7 passos para criares a tua empresa

Tens uma ideia? Um projeto em mente que queres desenvolver?

Criar uma empresa pode ser assustador, por isso é importante iniciares a tua jornada por passos. A cada passo que deres, concentra-te no teu objetivo e se estás a ir ao encontro dele.

Coloca a ti mesmo(a) suposições que podem ser difíceis ou contraditórias, mas que te irão ajudar nesta jornada.

Faz estas suposições

Há 3 ou 4 equipas no mundo inteiro a trabalhar nesta ideia agora
Qualquer pessoa que pensa que a ideia dela é única ou nunca foi pensada, vive no mundo da fantasia. Ao longo dos anos aprendi que se existe uma oportunidade de mercado baseada em (novas) tendências, então aposta em haver malta a trabalhar de volta desse mesmo problema ou ideia.

Mas não faz mal, porque o meu objetivo é ser mais rápido do que eles, é por isso que sou um apologista da metodologia Lean, especialmente a “Lean Startup”. Não é quem é o primeiro, mas quem se mexe mais depressa.

Isto secalhar é um erro
Não quer dizer que o teu projeto seja mau, pode ser que apenas estas menos certo nalgumas áreas de como o vais pôr a mexer. Podes ter de analisar melhor o teu modelo de distribuição, o modelo de negócios ou a solução que apresentas ao teu público-alvo.

Seja o que for, mexe-te à mesma com convicção, avança. Qualquer jornada tem de começar em algum lado, e um gráfico de crescimento duma empresa de sucesso, no início, tinha uma linha plana, antes de começar a curvar para cima.

Eis os 7 passos para validares a ideia para a tua startup.

1 – Chama-lhe um projeto

Quando chamas algo um projeto, ajuda-te a pensar na quantidade de tempo e dinheiro que estás a investir nele. Podes partilhar o projeto com o mundo sem teres aquela pressão de o teres de perseguir (porque projetos há muitos.

Não precisas de sair do teu emprego estável só porque tens um projeto. Começa com ele, analisa a viabilidade da coisa, e depois decide.

2 – Dá-lhe um nome

Dá um nome ao teu projeto. Quando os meus pais davam nomes ao gado que nós tinhamos, tornava-se difícil olhar para eles como meio de alimentação e passávamos a considerá-los quase como animais de estimação.

O nome que lhe dás pode mudar. Usa um nome curto, com energia e vitalidade que te lembre do problema que ele resolve. Não percas muito tempo com o nome porque há coisas mais importantes com as quais vais ter que te preocupar.

3 – Vende alguma coisa

Agora que sabes o que fazes e tens um nome para o negócio, tens de tentar vendê-lo. Não precisas dum website, produto ou da solução, apenas de encontrar um cliente e tentar vender-lhe alguma coisa. Podes fazer prospeção ao telefone, ir ao centro comercial, falar com as pessoas, ir a empresas e pedir pelo responsável, entre outros.

Faz com que eles se identifiquem com o problema e concordem com a tua solução (oferta, preço, implementação) e que te dêem dinheiro. Isto é que é validação, meus amigo. Vende 10 clientes antes de avançares para a próxima passo. Nota que não é necessário sequer teres um produto ainda.

4 – Pede a alguém para se juntar a ti

O próximo passo é encontrares ajuda. Talvez até (aches que) consigas fazer tudo sozinho(a), mas convence outros a juntarem-se a ti e ao teu projeto. É outra forma de validares a tua ideia. Por isso é muitos investidores gostam de startups que têm co-fundadores, pois é sinal que foste capaz de convencer pelo menos outras pessoas que a tua ideia tinha mérito.

É fácil criar as coisas em isolação, mas sozinho não vais longe, porque não tens perspetiva do mundo exterior. Ter outras pessoas de volta de ti é importante.

5 – Define um objetivo que te inspire

Se tiveres encontrado clientes compradores e convencido outros a juntarem-se à tua causa, começa a pensar num objetivo de 3 a 5 anos que te irá inspirar em cada dia, à medida que avanças. Criar uma empresa é como carregar uma garrafa de gás cheia por uma colina acima, portanto, sem um objetivo, é fácil desistires e deixares a garrafa ir por aí abaixo.

Não definas um objetivo impossível, em vez disso, define um que seja um bocadinho difícil de alcançar, mas perfeitamente possível, dadas as tuas circumstâncias.

6 – Imagina-te daqui a um ano

Supõe que viajaste no tempo e estás 12 meses no futuro. O que é que te levou aqui? Ao imaginares ou vivenciares esse cenário, faz agora engenharia reversa, e aplica os teus pensamentos, ações e decisões a serem feitas baseada na visão que imaginas daqui a um ano.

Isto dá-te visão estruturada do teu projeto, que te pode ajudar a saber comunicar a tua ideia (e a vendê-la) a clientes (early adopters), à tua equipa e a investidores potenciais.

7 – Foca-te no problema, não na solução

Ninguém quer saber da solução, querem é saber do problema. Lembra-te qual é o problema que estás a resolver com a tua solução atual e quão bem é que estás a resolver o problema.

Muitas empresas falham porque apaixonam-se pela solução (tecnologia), e não o problema (aquilo que interessa aos clientes). Conhece o teu problema a fundo, torna-te um mestre no problema, e irás criar uma grande empresa. Lembra-te que a empatia para com os outros seres humanos é um dos melhores traços dum(a) grande empreendedor(a).

Criatividade e paixão

Criatividade é mais importante que paixão. Podes criar empresas baseadas em paixão e não funcionarão tão bem.

Paixão pode ser uma coisa limitativa. Quando crias os moldes duma empresa sabes que isso vai mudar umas quantas vezes até ser lançado corretamente.

É importante ser apaixonado sobre o que acreditas e o movimento a que te juntaste. Empreendedores(as) de sucesso não fazem dinheiro até que um dia fazem.

Dinheiro é uma pontuação importante, um sinal que te dá confiança e a capacidade de fazer de novo. Mas o dinheiro não pode ser a tua principal motivação ou não vais passar dali.

Qualquer startup vai ter os seus baixos, vai cair e engolir um bocado de água antes de aprender a nadar. Se o dinheiro fosse a única moticação ou se tens tanta paixão que não és capaz de ver a onda prestes a bater-te ou à tua empresa, então irás afogar-te.

Afogar-te faz parte do jogo, portanto não desistas. Vem à superfície para encontrares o teu ar e continuar de novo, com mais força, e mais empenho.

Junta-te aos outros e poupa à grande

Faz parceria com outras empresas para melhorares o teu poder de compra. Juntem-se para conseguir negociar melhores compras com fornecedores em coisas como material de escritório ou serviços de manutenção. Ou então cria tu o teu prório grupo a nível local para te dar mais flexibilidade e baixar os teus custos.

Como é habitual dizer hoje em dia, “na nossa conjuntura”, pode ser difícil criar uma empresa. Enquanto que os outros estão a apertar o cinto e a querer poupar dinheiro eis que aqui estás tu a querer gastá-lo. Existem algumas formas de poupares dinheiro enquanto cresces o teu negócio.

Poupa energia ao desligares as luzes, o teu computador ou outro equipamento empresarial ou de escritório quando não o estás a usar. Dá a conhecer aos teus empregados (se os tiveres) que a ajuda deles é bem-vinda neste esforço conjunto. Podes adicionar algum tipo de automatismo ao teu aquecimento ou ar-condicionado no escritório para poupar em custos (ou simplesmente não os ter – eu sei, é bera). Térmostatos, sensores de movimento e temporizadores podem-te fazer poupar 30% de custos comparado com um edifício ou escritório que não tenha estes mecanismos de poupar energia.

Na mesma linha de pensamento, dependendo da tua atividade, usa portáteis em vez de usar computadores de secretária. Um portátil usa 80-90% menos energia e a maioria dos empregados preferem aparelhos mais pequenos do que computadores grandes. Isto é ainda mais importante como implementação numa nova empresa já que te estás a iniciar e podes ainda não ter comprado nenhum computador. Agora nota, se a tua atividade envolve desenvolvimento web ou arquitetura (etc), então sugiro um computador de secretária ou então um monitor que consigas ligar ao portátil, pois nestas atividades quanto mais espaço tiveres de ecrã melhor.

Avalia a tua conta de telefone e percebe o uso que dás ao telefone. Talvez tenhas de reduzir o número de linhas de telefone ou substituir para outro prestador de serviços. Se a tua atividade envolve fazer uma série de chamadas para fora, poderás pensar em requisitar um serviço do género do VoIP (voice over IP).

Envolve-te mais na tua comunidade local de empresas. Faz networking com outras pequenas empresas, quer sejam da tua indústria ou náo. Ao te juntares a associações de comércio, ou associações da tua indústria, bem como interagires com os teus vizinhos, podes aprender outras dicas para poupar dinheiro, assim como te juntares a eles em parcerias de publicidade. Também podes usar a tua rede de conhecimentos para troca de serviços. Por exemplos, se crias websites, podes trocar os teus serviços com outra empresa que imprima materiais de publicidade que precisas, ou teres um restaurante/bar amigo onde podes ir para reuniões com clientes.

Não te preocupes com escritórios “todos janotas”, carros vistosos ou teres os últimos brinquedos e tecnologia. Quando estás a criar um projeto ou uma empresa tens de contar cada cêntimo e verificar cada despesa. Uma forma de te manteres abaixo do vermelho é comprares material de escritório usado (não é vergonha nenhuma), por exemplo, impressoras usadas ou que sejam novas mas têm algum defeito. Podes encontrar alguns bons negócios, porque há material deste género que para todos os efeitos é novo mas tem alguma imperfeição que torna o seu valor mais baixo ou teve de ser devolvido.

Baixa a tua conta da luz, poupa em despesas de telefone e compra de forma mais económica material de escritório. Com estas sugestões uma empresa a dar os primeiros passos pode reduzir o custo do dia a dia e as despesas típicas sem fazer parecer que o teu projeto não é profissional.

Cria o teu próprio emprego

Seis passos para ires por conta própria

Sair da nossa zona de conforto e deixar um emprego seguro para criar o teu próprio negócio é um grande passo. Mas muitas pessoas são atraídas para as recompensas que daí podem vir.

Autonomia, horas de trabalho e a hipótese de gerir a tua própria carreira (e vida) são algumas das principais vantagens. Contudo, como numa casa, o sucesso depende de bons alicerces, por isso antes de assumir que és um dos grandes, certifica-te que fazes o trabalho de casa antes de avançares.

1. Plano para o sucesso

Mesmo que pretendas trabalhar sozinho como um freelancer, deves encarar a coisa como um negócio à mesma. Assim, é importante criares um plano de negócios que define o que tens para oferecer, quem são os teus potenciais clientes, como te vais introduzir e apresentar ao mercado, previsões financeiras realistas e onde queres estar daqui a um, três e cinco anos.

Um plano ajuda-te a pensar estrategicamente sobre o que estás a fazer, bem como servir como um guia para o teu crescimento. Um plano não é uma coisa imutável, ele pode ser mudado conforme o teu negócio se vai desenvolvendo. Para além disso, se precisares de qualquer tipo de ajuda financeira para empresas, vais mesmo precisar de um plano de negócios. Um plano de negócio não é nenhum bicho-de-sete-cabeças mas sim algo que ajuda a clarificar a tua ideia daquilo que queres.

2. Destaca-te com um bom nome

Um bom nome para um negócio pode fazer toda a diferença e ajudar a ganhar destaque dos teus concorrentes. Pesquisa quais os nomes dos teus concorrentes e pensa em algo apelativo, e que não seja difícil de pronunciar (especialmente se for um Inglesismo). Seja qual for a tua escolha, convéns teres todo o teu material de marketing bem desenhado e impresso (por exemplo, um cartão de contacto).

3. Tem tudo em ordem

É necessário verificar qualquer licença ou autorização para a tua área de negócio. Se és um comerciante ou retalhista local por exemplo, vai precisar de uma licença local. Se és uma empresa na área da restauração, vai precisar de um certificado de higiene e segurança alimentar, e por aí. Se tiveres dúvidas, podes encontrar conselhos sobre licenças e autorizações na tua associação de comércio local ou em associações a nível nacional.

4. Regista-te como trabalhador por conta própria ou sociedade

Precisas de declarar início de atividade no portal das finanças ou na tua delegação local das finanças. Tanto no portal como na delegação é um processo muito simples. Se o teu nível de faturação anual for inferior a €10.000,00 ficas isento de IVA. Quer vás colocar-te como trabalhador por conta própria ou constituir uma sociedade, poderás fazê-lo no portal da empresa. Nota que se te registares como trabalhador por conta própria tens direito a um ano sem pagares segurança social.

5. Faz contas à vida

Vale a pena controlares as tuas finanças do dia-a-dia ou mês a mês, logo desde o início, como os pepinos. Receitas, despesas, lucro, pagares um salário a ti mesmo(a), e ainda garantires que pões de lado um dinheirinho extra suficiente para os pagamentos de impostos e outros – tudo isto é essencial se queres realmente gerir uma empresa financeiramente sólida. Saber como as tuas finanças do trabalho funcionam, também te ajudam com uma previsão e planeamento para o teu negócio.

Se a tua atividade é simples, podes fazer tu mesmo(a) a contabilidade com um bom software de contabilidade. Existem várias opções no mercado que têm versões gratuitas, como é o caso do Projeto Colibri. Existem outras soluções no mercado, mas o Colibri tem uma versão gratuita e a nível de ótica de utilização e usabilidade, é o melhor na minha opinão.

Está ciente do que podes reivindicar como uma despesa de negócio. Estas incluem o investimento em equipamentos, a renda do escritório, papelaria, e algumas despesas de viagem e estadia. Esmiúça tudo até à última gota.

6. Encontra um bom sítio para trabalhar

Se queres trabalhar bem tens de ter um ambiente que te proporcione a tal. Se vais abrir um escritório, oficina, estúdio ou loja, pensa bem sobre o local (estar perto dos teus clientes) e a relação custo-eficiência. Se no entanto, prestas serviços (design, web design, etc) que possam não estar dependentes duma localização física e próxima dos teus clientes, então isso será menos importante.

Podes sempre preferir começar em casa, mas vais precisar de investigar se é necessário pagar impostos específicos ou obter permissões, dependendo da tua área de actividade e de onde moras. Nota que eu sou Português, muito deste conselho pode-se aplicar em qualquer país onde se fale o Português, mas tens que fazer o teu trabalho de caso não vá teres legislação diferente no teu Estado ou cidade.

Também pode acontecer que, sendo a tua atividade feita em casa, deves informar a tua companhia de seguros destas circunstâncias, porque o tipo de cobertura que tens actualmente pode não ser suficiente e podes precisar de maior cobertura.

Em alternativa a isto, podes fazer o que milhares de trabalhadores por conta própria fazem e trabalhar em sítios de co-working, ou talvez locais públicos com acesso wi-fi gratuito. São de baixo custo, por vezes gratuitos, flexíveis e permitem que tenhas onde trabalhar.

VAI-TE A ELES

Estás a pensar criar o teu negócio? Quais os teus medos, incertezas, prós e contras? Partilha tua opinião, responde no comentário em baixo.

Ajuda os teus empregados a fazerem mais e melhor

homem a andar de bicicleta

Equipa mais eficiente, equipa mais produtiva

Quando pensas na tua equipa de trabalho, és capaz de os descrever como satisfeitos e realizados com o trabalho que eles fazem? Ou será que existem questões para descontentamente, insatisfação, ou simplemente eles não se sentirem preenchidos com a atividade deles? Como podes garantir que eles se sintam satisfeitos para o máximo rendimento possível?

Nos meus curtos, mas intensos anos à frente duma agência digital, já trabalhei em colaboração com muitas entidades, e uma coisa que aprendi a lidar com pessoas e a gerir pessoas, é que um grande factor na satisfação da nossa equipa é a satisfação e a capacidade de conseguir fazer as coisas. Parece simples? Sim, o conceito é simples, mas a aplicação raramente é.

Remove obstáculos

Um dos melhores objetivos para a satisfação da nossa equipa é remover obstáculos do caminho deles para que eles possam fazer um bom trabalho e cumprir horários ou objetivos. Não há nada pior do que ficar agarrado devido a certos processos de aprovação ou papelada burocrática quando as coisas podiam ser resolvidas mais depressa sem isso. Tentar ser rápido e eficiente e depois ter de parar de repente com coisas nas quais não temos controlo pode ser altamente frustrante.

Dê à sua equipa poder de decisão suficiente e mantenha aqueles que têm de aprovar ou recusar coisas a um mínimo possível. Uma pergunta simples que poderás perguntar para ajudar a identificar possíveis obstáculos é: “O que é que eu posso fazer para te ajudar a teres isto feito?” Depois trabalhem juntos para remover esses obstáculos proactivamente. Toma nota dos prazos da tua equipa e estabele prioridades de acordo com elas. Por exemplo, um escritor que colabora comigo poderá estar num prazo apertado com um editor com o qual entrou em contacto, nesta situação, eu poderei proactivamente ver o artigo que ele escreveu para ajudar a acabar o mesmo.

Dá-lhes o que eles precisam

Que tipo de ferramentas é que a tua equipa usa no seu dia-a-dia? Há alguma coisa que os poderia ajudar a fazer as coisas de forma mais eficiente. Eles estão a fazer coisas de forma manual que poderiam estar a fazer de forma ajutomatica? Estão a desempenhar tarefas que até poderão ser desnecessárias porque foi essa a maneira como sempre as estiveram habituadas a fazer?

Por exemplo, vamos supor que a Verónica, que é minha colaboradora, trabalha na agência, e é responsável pela parte do Design, me diz que precisa duma nova versão de software para usar no trabalho dela. A pior que poderias fazer, mesmo que estejas numa empresa grande, era obrigar a Verónica a ter de enviar um email “oficial”, para efeitos de burocracia, a alguém no departamento das TIC para pedir orçamento para uma atualização do software. Resolve isso de forma simples ao tratares tu da questão, seja por ti próprio ou contactares tu as pessoas responsáveis para que o membro da tua equipa consiga dedicar a atenção dela à tarefa que lhe compete.

Certifica-te que toda a gente na tua empresa estão atentos a maneiras mais práticas de poder fazer as coisas de forma eficiente. Quer seja novo software, ou ter dias onde não haja reuniões nem burocracias, instaura processos que tornem as coisas mais práticas e causem o maior impacto positivo na tua equipa e a capacidade deles fazerem as coisas como deve de ser.

E tu, o que é que podes fazer para ajudares a tua equipa a fazer as coisas? Quer seja remover obstáculos do caminho deles, automatizar um processo manual, ou não estar sempre em cima deles, ajudá-los a fazerem eles as coisas poderá ser a melhor coisa que tu poderás fazer para eles.

7 Perguntas para fazer a ti próprio para fechares o ano em grande

7 perguntas para fechares o ano em grande

E para começares o próximo ainda mais forte

O tempo é a nossa comodidade mais preciosa, e uma das coisas mais desafiantes que temos que gerir, tendo em conta o mundo de hoje em dia e a frenética dos nossos afazeres.

ampulheta de tempo com símbolo euro

É importante que saibamos lidar com o tempo para que o tempo saiba lidar connosco. Não parece às vezes que o “tempo passou a correr”?

Num artigo da Pscychology Today, a perceção do tempo é explicada assim:

A melhor explicação para este fenómeno é que a nossa juventude está repleto de primeiros acontecimentos que ocorreram pela primeira vez – o primeiro namoro, o nascimento do bébé, a primeira grande viagem, etc. Estas primeiras ocasiões são novidade, e nós estamos mais propensos a associar memórias mais profundas e detalhadas delas. Quando repetimos a ocasião, ano após ano, é menos provável que ela se torne um acontecimento único ou memorável.

mealheiro de barro de porco por cima de relógio

A perceção de tempo pode enganar, mas também pode ser altamente recompensadora. Podemos abrandar o ritmo ao qual o tempo passa ao tirar partido de experiências únicas, viver mais no presente, ter uma perspetiva otimista e usar o tempo de forma mais sensata.

Enquanto fechamos o ano e começamos outro, fazer um apanhado do que fizemos permite-nos saber o que fizemos e para onde vamos. Nem tudo funcionou da maneira que quisemos, e outras funcionaram melhor do que planeadas.

Pergunta-te a ti próprio estas 7 questões enquanto fechaste o ano de 2012 e começas agora o de 2013.

1. Estou no bom caminho?

Se não estás a fazer aquilo que gostas (ou que pelo menos suportas), é difícil manteres-te motivado, consistente e congruente contigo próprio. Encontra as tuas paixões e tenta encontrar uma forma de as conseguires integrar na tua vida de forma produtiva. Vai sempre haver tempo para fazeres coisas que não gostas, não te preocupes com isso.

2. Quão bem é que as coisas estão mesmo a funcionar?

Tu não comes iogurtes estragados pois não? Se tens muitos no frigorífico, vais vendo a data de validade e vais comendo (ou não) aqueles que te apetecem conforme estejam bons para consumo.

Verifica como é que as coisas estão a correr, tu, os teus projetos, as tuas coisas. Confia nos teus instintos e junta-lhe uma pitada de senso comum e inteligência.

3. Os meus relacionamentos são mutuamente benéficos?

Família é importante. Assim como amigos e colegas. Todos os nossos relacionamentos deste género costumam ser duradouros. Se não existe mutualidade e confiança nos teus relacionamentos, individuais ou profissionais, talvez seja altura de acabar com eles ou torná-los melhores.

4. Como posso melhorar a minha gestão de tempo e organização?

Estabelecer prioridades, organizar e criar blocos de tempo é a única maneira e controlar o que fazemos e porque o fazemos. Dá uma olhada nas minhas dicas de como ser mais produtivo em 2013 porque tenho lá algumas dicas em como usar bem o tempo.

5. Como melhorar a minha marca, o meu marketing, as minhas redes?

Dá uma olhada nos teus materiais de marketing ou gráficos e na tua mensagem, como é que estás a comercializar o teu negócio ou a ti próprio, e como é que estás a gerir as tuas interações cara a cara e as tuas atividades de marketing? Estás a tirar bom partido e a conhecer pessoas ao vivo e a interagir com elas online?

6. Do que é que eu estou orgulhoso neste momento?

Fazer um ano em análise não é só sobre aquilo que está errado ou requer melhoria, é também sobre as coisas que fizemos e concretizámos face aos desafios e obstáculos que tivemos.

7. Quais 5 coisas tens intenção de realizar em 2013?

Uma intenção é uma coisa dinâmica e fluída, é pensar no que queremos que aconteça nas nossas vidas. As típicas resoluções de Ano Novo são algo rígidas e frígidas para mim.

Faz uma lista realística de 5 intenções que tenhas e o que queres que aconteça em 2013. Prepara-te e faz com que elas aconteçam. Orienta os teus esforços na direção na qual queres que as coisas aconteçam. Elabora, planeia, prepara, aponta, e faz.

  • A mudança acontece
  • Anticipa a mudança
  • Supervisiona a mudança
  • Adapta-te para mudares rápidamente
  • Muda
  • Aproveita a mudança
  • Prepara-te para mudar rápidamente quantas vezes forem precisas

Que coisas podes fazer para acabar o ano em força e começar um novo ano ainda mais forte?

7 maneiras para Freelancers serem pagos pelos clientes

Como ter clientes pagadores

Um dos maiores problemas que constitui uma dor de cabeça para freelancers é os clientes não pagarem.

Uma boa maneira de aprender uma coisa é aprendê-la por experiência própria. Muitos freelancers podem evitar este problema se tiverem um plano, ou um sistema que eles possam seguir e não fazer as coisas “à balda”.

Este artigo ajuda freelancers e até mesmo consultores e quaisquer prestadores de serviço a evitar o problema dos “fundos perdidos” – não receber dinheiro dos clientes.

1. Investiga o teu cliente

Não é preciso fazer de detetive privado nem ir a exageros, mas é bom fazer pelo menos alguma investigação nos teus potenciais clientes, porque nunca é demais saber sobre quem te irá pagar pelos teus serviços.

Como quem já trabalhou com várias empresas em fases iniciais, eu faço os possíveis para não ser muito crítico ou tendencioso quando avalio novas empresas e novos potenciais clientes, mas regra geral, quanto mais tempo de atividade eles tiverem, melhor (é claro que existem exceções, por vezes uma empresa pode ser antiga e ser mau pagadora – mas a exceção não faz a regra).

Fatores que devemos ter em atenção

  1. Quão públicos ou sociais é que eles são? (são ativo nas redes sociais?)
  2. O que é que os clientes dizem sobre eles?
  3. Já alguma vez apareceram em publicações de renome?
  4. É fácil de contactar as pessoas que lá trabalham?
  5. Quão dispostos é que eles estão a responder às tuas perguntas?
  6. A grande preocupação sobre o teu serviço está relacionado com o preço?

Aqui o que é preciso compreender é não termos medo de fazer perguntas, às vezes até é bom perguntar e pedir se eles foram referidos, ou não, por um cliente anterior (e eu já fiz isso).

2. Nada de amostras gratuitas

Pode ser sensato, dependendo do caso, fazer trabalho à borla para arranjar o primeiro cliente, mas se já estiveres algo estabelecido como prestador de serviços, o teu lema deverá ser: nunca darei amostras gratuitas.

Amostras querem dizer dar uma parte dum projeto, ou design diretamente para o cliente. Conheço um designer gráfico cujo potencial cliente lhe pediu uma visualização dum projeto (sem lhe ter pago nada ainda) no qual o designer lhe enviou uma imagem quase completa. O potencial cliente recebeu a imagem e depois pediu de volta o .PSD (PSD é o ficheiro completo da imagem em Photoshop que permite fazer várias alterações) sem sequer ter pago nada. Isto é um exemplo dum potencial cliente a evitar.

Sabem quais são o tipo de clientes que pedem trabalho gratuito?

Os barateiros.

Clientes que apreciam o teu trabalho já deram uma olhada em trabalho anterior e são capazes de apreciar as tuas capacidades para a tarefa que eles têm em mente a partir do teu portfolio (e tu tens um portfolio, certo?).

Se és bom a fazer alguma coisa, nunca o faças gratuitamente.

3. Aumenta os teus preços

Por muito esquisito que possa parecer, isto é bom. Pode parecer um mau conselho, mas é umas das melhores táticas para evitar este tipo de clientes.

Eu penso assim: prefiro ter 1 cliente que pague bem do que 5 maus pagadores – que pagam mal ou nunca pagam.

Baixos preços atraem clientes barateiros e muito exigentes. Se eu quero um cliente exigente, quero que seja um que pague bem. Os potenciais clientes que querem tudo por nada são aqueles que temos de evitar. Eles que vão fazer o trabalho deles noutro sítio, com pior qualidade, pior serviço e um produto inferior. É o tipo de pessoas que é avarento noutras áreas da vida dele e nunca irá ser uma pessoa verdadeiramente bem sucedida.

Aumentar os teus honorários não só te vai dar a oportunidade de trabalhar em menos projetos para melhor lucro, mas também teremos o benefício acrescentado de apenas seduzir os clientes que estão dispostos a pagar bem por um bom serviço – que é um dos meus lemas.

Este tipo de clientes encara o nosso serviço como um investimento, e se aquilo que lhes estamos a fornecer a eles, como prestador de serviços, lhes der um retorno financeiro, físico ou emocional, então eles não irão refilar com o preço, porque se sentiram valorizados com o nosso serviço.

Certifica-te que não estás a estabelecer preços para os teus serviços que possam parecer que não valorizas o teu serviço; se és responsável, trabalhador e talentoso naquilo que fazes, cobra os teus serviços à tua altura.

4. Mantém a calma

Supões que arranjaste um novo cliente, e ele diz que os teus preços ou o prazo de entrega é bom e estão prontos para avançar.

Mas nem tudo são rosas. Imagina que o teu potencial cliente diz isto:

“Isto é um projeto que devia ter sido feito para ontem! Vamos elaborar aqui um contrato, mas era bom se pudesses começar a fazer já estas duas coisas para nós.”

Alto e pára o baile.

A menos que tenhas confiança plena de que este cliente é de confiança, não caias neste disparate. Se ter um contrato escrito é algo que eles são suposto fazer, isso é problema deles, tu não deves começar a trabalhar à borla antes de teres uma GARANTIA de que vais ser pago.

É verdade que às vezes eu trabalho em condições mais permissivas com os meus clientes, mas isso é porque eu já confio neles e sei que eles não me dececionam, nem em pagamento nem em cordialidade profissional.

Agora no que toca a novos e potenciais clientes, ter termos bem definidos, ou mesmo um contrato escrito, é a coisa mais correta a fazer antes de começar a trabalhar sem uma garantia.

5. É preciso um contrato

Se achas que não é preciso um contrato para um potencial cliente com o qual nunca trabalhaste, pensa outra vez.

Sem um contrato escrito, o teu cliente não tem nenhuma obrigação moral de te pagar. De todo.

Isto significa que se eles decidiram largar-te da mão e do teu projeto ou se eles não tiverem com disposição para te pagar, tens duas opções:

  1. Não fazer nada
  2. Fazeres queixinhas aos teus amigos e colegas

Não há maneira legal de provarmos que eles nos devem dinheiro sem algum tipo de papel, físico ou digital, que prove que o cliente tem um compromisso connosco. Emails muitas vezes não funcionam no que toca a poder provar as coisas porque é fácil manipular emails.

Eu tenho elaborado uma série de termos e condições ao longo dos anos que me têm permitido estar descansado no que toca a esta coisa dos contratos.

Um contrato deverá ter alíneas em como e quando seremos pagos, que tipo de direitos temos ao nosso trabalho, que prazos devem ser cumpridos, etc.

Não te queimes só porque és tímido(a) ou preguiçoso(a) para quereres elaborar um contrato como deve de ser.

6. Pede adiantado

Uma forma de nos asseguramos que somos pagos pelo nosso trabalho é ter um plano de compensação para determinadas etapas no trabalho e/ou um adiantamento antes de começar o serviço.

Assim, se as coisas correrem mal, já fomos pagos por qualquer tipo de etapa de trabalho que já concluímos.

Nos termos, podemos ter alíneas específicas do género “Se isto acontecer…”. “Se isto acontecer” são cláusulas que podemos meter no contrato, ou seja, cláusulas de incumprimento e do resultado que poderá ocorrer se algo não acontecer. Por exemplo, “se um pagamento for tardio, então eu, como prestador de serviços, irei parar o meu trabalho até boa cobrança”.

Algumas destas coisas podem parecer muito óbvias, mas a vantagem nelas é definir estes parâmetros antes de começarmos a trabalhar (e criar uma lista de termos que depois podemos usar com outros clientes).

Desta forma não temos de fazer as coisas à balda e esperar por boa cobrança. Com isto temos um sistema, em que tanto nós como o cliente concordamos naquilo que irá acontecer se certas coisas ocorrerem, portanto não há grande stress nem confusão das responsabilidades de um ou do outro (nem nós nem o cliente).

7. Consultoria? Estabelece um tempo limite

Consultoria é uma boa maneira de partilhar o nosso conhecimento e experiência com os outros e cobrar apropriadamente em relação ao nosso tempo gasto.

Embora eu tenha referido que nunca devemos entregar trabalho e amostras gratuitas, no que toca à consultoria, esta é uma área um pouco cinzenta.

Se bem que oferecer alguma consultoria gratuita pode ser bom para expandirmos a nossa network e quantidade de pessoas que conhecemos para crescer o nosso negócio de forma orgânica devido às referências de clientes que iremos receber, é sempre bom lembrarmo-nos disto:

Tempo é dinheiro

Pode ser simpático poder dizer, “Sim, vamos-nos sentar e falar sobre o seu projeto/negócio”, e até é muitas vezes uma boa estratégia de marketing assim o fazer, mas é preciso estarmos bem cientes do tempo que estamos dispostos a usar com os nossos prospetos, porque um prospeto é um potencial cliente, não é um cliente.

Se estás disposto(a) a usar 30 minutos do teu tempo (e despesas de deslocação, se é que algumas) que poderá ajudar a espalhar a palavra sobre a tua empresa (ou alguém cujo trabalho admiras), tudo bem, faz isso, mas não fiques com eles durante duas horas só porque não consegues pôr um fim à conversa. O que interessa perceber daqui é que é bom ser sempre cordial e profissional com as pessoas, mas se o objetivo é ganhar dinheiro com base na consultoria que prestamos, então é preciso ter atenção com o teu tempo.

E tu? O que pensas sobre isto

Agora passo a bola para o teu lado (ou para a tua beira como dizem os nortenhos).

O que achas destas estratégias no que toca a evitar clientes maus pagadores e fundos perdidos? O que é que acrescentarias à lista?