Facebook: como criar um bom público (mesmo que seja principiante)

Como criar bons públicos no Facebook

Este artigo ensina a criar e segmentar corretamente um bom público-alvo no Facebook para que possa mostrar os seus anúncios às pessoas interessadas no seu produto ou serviço.

Se está a tentar crescer um negócio online, provavelmente ouviu histórias de sucesso de quão espetacular são os anúncios Facebook e como transformaram algumas empresas.

Isso é tudo muito giro, mas como é que isso é feito?

Tudo começa com perceber três coisas em que pode usar os anúncios Facebook:

  1. para vender mais
  2. para crescer a sua lista
  3. para chegar a mais pessoas

Cada uma das suas campanhas terá de ter um destes objetivos. Se não tem a certeza quais dos objetivos em que se deve focar, veja este artigo que explica bem os objetivos antes sequer de gastar um cêntimo em anúncios.

Após estar claro no objetivo da sua campanha, o próximo passo é perceber a quem é que quer que os seus anúncios sejam mostrados.

Por exemplo, para anúncios cujo objetivo é crescer a sua lista e chegar a mais pessoas novas, deve segmentar os seus anúncios para públicos a frio.

Públicos frios são aquelas pessoas que tiveram pouca ou nenhuma interação com o seu negócio anteriormente. Eles não sabem quem você é ou o que faz… mas irão descobrir brevemente hehe.

De seguida, vamos ver como definir um bom público-alvo frio para o seu tipo de negócio, e alguns erros a evitar na segmentação de anúncios.

Criar públicos-alvo detalhados

A forma mais fácil de criar um público frio para o seu anúncio Facebook é escolher uma opção apelidada de “Definição do público-alvo detalhado”.

Vou explicar os prós e contras desta “definição detalhada”, mas primeiro tem de ir à secção dos Públicos na publicidade do Facebook. Para isso siga as instruções abaixo.

1. Vá a facebook.com/ads/manage.

2. Clique no menu “hambúrguer” (três linhas horizontais).
Facebook gestor de anúncios

3. Clique em Todas as ferramentas

4. Depois clique Públicos debaixo de Ativos
Públicos no Facebook

5. Clique no botão Criar público e selecione Público guardado
Criar público guardado

Irá ver um ecrã como este.
Definições de público detalhadas

Como pode ser, a definição de público detalhada vem a seguir às segmentações típicas de local, idade, sexo e idiomas. Pense em quem é o seu tipo ideal de clientes e defina essa informação antes de avançar.

(Ignore os Públicos personalizados, deixe em branco)

Demografia, interesse e comportamentos

A definição de público detalhado já existe desde o princípio dos anúncios Facebook, mas tinha nomes diferentes.

Definições público detalhada

1. Dados demográficos

Isto é fácil de perceber: em demografia, pode escolher o seu público com base na formação e estado civil por exemplo.

Pode ser específico na sua seleção e escolher se são pais, eventos de vida (tais como aniversário, data de nascimento), política (só para EUA) ou que tipo de trabalho (emprego) têm.

2. Interesses

Interesses nas definições detalhadas do Facebook

Mas alto lá… não quero que use este tipo de interesses para os seus públicos e vou já explicar porquê.

O problema é que não temos forma de saber como é que o Facebook determina se uma pessoa está interessada em categorias tão genéricas e vastas como “empreendedorismo”.

Se eu partilho um artigo no Facebook sobre dois empresários que abriram uma loja de produtos sem glúten e sem lactose, isso significa que sou uma pessoa interessada em empreendedorismo, ou uma pessoa interessada em produtos sem glúten nem lactose? Pois é…

Segmentar com base em interesses pode tornar um anúncio Facebook de sucesso, mas faça assim: em vez de interesses gerais, segmente para pessoas, negócios e organizações que têm um público-alvo semelhante ao seu.

Por exemplo, no meu negócio eu posso segmentar para pessoas e negócios como: Amy Porterfield, Mari Smith e Social Media Examiner.

E porquê?

Porque esses três são exemplos de páginas de pessoas e empresas cujo meu público-alvo está normalmente interessado.

Todos eles falam sobre Facebook duma forma ou outra, portanto eu sei que esse público-alvo está interessado em aprender coisas semelhantes – e eles já fizeram o trabalho todo por mim (obrigado, hehe).

Interesses nas definições detalhadas do Facebook

Quando os incluo nas definições detalhadas do meu público, isso significa que os meus anúncios vão chegar aos fãs deles.

Levou-me algum tempo para perceber os interesses mais apropriados para os meus objetivos e os tipos de anúncios que crio para mim e para os meus clientes.

O que você pode fazer é testar, o que vai levar tempo – e dinheiro. Foi o que eu fiz, e é o que todos os profissionais fazem. Este esforço de tempo e dinheiro vai valer a pena a longo prazo, não queira satisfação instantânea, deixe isso para os animais.

Quando descobrir os interesses que funcionam melhor para si, não tem de perder tempo a tentar saber quem deve segmentar.

3. Comportamentos

Ainda nas definições de Público detalhada, temos os Comportamentos, um termo que o Facebook usa com base em todo o outro tipo de informação que a rede social tem sobre nós.

Alguns exemplos de comportamentos são:

  • se tem aniversário daqui a 60-90 dias
  • se é fã de alguma equipa de desporto
  • se gosta de viajar (e para onde)

Definições detalhadas Comportamentos

Explore os Comportamentos porque há bastante que explorar nesta parte.

Misturar e excluir interesses

Quer chegar a pessoas Benfiquistas que se casaram recentemente?

Ou pessoas interessadas em executive coaching que também têm uma página Facebook?

Meus amigos, isto pode ser feito. Basta clicar no botão de “Filtrar Público”.

Após ter dois tipos de segmentação o botão “Filtrar Público” passa a chamar-se “Filtrar ainda mais”, onde pode filtrar o seu público com mais variações para ter mais dessas caixinhas.

Definições detalhadas misturar dados

Ao selecionar e misturar dados desta forma, o tamanho do seu público irá variar.

Se está a criar um público-alvo a frio, provavelmente estará a pensar quão grande (ou pequeno) é que ele deve ser.

Regra geral, públicos “mornos” ou “quentes” para a sua marca, ou seja, que já o conhecem, devem ser pequenos, menos que 100000 pessoas ou por vezes menos que 10000 pessoas. Mais não é melhor. Mais vale vender a menos pessoas que compram mais, do que querer vender a todos e não compra nenhum.

Mas no que toca a públicos “frios”, o tamanho depende de alguns fatores:

  1. o seu público é específico (serem Benfiquistas que se casaram recentemente e estão interessados em personal trainers? Se sim, não vai ter grande controlo sobre o tamanho, porque foram selecionados com base nestas mistura de dados.
  2. está a querer chegar a pessoas numa pequena zona geográfica, como uma cidade ou arredores? O seu público provavelmente andará ali nos 10000 a 100000 dependendo da zona.
  3. tem algum negócio online cujo mercado é bastante grande? Por exemplo na área do fitness, saúde, retalho ou automóveis.

Se respondeu que sim ao 3.º ponto acima, sugiro o seguinte:

Faça anúncios para públicos entre 100000 a 500000 pessoas – mas apenas se fizer sentido.

E o que quer dizer se “fizer sentido”?

Bem, eu posso criar um público de empreendedores ou marketers ao incluir nomes de gurus como Tony Robbins, Marie Forleo, Frank Kern, etc.

Mas nem sempre é fácil chegar a um público alargado se o seu segmento de mercado é bem mais pequeno. Acrescentar mais interesses, dados demográficos ou comportamentos só para aumentar o público irá provavelmente funcionar contra si.

Convém fazer aqui uma pequena nota para qualquer negócio dependente duma localização geográfica.

Devido ao número limitado de pessoas que estão fisicamente perto do seu negócio, ignore o meu conselho sobre usar figuras públicas, marcas e organizações nas “definições de público detalhada”.

Se tiver um negócio local, deve experimentar dois públicos para começar:

  1. Um público com filtros de idade e local, mais interesses gerais (como “fitness” se tiver um ginásio ou “jantar” se estiver a promover um restaurante)
  2. E outro público apenas com filtros de idade e local

O segundo público será maior e mais generalista, mas poderá ter melhor desempenho face ao seu primeiro público que é mais específico e pequeno.

Não vai saber enquanto não experimentar

Muitas coisas fazem sentido mas se não as testar não vai saber o resultado.

Por vezes faz todo o sentido usar um público pequeno e específico: outras vezes públicos grandes dar-lhe-ão melhores resultados.

A única forma de descobrir qual funciona melhor – para si – é testar ambos. Isto é algo que ensino 🎓 no meu curso Anúncios Facebook Domínio Completo.

Exemplos de interesse para o seu público “frio”

Já percebeu que interesses gerais como “coaching” não são tão eficazes como nomes de figuras ou marcas (como “Tony Robbins – Life Success Coach”) ao criar públicos frios.

Mas poderá estar a pensar:

Que tipo de negócio ou marcas é que faz sentido escolher?

Pode ser difícil encontrar interesses diferentes para o seu público. Muitas pessoas descobrem alguns bons mas depois ficam sem ideias.

E é aqui que a maioria dos meus estudantes precisa dum bocadinho de ajuda, mas depois de lhes dar algumas ideias de marcas que eles podem escolher, os seus superpoderes de brainstorming começam a funcionar – só estava a faltar aquele empurrãozinho.

Portanto eis uma série de interesses que pode experimentar.

🗣 Se é consultor de marketing ou coach, faça anúncios para pessoas interessadas em:

  • Digital Marketer
  • Neil Patel
  • Seth Godin
  • Gary Vaynerchuk

👤 Se é life/sucess coach, pode experimentar chegar a pessoas interessadas em:

  • Tony Robbins
  • Rich Dad, Poor Dad (Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kyiosaki)
  • Dale Carnegie
  • A Course in Miracles
  • Think and Grow Rich (Pense e Fique Rico, de Napoleon Hill)
  • The Secret

👥 Se é personal trainer ou nutricionista, pode apostar em pessoas com interesses como:

  • Dr. Oz
  • Holmes Place
  • Crossfit
  • Tony Horton
  • Oprah (Weight Watchers)

Isto são exemplos. Só porque os coloquei aqui não significa que os tenha de usar ou que sejam os melhores para o seu tipo de mercado.

Mas esta segmentação é poderosa.

Por exemplo, Digital Marketer é uma empresa de Ryan Deiss, o seu fundador. Pode alcançar os fãs desta empresa ao incluir a página Facebook no seu público.

Mas os fãs de Digital Marketer são provavelmente bem diferentes daqueles do The Secret. Porque têm estilos diferentes de pensar, comunicação e valores. Enquanto fãs do Digital Marketer podem ser marketers mais pragmáticos, fãs do The Secret podem ser aspirantes a empreendedores com pensamentos mais esotéricos.

Sobreposição de públicos guardados

Pode encontrar esta informação na secção dos Públicos do Gestor de anúncios ao selecionar Ações > Mostrar sobreposição de público.

Mostrar sobreposição de público

Portanto defina os seus próprios interesses. Veja as páginas deles para saber que tipo de publicações fazem, que problemas resolvem para os seguidores deles e como é que eles comunicam com as pessoas.

Se tiver ideia de que o seu público se sobrepõe ao deles, inclua-os como interesses nos seus públicos frios.

Os interesses que propões não fazem sentido para o meu negócio. O que devo fazer?

A maioria dos interesses que coloquei é o resultado duma ferramenta do Facebook chamada Estatísticas do público (Audience Insights).

Uso-a bastantes vezes, e se bem que não é nenhum segredo, a maioria dos meus estudantes ainda não tinha ouvido referência dela.

Para usar as Estatísticas do público, só tem de usar alguns dados demográficos simples sobre o seu tipo de público-alvo frio e um ou dois interesses que lhe tenham ocorrido. Pode usar interesses gerais enquanto pesquisa mais aprofundadamente com esta ferramenta. Pode ler mais aqui.

Interesses – perguntas frequentes

Pergunta: Onde raio estão as páginas Facebook que eu quero segmentar?

Por exemplo, se colocar Ana Mendes como interesse, uma grande especialista de Facebook em Portugal, não aparece a página dela.

Ana Mendes interesses

Isto porque a página ainda não tem mais de 10000 fãs.

Outras vezes pode acontecer que certas páginas não aparecem simplesmente porque não correspondem aos ideais do Facebook. Segundo um representante da rede social:

Nem todo o tema está disponível como escolha para segmentar. Se um termo específico não for encontrado nos filtros pode ser devido a que é um tema pequeno ou pode ser representado por um tema maior, ou pode ser algo sensível. As opções de segmentação disponíveis mudam à medida que temas são acrescentados ou removidos.

Pergunta: Há várias opções da mesma coisa ao escolher interesses; qual devo escolher?

Escolha todas. Vai aumentar o tamanho do seu público.

Mesmos interesses

“O Facebook diz-me que o meu público é muito específico. O que devo fazer?”

Pode chegar a ver esta mensagem ao criar o seu público ou campanha.

Público muito específico

Se souber que tem um bom interesse, pode ignorar se quiser. Não interessa. Siga as minhas orientações sobre tamanho do público e a coisa vai correr bem.

“Descobri agora que posso segmentar pessoas com base no que elas ganham. Posso fazer isso, certo?”

Claro que pode.

Mas cheguei à conclusão que ao acrescentar “renda” não é bem aplicável em Portugal (mais no Brasil) e pode fazer disparar os custos.

E faz todo o sentido. Se toda a gente está a tentar mostrar anúncios para pessoas com muito dinheiro na esperança que estas sejam mais recetivas a comprar. Portanto a concorrência fica mais cerrada, o que aumenta os custos.

Há outra maneira mais inteligente de fazer isto – de alcançar pessoas que têm mais posses.

E isso pode ser feito ao escolher pessoas que são donos de determinados produtos ou serviços caros. Por exemplo, podemos escolher pessoas que são donas dum Samsung Galaxy S6.

Adiante…

Vá usar o seu público. Está quase tudo feito.

Agora que percebe as definições do público-alvo detalhado, dê-lhe um nome, adicione uma localização, idade, sexo e idioma e depois clique em Criar Público em baixo.

Criar um público guardado

E está tudo a postos para usar o seu público novinho em folha num anúncio.

Experimente criar um anúncio para um artigo blog ou vídeo que vá ao encontro duma dor do seu potencial cliente.

Partilhe comigo nos comentários se teve algum problema a criar o seu público.

Fundamentos dos Anúncios Facebook: Básico, Orçamento e Promoção

Este artigo explica como e quando promover publicações Facebook, definir objetivos para as suas campanhas, a importância de testar os seus anúncios, entre outros.

Quando as pessoas clicam no botão de Promover elas estão à procura de “mais”: chegar a mais pessoas, ter mais likes, mais gostos, etc.

O problema é que o “mais” não é um objetivo, e nos anúncios Facebook é necessário ter um objetivo em mente antes de começar. Quais são as métricas ou metas importantes que quer alcançar com os seus anúncios? Isto pode ser ter 5 pessoas a comprar os seus produtos, pedir os seus serviços ou alguma ação que beneficie o seu negócio.

Três setas alvo

Se coloca um anúncio à frente de pessoas que não sabem quem você é e quer que eles tomem alguma ação, então tem de lhes indicar que ação elas devem tomar. Pode ser fácil fazer com que elas leiam um artigo ou se subscrevam para um produto gratuito, mas é mais difícil ter pessoas que comprem alguma coisa sua pela primeira vez.

Por isso mesmo é que você deve levar as pessoas para as suas landing pages para elas se subscreverem para a sua lista de email, porque isso é mensurável, e depois pode “namorá-las” até se tornarem clientes.

Como e quando promover

Promover posts pode funcionar se estiver a segmentá-los para pessoas na sua lista, ou pessoas que já o conhecem.

Botão Promover Publicação

Ao segmentar para pessoas que não o conhecem, há opções dentro do Power Editor (o painel de controlo avançado de anúncios do Facebook) que o podem ajudar. É gratuito, e com ele poderá segmentar por país, idade, interesses e outros.

Porque haveríamos de clicar no botão promover quando podemos usar esta ferramenta, que tem muito mais opções.

DOWNLOAD GRÁTIS: Checklist Anúncios Facebook

Mas antes disso, pense porque quer, de todo, promover o seu post. Gostos, partilhas e coraçõezinhos não pagam as contas. Gerar receitas é mais importante que ser popular.

Em vez de querer receber atenção nas redes sociais, foque-se em conseguir captar os dados do visitante em troca dum produto gratuito, e depois fazer follow up com ele por email e incentivá-lo a comprar o seu produto pago.

Perceber a definição de objetivos

Os típicos “€10” por dia que se aconselham funciona, e por vezes €5 chegam e sobejam. No entanto, se o seu custo por lead for €1 e você quer obter €100 leads por mês, então vai ter que gastar para o conseguir.

Faça o seguinte: defina o seu objetivo de faturação, ou seja, quanto quer ganhar. Defina um número, e a partir daí, faça os passos para trás para pensar num orçamento que seria necessário para chegar a esse valor. À medida que for crescendo o seu negócio, vai ser necessário escalar o investimento que vai fazendo de acordo com ele.

Orçamento e testes

Ao fazer anúncios Facebook, é altamente aconselhado alocar algum do seu orçamento para testes.

saco dinheiro

Estes testes são basicamente criar variações dos seus anúncios atuais, com texto diferente, imagens diferentes, títulos diferentes, etc, e ir testando uns contra os outros para perceber quais os que têm melhor desempenho.

Isto dos anúncios não é uma ciência exata, mas se não investimos dinheiro a investir neles, não vamos saber o que funciona e o que não funciona. Por sua vez, isto mostra uma outra desvantagem do “Promover esta publicação”: você não está a obter dados no que se converte melhor junto do seu público-alvo.

Facebook pixel

Facebook pixel icone
Um pixel é um quadradinho de 1x1px (daí o seu nome), que é inserido juntamente dum conjunto de linhas de código, gerado pelo Facebook, para colocar no seu website ou landing pages.

O código base do pixel do Facebook deve ser colocado em todas as páginas do seu website, e o Facebook irá saber, no seu website, que páginas é que as pessoas visitaram.

Quer esteja a usar o seu website ou uma landing page específica, o pixel irá conseguir obter estes dados, para que depois você possa usar essa informação nos seus anúncios Facebook.

Depois temos os eventos padrão e as conversões personalizadas (o Facebook só conta conversões aquelas que são resultado de anúncios). Estes são semelhantes, mas os eventos padrão são normalmente mais usados porque permitem mais poder e margem de manobra.

(Uma conversão é quando alguém toma alguma ação com base em algum dos seus anúncios. Por exemplo, com os anúncios Facebook leva tráfego para uma landing page com a sua oferta, e quando a pessoa se converte (dá os dados em troca da oferta), ela é levada para a thank you page. Isto é uma conversão, e é assim que o Facebook conta uma conversão. Se a pessoa não for a thank you page, não é uma conversão.

Exemplos de eventos padrão são “add to cart”, “leads”, “purchased”, entre outros. O evento padrão é basicamente uma linha de código que se acrescenta ao código base do pixel do Facebook, e é assim que o Facebook consegue medir ações específicas das pessoas no seu website, conforme elas tenham adicionado produtos ao carrinho, comprado um produto, convertido como lead, visitado uma certa página, etc.

Eventos padrao Facebook

As conversões personalizadas são regras feitas com base em URLs, e são usadas quando não pode aceder à thank you page ou quando não tem competências de código para instalar os eventos padrão. Uma conversão personalizada envolve você colocar um endereço web e se a alguém visitar o Facebook conta isso como uma conversão.

Conversao personalizada

Para recapitular: o pixel Facebook é instalado em todas as páginas do seu site, ou pelo menos na landing page onde tem a sua oferta. Na thank you page é onde instala um evento padrão ou uma conversão personalizada.

Isto pode parecer complicado ao princípio, mas com a prática vai lá.

Para concluir, pense nos últimos €100 que gastou no Facebook. Onde é que esse dinheiro foi usado, e de que forma é que ele contribui para crescer o seu negócio? Comece a pensar nisto de forma crítica em relação ao dinheiro que está a investir, porque são os resultados que pagam as contas, e não os Likes nem os Corações.

Quanto devo gastar nos anúncios Facebook?

(vou-lhe mostrar a minha fórmula neste artigo)

Isto é uma pergunta que ninguém tem uma resposta concreta, se bem que a maioria das pessoas iria responder “o mínimo possível”.

Claro, todos querem gastar o mínimo possível e ter o máximo possível retorno nos anúncios.

Quanto devo gastar em anuncios Facebook

Toda a gente quer saber: quanto devo gastar em anúncios Facebook?

Até agora a minha resposta tinha sido “depende”, depende duma série de fatores. E do outro lado eu notava que os meus clientes ficam impacientes porque imaginavam que tinham de fazer cálculos para determinar o seu orçamento.

Mas agora você vai perceber exatamente quanto gastar nos seus anúncios de Facebook – com a minha fórmula.

O investimento que deve fazer em anúncios ainda depende duma série de fatores, tais como quanta faturação cada cliente lhe traz e quão bom é você a converter as suas leads em clientes.

Mas tenho tudo facilitado para si.

Criei uma Worksheet (template) numa folha de cálculo do Google. Só tem de colocar os seus números e vê quanto deve gastar em anúncios.


Vídeo de instrução

Aqui estão instruções em texto se não quiser ver o vídeo:

  • Faça uma cópia do documento em Ficheiro > Faça uma cópia
  • Na célula A10, coloque o preço do seu produto/serviço
  • Na célula B10, coloque a taxa de conversão (percentagem de subscritores que tornam clientes). Uma taxa de 2% de conversão deve ser escrito como 0.02, 0.5% como 0.005, etc.
  • Na célula C10 coloque quanto quer gastar potencialmente
  • Na célula D10 coloque o seu custo por lead (ex. €2 custo por lead)

Após seguir esses passos vai ver quantas novas leads vai gerar (aparece na célula E10), quanto faturação essas leads lhe trouxeram (célula F10), e qual o resultado do seu retorno-ao-investimento (G10).

Importante mencionar

Você está a fazer suposições da sua taxa de conversão e do seu custo por lead gerados com os anúncios Facebook. Se as suas suposições não forem fiéis, então a sua faturação e ROI vão ser diferentes daqueles na folha de cálculo.

Se não percebe bem o que quero dizer, veja o vídeo acima. Não recomendo usar a Worksheet sem ver o vídeo, mas alguns de vocês irão fazê-lo de qualquer forma – fica aqui o aviso.

Quanto devo gastar em anúncios Facebook? Esta fórmula diz tudo: Click To Tweet

Se tiver algum problema escreva nos comentários que eu ajudo.

3 dicas rápidas de marketing para empresas

3 dicas rápidas marketing empresarial

A maioria das pequenas empresas sentem os vários obstáculos à sua volta, com as mudanças de mentalidades e do comportamento do consumidor nesta era digital em constante evolução.

Mas uma coisa é certa: as pequenas empresas precisar de ser mais eficazes e fazer uso de táticas de marketing que lhes possam ser lucrativas.

Muitas pequenas e médias empresas (PMEs) pensam que têm de estar obrigatoriamente no Facebook, porque é o que toda a gente diz, no entanto, as redes sociais têm um dos retornos-ao-investimento (ROI) mais pequenos de entre várias táticas de marketing.

É curioso que apenas 14% das empresas vêem um bom retorno com os esforços que investem nas redes sociais.

Se tens ou colaboras numa pequena ou média empresa, mostro-te três dicas rápidas que funcionam e não te vão custar muito dinheiro.

Dica #1: Referências

Passar contactos e referências de confiança têm 7 vezes mais probabilidade de se tornarem clientes do que pessoas contactadas a frio.

Isto porque alguém em que elas confiam lhes recomendou a tua empresa, o que faz com que a pessoa vá mais disposta para trabalhar contigo.

O problema é que a maioria das empresas não tem um processo proativo em vigor para obter referências, apenas recebem as pessoas como se fosse um presente bem vindo.

Em vez de ficar à espera que estas leads venham ter consigo, usa este processo para aumentares o número de referências que recebes.

Como ter mais referências de pessoas:

  • Fica com toda a informação do cliente na altura da compra, incluindo email;
  • 2 semanas após a venda, envia-lhes uma cartinha por correio a agradecer-lhes, e com 3 cartões de desconto para eles oferecerem a amigos
  • Envia-lhes também (na mesma carta do passo anterior, ou numa carta à posteriori), um pequeno presente para que eles se sintam especiais (eu costumo enviar um quadradinho de chocolate negro).

Isto funciona porque a maioria das empresas só querem saber de faturar, e o conceito de dar um presentinho (seja desconto ou chocolatinho) parece nem lhes passar pela cabeça.

Mas pensa nisso: quando foi a última vez que uma empresa te enviou um presente ou uma carta de agradecimento?

Ao enviares por correio, estás a ser diferente, porque não estás a enviar por email a atafulhar a caixa de correio das pessoas.

Para que a tua carta se destaca ainda mais, coloca na parte de fora do envelope um grande laço vermelho (ou escrito apenas em letras) “Presente especial cá dentro”. Isto faz com que a pessoa tenha curiosidade em abrir.

Custo estimado: €1 cada presente/desconto enviado
Retorno estimado: Até 3 referências de amigos + 1 cliente repetido.

Dica #2: Reativar clientes antigos

Outra coisa que podes fazer é reativar clientes. Clientes que não repetiram a compra, que não compram um produto ou contratam um serviço há algum tempo da tua empresa.

Por exemplo, eu não vou ao dentista há muito tempo, mas se eu recebesse um incentivo (na forma dum desconto) do meu dentista, provavelmente ia lá ainda esta semana.

Só porque um cliente não tem comprado nada de ti, não quer dizer que não estejam interessados. A oportunidade talvez não tenha acontecido de novo, ou estão atarefados com outras coisas.

Um outro exemplo, há uns meses atrás comprei uma embalagem de vitaminas duma loja nos EUA. A embalagem já acabou, mas não recebi nenhuma sugestão daquela loja online para voltar a encomendar de novo. Eventualmente irei um dia voltar a comprar, ou de lá, ou daquelas vitaminas baratas do Lidl/Aldi, mas se eu fosse re-lembrado, talvez voltasse a comprar.

Como fazer follow up com clientes antigos

  • Escreve uma carta de “sentimos falta sua – eis uma oferta especial para si” e envia por correio;
  • Após 2 semanas, se não funcionar, envia-lhes uma segunda carta com um voucher que podem redimir por um presente gratuito se forem físicamente à loja. Para uma clínica ou esteticista, isto podia ser um brinde-surpresa, se fores um contabilista, podia ser uma caneta de luxo Parker. O objetivo é que eles venham ter contigo.
  • Quando vierem ter contigo por causa da oerta, pergunta-lhes se eles querem comprar/contratar alguma coisa e que estás aqui para ajudar.

Isto funciona porque as pessoas esquecem-se. Têm responsabilidades e coisas para fazer. É a tua obrigação de lembrares as pessoas que existes, e isso normalmente é feito com um pequeno suborno.

Custo estimado: €10-15 dependendo da tua oferta/desconto
Retorno estimado: Um atual cliente a fazer despesa contigo de novo.

Dica #3: Otimização de motores de busca

Ser encontrado pelo Google. É um espetáculo não é?

SEO (search engine optimization), ou seja, ser encontrado pelo google nos resultados de pesquisa natural, é um dos meios mais eficazes de ter estabilidade a longo prazo para uma empresa.

Então como é que podes ser encontrado pelo Google e o que é isto do SEO?

O SEO é o método de tornares o teu site amigável dos motores de busca. Envolve trabalhares dentro e fora do site (on-site e off-site), fazendo mudanças, criando autoridade (como links) de outros websites pela internet.

Há muito mais do que isto, mas estou-te a dar apenas o básico. Se queres saber mais, lê este guia que escrevi no blog da minha agência: Tutorial SEO.

Podes aprender e implementar SEO por ti mesmo(a) ou trabalhar cm uma agência que te possa ajudar. Se escolheres uma agência, procura saber se eles sabem do que estão a falar, se obtêm resultados, e se algum cliente deles foi penalizado por infringir alguma regra do google.

Isto funciona porque desde a última década que as pessoas estão habituadas a pesquisar na internet de cada vez que querem saber ou encontrar alguma coisa. Se estiveres nos primeiros resultados quando alguém está à procura do tipo de serviços que fazes, estás a ter leads grátis.

Nota que isto do SEO pode levar alguns ou varios meses até apresentar resultados, mas as boas notícias são que ao fim de 6-12 meses de trabalhares com uma agência (ou fazeres por ti próprio), podes ter retorno na ordem de duas, três ou dez vezes mais o teu investimento.

Custo estimado: €300-900 por mês dependendo da indústria.
Retorno estimado: Break even após 3 ou mais meses.

Há várias outras táticas de marketing tradicional e digital que funcionam atualmente, mas na minha opinião o SEO é muito eficaz. Não é para todos os bolsos, mas pode funcionar bem. Em alternativa, experimenta as 2 primeiras dicas para obteres orçamento que possas aplicar numa estratégia SEO a longo prazo.

Será que o Snapchat veio para ficar?

Snapchat veio para ficar?

Apesar da sua reputação como sendo apenas para jovens e como sendo uma moda passageira, o Snapchat fez a sua marca no mundo e está cá para ficar.

Não é apenas usado por adolescentes ou universitários para enviar fotos que desaparecem de pessoas em poucos trajes: é uma ferramenta de marketing para os social media.

O simples facto de que esta app é tão popular com as camadas mais novas faz parte do apelo que ela tem para com eles, e para marketers e empresas que a sabem usar.

Porque é que os jovens adoram o Snapchat
O Snapchat é um tipo de app que dá aos utilizadores conteúdo super curto e super rápido: as imagens desaparecem em 10 segundos quando são enviadas. É esse o apelo principal que o Snapchat tem, especialmente com os jovens.

O conteúdo que desaparece ao fim de alguns segundos torna tudo mais excitante, pelo utilizador saber que vai ficar sem o conteúdo, tornando-o mais precioso.

Em vez de ver um anúncios de 15 segndos ou ler um artigo de 2 minutos, tudo está sumarizado numa única imagem ou mini-vídeo. É também por isso que apps como o Vine (vídeos de 6 segundos) e sites como o Twitter e Tumblr são populares. Quanto mais curto o conteúdo, melhor.

Enquanto que os adolescentes e millenials (geração Y) parece que partilham muita coisa entre eles, na realidade eles até valorizam muito a sua privacidade, e o Snapchat dá-lhes a oportunidade de partilhar sem arrependimento.

Eles sabem que as suas imagens irão desaparecer após serem vistas, e assim não têm de se preocupar em que o patrão, amigos ou família vejam algo que não deveriam ter visto.

É no mobile é que as pessoas estão
Em 2015 o tráfego móvel cresceu quase em 70%, e o mais curioso é que metade deste tráfego móvel foi a consumir vídeos.

A maioria dos jovens (e pessoas no geral) preferem conteúdo em vídeo curto (e no geral, outro conteúdo curto, como imagens ou texto), por isso não podemos colocar o Snapchat de lado.

As fotos tiradas pelo Snapchat podem ser rabiscadas na própria app do telemóvel antes de serem enviadas, o que pode aumentar o apelo delas.

Além do mais, quão difícil é fazer um vídeo rápido? Ou uma imagem? O Snapchat não só permite criar e enviar fotos, mas também vídeo.

Se quer que o seu marketing funcione, comece a pensar como o seu público. E isso significa pensar quem usa o Snapchat, esta app que é rápida e pessoal. Pense nela como uma forma de enviar um anúncio móvel sem parecer promocional ou vendedor.

Anúncios no Snapchat
Uma das maneiras em que o Snapchat faz dinheiro (enquanto app) é ao permitir anunciantes que façam anúncios na sua plataforma.

Apesar do Snapchat valer biliões de dólares, a empresa tem de pensar a longo prazo, e as receitas geradas pelos anúncios é uma das formas de eles conseguirem monetizar a empresa. E já há marcas em fila de espera, tais como a Samsung ou a ESPN, prontas para fazer os seus anúncios.

O Snapchat veio para ficar
Esta app está aqui para ficar e não se irá embora para lado nenhum. Faça bom uso do Snapchat para promover o seu negócio: mostre imagens dos bastidores, ou previsões do seu próximo produto ou serviço. Seja criativo(a) e siga as tendências do seu público-alvo.

Para terminar, lembre-se disto: apesar das camadas mais novas poderem, ou não, ser o seu público-alvo ideal, é esta malta que influencia a decisão de compra familiar, e além do mais, eles próprios já têm poder de compra, e ao longo dos anos irão ter cada vez mais poder de compra.

Não escreva o seu próprio conteúdo

Homem e mulher com lápis gigantes.

Mesmo que tenha o melhor conteúdo na web e tenha pessoas que partilham os seus artigos, é provável que essas mesmas pessoas estejam a comprar produtos da sua concorrência.

Uma pessoa pode desfrutar do seu conteúdo para ter informação útil e até partilhá-la junto dos amigos dela, mas essa informação não a vai transformar um cliente pagador a menos que lhe dê uma boa razão do porquê do seu produto ser melhor do que o dos outros.

O conteúdo não deve ser informação geral para que as pessoas venham para o seu site, aborvam aquilo que lhes está a dizer, e depois irem para um site dum concorrente para comprarem o produto deles.

Quando você escreve conteúdo, deve ter como propósito uma conversa. Ou seja, o seu conteúdo não deve ser “hard sell”, mas sim levar as pessoas à conclusão lógica de que o seu produto vai resolver os problemas deles ou fazer com que eles se sintam melhores com eles mesmos.

Deve-se investir em bom conteúdo, mas deve haver um propósito por trás dele, uma estratégia para que não se esteja a criar conteúdo só por criar.

Já crio conteúdo (para mim e para algumas agências e marcas) há alguns anos, e quando eu começo a criação de conteúdo, gosto de saber o seguinte:

  • Quem é o público-alvo? Isto é o mais importante. Quem são as pessoas a quem se destina o produto e como eles encaram a empresa (a sua)?
  • Os meus benefícios? Que valor é que a minha marca tem para dar às pessoas, que seja melhor que a concorrência?
  • O que estão os outros a fazer? O que está a concorrência a fazer para puxar as pessoas para eles (e não para si)? Saiba o que a competição está a fazer.
  • O seu conteúdo leva à compra? Quão importante é o conteúdo na tomada de decisão de compra? E quanto tempo elas passam a ler o conteúdo, e se acham que é importante para elas?
  • Onde consome o conteúdo? Em que meios é que as pessoas estão a consumir o seu conteúdo (artigos, vídeos, outros?) Será na web, em mobile, onde e como?
  • Categorias bem definidas. Há alguma confusão no que toca às categorias do conteúdo (por ex.: artigo sobre como usar produto A, ou artigo de porque deve comprar produto B)?
  • Como tornar leitor em comprador? Não é esse o propósito do seu conteúdo? Esta é provavelmente a métrica mais importante de qualquer estratégia de conteúdos.

Não caia na fantasia de criar um plano para as redes sociais sem antes se colocar esta pergunta: “como é que isto vai gerar mais negócio?” É que um namoro nem sempre leva ao casamento.

Content marketing: como é que isto vai gerar mais negócio? É que um namoro nem sempre leva ao… Click To Tweet

Escreve descrições de produto que vendem

Máquina de escrever.

O Content marketing (marketing de conteúdos) é uma maneira jeitosa de dizer que é o texto que escreves para o teu website e redes sociais.

Isto inclui a descrição da tua empresa, produtos e serviços. O content marketing pode ser uma boa ferramenta para usares, e acredito que 2016 será o ano deste canal de marketing.

Segue estas dicas, e vais conseguir mais facilmente ligares-te aos clientes, vender mais e desfrutar de vantagens de SEO (otimização para motores de busca) ao publicares conteúdo teu.

  • O conteúdo deve ser único. Podes ficar tentado(a) a copiares descrições de produto do fornecedor, mas isso não te vai ajudar nos motores de busca, porque, regra geral, o Google não gosta lá muito de conteúdo duplicado. Solução? Reformula por outras palavras as descrições do produto e coloca o teu próprio “spin”.
  • Escreve do que sabes. Se conheces bem a tua indústria e és um(a) apaixonado(a) por aquilo que fazes, usa isso no teu conteúdo. Escreve descrições que brilham no escuro. Os teus potenciais clientes e compradores vão gostar das tuas recomendações sinceras, já que são baseadas na tua experiência e expertise.
  • Perguntas frequentes. O que é que os clientes querem saber sobre os teus produtos? Provavelmente já tiveste de responder às mesmas perguntas, vez após vez. Usa isto para escreveres descrições que respondem às perguntas que passam pela mente dos teus potenciais clientes.

Desenvolvimento de produto: o que querem os teus clientes?

O que querem os teus clientes

O consumidor e clientes muitas vezes associam uma empresa com os produtos e serviços que esta tem disponíveis.

Isso pode parecer bom, mas pode ser um obstáculo para elas pensarem em outras coisas que podiam querer que tu lhes possas oferecer.

Lembras-te do Walkman? O presidente da Sony na altura não perguntou às pessoas o que elas queriam, ele lançou o Walkman no mercado e criou uma necessidade.

Da mesma forma temos o Henry Ford, o magnata que criou os carros Ford: “se eu perguntasse às pessoas o que elas queriam, dir-me-iam que queriam cavalos mais rápidos”.

Não partas do princípio que aquilo que o cliente pede é aquilo que eles precisam.

Então como é que distingues entre as necessidades e desejos do cliente?

  • Conhece o historial de compra dos teus clientes e percebe onde estão as áreas que podes melhorar no teu negócio, tais como oportunidades de lhes ofereceres mais produtos e serviços, ou de outro tipo que complementem a tua oferta principal.
  • Coloca-lhes questões abertas para determinar os principais problemas que os teus clientes possam ter. O que é que não os deixa dormir à noite? Que objetivos querem alcançar com base nos teus produtos e serviços?

Quando tiveres respostas para isto, percebe se o que tens para oferecer aos clientes já está (ou não) a resolver estes problemas. Se sim, mas os teus potenciais clientes não estão cientes disso, então reformula a tua mensagem de marketing.

Por vezes podes chegar à conclusão que aquilo que o cliente quer não é aquilo que tu ou a tua empresa podem fornecer, e se assim for, tudo bem.

Mas investir algum tempo a responder às duas perguntas anteriores vão-te ajudar a poupar tempo a desenvolver produtos que não seriam uma boa escolha para ti ou para os teus potenciais clientes.

Empreendedores de sucesso vivem de acordo com estas 3 dicas

3 dicas para empreendedores de sucesso.

Empreendedores(as) de sucesso vivem a sua vida com base nestas 3 dicas

Toda a gente pensa que é um campeão quando não estão cansados. É fácil acreditares em ti quando estás a ouvir uma música motivadora ou quando as coisas te correm bem e estás a chegar aos teus objetivos pretendidos.

Toda a gente pensa que é um campeão quando não estão cansados. Click To Tweet

Mas já não é tão fácil acreditar em ti próprio(a) quando estás numa situação desconhecida ou desconfortável. Empreendedores de sucesso sabem no entanto encarar e ultrapassar estes obstáculos que lhes atravessam à frente.

Isto porque eles acreditam neles próprios. Eles sabem que toda a gente tem problemas e que se deparam com obstáculos na vida. A confiança é a capacidade de lidar com a incerteza, e é isto que eles têm, uma grande autoconfiança.

A confiança é a capacidade de lidar com a incerteza. Click To Tweet

Mostro-te quais as 3 dicas nas quais empreendedores baseiam o seu sucesso. Aplica-as à tua vida, e vais ver o teu negócio a florescer e a tua confiança a aumentar.

Acredita em ti próprio(a), irrealisticamente

Acreditar em ti próprio é meio caminho andado para que as coisas aconteçam como queres que aconteçam.

Atletas e desportistas têm de acreditar neles próprios: eles não podem simlesmente pensar que vai correr tudo bem, eles acreditam para além do acreditar.

Os empreendedores devem pensar da mesma forma. Não acreditar, de forma realista, porque o que é “real” só funciona em algo que já existe, mas ser irrealisticamente otimista irá mudar a tua vida.

Sê maluco(a) se necessário. Acredita em ti quando mais ninguém o faz, porque repara, ninguém o fará.

Acredita em ti quando mais ninguém o faz, porque ninguém fará isso por ti. Click To Tweet

Da próxima vez que duvidares ti, pára, e faz uma pequena introspeção. Pensa porque é que te estás a duvidar de ti. Estás com medo? Falhaste no passado? Sejam quais forem as razões, esquece-as e toma a decisão de acreditares em ti.

É isso que te vai tornar num(a) empreeendedor(a) de sucesso. É isso que te vai transformar num campeão.

Não tenhas medo do desconforto

Um bocadinho de desconforto não faz mal a ninguém.

A dor é a forma do teu corpo comunicar contigo os teus limites, mas se não puxarmos pelos limites, não melhoramos.

Lembro-me quando decidi fazer 10 sprints de Tabatas. Uma tabata é um conjunto de séries de esforço extremo de 20 segundos, com 10 segundos de descanso. Isto constitui uma série. Normalmente faz-se 6 séries, mas eu quis fazer 10 séries de sprints.

Quando acabei, os meus pulmões estavam a arder, a minha cabeça estava tonta, o meu estômago estava feito num oito e as minhas pernas pareciam blocos de cimentos. Mas terminei a coisa.

Vai haver alturas na tua carreira em que tens que te levantar às 5 da manhã para te preparares para uma apresentação, ou a um evento que não querias ir, mas tens de ir.

Serás pressionado(a) para tomar decisões difíceis, vez após vez. Sai fora da tua zona de comodismo e não tenhas medo do desconforto. Nenhuma dor significa nenhuma mudança: se não abraças o desconforto, estagnas.

Nenhuma dor significa nenhuma mudança: se não abraças o desconforto, estagnas. Click To Tweet

Da próxima vez que estiveres a puxar pelos teus limites, puxa ainda mais. Vai ser desconfortável e doloroso, mas vais conseguir fazer mais do que aquilo que pensavas que era possível.

Define objetivos: pequenos e grandes

O que queres alcançar na vida? Quais são os teus objetivos?

Primeiro queria ser jogador de basquetebol. Treinei e cheguei à conclusão que com 1m87 e a minha condição física normal nunca me tornaria profissional. Desisti. Depois quis ser ciclista, e não era levezinho ou explosivo o suficiente. Desisti.

O problema é que eu não acreditei em mim próprio. Não chega querermos ser apenas “ok” ou bons. Mais vale criar grandes metas, objetivos difíceis de alcançar, mas que te deixam entusiasmado(a) se e quando os alcançares.

Mas também é importante ter objetivos pequenos. Empreendedores de sucesso definem metas mais pequenas para elas como degraus para chegarem a andares superiores, do género kaizen, pequenos passos incrementais.

Assim como os atletas amadores e de alta competição, os empreendedores muitas vezes estabelecem objetivos que os assustam. Objetivos otimisticamente irrealistas e que envolvem dor e desconforto. Só que tem de ser assim: não faz sentido ir atrás de coisas facilmente conquistáveis, pois isso é o caminho para a mediocridade.

Checklist simples para criares o teu perfil LinkedIn

Checklist simples de perfil LinkedIn

Há muitas maneiras de usar o LinkedIn para negócios e assuntos profissionais.

O LinkedIn tem três entidades principais:

  • perfil pessoal
  • página de empresa
  • grupos

Neste artigo vou-te ajudar como criares o teu perfil pessoal.

Provavelmente já tens um perfil, portanto vou mostrar-te as áreas onde podes estar bem e outras áreas onde podes melhorar.

Tira fotos profissionais

O LinkedIn é uma rede social profissional. A foto que carregares para o teu perfil deve ser uma foto de cara e pescoço, tirado de forma profissional.

A tua foto não deve ter:

  • pessoas a abraçarem-te
  • tu a beberes uns copos
  • tu e qualquer outra pessoa
  • uma foto de má qualidade e amadora
Joao Paulo Alexandre
A minha foto no LinkedIn tirado num fotógrafo profissional

A tua foto consegue mostrar um pouco da tua personalidade? Se sim, aproveita isso, especialmente se estiveres a criar a tua marca pessoal, ou fores um consultor, coach ou freelancer.

Se não tens uma foto de cara profissional, investe dinheiro nisso.

Isto não é para ser um currículo

Um grande erro que vejo no LinkedIn é as pessoas que tratam o perfil delas como um currículo. A menos que estejas ativamente à procura de emprego, sugiro que não o faças.

Pensa no teu perfil LinkedIn como um sítio para te promoveres assertivamente e desenvolveres os teus negócios. Por vezes tens de pensar mais alto.

Um grande erro que vejo no LinkedIn é as pessoas que tratam o perfil delas como um currículo. Click To Tweet

Se trabalhas numa empresa, o LinkedIn é bom em muitas vertentes e pode-te ajudar nas relações com clientes (e prospetos), partilhares o teu conhecimento, promoveres a empresa onde colaboras, fazer prospeção, entre outros.

Se estás por conta própria ou és empreendedor, ainda melhor, porque o teu perfil LinkedIn é a página onde te podes promover e ao teu negócio.

Não percas tempo nem espaço precioso a listar todos os trabalhos que fizeste e certificações e “papéis” que possas ter. Tira o melhor partido do teu perfil ao fazeres isto:

  • Aproveita bem a secção do sumário, pois está no topo do teu perfil. Em vez de listares só as tuas competências e talentos, descreve o que podes fazer pelas pessoas/empresas, coloca um case study, um vídeo do teu produto ou serviço.

    Secção Summary perfil LinkedIn

  • Personaliza o teu cabeçalho, que fica por baixo do teu nome. Essa linha é o que as pessoas vêem nos resultados de pesquisa, portanto não coloques só a tua posição na empresa. Sê criativo(a) e escreve algo que chame à atenção das pessoas. Eis uma das frases que eu coloquei no meu perfil.

    Cabeçalho LinkedIn

  • Inclui mídia. O LinkedIn deixa-te anexar documentos, fotos, links, vídeos e apresentações nas secções do teu perfil. Torna o teu perfil interessante a nível visual para que as pessoas queiram saber mais sobre ti.

    Adicionar media no LinkedIn

Mostra os teus sucessos

Há várias secções opcionais que podes adicionar ao teu perfil para o deixar mais completo. Preenche tantas aquelas que achares necessárias e relevantes para o teu perfil.

Aconselho adicionar informações em secções que mostrem o tipo de trabalho que fazes, nos Projects e Publications.

Ao mostrares a tua experiência e conhecimento, podes estar a atrair novos clientes e conexões profissionais que te podem vir a abrir portas.

Secção Publications LinkedIn

Solicita recomendações

Não sou de pedir “recommendations” nem “endorsements”, prefiro dar sem pedir nada em troca.

No entanto, se quiseres tirar o máximo partido do teu perfil, podes pedir recomendações e endorsements. As recomendações são mais importantes.

Os endorsements são quando fazes um endorsement nas competências de outras conexões tuas, quando clicas no botão Endorsement no LinkedIn.

As recommendations são os comentários que os outros utilizadores no LinkedIn escrevem sobre ti, conexões que te conhecem e/ou trabalharam contigo em algum projeto, empresa ou instituição de ensino.

Recomendação LinkedIn

Podes escrever recomendações para outros utilizadores, que, quando aprovadas, serão publicadas no perfil deles. Isto é bom para empreendedores que estejam à procura de se ligar a potenciais clientes ou outros profissionais para parcerias e networking.

Como consegues uma recomendação? Contacta alguns dos teus colegas, clientes, ou mentores, e pergunta-lhes se eles poderiam escrever-te uma recomendação no LinkedIn. Melhor ainda é escreveres-lhes uma recomendação para eles e perguntar-lhes se te podem escrever uma também.

O que pensas do teu perfil?

Como achas que poderias melhorar o teu perfil, e como o farias?