Como escrever copy para anúncios que atraem cliques

Adoro anúncios Facebook – o que não é surpresa nenhuma.

Gosto de passar os meus dias a criar campanhas no Power Editor, ou no Gestor de Anúncios (porque agora o Gestor de Anúncios está bem melhor do que antigamente). Gosto de fazer segmentação e criar imagens no Photoshop para os meus anúncios.

Mas não gosto lá muito de escrever copy para os anúncios (o texto). Não é a minha parte favorita. Talvez seja porque pode ser bem difícil escrever bem. Não é a questão de escrever sem erros – porque eu dou os meus – é escrever texto persuasivo.

Infelizmente não pode haver anúncios Facebook sem algum tipo de texto. Isto não é um meio em que pode deixar a imagem falar por si e esperar resultados.

Portanto quer gostemos quer não, escrever copy para os anúncios é uma grande parte do meu trabalho. Muitas pessoas odeiam isso e passam essa responsabilidade a outros. E graças aos meus adoráveis clientes que dependem em mim e nas minhas competências para lhes dar resultados, acabei por ficar bastante bom a fazer uma coisa que – ao início – não me dava grande prazer (obrigado malta).

Qual o meu segredo?

É simples: tenho um sistema para criação de copy, e cinco regras que sigo de todas as vezes que crio copy para os anúncios. E essas regras estão prestes a tornar-se a sua orientação para escrever os seus próprios anúncios para ter cliques de qualidade das pessoas.

Como escrever copy para anúncios que leva as pessoas a clicarem: Click To Tweet

Mas primeiro, vamos começar pelo princípio.

Eis o meu sistema para escrever copy

  1. Abra o seu notepad++, Google Doc ou Word. Até pode usar papel e caneta (eu ainda uso, sou da velha guarda).
  2. Se é como eu e a sua atenção é quase como dum peixe de aquário, feche as tabs, janelas e programas do computador. Pode deixar aberto a sua landing page para inspiração.
  3. Abre um cronómetro do género Pomodoro, como o tomato.es ou o marinaratimer.com. Isto dá-lhe 25 minutos de trabalho para se focar, e 5 minutos para descansar. Isso conta como um pomodoro.
  4. Neste tempo, escreva tudo o que lhe vem à cabeça. Não pare até o cronómetro apitar (ligue as colunas). Se eu consigo fazer, você consegue fazer.

Hmm, escrever o quê? O que devo escrever?

Em baixo pode ver as minhas cinco regras para escrever copy para um anúncio Facebook. Não tem de usar cada uma das regras em cada copy que for escrever – vai perceber que é difícil juntar a regra 4 e 5.

Por cada regra dou-lhe também um exemplo para que possa ver algumas destas técnicas em ação. (Note: todos os meus exemplos não são necessariamente de anúncios Facebook… mas podiam ser porque são realmente bons).

Regra 1. Não tente ser esperto – seja claro

O Facebook é como que um feed de “barulho”: fotos dos filhos dos seus amigos, as viagens que fizeram, partilhas do Tá Bonito (ou seja o que for que está na moda agora), etc.

A sua feed de notícias está saturada com tanta informação. O que é que isto significa? Que não há margem de manobra para qualquer tipo de mensagem que seja necessário a pessoa pensar para perceber.

O seu anúncio deve dizer-me o que vou ter se clicar nele, que problema você me vai resolver, ou como me vou sentir como resultado do que está a oferecer. Nem mais, nem menos.Anúncio com linguagem clara.

Regra 2. Evite menções da sua marca

Se trabalhou no duro no seu branding, o nome do seu programa ou serviço, e um slogan a condizer, ótimo. Mas eles não pertencem à copy do seu anúncio.

Eu nunca ouvi falar de si ou do seu negócio. Não sei o nome da sua empresa nem preciso de saber isso agora. Foque-se em fazer com que eu clique, e poderei conhecer a sua empresa mais tarde. (O mesmo se aplica à sua landing page, nada de branding por agora).

Anúncio para kit de funil

Regra 3. Fale diretamente para as pessoas certas

“Está a pensar tornar-se consultor?”

“Odeia o seu emprego?”

“Passa os dias a investir nas redes sociais sem ver grande resultado?”

Começo muitos dos meus anúncios com uma pergunta porque atrai as pessoas certas e chama-lhes à atenção.

Se vê um anúncio que começa com uma dessas perguntas e a sua resposta é “NÃO” então vai passar pelo meu anúncio e continuar a fazer scrolling. Obrigado. É isso mesmo que eu quero. Se não tem o problema que o meu negócio ajuda as pessoas a resolverem, então não quero que clique no meu anúncio porque não quero estragar a taxa de conversões da minha landing page.

Quanto gastar anúncios Facebook.

Regra 4. Torne o seu anúncio emocional

O seu produto ou serviço resolve um problema, certo? Isso significa que as pessoas têm algum tipo de dor, e você está lá para acabar com essa dor ou dar-lhes o desejo que elas querem. Se as pessoas na minha audiência têm algum tipo de dor ou desejo, então é necessário dar algum tipo de emoção ou sentimento ao texto.

Se você é life coach, ou nutricionista, ou está em investimentos, ou qualquer outro tipo de atividade, escrever copy emocional até pode ser simples. Pense nos medos que as pessoas têm, nos problemas que as estão a impedir de chegar onde querem, ou quaisquer emoções que possam sentir que as tornam no seu tipo de cliente ideal.Anúncio emocional Facebook.

Regra 5. Seja simples.

Isto funciona com qualquer mercado. Sem “palha”, apenas um apelo à ação claro para que as pessoas subscrevam a sua newsletter ou a sua oferta, que lhes vai permitir [inserir solução que você apresenta].

Seja simples e direto.

Anuncio simples com call to action (apelo ação).

Uma nota sobre os apelos à ação

Não tenha medo de escrever algo que possa parecer óbvio, tal como “Clique aqui para se inscrever” ou “Pegue numa cópia deste guia aqui”.

Muitas pessoas precisam de instruções passo-a-passo, dê-lhes aquilo que elas precisam.


E aqui está: as minhas 5 regras para escrever anúncios que não só têm cliques, mas o tipo CERTO de cliques. Porque não há pior coisa que gastar dinheiro no tipo errado de pessoas, certo?

Precisa de ajuda com os seus anúncios? Veja esta página para saber como trabalhar comigo.

O básico da linguagem corporal

Homem a ajeitar fato

Linguagem corporal é um termo para a comunicação feita com movimentos corporais, ao invés de, ou em adição a, sons linguagem verbal e outro tipo de comunicação.

A linguagem corporal faz parte da paralinguagem, que descreve os tipos de comunicação entre os seres humanos, que não fazem parte da linguagem verbal.

A linguagem corporal engloba também expressões faciais. Estes podem ser movimentos subtis que a maioria das pessoas não estão sequer cientes, como piscar o olho, ou movimentos da sobrancelha.

Quando estás na defensiva

Um movimento corporal comum é quando a pessoa cruza os braços no peito. Isto vê-se em todas as fotos de pessoas da Remax e muitos outros profissionais em várias indústrias.

Cruzar os braços mostra que a pessoa está a colocar uma barreira inconsciente entre ela e os outros. A pessoa está na defensiva. Mesmo que a pessoa esteja a sorrir, é um sinal de defesa. Portanto não te ponhas de braços – nem pernas – cruzadas quando tirares fotos ou a falares ao vivo.

Cruzar os braços mostra que estás na defensiva. Vês isto nas fotos da malta da Remax, e muitos… Click To Tweet

Mas atenção que é preciso colocar as coisas em contexto. Cruzar os braços também pode indicar que os braços da pessoa estão frios, e ela pode estar a esfregá-los ou a colocá-los junto ao peito para aumentar a temperatura corporal (há quem durma com os braços cruzados).

Esta parece uma desculpa esfarrapada para cruzar os braços, mas é preciso ter uma mente aberta e considerar todas as causas.

Cruzar os braços também pode significar que a pessoa está a refletir profundamente sobre algum assunto, se estiver num ambiente amigável e descontraído. Cruzar os braços num ambiente hostil, no entanto, é claramente um gesto que mostra oposição. Isto é facilmente observável quando a pessoa está com os braços cruzados e a encostar-se para o lado oposto do orador ou da causa da hostilidade. A juntar a isto, uma expressão facial zangada, ou mesmo neutra, é um indício de inimizade, ou de “cara de poucos amigos”.

Quando não concordas

Contacto visual constante pode significar que a pessoa está a pensar de forma positiva naquilo que o orador está a dizer. Também pode significar que a pessoa não confia no orador o suficiente para “desviar o olhar” dele.

Falta de contacto visual pode indicar negativismo. Por outro lado, certas pessoas com complexos de ansiedade ou timidez não conseguem fazer contacto visual com o outro sem algum desconforto sentido.

Mesmo que a pessoa esteja a fazer contacto visual contigo, se ela está a mexer nalguma coisa (com o anel, caneta) enquanto olha para ti, pode ser indício de que ela está com a atenção noutro sítio, como o que vai jantar hoje, ou que tem que apanhar os miúdos na creche.

Quando a pessoa desvia o olhar, normalmente é sinal de não acreditar em alguma coisa. O mesmo se passa quando toca na orelha, esfrega o queixo ou está com comichão. Quando a pessoa não está convencida daquilo que outra está a dizer, a atenção dela vai para outras bandas, e os olhos focam-se na distância.

Quando estás entediado(a)

O tédio é normalmente demonstrado quando a cabeça da pessoa inclina para um lado, ou quando os olhos estão a olhar diretamente para o orador, mas parece que estão desfocados.

Nota que é preciso encarar as coisas em contexto. Inclinar a cabeça pode ser um tique da pessoa, ou ela pode ter o pescoço dorido. E os olhos desfocados podem ser porque a pessoa tem problemas de vista.

Uma boa forma de saberes se a pessoa está com interesse é através da postura e do contacto visual. Não tens de ser um(a) pró para perceberes isto, pois já o fazes de forma natural.

Faz esta experiência. Imagina que estás numa sala de aula. Agora quero que faças de conta que estás a gostar muito daquilo que o professor está a dizer.

O que é que aconteceu? Provavelmente sentaste-te, inclinado(a) para a frente na tua cadeira, com o teu corpo virado na direção do professor, e com os teus olhos a fazer contacto visual com o orador.

Nós fazemos isto de forma natural.

Quando estás a mentir

Este é um movimento clássico. Esfregar ou tocar no nariz e em algumas outras partes da cara pode significar que a pessoa está a mentir ou a ocultar alguma coisa.

Mais uma vez te lembro que estes movimentos e gestos têm de ser encarados em contexto.

Há pessoas que colocam a mão à frente da boca quando riem porque podem ter um medo inconsciente de mostrar os dentes. Outras coçam a orelha, lábio inferior ou o nariz por ser um tique habitual da pessoa, ou por terem genuinamente vontade de coçar nessas zonas.

Encara as coisas em contexto e não assumes que esfregar o nariz é automaticamente sinónimo de uma pessoa desonesta. Percebe se esse é um tique habitual da pessoa, ou se ela está mesmo a ocultar alguma coisa.

Há mais, mas fica para a próxima

Existem outros gestos e táticas para saber o que as pessoas estão a sentir, mas quis deixar este artigo curto, para ficares com um entendimento básico sobre a linguagem corporal.

Muda a tua linguagem corporal para venderes mais

Homem a falar em púlpitoAs tuas ações não-verbais falam mais alto que as tuas palavras. Muda a maneira como te apresentas aos clientes, e o teu negócio vai desabrochar.

Lembras-te quando a tua mãe te chateava para te sentares direito à mesa? Ela sabia que as pessoas têm tendência para ler a linguagem corporal dos outros mais do que aquilo que é dito.

Quando vendes, não estás só a vender o teu produto, estás-te a vender a ti. Isto é especialmente importante se fores freelancer ou consultor.

Se colocares as mãos nos bolsos, por exemplo, as pessoas normalmente não te levam a sério. Coloca-te numa pose confiante (mas não arrogante) ao colocar as mãos de cada lado ou nas ancas.

No que toca a inspirar ou convencer os outros, tu até podes dizer as palavras certas na altura certa, mas se a tua postura não verbal envia uma mensagem diferente, é isso que os outros irão percecionar da tua interação.

A comunicação não-verbal acontece quer tu queiras ou não, e é fácil passares a mensagem errada. No entanto, com alguma orientação, qualquer pessoa pode se sentir confortável e em controlo da maioria das situações em que se encontra.

Respira naturalmente

A respiração é uma das ações não verbais a que se devia de prestar mais atenção. Se respiras de forma natural e confortável, a outra pessoa tem tendência de se sentir segura e calma. Uma respiração calma e consistente acalma corpo e mente e é uma das coisas que melhor podes controlar a nível de ações não-verbais, já que te dá a impressão que és confiante e estás em controlo.

Bom contacto visual

Contacto visual direto é um sinal de confiança. Há quem diga que se não fizeres muito contacto visual direto, que não passas confiança aos outros. No entanto, isso é verdade até um certo ponto. O contacto visual funciona melhor quando ambas as pessoas se sentem à vontade. Tanto muito como pouco contacto visual pode ser um sinal de desrespeito, desinteresse, ou arrepiante. Quebrar contacto visual numa conversa acontece de forma natural e ajuda a processar o que estás a ouvir.

Usa o teu queixo

Embora os olhos sejam um ponto de atenção em ações não verbais, é no queixo que te deves concentrar. Aquilo que fazes com o queixo mostra aos outros o que se passa dentro de ti. Por exemplo, se o teu queixo está para um dos lados, a tua cabeça está de lado. Isto é um movimento submissivo que pode passar a mensagem de que queres ser aceite, ou que estás confuso(a). O queixo no ar pode-te fazer parecer pretensioso e um queixo para dentro, de que és tímido e não queres falar. Para mostrares confiança, coloca-te direito e mantém o teu queixo paralelo ao chão.

Inclina-te para mostrares interesse

Mostra interesse naquilo que um cliente tem para dizer melhora o relacionamento entre ambos. A melhor forma de mostrares que te importas com aquilo que ele(a) está a dizer é inclinares-te ligeiramente para a pessoa ou objeto de interesse. Quanto mais te inclinas, mais interesse mostras, mas não exageres. A inclinação deve ser ligeira, e não uma investida. Respeita a zona de conforto e o espaço pessoal da pessoa com quem estás a comunicar.

Mostra perícia com os braços e pose

Apresenta-te como um expert num assunto em que és conhecedor(a), para poderes vender bem os teus produtos e serviços. Coloca-te com os teus ante-braços à altura da cintura à frtente do teu corpo e os teus pulsos à mesma altura dos cotovelos, de modo a que osa ante-braços estejam paralelos com o chão. As tuas mãos podem estar ligeiramente apertadas, mas não mexas os dedos. Podes ainda juntar os polegares com os indicadores, de forma a que quando olhas para as mãos, parece que eles estão a fazer um triângulo com os teus dedos apontados para fora. Podes fazer outras variações, como estares de pé com os teus braços pendurados em cada lado, ou deixar uma mão pendurada de lado e a outro paralela ao chão, a agarrar num livro ou semelhante.

Sorriso

O teu sorriso comunica que és confiante e contente contigo mesmo(a) e com o teu negócio. Mostra ainda que és uma pessoa que os outros se podem sentir confortáveis em abordar. Sorrir é importante tanto em pessoa como ao telefone. Muitas vezes eu sorrio ao telefone, porque sei que a outra pessoa consegue sentir o meu sorriso.

Segue estas dicas para ficares com uma pose confiante, e irás-te encontrar a comunicar melhor com os outros e a vender melhor os teus serviços.

O guia do elevator speech

O guia do elevator speech para venderes a tua ideia num ápice

Dois bonecos a comunicar

O elevator speech, ou em Português,o discurso de elevador é o que respondemos quando alguém nos pergunta o que fazemos. A teoria é que enquanto estamos no elevador temos pouco tempo para dizer à outra pessoa o que fazemos de forma a que seja interessante o suficiente para ela responder “Ai é? Conte-me mais”.

Da próxima vez que estiveres num contexto comercial, evento, conferência, aula, apresentação, férias (qualquer coisa), deves saber como fazer o teu pitch.

Tu já vendes o teu produto, a tua empresa ou tu próprio(a) a toda a hora. Mas talvez nunca preparaste um “discurso de elevador” para responder apropriadamente às situações de improviso.

Como tal, mostro neste artigo como podes vender a tua ideia num ápice. Elaborado numa estrutura que seja fácil de referenciar para compôr os factos e benefícios para o teu produto ou idea. Assim, a nossa audiência, ouvindo o nosso pitch, pode ficar tão envolvido que acaba por trabalhar contigo e conquistaste um novo cliente ou interessado.

Se em algum ponto da tua vida já te perguntaram o que fazes, ou que o irão fazer no futuro, ou o que é que o teu produto ou empresa faz, isto é para ti.

Imagina se nessa altura, quando isso acontecer, estiveres preparado e com as ferramentas necessárias para dar o teu elevator speech ideal, então este guia alcançou o seu objetivo. Desejo-te muito sucesso.

O guia do “discurso de elevador”

Ao longo da minha carreira notei alguns padrões quando o meu pitch corria bem. Esta estrutura que te apresento é baseado na minha experiência pessoal, influenciada por vários livros de marketing e vendas que li ao longo da minha vida.

Um dos sítios – talvez surpreendente para ti – nos quais retirei boas lições, foi nos anúncios de TV, os chamados infomercials dos últimos 10 anos. Não é necessário reinventar a roda quando nos podemos apoiar aos ombros de gigantes.

Portanto, eis o guia para estruturares o teu discurso de elevador com exemplos de produtos para referência fácil.

1. Estuda a tua audiência

Parece óbvio, mas porque é que a malta não faz isto corretamente?

Se eu compro um pólo tamanho L (Large) e ele fica-me apertado, fico chateado (porque eu sou um L). Mas isto não acontece se eu for a um alfaiate, porque ele faz-me a peça à medida.

E tu tens de fazer com que o teu pitch esteja à medida.

Quanto mais souberes sobre a tua audiência mais à medida podes dar o teu pitch.

Podes fazer isto através de pesquisa e observação, porque não há ninguém que conheça tão bem o teu produto ou serviço quanto tu.

Este primeiro passo de conhecer a tua audiência pode parecer trivial, como se fosse um dado adquirido, mas nota que grandes empresas como a Coca Cola gastam milhões de dólares todos os anos só em pequisa do consumidor. Leva o teu tempo para conheceres o teu público-alvo e serás bem recompensado.

2. Faz perguntas

Não penses que és chato(a) quando fazes perguntas. Estás a dar oportunidade à outra pessoa de te mostrar ou ensinar algo que tu ainda não sabes.

Coloca perguntas para saber mais. Na minha atividade como consultor posso perguntar a um cliente porque é que ele quer fazer email marketing. E a resposta é que ele quer mais clientes. Mas a solução pode passar por outros meios de marketing mais eficazes para o produto dele, como networking, publicidade outdoor, ou outros.

Coloca perguntas para te poderes orientar melhor no teu elevator speech.

3. Explica o problema.

A tua audiência poderá ficar confusa se fizeres o teu pitch antes de explicares o problema que o teu produto ou serviço resolve.

Portanto, começa onde eles começam. Qual é o problema que eles têm? Será que é como o Sticko, o produto que te permite colar o teu smartphone no carro sem que tenhas de te distrair com ele?

Descobre e explica-lhes o problema, e só depois faz o teu pitch de como eles o podem resolver com o teu produto.

4. Faz uma associação

Normalmente percebemos melhor as coisas quando as associamos com outras que já conhecemos. Então que tal associar o teu produto com algo que a tua audiência já conhece?

Imagina que tens um produto ou serviço na área da cafetaria, ou um café qualquer especial.

Há uns tempos, a Kit Kat lançou o seu slogan do “Uma pausa… com Kit Kat”, e mostrava uma imagem dum café (entre outros anúncios). Assim podias associar o café ao Kit Kat. Imagina quão rapidamente é que associas os dois depois de estares exposto a este tipo de publicidade.

Faz uma pausa com Kit Kat

Ao fazeres uma associação com o teu produto, pergunta-lhes “isto faz sentido” ou “percebes o que quero dizer?”.

Após fazeres uma associação, vais querer distanciar-te dela. Sei que parece contraditório, mas tu queres que o teu produto seja único.

5. Mostra o que te torna único(a)

A tua audiência já sabe qual é o problema. Eles percebem como o resolver através da associação que fizeste. Mas agora está na altura de te diferenciares.

O que é que te torna diferente e especial?

Pensa em papel higiénico. Papel higiénico é o supra-sumo da comodidade, é um produto tão banal que nem pensaria pela cabeça de ninguém comprar papel higiénico mais caro.

No entanto, a Renova conseguiu destacar-se neste mercado quando lançou uma geração de produtos de papel colorida, entre rolos, guardanapos, lenços de bolso, faciais, e o papel higiénico. O produto está disponível em países como Austrália, Bélgica, Canadá, e França, e até está exibido no Carrossel-du-Louvre.

Renova papel coloridos

6. Apresenta os resultados

Continua a ler que esta informação vai-te ajudar.

Após a tua audiência perceber como te diferencias, está na altura de colher os resultados. Diz-lhes como é que vais beneficiar a vida deles, e quantifica como isso vai ser. Torna os resultados reais com números ou factos.

Como exemplo, pensa na beleza. Todos nós queremos ser atraentes, mas como é que consegues quantificar uma coisa subjetiva como esta?

Eis como.

Tiras duas fotos da mesma pessoa, uma no dia 1 e outra 3 meses mais tarde. A tua história poderia ser do género “isto é como és hoje, mas se usares o nosso produto, ao fim de 3 meses podes parecer assim…”

7. Faz o pedido

Por esta altura o teu discurso de elevador tocou em pontos sensíveis do teu interlocutor. Talvez eles estejam a abanar a cabeça ou com os olhos arregalados.

Aproveita a embalagem e pede-lhes o que queres. Coloca o pedido no contexto daquilo que eles querem.

Se não pedires, a resposta é sempre não.

Princípios da comunicação.

Eis alguns princípios básicos de comunicação.

Sê conciso e pragmático na tua comunicação. Pode parecer fácil, mas não é. Por isso teres um bom vocabulário é bom para articulares as tuas ideias eficazmente.

Como disse uma vez o Mark Twain:

Eu não tinha tempo para escrever uma carta curta, portanto escrevi uma longa.

Por vezes usamos palavras caras e andamos a enrolar quando em poucas palavras poderíamos ter vendido melhor o nosso peixe.

Para isto, convém gostares daquilo que estás a vender ou da ideia que estás a fazer o ptich. Imagina que não querias saber sobre discursos de elevador/elevator speeches ou sobre comunicação. Então este guia não te ia interessar nada.

Mas quando te importas com alguma coisa, isso reflete-se na qualidade do teu trabalho e dar-te-á os resultados que estás à procura.

Conclusão

Da próxima vez que tiveres de vender a tua ideia rapidamente, usa este guia para te ajudar e os 7 passos que te apresentei neste artigo.

  1. Estuda a tua audiência
  2. Faz perguntas
  3. Explica o problema.
  4. Faz uma associação
  5. Mostra o que te torna único(a)
  6. Apresenta os resultados
  7. Faz o pedido

Começa a praticar até se tornar natural para ti.

Scripts de email para poupares tempo

O email que é lido ou não lido afeta a produtividade no trabalho (e mesmo a nível pessoal). É difícil estar concentrado (a) nos teus objetivos a longo prazo enquanto os emails se acumulam, e sabes que, lá no fundo, que terás de lhe dar uma vista de olhos “um dia destes”.

Isto é mais verdade se estiveres num ambiente onde o que se espera de ti é que respondas aos emails de forma consistente enquanto fazes o resto do trabalho que te compete.

Podes passar o dia inteiro a responder às pessoas e não fazer nada das tuas coisas, ou fazer as tuas coisas e deixar os outros frustrados porque não receberam os teus emails.

Se estás nesta última categoria, a tentação é evitar comunicação posterior com estas pessoas quando estão aborrecidas contigo. No entanto, isto só tende a piorar a situação. Quando não falas sobre aquilo que é razoável ou não com os teus colegas ou clientes, não sabes o que se passa ou deixa de passar, eles sentem-se ignorados e chateados.

Felizmente existe uma terceira alternativa que pode reduzir o stree aumentar o entendimento entre todas as partes interessadas. Faz o seguinte, envia uma resposta logo ao início que te dá controlo sobre as tuas prioridades e define as expetativas para o teu dia de trabalho.

Se te encontrares na situação onde as tuas mensagens de email e níveis de stress aumentam de forma proporcional, podes usar estes scripts de email para responder de volta às pessoas e reinvindicares o teu tempo ao definires expetativas logo ao princípio.

Em muitos casos, projetos complexos desencadeiam uma cadeia de tarefas. A maioria dos colegas ou clientes prefereria ter avaliações realísticas e o tempo que algo vai demorar do que ser ignorado ou receber as coisas tarde.

Guarda estas respostas como emails de rascunho para que os possas aceder rapidamente e editar ao teu gosto para dares um toque pessoal ao teu jeito.

Quando precisas de mais tempo para escrever uma resposta detalhada:

Obrigado pela sua nota. Entrarei em contacto consigo em breve.

Quando precisas de mais tempo para tomar uma decisão:

Obrigado pelo seu email. Preciso de mais tempo para pensar na sua proposta e entrarei em contacto com uma decisão.

Quando te sentes mal por estares a enviar uma resposta atrasada:

Sei que já lá vai algum tempo desde que recebeu a minha nota, mas queria fazer um follow up com [aquilo que eu penso, a minha resposta, a informação que precisa].

Quando existem vários passos necessários para completar uma tarefa:

Acuso receção de que recebi o seu pedido. Contactei [Nome] acerca de [_____] e também fiz [_____]. Farei um follow up em [data] com um update sobre isto.

Quando não sabes se podes satisfazer um novo projeto:

Acuso receção do seu pedido. Preciso de confirmar outros compromissos e voltar a entrar em contacto consigo caso eu tenha capacidade de satisfazer isto agora.

… ou então.

Obrigado pela sua mensagem. Parece que tem aqui uma boa ideia, preciso falar isto com a minha equipa para perceber se temos capacidade de satisfazer este projeto.

Quando o teu patrão te pede para fazeres um projeto adicional sem te dar recursos adicionais

Obrigado por enviar a informação. Parece uma boa iniciativa. No entanto, se eu fizer [_____], entao [______] ficará atrasado. Sente-se confortável com essa prioritização ou gostaria que concentrasse os meus esforços de maneira diferente?

Quando precisas pedir uma extensão ao prazo:

Olá [nome],
Só o queria manter informado do estado do projeto [______]. Devido a [______], terei de entrar em contacto consigo [uns dias mais tarde do que inicialmente acordado OU então em ___]. Obrigado pela sua compreensão. Por favor avise-me se tiver questões.

Quando alguém te envia feedback do qual discordas com a qual não tens uma relação pessoal ou profissional:

Apaga o email ou então escreve isto.

Obrigado pelo seu feedback.

Quando alguém te envia feedback do qual discordas e com a qual tens uma relação pessoal ou profissional:

Obrigado pelo seu feedback. Agradeço e vou considerá-lo.

Quando alguém se quer encontrar contigo mais cedo do que aquilo que tens tempo para isso:

Já estou sobrelotado para esta semana. Mas estarei disponível em [data e hora] para nos encontrarmos. Poderá ser assim?

Quando não te sentes confortável a responder por email:

Obrigado pelo seu email. Poderemos conversar sobre isto. Está disponível para falarmos ao telefone nos próximos dias? Estou disponível em [data e hora].

Algum desses dias está bem para si? Se sim, por favor mencione o seu dia, hora e número de contacto preferido. Se não, por favor sugira outro dia e hora.

Os Toastmasters valem a pena?

Os melhores €50 que podes investir

Quando atendi como convidado a minha primeira sessão Toastmasters, fiquei logo com a sensação de que isto era para mim, e quis repetir.

Então, na sessão seguinte, voltei a aparecer e desta vez tornei-me membro. Quando a sessão acabou, fui para casa a pensar: “foram os melhores €50 que já gastei”.

Estar nos Toastmasters não só me permite melhorar a minha competência a falar em público, mas também estar rodeado de outras pessoas que têm o mesmo objetivo de uma melhor comunicação.

O que é o Toastmasters?

Toastmasters é uma organização sem objectivos lucrativos dedicada à melhoria das competências de comunicação, discurso público e liderança, através de clubes disseminados a nível mundial. – Wikipedia

O website Português está em http://www.toastmasters.org.pt/.

Não existe um “mestre”, sensei ou professor. Os membros juntam-se, dão discursos e recebem feedback construtivo.

Aprende a fazer, de forma estruturada

Uma das primeiras coisas que reparei no Toastmasters é quão organizado e envolvente são as sessões. São devidamente estruturadas, com membros que preenchem funções específicas.

Se queres saber um modelo provado daquilo que é uma reunião bem conduzida, atende a uma sessão Toastmasters (podes pedir para ir como convidado, para teres uma ideia se os Toastmasters são para ti, antes de te tornares membro).

Cada sessão tem discursos preparados por alguns dos membros. Cada orador prepara o discurso dele(a) de acordo com os objetivos do projeto, como descrito no manual (manual que todos os membros recebem).

O primeiro manual consiste numa série de 10 projetos (discursos) que se focam nos alicerces da comunicação, como gestos, contacto visual, organização e entrega. Além destes existem 15 manuais avançados, portanto há muito para aprender.

Cada orador tem um avaliador que lhe é designado para aquela sessão, que apresenta uma avaliação breve com base no discurso do orador e dá feedback de acordo com o manual. Normalmente aprendo bastante com o feedback que me dão, pois é a perspetiva duma pessoa diferente.

Sugestões de melhoria são bem vindas

Podes-te sentir tentado(a) a copiar outras pessoas de sucesso, mas na minha opinião, não há nada como encontrares a tua “voz”, o teu estilo, e fazê-lo de forma a conseguires criar uma conexão pessoal com o tópico que estás a apresentar.

Além dos discursos preparados e avaliações, existem outras funções, como o Timer, que garante que os oradores se cingem a um tempo específico, o Grammarian, que aponta erros de pronúncia e gramática, e o Ah-counter, que conta os “uhms”, “aaa’s” e outras expressões de palha.

Existe ainda o Toastmaster, que apresenta e conduz a sessão e o Avaliador Geral, que avalia a sessão por inteiro, apontando coisas que correram bem e outras que podem melhorar (ex.: sessão ter começado 10 minutos atrasada).

Discursos de improviso são divertidos

Uma das secções duma sessão Toastmasters está dedicada aos Table Topics. Esta é uma parte que eu gosto bastante, mesmo que muitas vezes não vá discursar.

O Table Topics Master é a pessoa que vem ao palco com perguntas ou temas preparados e pede voluntários da audiência para se levantarem e virem dar um discurso de improviso. Isto pode ser bastante divertido e educacional, e para alguns pode ser um momento de desconforto, mas “pensar em bicos dos pés” é uma competência importante de termos para organizarmos as nossas ideias e raciocínio de forma a apresentar uma resposta concisa.

Conclusão

A melhor parte sobre o Toastmasters é que funcionam. Eu próprio estive ansioso das primeiras vezes que fui falar, e isto é normal. Estarmos nervosos é sinal de que nos importamos connosco e com a audiência. Com o tempo o nervosismo passa, para dar lugar a uma maior consciencialização da nossa evolução enquanto oradores.

Há casos de pessoas introvertidas que desenvolvem competências de tal forma que acabam por ganhar concursos, a nível nacional e internacional. Vários oradores que começam de forma simples, tornam-se em grandes oradores e bons avaliadores.

Mas os Toastmasters não é apenas para falar em público, quem participa desenvolve a sua auto-confiança, auto-estima e capacidades de comunicação e liderança, o que é essencial em vários panoramas da nossa vida pessoal e profissional.

SOBRE MIM

Juntei-me ao Toastmasters em 2012 e não mais olhei para trás. Faço parte do Leiria Toastmasters Club, mas existem vários clubes por todo o país. Se queres saber se o Toastmasters é para ti contacta-me a partir do meu website, perfil no Toastmasters ou contacta um clube perto de ti.

Reduz as tuas muletas linguísticas e corporais – parte 1

Passo 1: Percebe como usas muletas

Precisas de saber onde é que estás a ter problemas nas tuas “muletas”. Há 3 formas de saberes isto.

  1. Grava-te quando praticas – Hoje em dia a maioria das pessoas tem algum tipo de aparelho que permite gravar áudio ou vídeo. Regra geral, o vídeo é melhor. Grava-te durante 5 minutos, mesmo que a tua apresentação seja maior, como amostra representativa. Com isto, não só vais ouvir as tuas muletas linguísticas como ver os teus tiques ou outros gestos corporais.
  2. Grava-te quando fazes um discurso – Poderás usar um gravador áudio durante uma apresentação. É menos intrusivo do que uma câmara de vídeo, porque se estiveres num evento que não controlas pode não ter essa possibilidade, e permite à mesma captar o que disseste. Também te dá a possibilidade de gravar o feedback do público, tal como quando disseste alguma coisa que os fez rir ou quando alguma coisa correu mail. A maioria dos smartphones têm uma aplicação para gravar.
  3. Pede a um colega para te dar feedback – Isto pode ser bom porque estás a ter a perspetiva de alguém em quem podes confiar para ser crítico, de forma construtiva. Por vezes nós somos muito críticos para connosco, e enquanto gravares-te é uma boa tática, talvez não gostes de te ver ao vivo, ou ouvir a tua voz. Esta abordagem de ter um amigo a ver e ouvir-te ultrapassa este obstáculo.

Trabalho de casa

Faz um compromisso para contigo e faz pelo menos uma das três coisas que escrevi anteriormente na tua próxima apresentação e diz-me como correu.

Imitamos emoções

Duas emoções que são contagiosas são a paixão e o nervosismo.

Pensa no que queres que as pessoas sintam, e então demonstra essa emoção. O teu estado de espírito irá ser passado de forma natural pela tua voz e linguagem corporal.

Os neurónios de espelho no nosso cérebro permitem-nos replicar os sentimentos dos outros. Acredita-se que estes neurónios ajudam-nos a ter empatia para com os outros. O livro The Tell-Tale Brain: A Neuroscientist’s Quest for What Makes Us Human mostra como estes neurónios são importantes e como eles funcionam.

Com estas dicas vais conseguir efetivamente ligar-te a qualquer grupo de pessoas.

Padrões cerebrais enquanto ouvimos

► Sincronizamos padrões cerebrais quando ouvimos

A nossa audiência recebe maior impacto ao ouvir-nos do que a ler slides. Ilustrações visuais podem complementar aquilo que estás a dizer, não interferir. É melhor as pessoas ouvirem-te atentamente do que estarem distraídas com “bullet points” e gráficos complicados que têm de descortinar.

Um estudo de 2010 por Greg Stephens colocou participantes ligados a uma máquina de fMRI (ressonância magnética funcional) enquanto elas ouviam um orador a falar. Os padrões cerebrais do ouvinte começaram a sincronizar com os padrões do orador. Quanto mais tempo isto ocorria, maior era a compreensão.

E tu já tiveste uma experiência deste género enquanto ouvias um orador, quando eras parte da audiência? Nestas situações, talvez te lembres da maior parte daquilo que foi falado?

Prestamos atenção ao tom de voz

A forma como dizes uma frase pode representar mais do que as palavras em si. Já há muito que grandes oradores usam este segredo para envolver a audiência através do volume, modulação, articulação e pausas bem colocadas.

O professor Alex Pentland da MIT, nos EUA, fez um sumário dum estudo dele em comunicação não verbal, em que ajudou a criar um aparelho chamado Sociometer que monitora e prevê a eficácia de comunicação duma pessoa.

E tu já pensaste como usar a tua voz quando falas diante duma audiência?