Segredos para criares uma network espetacular

Pessoas com balão de diálogo

Tu queres ser aquilo que o Malcolm Gladwell chama de “conector“.

Um conector é uma pessoa curiosa sobre os outros, gosta de ouvir e partilhar historias, onde vives,o que fazes, de onde vieste, o que gostarias de fazer?

É uma pessoa recetiva a conhecer outras pessoas e que quer ajudá-las a encontrar respostas, bons conselhos e ligá-las a outras pessoas que com ela possam beneficiar.

À medida que avançamos para uma economia de freelancing, mudanças constantes de emprego, e tempos de atenção cada vez mais pequenos, é cada vez mais importante cultivar uma network, uma rede pessoal de pessoas conhecidas, que te podem ajudar com ideias, contactos e apoio.

Devidamente cultivada, esta network é a tua moeda, o teu fundo monetário, a tua realidade daqui para a frente.

Uma network é um grupo de conexões pessoais que crescem ao longo do tempo através de vivências. As minhas incluem pessoas que não contratei, ou que não me contrataram, ou pessoas que a minha agência trabalharam, pessoas que foram referidas como candidatos ou contactos, colegas de indústria, colegas de passatempos e quaisquer outros que passaram pela minha vida.

Uma network é um grupo de conexões pessoais que crescem ao longo do tempo através de vivências.

A tua lista não tem de ser diferente da minha, mas também não tem de ser igual. A tua network poderá ter amigos da escola, de estágios, de empregos que tiveste. Pode ter ainda alguém com que simpatizaste numa festa ou evento, ou um amigo dum amigo que trabalha numa empresa que admiras, ou o teu cabeleireiro ou informático, ou colegas de profissão, os teus vizinhos, amigos dos pais, e por aí fora.

Cultivar esta rede de pessoas, não é a mesma coisa do que estar no LinkedIn ou Facebook (mais sobre isso em baixo).

Construir uma network não é um esforço de números. Isto não são vendas. Mais importante para mim seria o número de contactos de pessoas que conheço na Microsoft ou Google. Estamos a falar de pessoas, não de uma moeda de troca.

Alguns pontos que te aconselho teres em mente.

  • Não trates a tua nework como um multi-banco. Isto não é para andar a tirar dinheiro a toda a hora. Ninguém gosta de se sentir usado de forma repetida, especialmente quando os pedidos vêm todos do teu lado e não agregas valor ao relacionamento com a pessoa.
  • Não te foques na “transação”. Dá e recebe. Podes precisar de alguma sugestão de onde colocares o teu pai ou avô num lar ou casa de 3.ª idade, ou podes precisar de dicas de como lidar com os teus miúdos, ou uma dica contabilística. Um dia poderás ajudá-los também com o teu próprio conselho.
  • Não limites os teus contactos ao contexto. Não tenhas “requisitos” sobre quem tu pensas que te vai dar valor e quem achas que deves conhecer, pois irás estar a encurtar o teu campo de visão. Não sabes se aquele pessoa não tem um amigo que é CEO duma empresa que te podia ajudar.

Talvez estejas a pensar em como manter ou criar uma network a longo prazo. Podes fazer uso de tecnologia, com apps que gerem os teus contactos, ou truques de mnemónica para te lembrares das pessoas que conheces.

Só que não é isso o propósito deste artigo. Em vez disso quero-te ajudar a aplicar os princípios duma rede de pessoas numa abordagem que faz sentido. Primeiro, as pessoas. As ferramentas podem vir depois.

Eu penso na minha network como um organismo vivo, como uma planta que tenho de regar frequentemente, e a partir da qual posso retirar alguma necessidade específica.

Para criar bons contactos (e amigos) a longo prazo, eis as minhas melhores dicas.

Sê prestável

Quando alguém te estende a mão, segura-a. O meu tempo é limitado, mas quando posso, ajudo. Desde pessoas vêm ter comigo para perceber o ambiente da consultoria, outros que querem mudar de emprego, designers que querem ser programadores, executivos que querem saber fazer coisas específicas, entre outros.

A maioria das vezes não tenho uma solução imediata para eles. Mas eu ouço-os, percebo-os e ajudo como, seja em conselho geral ou através de pessoas que eu conheça que os possam ajudar.

Faço isto porque acredito que todos nós precisamos de ajuda, para perceber o próximo passo, estabelecer prioridades, e talvez ajudar a materializar uma dia ou ter uma perceção geral da floresta pelas árvores.

Cada um de nós precisa de ajuda eventualmente. Dá e recebe. Não estejas à espera de receber primeiro, dá o primeiro passo.

Não estejas à espera de receber primeiro, dá o primeiro passo.

Mantém contacto, mas não demasiado

A minha mãe costumava dizer “filho, mais vale desejado do que aborrecido”. Ela dizia-me isto quando eu queria ir constantemente à casa dos meus amigos para jogar video-jogos (há muitas luas atrás).

Eu lembro-me dos interesses e experiência dos meus contactos, e quando posso, partilho informação com eles, seja através de tweets, artigos, vídeos, outros, ou mesmo só para dizer olá de vez em quando.

Mais vale desejado do que aborrecido.

É importante mantermos contacto com os nossos contactos, mas não abusar.

Comunica e estende a mão quando precisas

Quando estás mesmo à procura de emprego, ou uma introdução a alguém, agradece com frequência aos teus contactos, quer eles tenham feito alguma coisa por ti ou não, e vai atualizando-os de como as coisas se estão a desenrolar para ti.

[…]agradece com frequência aos teus contactos

Eu fiquei surpreso e feliz quando recebi uma nota de agradecimento (por correio físico) duma rapariga que ajudei a encontrar uma posição numa empresa que ela queria.

Já enviei e recebi presentes de pessoas que ajudei e pessoas que me ajudaram, incluindo terceiras partes envolvidas no processo (pessoas que contratraram quem eu ajudei, entre outras).

Conhecidos podem ser importantes

Dependendo daquilo que precisas, os teus amigos mais próximos podem não ser a melhor opção. Mantém-te em contacto com “conhecidos”, aqueles que podem estar longe e não serem contactos óbvios.

Mantém-te em contacto com os “conhecidos”

Este é o tipo de pessoa que te podem vir a passar leads e informação de melhor qualidade.

Até podes vir a ser contratado por uma empresa baseado num destes conhecidos, que poderá ser um amigo dum amigo que trabalha nessa empresa.

Faz bons contactos

Encontra-te com os teus amigos e contactos de vez em quando para que possas saber o que eles andam a fazer, e que tipo de produtos ou serviços têm, para que possas passar o contacto deles a quem tu aches que podes ajudar, ou passar contactos de outras pessoas para eles.

Quando sabes qual é a especialidade que um dos teus amigos tem ou as empresas para as quais eles trabalham, as referências que passas têm mais valor.

Saber sobre uma empresa especialista em fazer eventos em Portugal e na Europa pode ser bom para os teus contactos do marketing e vendas, mas talvez não seja tão útil para o teu outro amigo que tem uma startup com 2 trabalhadores.

Cumpre as promessas

Se passas contactos, apresenta-os convenientemente e faz um follow-up com ambas as partes (o contacto, e a quem passaste o contacto) para saberes comko as coisas correm.

Se no entanto não é capaz de ajudar, ou não tens ideias de contactos que lhes podes passar, então diz que não sabes ou não tens. Se és capaz de ajudar, diz, se não és, diz à mesma.

Se és capaz de ajudar, diz, se não és, diz à mesma.

Não fiques com o pedido pendente. Mais vale dizeres que não sabes de ninguém, do que dizeres “logo se vê” ou “vou ver o que posso fazer”, quando não tencionas fazer isso.

Faz networking, não social networking

Isto parece muito trabalho não é? Seria mais fácil lançar uns posts no Facebook, uns Tweets e uns updates no LinkedIn e já está não é?

Fazer o que é fácil não te leva a lado nenhum. As pessoas de sucesso estão dispostas a fazer aquilo que os outros não querem fazer.

As pessoas de sucesso estão dispostas a fazer aquilo que os outros não querem fazer.

Cada uma destas plataformas pode ter uma altura para serem usados, descobrir e partilhar informação, mas não te limites a elas, ou não te escondas por trás delas. Ao vivo as coisas acontecem com mais e maior força. Fala com as pessoas em pessoa, não por trás de tecnologia.

Faz uma lista e verifica-a

Faz uma pausa e a cada 1 ou 2 semanas reflete nos teus objetivos, nos teus problemas, e onde precisas de ajuda, respostas, ou quem te contactou a pedir ajuda, ideias ou contactos.

Faz uma pausa a cada seman e reflete nos teus objetivos.

Faz uma lista de quem e o quê, e faz o follow-up com elas com notas sobre as pessoas envolvidas.

Apresenta bem as pessoas

Quando queres ajudar e tens uma ideia de quem iria precisar da ajuda de quem, escreve para esse teu contacto pessoalmente e pergunta-lhes se eles querem que apresentes uma pessoa que achas que o poderá ajudar.

Só quando eles disserem OK é que os deves apresentar as duas partes, e depois sair do caminho deles. Não tens de fazer parte da conversa após a introdução que lhes deste.

Se o fizeres por email, coloca a pessoa que queres apresentar em bcc no email.

Vivemos num mundo de incertezas. Quanto mais aprenderes sobre os outros (vaga de emprego, destino de férias, como mudar de carreira), melhor vais ver os detalhes do mundo e das pessoas, e mais vais conseguir ajudar e ser ajudado pelas pessoas que se cruzam contigo na vida.

Se estas dicas te ajudarem, diz-me. Contacta-me, e quem sabe isto pode ser um o princípio dum relacionamento enquanto “conhecidos”.

A minha melhor dica de networking

Ilustração de bonecos à volta duma mesaJá atendi vários eventos de networking, mas a maioria das vezes chegava ao escritório e a minha colega perguntava-me, “então, arranjaste clientes hoje?”. “Secalhar”, respondia.

Era difícil responder a isto porque as coisas não acontecem instantâneamente mas admito que muitos destes eventos não resultavam em nada a não ser uma pilha de cartões de contacto.

Eu ia lá, fazia alguma conversa, tinha um bom aperto de mão, sorria, mantinha contacto visual e passava cartões de contacto com quem tivesse oportunidade, vez após vez.

O problema não era que eu não estava a conhecer pessoas, ou que não eram o tipo de pessoas que fossem o meu cliente ideal.

O problema era que eu não sabia qual o passo seguinte. Eu enviava emails para algumas pessoas que tivesse conhecido nesses eventos por ter mesmo a intenção de me manter top of mind com eles, mas estes contactos acabavam por não dar em nada.

Eu só pensava em vender

Networking baseia-se em criar e manter relações.

Quando comecei a atender eventos de networking, a minha intenção na altura era aparecer, falar com as pessoas, e quando a pergunta “então, João, o que faz?” fosse colocada, eu dizia-lhes “ah, faço websites e marketing online”. De volta, o que eu esperava é que me dissessem “Ah, faz websites? Temos de falar, eu preciso dum”.

Networking baseia-se em criar e manter relações.

Mas isto raramente acontecia, e eu cansava-me de ir a sítios só para aparecer, verem a minha cara, e voltar para casa de mãos a abanar.

Até que, ao ler um artigo sobre agregar valor às pessoas (num contexto de clientes), me apercebi que eu não estava a dar nada a estas pessoas que eu conhecia.

Onde está o valor

Se o propósito do networking é apenas ligar as pessoas que precisam de serviços com aqueles que os podem fornecer, então íamos todos às páginas amarelas, online, ou perguntar aos amigos.

Bom networking, no entanto, é perceber que cada pessoa é capaz de agregar valor à outra. O objetivo não é despejar na outra pessoa um cartão de contacto e dizer tudo aquilo que fazemos na esperança que haja alguma coisa que lhe interesse.

Em vez de falares sobre ti e o teu negócio, aprende a ouvir e a saber mais sobre o negócio dos outros. No que é que eles têm trabalhado ultimamente? Que problemas estão a ter? Com o que é que estão chateados, ou interessados? Em vez de estar a pensar em vender o teu serviço, deves vender-te a ti primeiro.

Em vez de vender o teu serviço, vende-te a ti primeiro.

Pede-lhes para se juntarem ao teu clube secreto

A melhor dica que tenho para ti é que eles se juntem ao teu “clube secreto” ou restrito.

As pessoas que vão a eventos de networking vão lá para desenvolvimento de negócios, mas provavelmente também gostam de ir a estes eventos. Alguns até gostam de ir por gostarem do próprio networking em si.

Ao falares com alguém no evento, em vez de dizer que te vais manter em contacto, trocar contactos e dar um aperto de mão, experimenta fazer isto da próxima vez: diz-lhes que gostaste de falar com eles e queres fazer uma sugestão.

Criaste um pequeno grupo de empreendedores locais, cuja entrada é apenas por convite, e que o grupo está interessado em [serviços que fazes] e em desenvolvimento de negócios, e achas que eles poderão ser uma boa adição ao grupo.

Pede-lhes permissão para os adicionar ao teu grupo (email) e informa-os que organizas de vez em quando encontros e que envias algumas dicas interessantes sobre negócios (o deles, ou no geral).

Tens agora o teu primeiro subscritor na tua newsletter do grupo, e tens permissão para falar e continuar contacto com eles. Estás desta forma a posicionar-te como um líder de opinião no mercado de [serviços que fazes] e do que lhes interessa a eles (o negócio deles).

À medida que vais a mais eventos, esta lista irá crescer. Poderás dar por ti a ser o anfitrião dos teus próprios eventos, seminarários, entre outros. Estás a ganhar uma reputação como peça central deste clube restrito, e estarás top of mind para os outros membros, que irão pensar em ti da próxima vez que precisarem dos serviços que fazes.

Experimenta esta tática da próxima vez que fores a um evento, é mais eficaz do que trocar apenas contactos com a outra pessoa.

E tu, que estratégia tens usado em eventos para conhecer pessoas?

Artigo relacionado: Networking: traga o raio dos cartões consigo

Como responder à pergunta “O que fazes da vida?”

Isto, e networking

Raramente falo com alguém que me diz que gosta genuinamente de networking. É mais um espinho na rosa no qual não se querem picar. É aquela tarefa que eles sentem que têm de fazer, mas que não gostam ou não querem. Mesmo à medida que caminham para a porta do evento, estão a pensar para eles próprios, “eu não devia estar aqui” ou “ainda me posso ir embora”.

Pois é, conhecer e falar com pessoas, fazer networking pode ser duro e pode ser desconfortável, mas não é tão mau quanto parece. Alías, até pode ser, atrevo-me a escrever, divertido.

Em seminários, conferências e eventos encontras o mesmo tipo de pessoas:

A pessoa que está em todo o lado. Esta pessoa é um coach, escritor, orador, blogger ou fornece algum tipo de serviço do género, e quer-te dizer tudo aquilo que ele(a) faz a pensar que te está a impressionar.

A pessoa que fala muito. Esta pessoa gosta de detalhes, especialmente detalhes que se relacionam com ela. A pessoa que fala muito irá detalhar-te a vida e a história dela e fazer parecer com que 3 minutos com ela pareçam mais três horas. É uma via de um sentido de comunicação.

O vendedor chato. Esta pessoa inicia o seu pitch preparado mal começa a falar contigo. Espetam-te o cartão na mão e perguntam-te se precisas de ajuda, e tu começas a pensar como te escapares da situação sem parecer mal-educado(a).

Estas pessoas têm algo em comum

Estas pessoas não querem saber o que é que fazes ou deixas de fazer. Elas respondem às tuas perguntas com respostas curtas, pois elas já têm o “plano” delas na cabeça, de te empurrar o produto ou serviço delas.

Elas têm isto em comum, mas também têm um problema, e o problema que elas têm é provavelmente o mesmo problema que tu tens, que é a razão pela qual não gostas de networking: elas não têm clareza no seu branding. Elas não sabem o que precisam ou o que querem comunicar, e assim sentem-se desconfortáveis e nervosas e acabam por apanhar maus hábitos de networking que estão a sabotar a impressão que dão aos outros.

Como procederes para fazeres networking como um “pró”

Tens sete coisas que deves saber e seguir para fazeres networking como um profissional e saberes comunicar o teu valor aos outros.

  1. O teu cliente ideal. As pessoas querem trabalhar com especialistas, aqueles que são melhores do que os outros na atividade deles. O teu futuro cliente não quer perder tempo ou dinheiro com um generalista que pode fazer várias coisas, mas a um nível medíocre.Eles estão à procura dum especialista, um entendido na área dele(a) que possa apresentar exatamente aquilo que eles querem, e que irá agregar o maior valor para o investimento que irão fazer.No que é que tu és bom ou boa a fazer? És especialista nalguma coisa? Que segmento de mercado ou indústria conheces melhor do que a tua concorrência? Quem é o teu cliente ou prospeto ideal? Consegues descrevê-lo?
  2. O teu “resultado”. O que fazes para os teus clientes ou para quem compra o teu produto ou serviço? Não respondas com o típico “ah eu faço logos”, “sou um designer”, “organizador de eventos”, “life coach”, blah blah blah. Se fazes isto, és uma comodidade e és etiquetado(a) como tal. E quando tens uma etiqueta, eles colocam-te num canto como sendo igual a todos os outros designers, coaches ou freelancers, que na cabeça deles é tudo o mesmo.
    Em vez disso, aposta no teu resultado. É importante que saibas qual é o teu centro, o teu core, o cerne daquilo que fazes. Isto pode ser o sucesso que os teus clientes alcançam devido à solução que lhes deste através do teu produto ou serviço. Podes então partilhar isso com a tua audiência, e quando o fizeres, irás captar a atenção dos teus clientes ideais que querem desesperadamente alcançar os mesmos resultados e precisam da tua ajuda para assim o fazer.Tu queres que eles pensem, “eu quero isso também” ou “é exatamente isso que eu preciso”.
  3. O benefício de alcançares o resultado. Uma decisão de compra é normalmente baseada em emoção e justificada com lógica, logística e caraterísticas do produto/serviço. É bom saber não só o resultado que crias para os teus clientes, mas a razão para o qual esse resultado interessa.O que é que irá mudar para os teus clientes, ou acontecer para eles quando eles alcançam esse resultado? Será que eles poderão começar a passar mais tempo com a família, ter mais férias, ou trabalhar menos? Será que vão poder fazer aquelas obras lá em casa, ou vão conseguir pagar as dívidas, ter menos stress, pagar a escola dos miúdos ou dormir melhor? Será que a auto-confiança deles irá melhorar, vão-se sentir melhor com eles próprios, ter mais energia, e viver mais e com maior qualidade de vida? Perceber o factor emocional por detrás duma decisão de compra ajuda-te a saber passar um prospeto da indecisão, para a ação, a decisão de trabalhar contigo.
  4. Como és diferente Quando falas com os outros sobre a tua atividade, não és a única pessoa que eles conhecem que faz aquilo que tu fazes. Eles provavelmente conhecem várias outras pessoas com serviços ou programas semelhantes. Então porque é que eles te deveriam contratar, comprar algo de ti, ou aprender contigo? Como é que és diferente? O que é que te torna a melhor escolha e pessoa para a situação? Deves saber como és diferente porque o teu valor encontra-se na tua diferenciação. Quando não és nada diferente da tua concorrência, estás a fazer com que seja difícil para um cliente perceber porque é que te haviam de contratar, comprar, ou aprender algo de ti. Estás a obrigá-los a esforçarem-se, e as pessoas são preguiçosas. Eles não querem descortinar a coisa. Eles querem que a decisão seja fácil, e a maneira mais fácil de distinguir duas coisas é pelo preço – e quando competes no preço já perdeste.

    Deves saber como és diferente porque o teu valor encontra-se na tua diferenciação.

    A tua diferenciação – experiência, educação, certificados, rapidez, profissionalismo, etc – é o que cria o teu valor. Estas são as coisas que impedem que sejas uma comodidade (como o papel higiénico), permitindo-te cobrar valores à tua altura.

  5. O que vendes. Antes de abrires a boca e começares a falar de forma persuasiva sobre o que fazes, tens de ser bem claro(a) naquilo que fazes. Precisas de saber exatamente o que estás a vender, para o que é que as pessoas te podem contratar, comprar algo de ti, e como é que podem aprender contigo se não estiverem prontas para investir.
  6. Como um prospeto pode começar a trabalhar contigo. Quando estás a falar com um potencial cliente sobre a hipótese de trabalharem juntos, deves lembrar-te de pedir ou convidá-los para o próximo passo, e para isso, tens de saber qual é o próximo passo. Quando alguém mostra interesse em trabalhar contigo, o que é que eles precisam de fazer de seguida? Têm de agendar um plano de design ou uma sessão inicial de consultoria? Têm de preencher um formulário? Têm de passar por um briefing? Precisam de ir ao teu website?
  7. Quando te dizem não. Sabes porque é que um prospeto que não se torna cliente te diz não ou escolhe não comprar? Estás a levar com a mesma objeção ou desculpa vez após vez? Isso é ótimo, porque se tu sabes porque é que os teus prospetos te dizem não, podes criar uma estratégia antecipatória para gerir e lidar com as objeções deles, e eliminá-las antes sequer de se tornarem problemáticas. Algumas das objeções ou impedimentos mais comuns são:
    • não haver tempo suficiente;
    • muito caro;
    • demasiado díficil

    Se ainda não tens a certeza porque é que alguns dizem que não, começa a tomar nota daquilo que te dizem durante as tuas conversas, e não tenhas medo de lhes perguntar a razão.

    Usa a tua visão e claridade para responder a esta questão, “O que é que fazes”?

    O networking pode ser fácil quando tu sabes o seguinte:

    1. Descrição do teu cliente ideal;
    2. O teu “resultado”;
    3. O benefício do teu resultado;
    4. Como és diferente;
    5. Objeções comuns;
    6. O que vendes;
    7. Como começar.

    Quando souberes estes factores, podes usar a mnha fórmula mágica para criares uma resposta brilhante para a questão “O que é que fazes?”, para que possas ter confiança plena em ti ao falares sobre a tua atividade, a tua empresa ou o teu negócio. Irás soar como uma pessoa que tem tudo no lugar, que impressiona os outros à volta dela, e que atrai o tipo de cliente ideal a querer trabalhar contigo.

    Eis a fórmula mágica

    Eu ajudo [descrição de cliente ideal] a ser/ter/conseguir [este resultado] para que eles possam [benefício do resultado], [factor de diferenciação], mesmo que [objeção comum]. Eu faço isso através de/com/em/ao [estes serviços, produtos, programas]. Se você [convidar à ação], simplesmente [diz-lhes o que têm de fazer para começar a trabalhar contigo].

    Eis porque a fórmula mágica funciona

    • Estás a mostrar quem é o teu cliente ideal;
    • Eles pensam “Oh isto sou eu/o meu amigo, é melhor prestar atenção“;
    • Disseste qual é o teu resultado e o benefício;
    • Eles pensam, “Ah, eu também quero isso/este objetivo/gosto disso também“;
    • Descreveste o benefício emocional do resultado;
    • Eles pensam “Hmm, isso mudaria tudo, espetáculo“,
    • Partilhaste a tua diferenciação;
    • Eles pensam, “A outra pessoa com quem falei não disse isto
    • Esmagas as objeções deles;
    • Eles pensam “Porreiro, não há razão para não avançar“;
    • Disseste exatamente o que estás a vender;
    • Eles pensam “Ótimo, eles fazem o que preciso e podem ajudar“;
    • Depois, quando eles pensarem “Hmm, e agora?” fazes o seguinte:
    • Convida-os a agirem e mostras-lhes como podem começar a trabalhar contigo.

    Exemplo da fórmula

    Esta fórmula pode ser usada em várias situações. Pode servir como um bom elevator speech (discurso de elevador). É com certeza uma boa resposta para aquilo que fazes. Podes usar isto também no teu estacionário ou outros materiais de marketing, ou até no teus perfis de redes sociais, no teu website, e onde mais quiseres comunicar informação relevante sobre a tua atividade.

    Eis uma amostra da minha frase mágica para que consigas perceber como é usada e teres um modelo que podes seguir, mas não copies, porque assim não te estás a diferenciar, e não te irá sair natural (as pessoas sentem quando isto não veio de ti).

    Eu ajudo empresários de sucesso cuja marca e website mostram onde é que eles estiveram, não onde eles querem ir, e transformo a presença web deles numa plataforma lucrativa, para que possam ter mais leads, mais oportunidades e faturar mais sem precisar de trabalhar mais horas, mesmo que pensem que isso não é possível. Eu faço isso enquanto orador, consultor e através de serviços à medida. Se está pronto para levar o seu projeto para o próximo nível, visite http://designportugal.net/orcamento/ para começarmos a trabalhar juntos.

    Pontos a considerar

    Elabora a tua versão e di-la em voz alta várias vezes em frente a um espelho. Pratica. Se te atrapalhares, edita o texto para fluir melhor. Depois experimenta a tua versão ao vivo e faz ajustamentos se necessário.

    Não irás provavelmente criar a melhor frase mágica de todos os tempos. Eu experimento com várias versões até encontrar uma com a qual me sinto comfortável, e mesmo assim, poderei editar e ditá-la da maneira que eu quiser, conforme o caso.

    Quanto mais praticares a tua versão, melhor ficarás. Nota que isto não é memorização ou recitação. O propósito disto é sentires-te confortável com a linguagem que usas para falar sobre ti e sobre o teu negócio. Quando sabes o que queres dizer, e o dizes de forma natural, conversacional, estás a deixar as pessoas à vontade.

    E agora, que fazer?

    Escreve esta fórmula com base no passo-a-passo que te dei neste artigo e elabora a tua frase mágica (e uma versão alternativa) e partilha-a comigo nos comentários.

5 formas de como o networking ajuda a tua marca pessoal

Ao criar uma marca pessoal normalmente não aproveitamos aquilo que o networking nos pode dar a nível de vantagens, tanto no online como no offline. O networking não só abre portas para emprego ou oportunidades.

Embora não seja um novo conceito, podem-se criar relações duradouras com as pessoas que são mais importantes do que o mundo digital em que vivemos cada vez mais.

As conexões certas são importantes tanto online como offline. A quem estamos ligados, como uma marca é percebida pelos outros cria uma impressão duradoura. O crescimento pessoal e profissional dum indivíduo pode estar dependente de networking, portanto este deve ser uma componente importante da sua estratégia de branding.

Sabendo isso, como é que podemos criar uma networking nos dois mundos, online e offline? Ao estender a mão, criar artigos como convidado noutros websites, agradecer os outros pelos seus serviços ou conteúdos e agregar valor com as pessoas com as quais entramos em contacto, dentro e fora da nossa indústria.

As melhores oportunidades de networking para a tua marca pessoal devem ser trabalhadas a longo prazo. Não penses nisto como uma coisa que deves fazer de rajada. Semeia para poderes mais tarde colher.

Mantém-te ativo em redes como o LinkedIn, Google Plus, grupos Facebook, além de participares em eventos ao vivo. Lembra-te que apesar de vivermos no mundo digital, as relações pessoais cultivadas no mundo offline são muito importantes.

Como fazer bom networking

Com estas dicas podes ligar-te às pessoas certas em prol da tua marca pessoal.

  • Mantém-te ativo no LinkedIn – o LinkedIn é uma rede social virada para profissionais e torna-se um sítio lógico para networking. Mas ter um bom perfil não chega. Junta-te a grupos na tua indústria, participa nas conversações e acrescenta valor a elas para atraíres outros indíviduos para a tua marca. É importante que as mensagens que escreveres e enviares sejam personalidades, e não promocionais, ningúem gosta de fanfarrões promocionais.
  • Faz uma nova conexão por semana – torna um objetivo teu angariares um novo contacto (de forma genuína) na tua indústria, por semana. Ao final do mês percebes o progresso que conseguiste mais facilmente.
  • Vai a eventos – podes usar o MeetUp para te ligares a outras pessoas na tua indústria ou ao teu público-alvo. Vai a eventos profissionais ou descontraídos. O MeetUp pode não ser muito usado em Portugal mas esta tendência poderá mudar no futuro.
  • Agrega valor às pessoas – Que ideias é que a tua marca tem para apresentar aos outros que sejam únicas e úteis? Ao dares valores acrescentado, não só te tornas um especialista na tua indústria como irás atrair mais pessoas (e líderes de opinião) para a tua network.

Conclusão

Leva o teu tempo para criares relacionamentos com as pessoas e fá-lo de forma genuína. Assim estás a criar uma persona credível, e a abrir portas para novas oportunidades, tanto para a tua vida pessoal como profissional.

Dicas de networking que funcionam à grande e à francesa

Fazer networking é algo que deixa muitas pessoas desconfortáveis, confusas, e é fácil perceber porquê.

Quando a maioria das pessoas pensa em networking pensa em insinceridade e egoísmo. Mas isto é o oposto daquilo que o verdadeiro networking e conhecer pessoas é suposto ser, amigável, útil e genuíno.

É fácil para a maioria de nós sermos amigáveis e úteis para as pessoas que conhecemos. No entanto, porque o networking é uma “atividade de negócios”, é fácil perceber como precisamos de agir de forma diferente.

O problema é que a maioria das estratégias de networking parecem um bocado o jogo do empurra, e narcisistas, independentemente que as pessoas que as usem ajam dessa forma no seu dia-a-dia.

Mas não te preocupes, porque há formas de te auto-promoveres com juízo. Para te ajudar a seres um(a) melhor networker, apresento-te as minhas dicas de networking, que funcionam à grande e à francesa.

O verdadeiro propósito do networking

1. O objetivo do networking é poder ajudar os outros.
Seria bom se os outros te ajudassem também, mas networking é uma via de dois sentido. E o teu lado da rua deve estar orientado para ajudares os outros, não lhes pedir ajuda. Pedir favores só após saberes mais sobre aquela pessoa e lhe teres apresentado algum valor.

2. É mais importante perceber as necessidades dos outros do que lhes despejares as tuas em cima.. Aquilo que queres não deve estar sempre em primeiro lugar. Estás a tentar criar um relacionamento com alguém, o que significa que deves estar a pensar neles. Deves perceber as pessoas na tua network e o que é importante para eles.

As tuas expetativas

3. Não tens de conhecer a maioria das pessoas, apenas as pessoas certas. Não tens de despejar cartões em todo o lado. Concentra-se em encontrar pessoas relevantes para ti. Com o tempo, poderás decidir se os interesses

Um artigo que penso que vais gostar, relacionado com este é o Conhecer novos clientes e contactos através do networking

Regras de conduta para arranjares mais tráfego

És o tipo de blogger que só quer arranjar mais tráfego para o teu website? Talvez acordes um dia a pensar que todos os visitantes que querias foram embora.

Agora imagina que passaste o teu tempo a criar e fomentar conexões de qualidade, fazer amigos e conhecidos. Não achas que essas pessoas irão mais facilmente partilhar o teu conteúdo (desde que seja bom)? Assim o teu tráfego irá aumentar.

Os motores de busca (google, bing, yahoo) adoram blogs que tenham muitas partilhas sociais e interações.

Então, como fazes amigos que estejam dispostos a partilhar ideias e ajudarem-se mutuamente? Através de comentários em blogs e redes sociais não é? Se agregares valor, os bloggers dessa comunidade vão gostar de ler os teus artigos e partilhá-los com as comunidades onde estão inseridos, desde que o conteúdo seja bom.

O que não fazer com grupos/comunidades

Se estás num sítio (fórum, grupo, blog) só para largar links, os membros dessa comunidade vão-te considerar um spammer.

Para agregares valor e seres respeitado:

  • não deves esperar muito quando não dás algo primeiro;
  • o teu foco não deve ser largar links e fugir;
  • nunca fazer spam na comunidade;
  • não fazer spam aos membros.

Como ter mais tráfego duma comunidade

  • Associa-te a outros membros do grupo.
  • Contribui positivamente em discussões.
  • Se consegues resolver uma questão, fá-lo, se não consegues, refere outro membro que consiga.
  • Agrega valor.
  • Sê cordial e profissional.
  • Faz amigos, muitos amigos.
  • Sê positivo(a) e disposto(a) a ajudar.

Tudo isto te dará credibilidade junto dos membros dessas comunidades e aumentará o teu tráfego.

Recomendo-te aplicares estas dicas, por exemplo, quando te juntas e interages com grupos LinkedIn.