Como usares Anúncios Video Facebook para te destacares

Como usares Anúncios Video Facebook para te destacares

Chatbots

Atualizado: Outubro 2019


A publicidade online está a tornar-se uma força dominante no mercado do marketing digital.

Mobile is king, e o tempo de atenção diminui cada vez mais ao ponto que parecemos peixes de aquário.

Por isso precisamos de nos saber relacionar com o nosso público-alvo através de conteúdo visual, e “namorar” essas relações, e tudo no espaço de 2.8 segundos.

“Mobile is king”

Temos de perceber quão importante é o vídeo como media, e como condutor de conteúdo na web, já que plataformas como o Facebook e Instagram estão a modificar o seu algoritmo para dar mais força a anúncios de video, porque é esse o tipo de conteúdo que atrai mais engagement.

Foco no vídeo

Foco no vídeo é simplesmente o caminho natural que o Facebook e Instagram estão a seguir. Eles preferem conteúdo em vídeo.

Eles recompensam anunciantes ao tornar os anúncios mais baratos se estivermos a usar vídeo, por isso os anúncios em vídeo são uma pechincha.

Para o Facebook e Instagram, o engagement é importante, é a métrica que lhes diz o desempenho dum post ou anúncio.

Video nativo interacao portatil facebook
O video tem mais engagement do que outros tipos de posts

Isto anda à volta daquilo que o Mark Zuckerberg disse, que querem criar uma comunidade onde temos “meaningful discussion and conversation and it makes people’s lives better”.

A informação que o Facebook tem mostra que os vídeos têm tendência para criar um melhor relacionamento com o público-alvo, e regra geral, dá um melhor desempenho. É por isso que vale a pena focarmo-nos em vídeo.

Fatores para Engagement

“Engagement” (interação) em posts ou anúncios de vídeo, para o Facebook significa isto:

  • Likes
  • Comentários
  • Partilhas
  • Cliques
  • Duração de visualização do vídeo

Quando alguém passa uma boa quantidade de tempo a ver um vídeo, isso é considerado um bom indicador para o Facebook.

Facebook =/= YouTube

Temos de tomar em consideração a plataforma. O Facebook é bastante diferente do YouTube, já que no Facebook conteúdo curto funciona melhor.

Luvas de box vermelhas e azuis

Vídeos curtos, até 2 a 3 minutos. Isto é devido ao tempo de atenção das pessoas.

As pessoas não vão ao Facebook para ver vídeos de 10, 15, 20 minutos, porque a plataforma incentiva à distração. Por outro lado, no YouTube, as pessoas podem visualizar vídeos com maiores durações, especialmente tutoriais e how-tos.

Vídeos curtos

Começa com a tua proposição de valor.

Se começares o vídeo com “Olá, sou o João Alexandre e sou o fundador de blah blah blah” perdemos aí uns bons 10-20 segundos de palha, perdendo a atenção da pessoa.

O problema é que a atenção das pessoas no Facebook é de 2-3 segundos.

Vídeo Quest Nutrition como fazer

Eles estão a fazer scroll pela feed e param quando vêm alguma coisa interessante. Por isso se a introdução não for boa e rápida, eles continuam a fazer scroll.

Captar a atenção

Para captar a atenção das pessoas, podemos usar um padrão de interrupção, ou algum tipo de opinião controversa, que faz com que as pessoas prestem atenção e continuem a ver o vídeo, e eventualmente comentem e interajam com o post.

Um outro fator que resulta bem é dar um toque “casual” ao vídeo. Isto pode ser algo como agarrar no telefone e tirar uma selfie a gravar. Este tipo de conteúdo natural normalmente ultrapassa vídeos que parecem profissionais.

Rapariga abre encomenda
Videos mais “orgânicos” tendem a ter melhores resultados

A maioria das pessoas tem receio em criar vídeos para anúncios porque acham que não têm as ferramentas certas. Mas provavelmente elas irão ter melhor desempenho do que alguns vídeos que foram gravados profissionalmente.

Após a introdução

Temos a nossa introdução de 2-3 segundos, para incentivar as pessoas a continuar a ver, e depois uma frase ou duas a dizer quem somos ou provar credibilidade ou autoridade.

Por exemplo, eu poderia dizer “Os anúncios Facebook não morreram. Se os teus anúncios estão a fracassar é porque não estás a usar vídeo. Isto é um tema sobre o qual escrevi no Dinheiro Vivo no mês passado, e é algo que quero partilhar contigo”.

Rapariga com fones
Temos 2 a 3 segundos para captar a atenção da pessoa

Isto é bom porque, duma forma casual, criamos autoridade, porque nem todos podem escrever para a revista XPTO. Nota: eu não escrevi nenhum conteúdo para o website de Dinheiro Vivo.

E se eles não têm o som ligado?

Isto pode ser um pouco óbvio, mas é importante mencionar à mesma: coloca legendas nos vídeos.

Podes usar uma ferramenta com o rev.com, um serviço com pessoas que criam a transcrição do vídeo por ti $1 por 1 minutos, se o idioma for Inglês. Para idiomas estrangeiros fica mais caro, $3-7 dólares, e da última vez que verifiquei, não suportavam a língua Portuguesa. É uma pena. Mas fica aí a dica.

Ou experimenta o TalkTyper, que reconhece Português. O resultado não é fantástico, mas após falares, podes editar o texto para corrigir aquilo que a máquina não reconheceu bem. Por exemplo, eu disse uma frase que continha “eles criaram os anúncios”, e website reconheceu como “eles queriam os anúncios”.

DICA NINJA

Esta dica vai-te dar bons resultados. No próprio vídeo, coloca uma barra no topo com algum texto. Se estás a falar dum tema controverso ou polarizante, colocar esse tema como texto em cima do vídeo é bastante eficaz para captar à atenção das pessoas.

Exemplo de letterbox
Colocar texto em cima e legendas abaixo aumenta visualização do vídeo

Sabendo que temos 2.8 segundos para captar a atenção, se eles tiverem o som desligado, o vídeo e o tema podem ser muitos bons, mas eles não ouvem o que está a ser dito.

Além do mais, mesmo que eles tenham o som ligado, é provável que percam metade da introdução. Por isso, ao colocar texto no topo, vais aumentar a visualização média do vídeo.

Call to action

A Google fez vários estudos, e um deles mostra que as pessoas precisavam de 7 pontos de contacto de marketing antes que alguém tomasse uma decisão de compra. Agora estamos mais perto das 22.

Com vídeos, podemos fazer vários com o objetivo de campanha de Visualização de vídeos, e com um público-alvo vasto, cujo propósito é dar valor através de conteúdo. Vídeos de 1-2 minutos, para criar públicos de quem viu aqueles vídeos para fazer retargeting mais tarde.

Ilustração de homem numa TV
Devemos incentivar as pessoas à ação (ex.: clique aqui)

Estamos a fazer isto para trazer novas pessoas para o nosso mundo, que nos comecem a conhecer, para lhes dar valor e gerar confiança.

No final dos vídeos, incentivo as pessoas com uma call-to-action suave. Por exemplo, se deres 2 minutos de valor e no final dizes algo como “Já agora, tenho um artigo neste tema que tem tudo o que estivemos aqui a falar”, algo suave e não intrusivo.

Depois, quando queremos leads, e estamos a tentar que as pessoas se inscrevam na lista de email, se juntem ao nosso webinar ou Facebook Live, podemos fazer retargeting de todas essas pessoas que visualizaram os nossos vídeos.

Estes anúncios de vídeo de retargeting são mais curtos, até 1 minuto no máximo, têm uma call-to-action mais longa, onde passamos pelo menos 10 segundos das vantagens de se juntarem à nossa lista de email, inscrever-se no webinar, seja o que for.

Cartoes de credito
Incentivar pessoas à ação, porque não somos uma Caridade 🙂

Alguns marketers dizem para não colocar uma call-to-action nos primeiros vídeos (aqueles que não são de retargeting), porque devemos apenas “aquecer” as pessoas à nossa marca.

Mas eu discordo. Se estás a pagar dinheiro para colocar anúncios à frente das pessoas, e elas gostam do teu conteúdo, haverá sempre uma percentagem dessas pessoas que querem saber mais e receber mais conteúdo teu. Por isso é uma boa ideia ter algo que possas dar ou sugerir à pessoa.

Há pessoas que não estarão preparadas para tomar o próximo passo. Mas aqueles que estão, porquê esperarem para lhes fazer retargeting para a semana, quando podemos dar-lhes a oportunidade de nos seguirem agora. Dá-lhes algo ao princípio.

Público, audiências

Aconselho que o targeting seja o mesmo público que tem funcionado melhor nos últimos tempos para ti. Estamos a identificar o nosso público-alvo, o nosso cliente perfeito, e queremos ir atrás desse potencial cliente quando possível.

Funil marketing simples

Não queremos que o nosso funil termine num beco sem saída, em que mostramos os nossos vídeos para um público específico, porque quando os queremos converter mais tarde em leads, eles são o grupo errado de pessoas.

Se o meu cliente tem uma grande base de dados, começamos com um Público semelhante cuja fonte é essa base de dados, experimentando com 3% a 5% com esses anúncios de vídeo iniciais.

Estamos a lançar uma rede grande ao mar, usando esses vídeos e o conteúdo neles para filtrar as pessoas e trazer aquelas mais interessadas.

Boneco a sair duma loja
Queremos atrair qualidade, não necessariamente quantidade

Isto pode resultar num público de 100k a 1 milhão, e devido ao conteúdo que estamos a criar, apenas as pessoas mesmo interessadas é que vão visualizar 50-75% desses vídeos, e são essas mesmo às quais vamos fazer retargeting.

Não fazemos apenas Públicos semelhantes, também experimentamos com segmentação por interesses, quando faz sentido. Penso que a maioria dos anunciantes aconchega-se a um canto em que começam a fazer as mesmas coisas, tais como criar Públicos semelhantes da lista de email, dos visitantes do site, e esquecem-se da segmentação por interesses. Ainda é um canal viável que pode dar bons resultados a longo prazo.

Os interesses

O processo que sigo é ordenar os públicos por categorias.

Pensamos qual o tipo de influencer que existe neste mercado, que ferramentas usam, que websites visitam, a que eventos vão. Depois tomamos nota destes grupos numa Google Sheet, para depois começar a pesquisar e encontrar públicos-alvo para cada categoria.

Por exemplo, para um consultor que treina as pessoas para falar em público, eu iria encontrar todos os influencers relevantes neste mercado de “falar em público”.

Microfone e orador desfocado
Cada audiência tem os seus influencers e ferramentas específicas

Estas são pessoas de influência que ensinam a falar em público, ou pessoas que falem frequentemente sobre este tema, que ferramentas usam. Quem fala frequentemente em público tem um conjunto de ferramentas que outras pessoas de outras áreas não têm. Por isso, descobrimos o tipo de ferramentas e influenciadores que podemos usar nas nossas campanhas.

Eis mais um exemplo…

Queremos alcançar pessoas no mercado do Golfe. Podíamos segmentar com base no Tiger Woods. Isso é provavelmente a primeira coisa que nos vem à cabeça.

Mas há um problema com isso.

O problema é que o Tiger Woods é “demasiado” conhecido, ele também tem fãs fora do desporto do golfe, ou seja, é uma celebridade genérica. Por isso, corremos o risco que muitas pessoas que gostam do Tiger Woods não querem saber de golfe. O mesmo se aplica a outros segmentos de mercado.

Tiger Woods com taça
Tiger Woods é demasiado genérico: não-fãs de golfe podem gostar dele

Para este cliente que é coach de falar em público, queremos encontrar influencers, ferramentas e websites relevantes apenas para este mercado.

Quando estivermos a pesquisar públicos para este cliente, podem aparecer pessoas como o Gary Vaynerchuck, ele fala muito em público. Mas nós não queremos segmentar com base no Gary Vee, porque muitas pessoas podem gostar de ouvi-lo, mas não para aprender a como se tornar um orador público. Há aqui uma distinção clara.

Podemos ir um passo além, e fazer pesquisa adicional com o Facebook Insights, Google, e Amazon. A Amazon é um bom sítio para encontrar audiências porque as pessoas pesquisam por livros num tema, e podemos ver quem lê os livros, sendo eles normalmente influencers naquele mercado. Às vezes é uma boa ideia segmentar para pessoas que estão interessadas em certos livros.

Website

Investigamos a web à procura de alguns sites num certo segmento de mercado em que estejamos interessados, e depois vamos à Similarweb.

Screenshot site SimilarWeb
SimilarWeb encontra sites semelhantes ao original

Coloca lá o website e irá mostrar uma lista de websites semelhantes a esse. Com isto, podemos reunir uma grande lista de sites aos quais iremos procurar por influencers e audiência, e agrupá-los. Se tivermos 500k num público, podemos ir agora segmentar para eles.

A razão pela qual os organizamos em grupos é porque nos dá a capacidade de poder juntá-los todos se quisermos. Assim é mais fácil chegar a um tamanho de público de 500k ou 1 milhão.

Ao ter isto organizado em grupos de influencers e ferramentas nas diferentes categorias, posso criar um conjunto de anúncios e definir algum interesse da categoria dos influencers. Quando chego ao 1 milhão, paro e crio um novo conjunto de anúncios e usa outros públicos ou combinações.

Por exemplo, posso misturar influencers e ferramentas, ou ferramentas e eventos.

Quando noto que um conjunto de anúncios segmentado de acordo com interesses grandes (100k ou mais), vou separar esses para os seus próprios conjuntos de anúncios, e ter um interesse num conjunto de anúncios se por si só ele tiver 100k ou mais.

Pessoas e telemovel Facebook
Experimentar com diferentes combinações de público e criativos

Quero saber daqueles 4 ou 5 públicos que estou a testar qual é o melhor, para que depois segmentar de forma mais específica nesse.

Com públicos grandes, é mais fácil “escalar”, ou seja, aumentar o orçamento – se as coisas estiverem a correr bem – para dar mais margem de manobra ao Facebook e alcançar pessoas com maior probabilidade de tomarem aquela ação que queremos (ver vídeo, converter-se em lead ou comprar).

Estás a usar anúncios de vídeo na tua estratégia de marketing? Partilha comigo nos comentários em baixo.


Ao teu sucesso,
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João Alexandre
Estratega Digital

Marketing Digital sem espinhas

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