e ver se eles conseguem articular o problema para que o possas entender. Se eles não estão motivados por esta pergunta, eles não estarão motivados o suficiente para resolvê-la.

Como é que mede o sucesso? – É frequente um comercial estar no terreno a vender um produto ou uma solução, sabendo que é algo de benefício para o prospeto, sem de facto saber como é que o prospeto está a medir aquilo que é bom para eles. Quando percebes quais são os objetivos do comprador e como é que eles podem ser medidos, podes enquadrar esse valor nesses termos. Muitas vezes um comprador está mais preocupado com as coisas que aparecem no relatório de contas anual e só tens é a beneficiar de compreender isso.

O que é que faria se isto estivesse resolvido? – Problemas e desafios afastam as pessoas das coisas que elas querem fazer. Descobrir o que é que um potencial cliente poderia ou quereria fazer vai-te dar uma perceção daquilo que é importante para ele(a).

O que é que gosta mais sobre a sua atividade? – No meu tempo como consultor descobri que muitos empreendedores e mesmo gestores começaram a fazer aquilo que eles gostavam de fazer e muitas vezes acabam por perder o “fio à meada”. Ajudá-los a lembrarem-se e talvez até fazer com que voltem às origens pode ser considerado como um bom serviço e uma boa forma de te conectares com aquela pessoa. Nota que ninguém lhes faz este tipo de perguntas.

Como é que iria passar o seu tempo se…? – Este é o tipo de questão que poderá vir mais tarde numa situação de vendas/marketing quando o prospeto já é cliente e já tem uma relação connosco, ainda assim, acho que pode ser uma boa pergunta a lhe colocar numa abordagem inicial, desde que apropriado, para envolver aquela pessoa no que ela iria fazer se ela não estivesse a fazer aquilo que está a fazer agora. Às vezes as pessoas gostam quando alguém é genuíno desta forma, ao lhes colocar questões que eles deixaram de se colocar a eles próprios. No mínimo, isto vai-te tornar uma pessoa muito mais interessante aos olhos deles.

O que é que 10 vezes isso iria parecer? – Os nossos clientes não pensam às vezes com a ambição que eles poderiam pensar sobre alguma situação. Torna-te bom a ajudá-los a olhar para problemas em formas diferentes ao sugerir que eles pensem mais, melhor e com mais grandeza sobre eles próprios.

O que é que isso quer dizer? – Na altura em que o teu prospeto começa a mandar clichés para o ar e a falar em jargão específico à indústria deles, pergunta-lhes o que é que eles querem dizer com isso. Coloca a questão de uma forma suave, do género, “o que é que a sinergia parece neste caso?” é uma boa forma de te conectares com ele, ou pelo menos, perceberes o que é que ele quer dizer com certas palavras. Se não compreendes alguma coisa que o prospeto está a explicar pede-lhes que eles sejam mais sucintos, há pessoas que adoram explicar as coisas aos outros.

Porque é que agora é uma boa altura? – Há muitas boas razões para descobrir porque é que alguém está a perguntar sobre o que tens para oferecer. Podes vir a encontrar alguma dor escondida ou algo que eles querem mesmo obter.

Não tenhas medo de usar estratégias dos grandes consultores. O Peter Drucker normalmente perguntava variações das mesmas cinco perguntas aos seus clientes e prospetos.

  1. Qual é a sua missão?
  2. Quem é o seu cliente?
  3. Qual é o valor do cliente?
  4. Quais são os seus resultados?
  5. Qual é o seu plano?

Começa com uma ou duas questões que te podem ajudar a começar com qualquer tipo de situação em que te possas encontrar. Brinca com estas perguntas, põe-te à vontade com elas e depois adiciona as tuas próprias perguntas ou variações.

E lembra-te:

As boas perguntas são sempre melhores que as boas respostas.

Ajuda os teus empregados a fazerem mais e melhor

homem a andar de bicicleta

Equipa mais eficiente, equipa mais produtiva

Quando pensas na tua equipa de trabalho, és capaz de os descrever como satisfeitos e realizados com o trabalho que eles fazem? Ou será que existem questões para descontentamente, insatisfação, ou simplemente eles não se sentirem preenchidos com a atividade deles? Como podes garantir que eles se sintam satisfeitos para o máximo rendimento possível?

Nos meus curtos, mas intensos anos à frente duma agência digital, já trabalhei em colaboração com muitas entidades, e uma coisa que aprendi a lidar com pessoas e a gerir pessoas, é que um grande factor na satisfação da nossa equipa é a satisfação e a capacidade de conseguir fazer as coisas. Parece simples? Sim, o conceito é simples, mas a aplicação raramente é.

Remove obstáculos

Um dos melhores objetivos para a satisfação da nossa equipa é remover obstáculos do caminho deles para que eles possam fazer um bom trabalho e cumprir horários ou objetivos. Não há nada pior do que ficar agarrado devido a certos processos de aprovação ou papelada burocrática quando as coisas podiam ser resolvidas mais depressa sem isso. Tentar ser rápido e eficiente e depois ter de parar de repente com coisas nas quais não temos controlo pode ser altamente frustrante.

Dê à sua equipa poder de decisão suficiente e mantenha aqueles que têm de aprovar ou recusar coisas a um mínimo possível. Uma pergunta simples que poderás perguntar para ajudar a identificar possíveis obstáculos é: “O que é que eu posso fazer para te ajudar a teres isto feito?” Depois trabalhem juntos para remover esses obstáculos proactivamente. Toma nota dos prazos da tua equipa e estabele prioridades de acordo com elas. Por exemplo, um escritor que colabora comigo poderá estar num prazo apertado com um editor com o qual entrou em contacto, nesta situação, eu poderei proactivamente ver o artigo que ele escreveu para ajudar a acabar o mesmo.

Dá-lhes o que eles precisam

Que tipo de ferramentas é que a tua equipa usa no seu dia-a-dia? Há alguma coisa que os poderia ajudar a fazer as coisas de forma mais eficiente. Eles estão a fazer coisas de forma manual que poderiam estar a fazer de forma ajutomatica? Estão a desempenhar tarefas que até poderão ser desnecessárias porque foi essa a maneira como sempre as estiveram habituadas a fazer?

Por exemplo, vamos supor que a Verónica, que é minha colaboradora, trabalha na agência, e é responsável pela parte do Design, me diz que precisa duma nova versão de software para usar no trabalho dela. A pior que poderias fazer, mesmo que estejas numa empresa grande, era obrigar a Verónica a ter de enviar um email “oficial”, para efeitos de burocracia, a alguém no departamento das TIC para pedir orçamento para uma atualização do software. Resolve isso de forma simples ao tratares tu da questão, seja por ti próprio ou contactares tu as pessoas responsáveis para que o membro da tua equipa consiga dedicar a atenção dela à tarefa que lhe compete.

Certifica-te que toda a gente na tua empresa estão atentos a maneiras mais práticas de poder fazer as coisas de forma eficiente. Quer seja novo software, ou ter dias onde não haja reuniões nem burocracias, instaura processos que tornem as coisas mais práticas e causem o maior impacto positivo na tua equipa e a capacidade deles fazerem as coisas como deve de ser.

E tu, o que é que podes fazer para ajudares a tua equipa a fazer as coisas? Quer seja remover obstáculos do caminho deles, automatizar um processo manual, ou não estar sempre em cima deles, ajudá-los a fazerem eles as coisas poderá ser a melhor coisa que tu poderás fazer para eles.

Podes confiar “naquelas pessoas”?

Passas mais tempo a pensar se podes confiar nas pessoas, ou se não podes confiar nas pessoas?

Quando estás numa fase de planeamento a larga escala ou a desenvolver um plano de branding ou uma estratégia de comunicação, já deste por ti a preocupares-te com o factor humano? Quanto tempo passar a ralares-te com as pessoas nas quais não podes confiar? Preocupas-te com aquilo que poderá correr mal se alguém fizer ou disser alguma coisa em teu detrimento relativamente à informação que tornaste disponível? Ficas stressado(a) com o que irá acontecer se essas pessoas tiverem acesso a essa informação mais cedo do que deviam?

“Aquelas pessoas” que:

  • não percebem a visão geral da coisa
  • podem causar distúrbios
  • podem reagir de forma negativa
  • ver tudo de forma negativa
  • tentar manipular o sistema

Se estás preocupado com as pessoas nas quais (pensas) que não podes confiar, então vais estar tentado a começar a falar em ambiguidades. Provavelmente até podes prevenir algum mau comportamento nalgumas pessoas, mas é mais provavel ainda que afastes o resto da equipa. As “boas pessoas” vão perceber que não estás a dizer toda a verdade. Elas podem até questionar os teus motivos. Essa malta pode acabar assim por se tornar “naquelas pessoas”.

E então as pessoas em que confias?

E se em vez disso criasses a tua estratégia à volta da maioria das “boas pessoas”, aqueles em que podes confiar?

Aqueles que:

  • interessam-se em fazer um bom trabalho/li>
  • percebem a estratégia quando a explicas
  • compreendem que as empresas têm de gerar lucro
  • têm uma participação ativa na comunidade
  • tentam dar o melhor deles

E se partíssemos do princípio que a maioria das pessoas onde trabalhas, na tua entidade, são empenhadas e interessadas em fazer um bom trabalho? E se nós comunicássemos com as pessoas da forma que elas gostariam de ouvir? Sim, vai haver sempre alguém mais difícil, mas com quanto mais respeito tratarmos os outros, mais provavel é que a equipa trabalhe no sentido de desaprovar qualquer outro membro da equipa que se comporte de forma inadequada.

Trata as pessoas com respeito e vais ver como as coisas vão acontecer, até vai parecer magia.

Escutas os teus empregados?

repariga ouvir música
canonsnapper via Flickr

Escuta, para aprenderes

Tu deves cometer este erro. As pessoas que conheces devem cometer este erro. Eu (às vezes) cometo este erro. Tens de parar de dizer apenas às pessoas o que é que elas têm de fazer e começar a colocar questões. Perguntar qual é a melhor maneira de lidar com algum tipo de problema permite-te a ti saber mais sobre uma certa situação antes de abrires a boca e expressares a tua opinião ou mandares alguém fazer alguma coisa. É impressionante o que se pode descobrir quando se faz perguntas em vez de se fazer suposições (ou saltar para conclusões).

Deixa a tua malta e os teus empregados aprenderes a cometer erros por eles próprios. Eles não são nenhuns bébés. Desde pequeno sempre pensei que errar é mau. Eventualmente cheguei à conclusão que desde que aprendamos com os nossos erros, temos a oportunidade de tornar o nosso projeto ou a nossa empresa melhor. Em vez de pensar nos erros como problemas, comecei a pensar neles como oportunidades para aprender com eles.

Há tanta empresa por aí fora ondes os donos partem do princípio que os empregados têm pouco interesse em fazer um bom trabalho. Isto eventualmente torna-se numa situação que acaba por se dar. Estas são o tipo de empresas onde tu não te sentes valorizado enquanto cliente.

Por outro lado, se esperas que os teus empregados tenham um bom desempenho, e os informas nesse sentido, então as probabilidades estão do teu lado de que isso se concretize. O comportamento dos teus empregados vem das expetativas que tu lhes colocas e da maneira como as comunicas. É importante encorajar os empregados a tomar responsabilidade e não apenas apontar a culpa para um lado ou para o outro. Quando os erros não são permitidos, apontar culpas costuma ser uma das atividades favoritas da malta. Às vezes pode levar anos para mudar esta cultura empresarial.

Uma vez um gestor regional duma empresa de enlatados passou por uma linha de produção e notou que uma das latas de comida estava abaixo dos padrões de qualidade. Ele perguntou à pessoa que estava na linha de produção se iria gostar comer aquilo que ela acabou de fazer. Ela disse que não, e ele perguntou-lhe porque é que então ela tinha feito isso daquela maneira. Ela não respondeu, talvez a pensar que os colegas, a fábrica, o gestor ou qualquer outra pessoa é que tinha a culpa e não ela. O gestor perguntou-lhe mais três vezes porque é que ela fez o que fez, e ela, que até então tinha a cabeça baixa, levanta-a, olha para o gestor de frente, com coragem, e diz-lhe que ela é que foi responsável por isto.

Esta trabalhadora deixou de ser uma vítima e percebeu que ela é que está em controlo sobre o que acontece com ela no local de trabalho. Ela compreendeu que ela é que é a especialista naquilo que ela faz, e tornou-se numa pessoa diferente. Mais tarde esta pessoa tornou-se numa gestora da mesma fábrica.

Há pessoas que preferem dizer ao invés de perguntar. São hábitos que têm de mudar. Temos de aprender a confiar nos nossos empregados e deixar que eles aprendam com os erros deles, para que possamos de facto confiar na nossa equipa e mudar as coisas para o positivo.

Tudo isto é uma coisa que leva tempo, como é o caso de mudanças na cultura organizacional da empresa. Mas um dia és capaz de entrar no local de trabalho e notar que as coisas estão diferentes. As vantagens poderão ser várias, desde reduzir o tempo de formação e treino duma equipa de vendas, como aumentar o nível de retenção de encomendas feitas e muitos outros.

O que é que acontece quando alguém comete erros na tua empresa?

Torna o teu cliente mais difícil no teu maior fã

rapariga a ralhar e apontar o dedo

7 dicas para te ajudar a transformar os teus clientes mais difíceis em sucessos de marketing.

Conheces o Paulo, a Maria, o Joaquim ou o Eusébio? O nome não interessa. Os teus clientes podem ter muitos nomes. O teu cliente pode ser uma pessoa difícil, pode ser mau e rabugento, fazendo com que mesmo o maior dos profissionais queira fugir e não lidar isso. É possível, então, converter um cliente rabugento num fã?

Sim.

Todas as empresas têm aquela pessoa com a qual é difícil de lidar, mas há esperança. Quando praticas e fazes gestão das tuas emoções, aprendes a lidar com elas e melhoras as tuas competências em resolução de problemas, a magia acontece. Eis 7 dicas dicas para transformar a pessoa mais difícil e complicada de se lidar, com o cliente mais devoto que alguma vez vista, que vai espalhar e bradar aos céus o teu bom nome.

1. Agradece ao teu cliente pelo “feedback” dele

Agradece mesmo, e com intenção. Uma frase que podes dizer que acalma os ânimos é “Obrigado por nos avisar disso”. Um agradecimento, desde que seja genuíno, pode desarmar a pessoa logo ali. Nota que é bom que o teu cliente te esteja disposto a dizer aquilo que muitos podem não estar. Isto é uma dádiva que te pode dar uma perceção de problemas que não pensavas que havia, ou que os outros clientes não estavam dispostos a dizer ou partilhar. 89% dos clientes insatisfeitos simplesmente não te voltam a contactar ou a fazer negócio contigo. Em vez disso, eles dizem a toda a gente como te evitar: à família deles, aos amigos e toda aquela malta das redes sociais. Quando de facto alguém te diz o que está errado, agradece-lhes, e depois “Peço desculpa. Por favor diga-me mais sobre isso.”

2. Acalma-te quando os clientes estiverem a reclamar

Quando o teu cliente está zangado e a desabafar, como é que ficas por dentro? Com medo? Chateado? Aborrecido? Ficas na defensiva? O que é que podes fazer? Relaxa e diz a ti próprio “É bom desabafar. Eu escolho ficar calmo e sei que sou capaz de dar ao meu cliente a oportunidade de o ouvir.” Saltar para uma conclusão ou para uma solução antes que o cliente tenha expresso tudo o que tenha para dizer só vai tornar as coisas piores. Só depois de ter saído todos os sentimentos negativos é que os positivos poderão entrar – da mesma forma que quando ligas o chuveiro primeiro vem a água fria e depois vem a quente.

3. Nem sempre o cliente tem razão, mas ouve-o

O cliente nem sempre tem razão, mas a perceção que ele tem sobre a situação interessa, e gerir perceções é importante para o sucesso a longo prazo. Resiste à tentação de começar a distribuir ralhetes ou apontar o dedo e culpa às pessoas, ou a criar desculpas. Em vez disso, responsabiliza-te pela situação e devolve a confiança ao cliente da mesma forma que ele a depositou em ti ao te contactar com um problema/reclamação. Lembra-te que não tens de provar uma pessoa errada para resolver uma situação. Antes de sequer abrir a boca, diz a ti próprio “Aquilo que eu vou dizer é verdade, útil, gentil e produtivo?” Se não é, mais vale nem abrires a boca.

4. Habitua-te às confrontações

Ninguém acorda de manhã a pensar que vai ser um belo dia para ter uma discussão com um cliente. O conflito é algo que é desconfortável para muita gente. Em teoria, é desconfortável para todos, mas alguns estão mais de-sensibilizados. Por vezes o conflito é necessário para obtermos melhores resultados e um maior entendimento para com o cliente. Evitar um conflito não faz com que os problemas não estejam lá: eles estão lá. Até podes evitar um telefonema ou email para evitar comunicar com um cliente chateado, mas quanto mais tempo adiares isso, mais difícil é de recuperar. Estudos comprovam que quando um conflito fica bem resolvido, um cliente pode ficar ainda mais devoto do que seria se ele nunca tivesse tido um problema. Gerir bem os conflitos ajuda a criar confiança e credibilidade.

5. Habitua-te a pensar bem sobre os teus clientes

A maneira como pensas sobre os teus clientes influencia a maneira como lhes respondes. É fácil começar a ter pensamento menos úteis do género “Este tipo até me faz passar da cabeça” Quando notas este tipo de coisa, pensa de outra forma, pensa duma forma mais produtiva do género “A personalidade difícil do meu cliente é uma oportunidade de eu pôr as minhas competências de comunicação em ação.” Pensares desta forma vai fazer uso dos teus recursos internos e mentais, e colocar-te num estado de espírito mais calmo, e mais inspirado. Quando um cliente te pressiona, encara isso como uma boa maneira para cresceres as tuas competências de gestão de conflito.

6. Procura o positivo no comportamento negativo do cliente

Tanto podes descrever um cliente como “exigente e idiota” como “empenhado e curioso”. Quando procuras caraterísticas positivas no teu cliente, aumentas as tuas hipóteses de te conseguires ligar a ele mais facilmente. Ao começares a notar nas qualidades positivas dos teus clientes eles vão começar a responder-te de maneira diferente. Pensa em “mal-educado” como “alguém que não tem papas na língua”. Pensa em “indeciso” como alguém que “gosta de avaliar as opções” que tem.

7. Prepara-te para remediares as coisas

Conheces a lei de Murphy? Se existe a probabilidade de algo correr mal, algo irá correr mal. Por vezes não dá para prevenir, só remediar. Pergunta-lhes “Como é que posso resolver esta situação por si e deixá-lo satisfeito(a)?” Muitas vezes os clientes pedem muito menos do que aquilo que nós pensamos, porque aquilo que eles querem mesmo saber, é que tu sabes, percebes e os compreendes. Tem o melhor interesse deles em mente e irás ganhar a lealdade devota dos teus clientes, mesmo dos mais difíceis.

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Fala em Público para dar ao teu negócio uma vantagem competitiva

homem espreita criança

Competências em comunicação, especialmente competência em falar em público, são essenciais para o sucesso duma empresa. Muitas empresas, empreendedores, gestores e líderes começam o ano cheio de esperanças e carregados com otimismo. Têm objetivos a conquistar e novas estratégias de marketing a refinar.

Falar em público é a tua arma secreta

A arma secreta que qualquer pessoa, especialmente um líder e empreendedor pode usar para atingir os seus objetivos é melhorar as suas competências de falar em público. Ter a capacidade de poder comunicar facilmente é importante para conquistar pessoas e novos clientes para o nosso lado. Um Presidente Executivo que esteja a negociar com outra empresa, ele ou ela tem de ter boas capacidades de comunicação; um Gestor tem de saber e poder dar formação ou uma palestra às pessoas que dependem dele, e um Diretor Comercial tem de conseguir fazer entender ao cliente que percebe as necessidades deste.

Através da arte de falar bem, tu podes criar credibilidade, confiança e posicionares-te a ti e à tua empresa como um especialista reconhecido. Ao interagir com o nosso público em atividades de comunicação, temos a oportunidade de dar a nossa opinião e mostrar a nossa voz com o nosso mercado, de forma gratuita. Falar em público pode ser uma boa maneira de angariar Relações Públicas gratuitamente, ao mesmo tempo que é uma boa ferramenta de marketing.

Alguns especialistas dizem que dar um discurso informativo, não comercial, amornenta o seu mercado e angaria confiança. Supõe só por uns instantes as possibilidades que podem fluir de te posicionares a ti próprio ou à tua empresa como líderes de opinião no teu segmento de mercado.

Falar em público é uma arte. E como tal, antes de saíres disparado, deves te preparar e aprender convenientemente a falar em público, preferencialmente com um especialista. Podes igualmente juntar-te à Toastmasters se a tiveres na tua cidade. Toastmasters é uma organização internacional em que os seus membros falam em público e criticam-se à vez.

Segue estes passos

  1. Procura ajuda, um mentor, ou formação de um especialista em falar em público.
  2. Faz com que falar em público seja uma prioridade na tua estratégia de marketing.
  3. Procura oportunidades onde poderás falar para o teu mercado – fala por exemplo com associações de comércio ou pessoas que organizam conferências relacionadas com a tua atividade e faz uma marcação.

CONCLUSÃO

Falar em público ou diante de grupos pode parecer um pouco assustador, mas desenvolver competências nesta área podem melhorar bastante a tua situação profissional assim como a da tua empresa em 2013. Consegue ser igualmente um bom método de publicidade gratuita que poderás usar e abusar.

Qual é o melhor negócio para começar com pouco dinheiro?

A pergunta que não faz sentido

Quando alguém me pergunta, por brincadeira ou a sério, qual seria um mercado ou um negócio no qual poderiam começar com o mínimo dinheiro possível, eu faço uma pausa e abano a cabeça internamente. Esta questão demonstra medo e falta de conhecimentos, mas tudo bem, desde que essa pessoa esteja disposta a aprender e a batalhar no duro.

Estratégia feia mas eficiente

  • Independentemente da experiência que tenhas da vida, usa experiências passadas como plataforma de sabedoria para decisões futuras.
  • Joga pelas regras, mas quebra-as se e quando necessário, ou reinventa-as a teu favor.
  • Tens que ser persistente e trabalhar no duro. Arranja um “Sim” ou um “Não me ligue mais”. Coloca a outra pessoa na posição de ser ela própria a mal-educada. Mantém-te motivado, isto não é para os fracos.
  • Pára de andares às voltas. Muitas pessoas dedicam-se a uma coisa “às mijinhas”. Não sejas piegas. Se tiveres 5 projetos não te vais conseguir dedicar a todos a 100%, mas podes ser apaixonado por cada um deles e concluí-los mais eficientemente desta forma.
  • Despede-te do teu emprego (quando estiveres pronto[a]). Ter um emprego é uma coisa sobre-valorizada. Cansa-te, chateia-te e nem sequer é um bom investimento. Já não estás a aprender nada de novo nem a progredir. Não te estás a divertir nem a fazer muito dinheiro. Põe-te a andar e começa uma fase de crescimento.
  • Fica preparado para falhares, e falhares depressa. Sorte não existe. Hipótese existe. Só os tontinhos acreditam na sorte. Deixa de tentares ser sortudo e joga com as hipóteses a teu favor. Deixa de fazer maus investimentos com o teu dinheiro e o teu tempo e começa a projetar experiências inteligentes para poderes separar o trigo do joio.
  • Finge até o conseguires. Finge tanto que deixas de fingir. Projeta o teu sucesso, e serás um sucesso. Projeto o teu falhanço e serás um falhanço. Nem sempre vais ter recursos que precisas nas pontas dos dedos. Implora, negoceia e tira o que puderes para seres um sucesso. Põe-te numa posição onde não tens outra escolha se não seres bem sucedido.

Sê inteligente com o que tens

  • Dinheiro, tempo e energia. O teu tempo e energia são os teus recursos mais escassos. Ao trabalhar, tens de ter um sistema para primeiro tomares as decisões e depois executá-las. Concentra-te em atividades que sejam de retorno para o teu tempo.
  • Tem uma perspetiva alargada. Arranja mentores, ou colegas ou, mentees, sê criativo, recebe ou partilha conhecimentos.
  • Aproveita aquilo que tens para teres ainda mais. Pede ajuda. Encontra pessoas que vão na tua visão (tens de criar uma visão primeiro) e põe-te em parceria com elas. O teu tempo é um bem precioso com o qual podes comprar outras coisas.

Arranja toda a experiência que puderes

  • Conhecimento é um substituto temporário da experiência. Tira ideias de todos, lê 2 ou 3 livros de cada área que te interesse, faz conhecimentos com pessoas que conhecem coisas que não conheces.
  • Falha bem e falha depressa com experiências agressivas. Quanto por mais passares, mais sabes o que funciona ou não funciona.
  • Faz até conseguires. Põe-te na posição de teres de fazeres coisas para as quais não estás 100% competente para as fazeres.

Atitude

  • Tudo pode ser uma oportunidade para cresceres. Muda a tua atitude. Escreve: quando escreves começas a processar conhecimentos e experiências em novas formas de aprendizagem que podes interiorizar.
  • Persistência e confiança. Tens que agir menos à base do teu ego e aprender a tomar decisões inteligentes. Define todos os teus pontos de limite a partir dos quais fazes ou não fazes determinadas coisas. Ensina a ti próprio a fazer análise de decisão.
  • Executar é vencer. Pratica ao fazer: agarra nas tuas 3 prioridades da semana, estabele pequenas metas ou bojetivos e divide as tarefas em passos concretos que podes tomar. Faz, mede, melhora.

Equipa e pessoas

  • Conhece pessoas. Não é tanto o que sabes, mas quem tu sabes. Os teus relacionamentos com as pessoas podem-te abrir muitas portas. Não estás a tirar partido a cem porcento da tua rede de pessoas porque não tens as ferramentas certas.
  • Os incentivos são potentes. Lembra-te que os incentivos para ti próprio e para os outros começam com as necessidades básicas. Quando alguém não age de acordo com o plano, revê os seus incentivos, altera-os para serem mais relevantes e atualizados e comunica com as pessoas.
  • Aprende a negociar. Separa as pessoas dos princípios, não regateies por posições, não te exaltes, ou mostres os teus interesses. Nada disto é possível se a tua atitude é uma treta, portanto emenda isso primeiro. Vai dar uma volta, bebe uma bebida, dá um murro na parede, chama a tua mãe, pai, vizinho, amigo, mas seja o que for que tenhas de fazer para te acalmares, pensares e ganhares um panorama inteligente da situação.

Startups: Sucesso é Proporcional ao Esforço?

Start-ups: Sucesso é Proporcional ao Esforço?

A resposta pode ser SIM e NÃO, mas se tivesses de escolher, eu iria pelo Não.

O esforço é apenas uma parte da fórmula. Outras partes envolvidas são:

  • conhecimentos
  • competências
  • eficiência
  • recursos
  • sorte

Todas estas partes são melhor usadas se forem todas elas correspondidas para a atividade, função ou objetivo a ser alcançado. Numa realidade ideal, a melhor experiência é aquela que consegue corresponder a competência duma pessoa com o tipo de desafio que ela tem para superar.

Pessoas com baixas competências, não interessa quão árduamente trabalham, não iram ter sucesso a superar desafios para além das suas competências. E depois há aqueles que têm sucesso sem esforço envolvido, como é o caso das pessoas que ganham o Euromilhões.

No que toca a empresas “fresquinhas”, as startups, os empreendedores são os mais trabalhadores, espertos, empenhados que iremos conhecer, e no entanto, a maioria deles fracassa redondamente, onde só um em dez é que se podem considerar como tendo um grande sucesso.

Conhecer novos clientes e contactos através do Networking

imagem de networking com caras por trás

A capacidade de fazer networking é uma das competências mais importantes que qualquer empreendedor poderá ter. De que forma é que vais encontrar os clientes e contactos necessários para crescer o teu negócio ou o teu projeto? Muitas pessoas ficam desconfortáveis ao pensar na idea de networking, e pensam que isso requer uma personalidade falsa e insincera, mas isto é errado.

Caraterísticas de um bom networker

O que é que um bom networker tem de ser? Como é que ele ou ela reage? Qual é a atitude básica dele ou dela? Vais ficar surpreendido naquilo que tu já sabes sobre o assunto. Por exemplo, já sabes que um bom networker deve ser uma pessoa amigável, genuína, transparente e um bom ouvinte, alguém que faz aquilo que diz e se mantém em contacto com as pessoas. E que mais? O que é que ele precisa mais? Bem, pergunta-te a ti próprio: “Como é que eu gostaria de ser tratado? Que tipo de pessoas é que eu confio e considero bons amigos?”.

Agora que tens uma ideia to tipo de atributos que um bom networker tem de ter, faz uma instrospeção nas tuas próprias competências. Consideras-te algo tímido e pensas nos grupos de networking como intimidadores? Ou tens tendência para falar muito numa conversa? Dás ideias às outras pessoas sem pensares de volta no teu ganho pessoal? As pessoas podem contar com a tua palavra?

Muitas pessoas vão a eventos sociais e de networking, mas poucos sabem fazer networking de forma correta. O Networking vai mais para além de ir lá fora e conhecer as pessoas. O networking precisa de ser um plano estruturado para conhecer as pessoas que irão fazer alguma transação contigo ou introduzir-te àqueles que assim o poderão fazer. A melhor manreira de teres sucesso em networking é criar um plano, fazeres um compromisso a ele, aprender competências eficientes de networking e executares o teu plano.

Cria um plano de networking

  • Qual é o meu objetivo com isto?
  • Quantos prospetos eu quero por mês?
  • Onde é que os meus potenciais clientes vão para networking?
  • Que tipo de entidades ou empresas podem beneficiar do meu projeto?
  • Como posso construir a minha imagem e a imagem da minha empresa?
  • O que é que eu gostaria de fazer a nível de voluntariado na minha comunidade?

Faz um plano de networking de cinco anos (sim, cinco anos) onde listas os teus 5 melhores clientes, 5 prospetos ideais que teres ter, e 5 entidiade/empresas. A seguir, estabele objetivos para envolvimento em cada entidade, determina quanto tempo é que te vais comprometer com cada entidade e prospeto, e que tipos de resultados esperas ter.

E agora que tens um plano, segue-o. Diz a ti próprio de que se dedicares tempo suficiente e empenho, que consegues pôr isto a funcionar. Metade do jogo do networking é ir lá para fora e molhar os pés na coisa. A outra metade é aprender a fazer networking eficientemente. Há pessoas que podem ir a vários grupos e eventos de networking mas estão sempre com o mesmo “grupinho”. Isto derrota o propósito do networking. Se ficares sempre sentado ao pé de caras conhecidas, nunca vais conhecer ninguém novo.

Tens de ser proativo(a). Isto implica teres de tomar as rédeas em vez de apenas reagir às situações. Networking requer a ti que vás para além da tua zona de comforto ao te desafiares a ti próprio(a). Experimenta estas dicas:

1. Conhece 5 ou mais pessoas (novas) em cada evento

Sempre que vás a um evento, festa ou ocasião social, cria um desafio a ti mesmo de ires falar ou conviver com pessoas que não conheces. Dás as boas vindas aos novos convidados que chegaram por exemplo. Se não tornares isto um hábito teu, vais ter a tendência de reverter para as pessoas que já conheces.

2. Experimenta um novo grupo por mês

Podes ir a quaisquer reuniões ou eventos algumas vezes como convidado antes de te juntares. Isto é uma boa forma de “aqueceres” e criares aqui alguns contactos. Determina que tipo de atividades e entidades ou organizações te poderias melhor enquadrar. Pode ser a associação de comércio da tua região, uma sociedade literária, uma instituição de caridade, uma equipa de futebol, etc. Desempenha qualquer função que possa ir ao encontro dos teus objetivos de interagires com potenciais novos clientes ou empresas (ou pessoas que te possam apresentar a esses).

3. Traz cartões de contacto contigo

Não queres passar pela infelicidade de conheceres alguém muito interessante e não teres um cartão de contacto. Cria cartões de contacto eficazes e trá-los contigo, quer vás a uma festa, ao ginásio, ao supermercado, mesmo a passear o cão à rua. Arranja um daqueles porta-cartões para ser mais cómodo.

4. Não vás logo sentar-te

Por vezes as pessoas em eventos, festas ou jantares, sentam-se numa mesa a olhar para a parede, meia hora mesmo antes de a refeição entrar. Não faças isso. Tira partido do tempo que tens para fazer networking antes de te sentares. Quando o evento começar, não serás capaz de te misturar e falar tão facilmente.

5. Não te sentes ao pé de pessoas que conheces

A hora da refeição é uma boa altura para conhecer pessoas. Podes vir a estar sentado durante algumas horas, portanto não limites as tuas oportunidades ao te sentares com os teus amigos. Isto é uma boa altura para conheceres pessoas novas, tanto do teu lado esquerdo como do teu lado direto. É verdade que é mais comfortável estares com caras que conheças, mas lembra-te que estás a usar o teu tempo e talvez dinheiro para atenderes este evento. Tira partido disso, podes sempre falar com os teus amigos noutra altura.

6. Sê proativo

As pessoas lembram-se e fazem negócios com líderes. Não foste a um evento só para aquecer a cadeira: envolve-te ao te juntares a um comité ou como membro. Se não tens tempo, voluntaria-te para ajudar a receber convidados à porta ou a mostrar-lhes a saída. Isto dá-te uma razão para falares cvom os outros, e traz maior envolvimento para com o grupo ao te dar maior visibilidade.

7. Sê amigável e convidativo

Faz de conta que és o anfitrião do evento. Faz com que as pessoas se sintam bem-vindas. Descobre o que é que as trouxe cá, e tenta compreender se existe alguma forma de as ajudares. Introduz essas pessoas a outras, dá sugestões ou referencia-os a alguém caso saibas de outros que poderão ajudá–los a nível empresarial por exemplo. Não só estarás a fazer um amigo, como colocares as outras pessoas mais à vontade contigo. Ao te esforçares para ajudar os outros, mais probabilidades há que os outros eventualmente façam o mesmo por ti.

8. Define um objetivo por evento

Os teus objetivos podem variar de evento para evento. Podes querer aprender o tópico do interlocutor, descobrir novas tendências no mercado, encontrar potenciais clientes, etc. Se trabalhas a partir de casa, o teu objetivo ate pode ser simplesmente saires e ires falar com pessoas cara-a-cara. Saberes que te tens que orientar num determinado objetivo antes sequer de meteres os pés no evento ajuda-te a manter-te no caminho certo.

9. Está disposto a dar, para receber

Networking é uma via de dois sentidos. Não estejas à espera que as pessoas te venham apresentar a outros ou dar referências a menos que sejas igualmente generoso. Faz acompanhamento dos teus contactos, mantém-te em contacto e partilha sempre qualquer tipo de informação que os possa beneficiar. Serás bem recompensado se assim o fizeres.