Prestamos atenção ao tom de voz

A forma como dizes uma frase pode representar mais do que as palavras em si. Já há muito que grandes oradores usam este segredo para envolver a audiência através do volume, modulação, articulação e pausas bem colocadas.

O professor Alex Pentland da MIT, nos EUA, fez um sumário dum estudo dele em comunicação não verbal, em que ajudou a criar um aparelho chamado Sociometer que monitora e prevê a eficácia de comunicação duma pessoa.

E tu já pensaste como usar a tua voz quando falas diante duma audiência?

Líderes usam linguagem corporal

Atribuímos significado à linguagem corporal

Saber quando nos levantarmos, movermos, gestualizar e lidar com nervosismo transmite liderança, paixão e abertura. Coloca-te direito(a), cabeça erguida, respira profundamente e filma-te ao vivo quando estiveres a ensaiar.

A prática intencional leva à confiança. Um estudo de 2009 conduzido por Pablo Brinol revela que ao simplesmente tomar uma postura de confiança, ficamos mais confiantes. Os gestos físicos ajudam-nos a transparecer líderes.

Quanto tempo passas a ensaiar antes duma apresentação? Filmas-te em vídeo, prestas atenção à tua linguagem corporal?

Follow the leader

Nós seguimos os líderes.

Quando és orador, é-te dada autoridade. O teu público quer e espera que os lideres. O que fazes de seguida é importante para que não percas o bom ponto de partida que tens com eles. Torna-te um líder desde o começo das apresentação e mantém-te na liderança.

A experiência controversa de Stanley Milgram no princípio dos anos 1960s mostrou que é difícil para muitos de nós resistir à autoridade. Somos programados para seguir líderes.

E tu? Sentes-te confiante, ou não confiante quando vais falar para uma pláteia. Porquê?

Website ou redes sociais?

Enquanto que as redes sociais têm apps elas são websites. És dono(a) do Facebook? Não és pois não? Pois… mas se tens um website, és dono dele. Aí está a diferença. Tu controlas o teu website, mas não controlas o Facebook.

Existem exemplos de empresas que não têm um website e existem apenas no facebook ou numa conta twitter? Claro que sim, porque é gratuito, a barreira de entrada é pequena. Mas lá por uma ou outra ter sucesso, existem umas 1000 que falharam redondamente nesta estratégia.

O que é que acontece quando o Facebook, ou Pinterest ou Twitter for desta para melhor? É impossível? Há alguns anos atrás o MySpace desapareceu na obscuridade, hoje, está a ganhar tração.

O Facebook, Twitter, o Google+, o Pinterest, até o novo jogador em cena, o Snapchat, e quaisquer outras redes sociais poderão mudar os seus termos, restringir o seu uso ou afetar o utilizador, que pouco ou nada poderemos fazer em relação a isso. Mas o teu website é o teu website.

Tu és dono do teu website, mas não és dono do Facebook.

Robert Shoaks

Robert Shoaks is in his mid 30s. He acts as a independent consultant for corporations, but mostly to whoever can hire him. His job is to avoid heavy taxes, fines or loss of reputation to insurance or pharmaceutical companies sending him to investigate claims or cases that could get out of control.

He has been selling since he was 5 years old, with lemonade stands, and throughout all his life as a sales person. This has given him an edge in communication skills and the ability to persuade and influence people.

Robert can downplay or up play himself whenever needed. He can connect with people and get rapport with them, but sometimes chooses not to, but instead confront them in order to get what he wants, be it a confession if the person is guilty or obtain clues from innocent people that lead them to a resolution.

The reason he works as a problem solver for these companies is that he has lost his best friend due to a drug related incident covering up the secondary effects of the drug. This has made him use his skills to hunt down and expose this cover up, which has gained him notoriety, and he is now hired by the industry he formerly wanted to destroy.

As events unfold, he realizes the company he exposed is part of a bigger scheme, involving other players and corporations that are already doing the same with other drugs. Since he lacks proof, and actively exposing these people without proof would only make put them more on their guard, Robert decides to continue working as a consultant and hopefully getting more leads that will point him in the direction of exposing the persons responsible for making money at the cost of people’s lives.

Although he has a thick skin and is very acute to people, underneath he is afraid to emotionally connect with them, especially women, although he is successful on a physical level with them.

This is Robert Shoaks’ story.

This was an assignment for The Future of Storytelling course on Iversity.

Networking: como criar laços fortes

Eventos de networking são como andar num barco à vela no meio dum furacão. Não deixes que o teu próximo evento acabe em rodopio com apresentações apressadas e trocas de cartões de caras que não mais te vais lembrar. Usa um smartphone para te conectares mais facilmente, e agarra aquelas leads com uma história criativa sobre ti ou a tua empresa.

Fazer networking deixa alguns empolgados e outros assustados: não é para todos. Se estás a evitar fazer networking por desconforto, tens que ultrapassar essa barreira e colocar o networking a funcionar para ti, e não contra ti.

**levanto o véu**

1. Como é que te vais destacar? Pensa qual é a tua intenção e o que queres obter como resultado de atenderes aquele evento. Será que é para deixar que as pessoas te conheçam? Ou é para aprender sobre outras pessoas e aquilo que elas fazem?

2. Pensa num objetivo que queres concretizar, talvez o número de cartões de contacto que vais passar ou o número de pessoas que queres conhecer.

3. Encara as empresas e pessoas a partir de pontos de vista diferentes. Sabes quem vai atender o evento? Se sim, toca a fazer o trabalho de casa. Quem poderia ser um bom parceiro? Sabe mais sobre a empresa deles, o tamanho, o mercado e local relativo a ti ou à tua empresa. Mesmo que não saibas quem lá vai estar, pensa em questões que irias colocar ao tipo de pessoa ou empresa que gostarias de conhecer, e serve como ponto para passares referências a quem possas já conhecer que possam ajudar as pessoas que conheces nestes eventos se elas não forem uma boa escolha para ti.

4. Em que é que vocês são parecidos? Existe alguma coisa sobre ti ou a tua empresa que é semelhante à da pessoa que estás a conhecer? Ou que seja diferente? Ou que se possam complementar? Por exemplo, na agência digital onde sou consultor, uma boa escolha seria uma parceria com uma gráfica que tenha clientes que percebam o valor do investimento num bom design ou desenvolvimento web.

5. As pessoas gostam duma boa história. Mas não sejas chato(a). Conta uma coisa curta e memorável. Isto vai ser útil se estiveres naqueles eventos de speed networking e tens um tempo limite. Que história de 1 ou 2 minutos podias contar a alguém que iria ajudar a pessoa a lembrar-se de ti e que se queira ligar contigo mais tarde?

6. Networking não é um substituto para a tua estratégia de vendas e de marketing, mas sim um complemento. Pensa no networking como um princípio que te pode ajudar a deixar uma boa impressão para que se possam lembrar de ti e ficarem mornos para contigo.

7. Lembra-te de fazer follow-up. Nem todos os teus contactos estarão prontos para ser ajudados por ti, ou serão uma boa escolha, mas não quer dizer que não possas seguir a pessoa para conviver ou pelo menos para associares uma cara ao negócio.

8. Acima de tudo, diverte-te. Estás a sair da zona de conforto, a conhecer pessoas novas, o que para alguns é algo assustador. Vai com uma atitude positiva, porque as outras pessoas também lá vão para conhecer outras pessoas interessantes.

9. Mede os teus resultados. A quantas pessoas te ligaste? Quantos cartões passaste? Com quantos ficaste? Quantos follow ups planeaste fazer? Qual foi a tua mais valia, ou a oferta que tinhas para apresentar? Quantas respostas tiveste? Mede tudo.

O networking pode funcionar para ti de várias formas, não penses nisto só como sendo do teu lado que queres vender. Quem sabe até venhas a precisar dum novo contabilista ou um pintor para a tua casa, e venhas a encontrar estas pessoas lá diretamente, ou por intermédio delas. O networking dá-te a oportunidade de encontrares pessoas e elas encontrarem-te a ti. Liga-te às pessoas e deixa-te ser ligado.

Vai para os eventos, quaisquer eles que sejam, com uma boa atitude, e com uma estratégia e intenção planeada. Esta é a única maneira de poderes medir se estás a progredir e para saber como melhorar os teus esforços futuros.

Story that impacted me

At the moment the story that I remember that impacted me the most is a movie by Roberto Benigni, who is famous for playing funny characters. He played a funny character in this movie I’m going to share with you, although the movie itself is of a sad nature.

The original title is called “La vita è bella” (Life is beautiful) where Benigni was also a writer. The story revolves around Guido, the character played by Benigni that is captured along with his wife and son by Nazi forces to go to a concentration camp. I would consider this the end of Act 1.

Throughout the movie, Guido pretends they are playing games with the bad guys (the Nazis) as a way to protect his son from the negative outcomes of what is going on around them.

There are many things worth mentioning in the movie, which I could label their full extent as Act 2.

Act 3 contains the impactful scene of the whole movie (for me), which is when Guido hides his son in a container of sorts, and reassures his son he’s playing a hide and seek game with the Nazis. He’s found by some of them, that force him go into an alley.

As Guido is going into the alley, knowing that his son is watching, he does a marching parade with his legs reaching up to his arms, which gets his son giggling (still hiding). The scene ends with Guido going into the alley and the audience seeing the shadow of Guido and Nazi soldiers. The Nazi soldier shoots and we hear a body dropping.

What impacted me the most in this scene is the courage of Guido in being playful and easing the discomfort of war to his son through a series of games he makes up, culminating in his assassination at the hands of a Nazi soldier. Knowing he was going to die, and still making one last attempt at playing the charade by marching in an amusing way to keep the façade shows the enormous strength of the character.

The text above is an assignment for week 1 of The Future of Storytelling, a course on Iversity. Thank you for reading.

Persuasão através de linguagem corporal

Persuasão e negociação são competências que podem ajudar qualquer pessoa na sua atividade profissional.

Se fores a uma entrevista de emprego, queres persuadir a pessoa a contratar-te; se quiseres uma promoção tens de persuadir o chefe a pagar-te mais ou subires na empresa; numa equipa tens de persuadir os teus colegas ou membros da equipa a seguirem-te ou trabalharem contigo.

No mundo dos negócios, uma forma de isto te ajudar é persuadir potenciais clientes a contratarem-te. Podes persuadir líderes de opinião para passar o teu nome a outros para que consigas arranjar outros clientes com os quais possas trabalhar. Também podes persuadir clientes atuais a continuar contigo e a dar-te mais trabalho.

Não era mais fácil persuadir os outros se soubesses o que eles estivessem a pensar? A capacidade de conseguir ler a linguagem corporal duma pessoa dá-te informação importante neste sentido.

Ainda neste ponto, não seria mais fácil persuadir os outros se eles gostassem de ti e confiassem no que lhes dizes? A capacidade que tens em alterar a tua linguagem corporal faz com que isto possa tudo vir a acontecer para ti.

Como aparte, vê este TED talk da Amy Cuddy (abre numa nova janela), que mostra como a linguagem corporal molda quem somos, e depois volta para ler o resto do artigo.

A importância da linguagem corporal

Há pessoas bem falantes, e outras boas com as palavras. Um escritor, filósofo ou advogado podem ser bons com letras ou palavras. Como tal, eles podem colocar mais destaque no que comunicam. Podem passar horas de volta de uma apresentação e depois recitá-la. Por outro lado, estão a colocar pouco destaque em como estão a comunicar. E isto é um erro tremendo.

Segundo um estudo da Princeton University, nós podemos demorar apenas um décimo de segundo a formar uma opinião sobre uma pessoa – só pela cara dela. Isto são 100 milisegundos (um pestanejo). E isto é apenas da cara, ainda falta ponderarmos o impacto que o resto do corpo tem.

A opinião que formamos sobre a pessoa acontece instantâneamente no nosso inconsciente. Quando esta impressão é feita, é muito difícil de a mudar.

De acordo com um estudo bastante conhecido dum cavalheiro de seu nome Albert Mehrabian, a linguagem corporal conta como 55% da impressão que damos aos outros. Em comparação, 38% vem do tom de voz, e uns meros 7% das nossas palavras.

Lê artigo relacionado: Dicas para falar em público

A linguagem corporal inclui o posicionamento do nosso corpo, inclusive quão perto estamos próximos ou nos sentamos da outra pessoa, como usamos as mãos, como as pessoas percecionam as nossas expressões faciais (especialmente os olhos), como tocamos em nós próprios e nos outros, e como interagimos com objetos como canetas, papéis, óculos, etc. Tudo isto pode incluir também coisas como a respiração e perspiração.

Temos tendência a agir e gostar de outros parecidos connosco, portanto se conheceres uma pessoa que seja mais reservada, poderás não conseguir persuadi-la se fores demasiado alegre ou carismático, porque isso é muito diferente daquilo que eles são e da sua maneira de ser.

Para poderes persuadir e influenciar os outros, tens de fazer as coisas de maneira diferente.

Uma das coisas mais sensatas que podes fazer para teres bons resultados na tua vida pessoal e profissional é, primeiro, prestar atenção à tua linguagem corporal, e depois, mudá-la. Ao perceberes como funciona a linguagem corporal, podes convencer quase toda a gente a fazer o que queres.

Saber ler e responder à linguagem corporal

Um bom persuasor consegue prestar atenção à linguagem corporal da outra pessoa que está a tentar persuadir, e replicar os movimentos da linguagem corporal.

As pessoas gostam e confiam naquelas que elas percecionam como sendo parecidas com elas. Quanto mais perto os teus maneirismos forem idênticos aos da outra pessoa, mais depressa vais criar uma empatia com ela. Isto é algo que ocorre naturalmente com casais ou bons amigos.

Como fala a pessoa que está à tua frente? Será que tem um tom de voz suave, ou fala devagar, ou sorri muito, ou pouco? Tem alguma coisa nas mãos, ou está a brincar com alguma nas mãos, tem alguma coisa no colo, está a tirar notas, ou tem as pernas cruzadas, ou está a inclinar-se para a frente ou reclinar-se para trás? Isto são tudo coisas importantes de que te deves aperceber, para que possas também refletir na tua própria linguagem corporal e como fazes as coisas.

Talvez já tenhas ouvido falar nestes termos, mirroring e matching. Sou defensor da língua Portuguesa e que não devemos “bastardizar” a nossa língua com Inglesismos, mas por falta de melhor termo na nossa língua, vou-me referir a estes termos como mirroring e matching.

Mirroring é quando copias a linguagem corporal da outra pessoa como se fosses o reflexo dela no espelho. Se a pessoa inclinar a cabeça ligeiramente para a direita, tu inclinas a cabeça ligeiramente para a esquerda (se estiveres à frente dela – lembra-te, é como um espelho).

Nota que fazeres mirroring exato da outra pessoa ao mesmo tempo que ela faz pode deixar a pessoa desconfortável. Ninguém gosta de macacos de imitação, é necessário respeito e um certo tacto.

Talvez por isso, poderá ser bom experimentares matching em vez disso.

Matching é “copiares” a outra pessoa, mas de forma mais genérica. Se a outra pessoa inclinar o corpo para a esquerda dela, tu podes inclinar o teu para a direita (o contrário da imagem de espelho).

Não faças isto logo a seguir ao movimento da pessoa, muda a tua pose ou o teu movimento 5 a 10 segundos depois, ou quando for a tua altura para falar.

Regra geral, comunica com a pessoa a um ângulo de aproximadamente 45 graus. Sentado ou de pé, pode ser um pouco confrontacional se estiveres diretamente frente-a-frente com a outra pessoa e a olhá-la olho no olho. O objetivo é criares empatia, não deixar a pessoa defensiva.

Descodificar um aperto de mão

Especialmente se és homem (mas também é importante para as mulheres), tens de entender um aperto de mão.

O aperto de mão ideal é um que seja “egualitário”, com a palma horizontal e um aperto firme (firme, não é nenhuma demonstração de força). Isto diz à outra pessoa que se estão a encontrar – mentalmente – a partir dum ponto comum, e que mostram boa vontade um para com o outro.

Se a outra pessoa apertar a tua mão e virar a palma dela para baixo (portanto, as norsas ficam para cima), quer dizer que querem dominar a conversa, ou a interação (mesmo a um nível que não seja consciente). O mesmo pode ser verdade para o “durão” ou a durona que gostam de apertar a mão com força propositadamente.

Quando a pessoa vira a palma para cima, estão-te a dar as boas vindas e estão mais propensas a fazer o que queres ou a serem persuadidas. Um aperto de mão fraco pode indicar falta de caráter. E alguém que te aperte a mão só com a ponta dos dedos (aperto de princesa) é improvável que se vá deixar influenciar por ti.

Estas dicas não-verbais podem-te ajudar – e bastante – a saberes como abordares as pessoas em determinadas situações para saberes gerir a conversa e persuadires as pessoas com mais facilidade. Não deixes para amanhã quando podes praticar hoje. Começa a incorporar estas dicas nas tuas interações com as pessoas.

E tu, o que contas?

Como é que vais usar estas dicas daqui para a frente? Se já sabias algumas delas, foi bom lembrá-las? Descreve uma situação que se tenha passado contigo em que podias ter usado isto, ou que tenhas reparado a outra pessoa a usar algumas destas dicas.

Dicas “à maneira” para falar em público

Há pessoas que são espertas, dinâmicas e charmosas. No entanto, quando têm de se apresentar e falar diante dum público, parece que ficam presos ou fechados.

Ter a confiança e o conhecimento de falar em público é uma competência importante de se ter na vida pessoal e profissional.

De maneira alguma eu sou um “pró” nesta matéria, até porque a nossa aprendizagem na vida é contínua, e não finita. Dito isto, partilho contigo dicas para te ajudarem a falar em público.

1. O papel da autoridade

Já alguma vez passaste por uma operação Stop da polícia e ficaste um bocadinho ansioso(a) mesmo sabendo que estava tudo bem contigo e com o carro?

Da mesma forma que quando entramos no gabinete dum médico, ao dares uma apresentação ou seres o orador, estás numa posição de autoridade.

A tua audiência quer e espera que tu os lideres. Tens de chamar e orientar-lhes a atenção. Ser um líder é ter uma autoridade positiva. Há um estudo interessante que tive oportunidade de estudar quando fiz um curso de Coursera de Introdução à Psicologia, que descrevia o Milgram Experiment. Se não conheces o estudo aconselho-te a ler e voltares para ler o resto deste artigo.

Nós estamos programados para seguir líderes e pessoas numa posição de autoridade.

2. A primeira impressão das pessoas

A tua audiência olha-te de “alto a baixo” e faz-te uma avaliação instantânea antes sequer de abrires a boca. São chamadas “primeiras impressões”, onde uma pessoa é capaz de fazer uma avaliação ou julgamento de valor teu nos primeiros 5-15 segundos.

Por isso é importante que tenhas uma boa abertura. Uma boa introdução e uma linguagem corporal confiante fará com que as pessoas estejam propensas a seguirem a tua lead ao longo do discurso ou apresentação.

3. Por falar em linguagem corporal

Saber como estar em pé, mexer, gesticular e saber contornar o nervosismo mostra capacidades de liderança, abertura e ser uma pessoa genuína.

Põe-te com a coluna direita, cabeça erguida, e respira fundo.

Podes aproveitar para te gravares em vídeo e praticar desta forma, para conseguires ver-te a ti própria(a). A prática faz a perfeição.

Talvez já tenhas ouvido o ditado “fake it until you make it”. Este ditado não é necessariamente negativo.

O cérebro influencia o corpo, e o corpo influencia o cérebro. Ao colocares-te numa posição ereta, com uma linguagem corporal confiante, mesmo que não te sintas confiante na altura, vais acabar por fazer o cérebro pensar que te sintas confiante, e como consequência, tens tendência para te sentires mais confiante.

Lê isto: Persuasão através da linguagem corporal (abre em nova janela).

4. Como soas aos outros

A forma como dizes alguma coisa quer dizer mais do que as próprias palavras.

Os grandes oradores utilizam estas coisas para envolver a audiência através do volume, entoação, articulação e pausas bem pensadas (é necessário ser confiante para pausares).

5. Tu imitas, eu imito

Já passaste pela experiência de começares-te a rir da mesma maneira de outra pessoa com a qual passas muito o teu tempo, ou talvez seja essa a pessoa que começa a ganhar os teus maneirismos?

Duas emoções que são altamente contagiosas são o entusiasmo e o nervosismo. Pensa naquilo que gostavas que as pessoas gostavas que se sentissem, e depois mostra essa emoção.

As emoções que mostras são passadas aos outros através da tua voz e da tua linguagem corporal. Isto é porque nós temos mirror neurons no nosso cérebro que nos permitem ter a mesma experiência ou emoções que os outros têm. Acredita-se que estes neurónios ajudam-nos a empatizar com os outros.

Isto tem uma explicação genética e ancestral, porque este tipo de comportamento é uma das coisas que nos permitiu viver em sociedade, da mesma forma que outro comportamento, como bocejar, também o fez, e é contagioso (numa maneira positiva).

6. Concentra a atenção

A tua audiência é mais influenciada por aquilo que ouve, da tua boca, do que ao ler os slides. Se tens uma componente visual nas tuas apresentações, lembra-te que os gráficos devem suportar a tua mensagem, e não afetá-la.

Mais vale ter as pessoas a ouvir-te atentamente do que estarem distraídos com os teus slides e a tentar perceber os conteúdos da apresentação.

P.S.: Junta-te ao Toastmasters

Ninguém nasce ensinado, a prática faz a perfeição. Se tens medo de alguma coisa, tens de te expôr a ela.

Mesmo que não tenhas medo ou ansiedade, podes não te sentir tão competente a falar em público (ou outra atividade) quanto gostarias.

E por isso tens de praticar.

Toastmasters é uma organização que ajuda as pessoas a falar em público, serem bons oradores e líderes.

Não existe instrutor numa sessão Toastmasters. Em vez disso, os membros avaliam as apresentações uns dos outros, tudo num ambiente amigável.

Eu faço parte do Leiria Toastmasters Club, mas verifica se existe um clube na tua área, aparece como convidado e vê se gostas da experiência: http://toastmasters.org.pt/.

Como escolher um business coach

Hoje em dia é popular pedir a ajuda a coaches, um termo que pode ser traduzido como formador, consultor ou treinador.

Existem coaches de todos os tipos, mas há dois tipos principais: pessoas e empresariais, também descritos como life coaches e business coaches.

Este artigo descreve um business coach.

Os business coaches são como os personal trainers. As pessoas pedem assistência profissional quando precisam de ajuda para alcançar os seus objetivos.

Trabalhar no duro é importante no mundo dos negócios, e pode fazer com que um(a) empreendedor(a) chegue perto daquilo que quer ser ou fazer. Por vezes, parece que falta ali um último passo de encontro ao sucesso que é o mais difícil. Um coach consegue-te ajudar a chegar lá.

Voltando à analogia da saúde e dos teus objetivos de fitness. Podes estar a reduzir as gorduras do teu plano de alimentação e a ir ao ginásio três vezes por semana, mas parece que não consegues perder aqueles últimos dois quilos.

Um treinador pessoal vai trabalhar contigo para garantir que estás a tirar máximo partido do teu tempo no ginásio e a aperfeiçoar a tua dieta.

Assim como as idas ao ginásio, as sessões de business coaching nem sempre são fáceis, e até podem doer um bocadinho. Tal como um personal trainer, um business coach só vai ajudar a tua empresa se estiveres pronto para a mudança e para admitires as tuas falhas (e olha que isto não é fácil).

O trabalho do coach é mostrar-te o espelho. As pessoas sabem que há ali qualquer coisa que não está bem, mas escolhem não olhar específicamente para o problema. Um business coach pode ajudar a identificar-te o problema e empurrar-te para o sucesso que mereces, pois ele traz uma perspetiva profissional e exterior, com um feedback honesto e uma estratégia provada para que dês o próximo passo de encontro ao sucesso que queres ter.

Antes de contrarares um business coach, eis algumas perguntas para colocares a ti próprio(a):

  • Este coach consegue fazer o que diz que faz? — Fala com o business coach em questão e pergunta-lhe sobre as suas competências. Pede para falares com os clientes dele(a). O feedback deles irá dar-te uma perspetiva sobre as capacidades do coach.
  • Esta é uma pessoa com a qual quero trabalhar? — Planeia uma reunião em pessoa com o teu potencial coach para saber se te dás bem com ele(a). Se o(a) contratares, irão trabalhar juntos através de desafios, metas e perspetivas de como criar a tua equipa e o teu negócio.
  • Este coach faz o meu estilo? — Encontra um coach com o tipo de experiência necessária para a tua atividade. Não quer dizer que tenha de ser na tua indústria específica, mas mais a nível de tamanho, porque há lições que podem passar de indústria para indústria. O que funciona para uma pequena empresa pode não funcionar para uma média empresa que factura 20 milhões ao ano.
  • Consigo dedicar tempo e dinheiro necessário para um coach? — Prepara-te para investir no sucesso do teu projeto. Há coaches que cobram 100-300€ à hora. Outros cobram-se em formato de avença mensal e custam 10000 a 40000€ ao ano.

O custo varia de acordo com a frequência das comunicações e ajuda necessária. Algumas sessões podem ser de uma hora enquanto outras podem demorar quase um dia. Alguns coaches reunem-se mensalmente e outros de X em X meses. Descobre o que funciona melhor para ti.

Acima de tudo, procura coaches que coloquem o cliente em primeiro lugar. Isto parece um lugar-comum, mas basicamente isto quer dizer alguém que:

  • não se cobra pelo serviço até o serviço ter sido desempenhado;
  • requeira que assines um contrato;
  • obriga-te a pagar a factura a menos que aches que aquilo valeu o preço.

Um rapazinho conhecido, de seu nome, Anthony Robbins, disse que “Se fazes aquilo que sempre fizeste, vais ter aquilo que sempre tiveste”.

Esta frase é ainda mais verdadeira quando se fala sobre objetivos de fitness e de negócios. Um coach pode ajudar-te a fazer mais do que já fizeste, mas tens de estar preparado(a) para crescer.