Trabalhas no marketing ou ajeitas papéis?

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Trabalhas no marketing ou “ajeitas papéis”?

Há aquela tendência de nos concentramos nos KPIs (Key Performance Indicators), ou seja, nas estatísticas, números e métricos. Coisas como: em quantos artigos fomos mencionados? Quantas pessoas viram os nossos posts? Quanto cliques tivemos no mês passado? Quantas vistas de página tivemos? Quantos seguidores tivemos?

Isto são métricos que se espera dos profissionais do marketing de poder reportar ao cliente ou ao chefe, numa base diária, semanal ou mensal. Quando os números estão alinhados com o que pensamos que é bom, é fácil pensar que “hmm, está tudo a correr bem”.

Mas atenção numa coisa.

Como é que esses métricos estão a resultar em clientes e vendas? É fácil “ajeitar papéis” na secretária e ir olhando para estatísticas.

Aqueles seguidores extras levaram à angariação de algum novo cliente? Os artigos que temos foram lidos? A nossa mensagem foi passada convenientemente? As visitas ao website levaram a contactos ou vendas?

Por outras palavras, os nossos esforços resultaram em algo que possamos abanar a cabeça “sim” e dizer que estamos mais perto dos nossos objetivos?

Às vezes temos de pensar como uma criança e perguntar “porquê” repetidamente e de forma chata a nós próprios, em tudo aquilo que fazemos para chegar à raíz do problema.

Se não sabemos o PORQUÊ de estarmos a fazer alguma coisa, só estamos a ajeitar papéis e a desperdiçar o orçamento.

Portanto da próximo vez, sê crítico(a). Não ajeites papéis. Pergunta a ti mesmo(a) porque é que estamos a fazer isto e como é que isto vai resultar em objetivos de negócios? É assim que se chega a um resultado palpável, não a olhar para estatísticas bonitas.

Melhor conselho que podes ter na tua carreira

Palavras sábias para quem está no marketing, design ou empreendedorismo.

Antes de sabermos andar de bicicleta, não sabíamos. Todos nós fomos principiantes em alguma coisa.

Há aqueles que são estagiários que têm medo de cometer um erro, ou outros que até são desafiadores o suficiente para dizerem o que pensam. Mas todos percebem que nem sempre o que fizemos foi a melhor decisão.

Há uma coisa em comum em todas as pessoas que estão a começar na sua atividade, que é: todos precisam de orientação.

Isto não é vergonha nenhuma.

Quer seja através dos pais, dum professor da universidade, dum mentor ou colega de trabalho, todos nós nos virámos para alguém em tempo de necessidade para perceber melhor o mundo dos negócios, trabalhar com os clientes ou explorar a nossa criatividade.

Queríamos saber o que esperar (e o que esperavam de nós), e como fazer tudo em condições para que se pudessem orgulhar de nós.

Eis alguns conselhos que tenho para ti.

Sê honesto(a)

Dá conselhos aos teus clientes como se desses conselho a um amigo ou aos teus pais. Ser franco e direto (sem ser mal educado ou insensível) é uma das melhores caraterísticas que um profissional pode ter.

Se não sabes alguma coisa, diz que não sabes mas que irás investigar. Mesmo os mais velhos e aqueles que parecem que têm uma aura de conhecimento à volta deles, não sabem tudo. Ninguém sabe tudo.

Vive no momento

Quando estás de volta dum projeto ou com um cliente, não estejas a viajar mentalmente. Vive no momento, foca-te no presente.

Ouve o teu cliente com empatia e desejo, ou trabalho no teu projeto com afinco. Percebe o ponto de vista do outro e faz os possíveis para encontrar uma solução que vá ao encontro de ambos.

Não te contentes com o óbvio

O que é óbvio é o que os outros já pensaram.

A frase “pensar fora da caixa” é batida, mas é isso que como profissional deves aspirar, e olhar para além daquilo que é óbvio. Desenvolve a tua competência de ver aquilo que os outros não estão a ver.

Mantém-te humilde

As tendências estão contínuameNte a evoluir.

Se estás de tal forma agarrado(a) aos teus conceitos que pensas que já sabes tudo, ou que a tua maneira de fazer as coisas é a correta, é aí que deixaste de aprender e ser útil.

Trabalha numa empresa

Não podes esperar ir para o topo do mundo duma vez. Começa nos degraus de baixo, ganha experiência e colabora com os teus colegas e equipa.

Trabalha para uma empresa ou alguém que faça sentido e no qual consigas agregar valor às pessoas.

Começa antes de estares pronto(a)

Os seres humanos têm a mania da perfeição.

O problema é que não somos perfeitos. Queremos que certo projeto, cliente ou negócio corra daquela maneira e queremos ter tudo preparado, mas há o risco de nunca avançares com a coisa.

Por isso, mexe-te antes de estares pronto(a). Podes melhorar a coisa à medida que avanças. É mas fácil olhar para trás e ver que fizeste, do que olhar para a frente nunca tendo feito.

É mas fácil olhar para trás e ver que fizeste, do que olhar para a frente nunca tendo feito.

E tu?

Qual o melhor conselho que já te deram e como é que isso impactou a tua vida?

Esquece o que sabes sobre networking

O networking tem as suas vantagens, mas tens de investir esforço nele.

O mercado de trabalho atual está cheio de oportunidades de networking, e com razão. O networking tornou-se tanto uma prática como um conceito, é uma soft skills necessária, uma pela qual estamos encarregados de aprender e praticar à medida que a nossa carreira progride.

É um investimento no teu futuro e algo importante de se fazer, pois um contacto de alguém que tu conheces é mais provável de resultar numa entrevista e potencial emprego, do que alguém que se candidata via os meios habituais.

Mas entre as redes sociais, reuniões em pessoa e os emails que se enviam, existem boas e más formas de se fazer networking. Como saber a diferença naquilo que é uma perda de tempo e aquilo que pode ser uma boa oportunidade? E mesmo que descubras isso, qual a maneira correta de fazer e dizer as coisas? Lamento informar-te que não existe regras omniscientes para o networking. O mais importante é que sejas congruente contigo e faças networking à tua maneira.

De qualquer forma, eis algumas dicas que descobri ao longo da minha vida.

Não acontece dum dia para o outro

Roma não foi criada num dia. O networking é uma prática que se deve fazer ao longo da vida, não uma coisa que se queira fazer duma vez. A consistência é mais importante que a intensidade.

Artigo relacionado: a minha melhor dica de networking

Ter expetativas realistas e perceber as vantagens do investimento de tempo e esforço a longo prazo farão do networking uma atividade proveitosa, quando bem trabalhada.

Pensar no networking como uma coisa que nunca acaba não deve incutir medo, deve ser emocionante. É como que uma amizade, elas vêm e vão, mas haverá sempre novas amizades (e oportunidades) ao virar da esquina.

Para colher os benefícios tens de estar prepadado(a) para trabalhares e investires o teu tempo todos os meses para ires ao encontro dos teus objetivos de networking.

Planeia um encontro de tantas em tantas semanas, ou envia um email semanalmente para um contacto que não vês há algum tempo. Seja como o fizeres, lembra-te de o continuares a fazer, e que a consistência é importante para qualquer tipo de resultado a longo prazo.

Semeia, para colheres

Para colheres, tens de semear, e a tua semente deves ser tu, sendo uma pessoa madura e responsável, pois é isso que motiva as pessoas a quererem dar-se contigo. Encontra interesses e opiniões que tenhas em comum para transformares um contacto numa oportunidade.

Mas pensa também dar valor às pessoas que conheces, porque isto não é só sobre o teu umbigo.

Enquanto que uma boa correspondência entre personalidade e cultura pode ser um bom factor quando se está à procura de emprego, não nos esqueçamos que aquilo que torna uma pessoa num grande profissional são as suas competências.

Não esperes que alguém passe o teu contacto a outros quando tens um perfil de empregado medíocre ou que não tenhas tido sucesso em empregos anteriores. Confirma à pessoa que estás a conhecer que tens o que é preciso para vingar no mundo do trabalho, ou naquela posição. A confiança gera confiança.

Artigo relacionado: como responder à pergunta “O que fazes da vida?”

Networking é uma via de dois sentidos

Podes pensar que o networking é aquilo que os outros podem fazer por ti, mas na realidade é mais aquilo que podes fazer pelos teus contactos. Os teus colegas e contactos estarão menos inclinados para te ajudar se não lhes devolveres o favor.

O netorking não é uma rua de um sentido, é um ciclo, e quando estás no topo da escada deves estender a mão para ajudar os outros a lá chegar também.

O valor do networking vem de criar relações, não apenas contactos. Ter o número “+500 contactos” no LinedIn ou centenas e milhares de amigos no Facebook não significa nada.

Um bom networking envolve investir nas relações com as pessoas. Passa palavra sobre vagas de emprego na empresa dum amigo ou (re)liga-te às pessoas que achas que podem ser uma boa escolha. Quando és proactivo(a) e não reactivo(a), as portas abrem-se para ti. Quer isso seja bom karma ou não, ajudar os outros ajudar-te-á a ti.

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Freng Shui para a mente: comunicação sem desordem

Estás cansado(a) de não teres aquilo que queres?

Sentes que os teus colegas ou colaboradores não te ouvem ou não fazem a parte deles? Bem vindo(a) ao clube. Mas prepara-te, porque tudo isso vai melhorar, com um bocadinho de Feng Shui para a tua mente.

Harmonia e Fluidez em vez de Complicação e Desilusão

Para quem não conhece, o Feng Shui é uma prática Chinesa antiga que envolve o design do arranjo de espaços para criar harmonia e equilíbrio.

Os seguidores desta prática afiram que o Feng Shui e “Chi”, também chamado de fluidez (flow) no Ocidente, tem uma efeito positivo na saúde, prosperidade, e boas relações com as pessoas.

Escreve as tuas palavras com cuidado

Assim como o Feng Shui, precisamos de saber como usar palavras para remover a desordem e barreirars de forma a termos uma comunicação clara.

O uso e posicionamento cuidado das palavras faz com que consigamos atingir equilíbrio, fluidez e harmonia. Por vezes passamos mais tempo a elaborar as nossas palavras quando estamos para fazer um pedido no restaurante do que quando comunicado os nosso objetivos, espetativas, preferências ou desilusões.

“Quero um Coq au Vin, com crepes de trigo sarraceno com um pau de canela e um toque de baunilha, por cima, e para acompanhar, um Merlot tinto.”

Hoje em dia peço frango assado com salada e está feito. Não há muito glamour pedir desta forma simples e descomplicada. É nisso que o Feng Shui é bom, comunicação sem desordem: claridade e simplicidade.

O que estás mesmo a dizer?

Se não estás a obter aquilo que queres, dá um passo atrás e apercebe-te da escolha das tuas palavras. Estás claro(a) sobre aquilo que queres mesmo antes de começar a falar?

Nesta era dos smartphones, smartwatches e sms, ficamos tentados a escrever e falar antes de pensar. Mas toma alguns minutos para removeres a descomplicação e equilibrares os teus pensamentos. O que é que queres mesmo? Qual é o resultado que estás à procura desta interação Não tens a certeza? Escreve-o. É isso que queres? Se tivesses isso, será que isso iria fazer-te feliz e dar os resultados que queres? Se não, continua a escrever até encontrares claridade e simplicidade nos teus pensamentos.

Exprime-te

Depois de teres o “Feng Shui dos teus pensamentos e palavras” e saberes que estão alinhados com aquilo que queres, está na altura do próximo passo. Deves exprimir-te com claridade, convicção e compaixão, ou pelo menos, sem julgamento, culpa, drama ou exagero.

Nada de dramas

Quando existe drama em alguma situação, não pode haver boa comunicação. Dá um passo atrás e sê objetivo(a) sobre o resultado que queres alcançar. Procura todos os cantos disponíveis, e possibilidades de todas as partes envolvidas. Como o Feng Shui, o objetivo é criar harmonia e equilíbrio. O drama cria barreiras que não te permitem ter o que queres.

Três abordagens para uma comunicação clara

Faz um pedido

Uma maneira de reduzir a desordem na tua comunicação e ter o que queres é “pedir”. Um pedido é como um convite. Quando recebes um convite, podes aceitá-lo ou recusá-lo. Um pedido pode dar-te a oportunidade duma contra-oferta.

Quando começas uma frase com “tenho um pedido a fazer”, isso força-te a ser claro(a) naquilo que queres. Também dá a entender ao ouvinte que ele(a) deve prestar atenção, sem o medo ou a manipulação que pode ocorrer quando alguém diz “preciso disto agora” ou “podes-me fazer um favor”.

Em vez de dizer “estás outra vez atrasado(a)”, ou ser passivo-agressivo, girar os olhos ou olhar para o relógio e bater o pé enquanto o acusado chega ao escritório com 20 minutos de atraso, experimenta isto: pensa no que queres mesmo e como queres parecer como líder e gestor(a). Alinha os teus pensamentos, palavras e ações a essa imagem de ti. Agora estás pronto(a) para fazer o teu pedido.

“Pedro, tenho um pedido. Quando te contratei, disseste que podias trabalhar das 9 às 18. Nas últimas semanas tens chegado depois das 9h15. Eu peço-te que honres o teu compromisso de trabalho das 9 às 18”.

Aqui, estamos a tornar o Pedro responsável, de forma assertiva, para ele manter o compromisso que ele assumiu. Não há drama, culpa ou julgamento, apenas informação. Informação que permite ao Pedro fazer outro pedido ou contra-oferta, tal como “Eu tenho que levar os miúdos para a creche de manhã. Seria possível começar às 9h30 e sair às 18h30?”

Ao fazer um pedido, tens de estar preparado(a) para que seja recusado, ou que venha de lá uma contra oferta. Se não estás disposto(a) para aceitar um não como contra-oferta, então não faças um pedido.

Estabelece as tuas expetativas

Algumas vezes pensamos que comunicámos as nossas expetativas claramente para descobrir que não. Disseste mesmo à pessoa o que esperas dela? Ou andaste às voltas com o assunto?

Em vez de dizer “tu devias” ou “porque é que nunca fazes isto bem?”, experimenta isto: “Diana, avaliámos as especificações do cliente para este projeto. De ti, espero que trabalhes de forma consistente de acordo com os requisitos pedidos. Se isto acontecer de novo, vou ter de escrever um aviso para a gestão.”

No entanto, não sejas um(a) ditador(a). As tuas expetativas devem ser realistas e parte do trabalho. Verifica a descrição do projeto, especificações do pronto ou requisitos legais.

Mantém as tuas promessas

Se dizes que fazes alguma coisa, fá-lo. Se tens muitos compromissos e não consegues fazer tudo o que assumiste fazer, reconhece isso à pessoa a quem assumiste o compromisso. Fá-lo o mais depressa possível de quando estiveres ciente de que não consegues honrar o compromisso.

Uma maneira de fazer com que os outros mantenham as suas promessas para contigo é emular o teu comportamento. No entanto há alturas quando precisamos de responsabilizar as pessoas ao não seguir com os seus compromisso. “Rui, disseste que tinhas a análise pronta hoje. Estava a contar com isso para incluir essa informação na minha apresentação da próxima semana. O que aconteceu e quando é que a vais acabar?”

E aí está. Segue a fórmula do Feng Shui para a mente e comunicação clara, e terás os benefícios de uma paz de alma e claridade de pensamento, alinhando as tuas palavras com os teus pensamentos, e comportares-te de acordo com o que é consistente com os teus pensamentos e palavras. Estas são as chaves para uma comunicação sem desordem.

A arte do silêncio nas negociações

Muitas vezes, é mais aquilo que não dizemos, do que aquilo que dizemos. O silêncio é praticamente uma arte, pois poucos sabem ou estão confortáveis em usá-lo, mas aqueles que o sabem usar, e que o usam frequentemente, e taticamente, obtêm melhores resultados na vida e nos negócios do que aqueles(as) que não usam.

O silêncio é a ferramenta secreta dos negocioadores. Saber quando ouvir, não falar. Usar expressões faciais, não a voz, para estabelecer um ponto.

Eis cinco dicas para perfeccionar a arte do silêncio para te tornar um melhor negociador.

1. Escuta mais

Escutar não é uma coisa passiva. Por isso é que se chama “escuta ativa”.

É possível controlar a negociação ao ser um bom ouvinte. Quando escutamos, ganhamos a confiança dos outros. Quando as pessoas se sentem incentivadas para falar, elas dizem-nos as suas necessidades, desejos, sonhos, ou seja, dão-nos informação útil.

Quando escutamos verdadeiramente as pessoas, estamos a fazê-las sentirem-se importantes, especialmente se fizermos bom contacto visual ao escutar.

O problema é que a maioria de nós não escuta verdadeiramente quando os outros estão a falar. Não conseguimos estar em silêncio tempo suficiente para os ouvir verdadeiramente.

A tendência que temos, infelizmente, é esperar que a outra pessoa se cale para podermos saltar para aquilo que queremos falar. Devemos estar cientes deste facto, de que cada vez que falamos, estamos a perder potencial informação útil que poderíamos ter tido se estivéssemos a ouvir.

2. Estratégia dos 10 segundos.

O silência é desconfortável para a maioria das pessoas. Hoje em dia há cada vez mais barulho, mais coisas a puxar pela nossa atenção, desde os smartphones, à publicidade na rua, ou as conversas de café.

Estamos condicionados pelo barulho, não pelo silêncio.

Faz esta pequena experiência. Da próxima vez que estiveres a negociar com alguém, e eles dizem, “bem, esta é a minha oferta”, não digas nada durante 10 segundos.

10 segundos não é fácil. Mas não digas nada nesse tempo. Quase de certeza que a outra pessoa vai abrir a boca para dizer mais qualquer coisa, só para quebrar o silêncio, que poderá ser para tua vantagem.

Quanto te sentires comfortável com 10 segundos, experimenta 20. Será um silêncio devastador para a outra pessoa.

3. Coloca questões

Uma boa maneira de aprender o silêncio é ao colocar questões, outra arma secreta de bons negociadores.

A pessoa que coloca questões controla o fluxo da conversação. Embora possamos saber alguma informação sobre a pessoa que está a responder à nossa questão, é bom se já sabemos a resposta que ele vai dar (temos de fazer o nosso trabalho de casa de antemão).

Bons advogados já sabem a resposta antes de colocar a pergunta. Eles não colocam perguntas para as quais não sabem a resposta. Porque o objetivo não é saber a resposta, mas sim pôr a outra pessoa a falar, a verificar algum tipo de informação ou a sentir-se mais confortável em falar contigo, e a confiar em ti.

Imagina o cenário contrário. Alguém colocou-te uma questão. Quando alguém te coloca uma pergunta, não és obrigado(a) a responder. Experimenta ficar em silêncio. A pessoa que colocou a pergunta provavelmente começará a falar de novo.

Um bom negociador que não quer mesmo responder à pergunta pode dizer “antes de eu responder, diga-me porque pergunta isso”. Lança a batata quente para a outra pessoa. Lembra-te que não há nenhuma lei que te diz que tens de responder a perguntas que te foram colocadas.

4. Pausa mais entre frases

Pausar entre frases ajuda a respirar e a entregares a tua mensagem vocal de forma eficaz. Basta uma pausa de um ou dois segundos.

A pausa não só ajuda na respiração, mas também a estabelecer um ponto qualquer na conversa, e com que a outra pessoa perceba melhor a informação que estamos a comunicar.

Esta tática é usada pelos comediantes em stand-up. É a pausa nas piadas que permite à audiência percebê-las e terem mais impacto.

Aquelas pessoas que falam mais depressa têm de aprender a ser mais deliberados(as) e a praticar a arte da pausa entre frases para dar mais ênfase a elas.

Movimentos corporais e faciais

Alguns movimentos corporais como vacilar, encolher os ombros e sorrir são gestos feitos em silêncio, e no entanto, podem ter muito impacto numa negociação.

Vacilar é um movimento brusco dos ombros, que pode ser acompanhado ao fechar os olhos brevemente, como se alguém nos tivesse batido. Isto passa a ideia de que não gostámos do que ouvimos. Se tiveres vacilado, o que fazes? Bem, fica em silêncio. Espera que a outra pessoa fale, pratica o silêncio e pode ser que eles venham com uma contra-oferta melhor.

Encolher os ombros é um movimento que transmite a mensagem que não estamos interessados no que ouvimos. Mantém-te igualmente em silêncio, e para teres mais impacto, sorri. Um sorriso silencioso é misterioso e potente, e a outra pessoa fica sem saber o que estás a pensar.

Conclusão

Bons vendedores e negociadores sabem que aquilo que não dizes é por vezes mais eficaz do que aquilo que dizes, portanto usa estas cinco dicas da próxima vez que estiveres num ambiente de negociação, e descobre quão fácil é teres aquilo que queres se usares o silêncio corretamente.

3 dicas rápidas para marketing nas redes sociais

Se estás à procura de elevar a sua marca para outro patamar, saber usar bem as “social media” é vital. Mas colocar uns posts aqui e ali e rezar que algo aconteça não é estratégia nenhuma. Faz uso destas três estratégias que muitas empresas falham ao tentar promover a sua marca através das redes sociais.

1. As redes sociais não chegam
A tua empresa não pode ter uma boa presença online apenas a usar as redes sociais. Um website mobile-friendly, SEO (otimização motores busca), marketing de conteúdos e análise analíticos são componentes essenciais se queres ter sucesso no mundo digital.

Saber estender a mão e envolveres-te com o teu público-alvo requer cada um destes componentes, pois eles complementam-se uns aos outros. Além do mais, os social signals (sinais sociais), podem melhorar o posicionamento da tua marca nas pesquisas orgânicas dos motores de busca, enquanto que o marketing de conteúdos (content marketing) é igualmente importante para uma forte presença social.

2. Marketing nas redes sociais não é grátis
Quando as redes sociais apareceram em cena, eram bradadas aos ceús por serem uma ferramenta gratuita para comunicar a mensagem da tua marca, mas isso são águas passadas. Uma publicação (post) não-paga, no Facebook, agora atinge uns “espetaculares” 2% dos teus fãs.

Queres atingir mais pessoas, tens de pagar. Mas isto nem é de todo mau, pois as empresas podem usar esta técnica para segmentar os seus conteúdos para um público-alvo muito específico, podendo atingir milhares de pessoas qualificadas para o seu mercado ideal.

3. Não pode ser só sobre ti
Muitas empresas usam as plataformas sociais para se auto-promoverem. No entanto, as marcas de sucesso online descobriram que apresentar conteúdo de valor nas redes sociais não deve ser só sobre a marca, deve ter conteúdo sobre outros temas que não esteja virado para a venda do seu produto ou serviço.

Dar valor às pessoas é uma boa maneira de ganhar a confiança delas, o que é o objetivo das empresas e marketers. Esta abordagem aumenta as hipóteses de que as suas publicações sejam “liked” e partilhadas.

À medida que as redes sociais e o marketing digital continua a florescer, quem vai vencer neste jogo serão as marcas que criam e partilham conteúdo que tenha valor e utilizada para com o seu público-alvo, e que se apoie e sirva como complemento à tua estratégia de marketing.

Como saber se a minha ideia de negócio é viável?

Há ideias que têm grande sucesso logo ao princípio e outras que falham redondamente. Como saber se a ideia que tens irá funcionar?

ideia-negocios-viavel

Podes começar por fazer pesquisa de mercado. Não se começa um projeto e um negócio ao arriscar tudo o que tens para fazeres figas e esperar que tudo corra bem no final. Tem de haver mercado para os teus produtos e serviços, e tens de saber como é que o mercado vai responder ao que tens para oferecer.

Começar um negócio tem um custo e tens de estar preparado(a) para quanto tens de investir nele. Podes precisar de encontrar investidores, e para tal, tens de ter uma estimativa de rendimentos, números e cálculos que mostram que não estás a fazer as coisas em “cima do joelho”.

Ilustração de apresentação

Por muito espetacular que seja a tua ideia, ela não é o suficiente para montar o negócio e pô-lo a andar. Quando tu pensas numa ideia de negócios, deves certificar-te que ela tem potencial para expansão. Os teus clientes querem ver coisas inovadoras da tua parte, de forma consistente, e se não lhes apresentares isso, corres o risco de que eles vão para “outras bandas”.

Não é tanto a coisa de ser original, mas sim ser diferente. Aposto que muita gente já teve a ideia maravilhosa que tu pensas que só tu tiveste, mas são poucas as pessoas que agem nessas ideias. O que tens de fazer é trabalhar nela, com alma e dedicação, para que ela seja mesmo tua.

Estás disposto(a) a fazer o que é necessário para teres sucesso? A tua ideia pode ser viável, mas se não estás disposto a agir e investires nela a longo-prazo, mais vale nem começares.

Se precisares de começar com o pé direito com uma boa imagem, contacta-me que eu passo-te um contacto duma designer espetacular.

Conselho para quem está a começar um negócio

Encontra clientes pagadores antes de iniciar a atividade.

Ofereça o produto a pessoas que pensa que o poderão querer (o seu público-alvo) e perceba se estariam dispostos a pagar por isso em adiantado.

A maioria das ideias ou projetos estão destinadas a não funcionar à primeira tentativa, por isso é necessário experimentar e validar, validar, validar.

Como é que se valida?

Se não encontra clientes pagadores para o seu serviço ou produto então tem um problemas, mas tem também aqui uma boa hipótese de aprender o porquê da pessoa não comprar, e o que é que estariam dispostas a comprar.

É necessário ir lá para fora e e descobrir se as pessoas querem aquilo que temos. Não é necessário ter o produto na mão ou serviço definido, pelo menos não ainda. A promessa do produto é suficiente.

Se os potenciais clientes não gostam da ideia ou se eles gostam da ideia mas não eram capazes de pagar, então é necessário descobrir o que é que eles estão dispostos a comprar.

Antes de iniciar um negócio e criar um plano de negócios, e começar um website ou imprimir os seus cartões ou o seu logótipo, ou de desistir do seu emprego atual… por favor valida. Valida.

A maioria das pessoas começam um negócio ao contrário. Fazem tudo primeiro antes de fazer a coisa mais essencial, que é encontrar clientes pagadores.

Quando internalizares isto, irás ver pessoas que têm ideas e plano, mas zero clientes. Dependendo do negócio ou da ideia, há diferentes maneiras de encontrar os primeiros clientes. Fazer pesquisa, entrevistas, encontrar a dor do cliente, ou oferecer uma melhor versão dum produto ou serviço existente são boas formas de o fazer.

O que interessa é perceber isto, arranja clientes pagadores antes de tudo o resto.

Alguns exemplos da vida real seria começar uma pequena pousada ou casa de campo. Vende uma estadia e pergunta às pessoas para te enviarem um depósito de €15 a €30 em adiantado, antes de lhes reservares um quarto.

Ou ao iniciar um serviço, vasculha por fóruns e grupos para encontrar pessoas que precisam dos serviços que ofereces. Envias-lhes um email, telefona-lhes, envia-lhes mensagem por facebook, ou uns tweet e apresenta-lhes o serviço mas que eles têm de pagar primeiro (mesmo que faças um desconto.

Ou ao vender um produto, podes enviar um email para a tua família, amigos e colegas, o que faz o produto, como resolver os problemas deles e pede-lhes para pagarem €20 ou €30 em adiantado. Se estás a resolver um problema da vida real ou a preencher uma necessidade, eles irão pagar.

Robert Shoaks

Robert Shoaks is in his mid 30s. He acts as a independent consultant for corporations, but mostly to whoever can hire him. His job is to avoid heavy taxes, fines or loss of reputation to insurance or pharmaceutical companies sending him to investigate claims or cases that could get out of control.

He has been selling since he was 5 years old, with lemonade stands, and throughout all his life as a sales person. This has given him an edge in communication skills and the ability to persuade and influence people.

Robert can downplay or up play himself whenever needed. He can connect with people and get rapport with them, but sometimes chooses not to, but instead confront them in order to get what he wants, be it a confession if the person is guilty or obtain clues from innocent people that lead them to a resolution.

The reason he works as a problem solver for these companies is that he has lost his best friend due to a drug related incident covering up the secondary effects of the drug. This has made him use his skills to hunt down and expose this cover up, which has gained him notoriety, and he is now hired by the industry he formerly wanted to destroy.

As events unfold, he realizes the company he exposed is part of a bigger scheme, involving other players and corporations that are already doing the same with other drugs. Since he lacks proof, and actively exposing these people without proof would only make put them more on their guard, Robert decides to continue working as a consultant and hopefully getting more leads that will point him in the direction of exposing the persons responsible for making money at the cost of people’s lives.

Although he has a thick skin and is very acute to people, underneath he is afraid to emotionally connect with them, especially women, although he is successful on a physical level with them.

This is Robert Shoaks’ story.

This was an assignment for The Future of Storytelling course on Iversity.

Aquilo que o Dalai Lama ensinou ao Papa sobre o Twitter

Papa 16 e pássaro azul do Twitter
Papa Benedicto XVI no Twitter (@Pontifex)

O Papa Benedicto XVI tem estado “intrigado” e “satisfeito pela resposta à decisão dele de se juntar ao Twitter, disse o padre Irlandês Monsignor Paul Tighe, chefe da equipa de social media do pontificado. Os padres trabalharam juntamente com o Twitter para desenvolder uma estratégia para os tweets do papa, e tomaram nota de outros líderes religiosos no que toca a decidir como seguir outros utilizadores do Twitter.

“A escolha entre seguir ou não seguir foi parcialmente devida ao facto de termos notado que o Dalai Lama não seguia ninguém”, acrescenta o padre Tighe.

A conta do Papa Benedicto XVI no twitter tem a morada de @Pontifex ou @Pontifex_pt – é a partir daí que ele irá tweetar.

De seguida leia a entrevista com o padre Paul Tighe, o responsável por social media do Pontificado.

Entrevista oficial aos tweets do papa – com Monsignor Paul Tighe

Como é que o papa se sente acerca do primeiro tweet dele?

Eu acho que ele está tanto intrigado como satisfeito. Nós estivemos à espera das perguntas. Tivemos de selecionar perguntas e envolvê-lo à base daquelas questões. Eu gostava que tivéssemos as colocado todas em linha, mas cada tweet irá ser visto e aprovado pelo papa

Você anticipa tweets diários?

Inicialmente, acho que serão infrequentes mas regulares, provavelmente relacionados com aqueles moementos nos quais o Papa se dirige ao mundo. No Domingo, ele dará um discurso na Praça de São Pedro. Outro acontecimento dar-se-á na quarta-feira, e em preparação para isso, o Papa pode prestar alguma atenção à elaboração do tweet para que ele venha mesmo dele. Para uma fase de lançamento, ele irá responder diretamente a uma série de questões relacionadas com a fé.

A equipa do Twitter ajudou?

Eles sabem como ter um certo sentido de ajuda. Eles foram muito prestáveis, em especial a vice presidente para a inovação social, a Claire Diaz-Ortiz.

A possibilidade de ser hackeado poderá ser um medo?

Nós trabalhámos juntamente com o Twitter nisto. Eles já têm experiência ao terem trabalhado lado a lado com outras figuras públicas de renome a nívem mundial, e têm cosnseguido salvaguardar a conta deles a ter níveis apropriados de segurança, quer seja o Barack Obama ou o Dalai Lama. Nós sentimos que temos tão boa segurança quanto é possível ter nesta plataforma social.

Porque é que o Papa não segue ninguém?

Reparámos que o Dalai Lama não seguia ninguém. Como é que decidimos quem seguir e não seguir? Isso é uma das razões pela qual o Facebook, onde temos de conscientemente decidir quem é e quem não é um amigo, não seria o melhor meio social. Nós poderíamos ter seguido os cardinais e bispos mas e depois?

O Barack Obama segue mais de 600 000 pessoas

Talvez devamos falar sobre isto como uma boa prática para os líderes da Igreja a nível mundial.

Porquê agora?

Várias figuras de destaque, desde cardinais a bispos a crentes no geral, estão presentes no Twitter. De certa forma, a presença do papa é, ex post facto, um apoio ou encorajamento a eles. Temos uma série de pssoas que dizem, “Se o Papa vai para o Twitter, talvez seja altura para mim também”. Nós temos pensado de forma ativa nisto desde Janeiro, quando o Papa deu uma mensagem focada no silêncio a antecipar o Dia Mundial das Comunicações.

Silêncio

Silêncio é uma parte integral das comunicações. Se não és sliencioso, não estás a ouvir o outro. Ele acha que se usarmos estes meios sociais, nós podemos estar a ouvir. Social media dá-nos os meios para ouvir. Isto tem o potencial extraordinário de ajudar a saber como é que as pessoas interpretam a mensagem. O papa sente que os novos meios também podem ajudar a promover atitudes de silêncio e reflexão e ensinar meditação às pessoas. Ele também disse que é possível, usando frases curtas, para comunicar verdades importantes.

Como é que vocês conseguem dizer verdades restringindo-as a 140 caracteres?

É um desafio, mas é a essência dos ensinamentos da bíblia. No ano passado, dividimos a mensagem do Papa para a Quaresma em 40 tweets, ou 40 frases curtas. Fomos a um site que criámos quatro anos atrás chamado Pope2you.net e perguntámos se alguém queria ficar com isso. Cerca de 30 000 pessoas queriam ter um dos tweets do Papa nos dias da Quaresma.

Vi um vídeo na homepage para Advent, Gangnam Style

A Diocese de Sidney foi responsável por isso. É um bom website. Eles gastaram cerca de €2000 com isso. Na primeira semana tiveram 5 milhões de hits. Temos 25 pessoas a trabalhar a tempo inteiro na assembléia. A Igreja é uma comunidade de comunidades. Não é muito diferente duma network, ou rede social. Vejam o vídeo Advent. Nós gostámos. Pusemo-lo no nosso website e outras dioceses espalharam-no. Eu enviei-o para os meus sobrinhos na Irlanda e eles adoraram. Isso é o poder dos social media.

Eu sei. O Papa tem 610 000 seguidores sem ter feito um único tweet.

Não é tentar ter o máximo n.º de seguidores, mas existe um certo prazer em poder ver que os números de seguidores são elevados. Mas nós não estamos a competir com ninguém. Isto não é um jogo para ter seguidores para o Papa. É sobre ter novas maneiras de alcançar as pessoas que podem ser tocadas, encorajadas pelas palavras do Evangelho. Se eles são seguidores, eles são seguidores de Cristo.

Então o Twitter é um novo sítio para apregoar

É quase como o equivalente aos mercados antigos de onde Jesus interagia com as pessoas. É aí que temos de estar, com todas essas ambiguidades e dificuldades, porque é aí onde as pessoas estão.

Leia a notícia em http://www.businessweek.com/articles/2012-12-11/the-popes-social-media-guru-on-at-pontifexs-first-tweet