IGTV: ferramentas para edição vídeo vertical

IGTV significa Instagram TV, uma funcionalidade dentro do Instagram em que os utilizadores podem mostrar videos pré-gravados e visualizarem vídeos de outras contas.

Mas o IGTV não apenas uma versão pré-gravada dum Instagram Live. Se quer captar e manter a atenção dos espetadores, precisa de editar bem os seus vídeos.

“Ó João, mas isso é chato, editar requer conhecimentos técnicos”.

Sim, pode ser chato, mas não é difícil, porque vou mostrar-lhe algumas (das mais simples) ferramentas edição de vídeo vertical que pode usar no seu telefone.

Mas porquê editar

“Não posso fazer simplesmente um vídeo e carregá-lo para o IGTV?”

Pode. Só tem de tocar no botão e começar a gravar.

Ou pode fazer um vídeo em direto, e como é em direto as pessoas desculpam erros que possam acontecer. É fácil interagir com as pessoas com vídeos em direto porque elas sentem-se como parte daquela emissão e continuam a ver.

Só que o IGTV é diferente.

O IGTV é uma versão do YouTube, mas para o Instagram. Não deve fazer o mesmo que faz num vídeo em direto, precisa ser criativo(a) se quer que as pessoas continuem a visualizar o seu vídeo. Remova erros e outros problemas para ter um vídeo de qualidade.

É aqui que a edição de vídeo ajuda.

O olho humano

O olho humano foca aquilo em que está mais interessado. Mas para isso é necessário que hajam diferentes planos para que o vídeo capte mais à atenção da pessoa.

É por essa razão que alguns filmes e séries de TV deslocam a câmara propositamente numa cena para que o olho não fique “aborrecido” e para manter a cena fresca, podendo até encontrar outro foco de interesse.

Nós não reparamos nestes movimentos do olho, mas temos sempre uma noção do que está à nossa volta. Enquanto eu escrevo estas palavras, estou ciente que estou a olhar para o ecrã, mas também estou ciente dos meus dedos a escrever, e do que está ao lado do monitor.

Os seus espetadores não estão habituados a ver tudo duma vez. Por isso, para manter os vídeos e as cenas interessantes, deve editar os seus vídeos pré-gravados.

As melhores apps de edição de vídeo vertical?

Serão estas as melhores ferramentas para editar os seus vídeos verticais?

Se não forem, escreva nos comentários se usa alguma destas ou se usa outra que considera melhor.

Algumas destas ferramentas estão disponíveis para iOS e Android, outras só para iOS e outras só para Android.

Elas estão numeradas, mas sem nenhuma ordem de importância.


1. Cute Cut

A Cute Cut é uma app um pouco mais fácil de usar, disponível para iPhone e Android.

O que esta app faz:

  • Adicionar vários clips a um vídeo
  • Cortar cada clip
  • Adicionar filtros e otimizar o vídeo
  • Aumentar a rapidez ou abrandar clip, ou o vídeo inteiro
  • Rodar ou virar em espelho o seu vídeo
  • Adicionar texto

Quanto custa: Cute Cut é gratuito de usar mas tem de pagar para remover a marca de água ou para comprar mais packs de stickers.

Download: Android e iOS (iPhone e Mac)


2. Inshot

Semelhante ao Cute Cut, esta é uma app de edição de vídeo para iPhone e Android.

O que esta app faz:

  • Adicionar vários clips a um vídeo
  • Cortar cada clip
  • Adicionar efeitos e filtros
  • Aumentar a rapidez ou abrandar clip, ou o vídeo inteiro
  • Rodar ou virar em espelho o seu vídeo
  • Adicionar stickers
  • Adicionar texto

Quanto custa: InShot é gratuito de usar mas tem de pagar para remover a marca de água ou para comprar mais packs de stickers.

Download: Android, iPhone.


3. VidLab

Esta app de edição de vídeo está disponível apenas para iPhone. Pode adicionar efeitos interessantes como neve ou fumo e tem também uma opção para montar vários vídeos num só.

O que esta app faz:

  • Adicionar vários clips a um vídeo
  • Cortar cada clip
  • Adicionar efeitos
  • Adicionar stickers de emojis
  • Adicionar texto
  • Criar montagens

Quanto custa: VidLab é gratuito de usar mas tem de pagar para remover a marca de água e ter acesso a temas premium.

Download: iPhone


4. eZy Watermark Vídeo

Tecnicamente esta app não faz edição de vídeo, mas pode usá-la para colocar rapidamente um logótipo nos seus vídeos verticais.Está disponível para Android e iPhone.

O que esta app faz:

  • Adicionar fotos sobrepostas aos seus vídeos (ex.: logotipo)
  • Criar uma assinatura para adicionar aos seus vídeos como marca de água
  • Guardar as suas marcas de água para poder usá-las quando quiser

Quanto custa: ezY Watermark Vídeo custa €2.09 para Android e $2.99 para iOS.

Download: Android e iPhone


5. Animatron Wave

Esta app é usada através do website deles, não é descarregável.

O que esta app faz:

  • Começar de raiz ou usar template para o seu vídeo
  • Criar vídeo em diferentes formatos (horizontal, vertical, quadrado) ao mesmo tempo

Quanto custa: $39/mês no plano mais barato e se pago anualmente.

Website: Android e iPhone


6. iMovie (para iPhone)

O iMovie é uma app para iOS. Ao editar um vídeo vertical ele fica num formato 16 x 9, um formato horizontal, em vez de vertical, que é o 9 x 16 do IGTV. Mas desde que o vídeo vertical fique no meio do canvas só aparece a parte vertical quando carregado para o IGTV (ou seja, fica vídeo vertical).

O que esta app faz:

  • Cortar partes do clip
  • Fazer transições (ex.: fade) entre clips
  • Adicionar som (ex.: a sua voz) ao vídeo
  • Adicionar música gratuita ao vídeo sem problemas de copyright
  • Adicionar efeitos de som
  • Adicionar overlays (ex.: sobrepor um vídeo)

Quanto custa: gratuito.

Download: não é necessário, vem com o seu iPhone.


Que apps usa para editar os seus vídeos?

Estas são provavelmente as melhores apps e ferramentas de edição para os seus vídeos no IGTV.

Mas estou disposto a aprender e que me corrija se tiver melhores recomendações.

Que apps usa para editar os seus vídeos verticais? Escreva nos comentários se usar alguma destas ferramentas ou se usa outra.


Que tamanho deve ter o meu público?

Qual o tamanho que deve ter um público Facebook?

A menos que seja um negócio local ou tenha um nicho muito específico, deve ter um público de 500 000 a 1 000 000 pessoas, ou pelo menos 100 000.

Público guardado facebook

Isto é uma recomendação diferente que eu dava anteriormente que sugeria 50 000 a 250 000 pessoas. Mas 1 000 000 é que recomendo agora.

A razão pela qual queremos muitas pessoas no Público é porque o algoritmo está cada mais esperto, e quanto mais informação lhe dermos, melhores resultados vamos ter.

Ao criar públicos frios, coloque um interesse por conjunto de anúncios. Se o tamanho do público não for grande o suficiente, poderá ter de colocar mais alguns interesses no conjunto de anúncios para aumentar o tamanho do público.

Se fizer isso, esses interesses têm que ser parecidos entre si. Por exemplo, se usar interesse de pessoas que gostam de carros, não vou juntar isso ao interesse de pessoas que gostam de golfe. Vou juntar carros ao interesse de motas.

Público guardado no Facebook

Para públicos mornos, como é o caso da sua lista de email, visitantes do site, etc., é provável que não consiga chegar aos 1 000 000 de pessoas, o que é normal. Combine todos os públicos mornos que conseguir num conjunto de anúncios para aumentar o tamanho do público.

Públicos mornos

Combine interesses parecidos nos mesmos conjuntos de anúncios e crie vários conjuntos de anúncios. Assim vai conseguir saber quais os públicos que lhe estão a dar melhores resultados, e pode agora combinar os melhores num único conjunto de anúncios para aumentar o tamanho do público.

Note que com públicos personalizados você não consegue ver o tamanho do público, à exceção de Públicos Guardados, que são os públicos definidos com base em interesses, demográficos etc. Mas atenção que se nesse público guardado excluir um público personalizado, deixa de mostrar o tamanho do público também nestes públicos guardados.

Público guardado no Facebook com personalizado

Por exemplo, se eu criar um público guardado com interesse em carros, e quiser excluir pessoas da minha lista de email (que é um público personalizado), o Facebook não mostra o tamanho do público. Mas se eu não usar o público personalizado, o Facebook mostra o tamanho.

Então o que fazer se quisermos mesmo, mesmo saber o tamanho do público nestas condições?

Crie primeiro o seu público com base em interesses antes de incluir ou excluir qualquer tipo de público personalizado. No nosso caso iríamos definir o interesse de carros e outros que quisermos definir, tais como sexo, idade, por aí fora. Quando estiver satisfeito, vou ver qual o tamanho do público (de preferência grande).

Depois coloco a inclusão ou exclusão do meu público personalizado. O Facebook deixa de mostrar o tamanho do público, mas não faz mal porque já vimos qual era o tamanho dele antes de adicionar o público personalizado à mistura.

Público guardado gosta de carros

Como usar as Listas do Facebook em posts

As mudanças no algoritmo do Facebook têm prejudicado várias páginas na rede social, o que leva ao descontentamento e frustração de algumas empresas.

Ainda assim o Facebook tenta continuamente proporcionar uma boa experiência aos utilizadores e páginas ao acrescentar novas funcionalidades ao longo do tempo.

Uma dessas funcionalidades são as listas.

As listas funcionam em Páginas e Perfis pessoais.

Como criar uma lista no Facebook

Passo 1: abra o site do Facebook ou a app e clique na caixa onde escreve os seus posts.

Passo 2: Clique no ícone das “reticências” para ver todas as opções e selecione Listas.

Passo 3: Aparecem vários templates de listas. Selecione o que seja mais apropriado para si (eu selecionei “frases que me inspiraram”).

Passo 4: Depois vai escrever os itens da lista. Escreva o primeiro item e clique em Adiciona outro item para escrever mais. Pode mudar a cor de fundo (azul é o prédefinido) e em vez de números ter bullet points nos itens da lista.

Passo 5: Quando estiver pronta, clique em Publicar para postar a sua lista.

Como criar uma lista à sua medida

Nos cinco passos anteriores, usámos um dos modelos que o Facebook tem. Mas podemos criar listas com títulos personalizados.

Para isso, selecione Lista mas desta vez selecione “Cria uma lista com um título à tua escolha” ou se estiver na app móvel, selecione “Criar nova”.

Aqui pode escrever o título da lista e adicionar itens à sua lista. Até pode colocar emojis se quiser e também pode mudar a cor de fundo. Depois é só publicar.

Formato da lista: números, bullet points

Por defeito, as listas do Facebook são ordenadas por números, mas você pode selecionar para um formato não ordenado com os pontinhos pretos, também chamados de bullet points.

Ao criar a lista, clique num dos dois formatos possíveis: números ou bullet points. Pode mudar para um ou para o outro como quiser.

Mudar cor de fundo da lista

Também pode mudar a cor de fundo da lista à semelhança de quando publica um post.

Não pode carregar uma imagem de fundo, o que seria interessante para personalizar mais a lista.

Para mudar a cor de fundo, selecione uma das bolinhas de cor por baixo da lista. Existem 7 cores que pode escolher.

Remover item da lista

Remover um item da lista é fácil. Só tem de clicar no X para apagar esse item, e se quiser acrescentar mais é só clicar em Adicionar outro item.

Remover lista

Se não gostar da lista pode eliminá-la ao selecionar Remover listas. Aparece uma janela de confirmação se quer mesmo apagar a lista. Selecione confirmar para apagar.

Atenção que remover a lista elimina todos os itens.

Resultado

Ao clicar em Publicar, a sua lista aparece na sua feed de notícias.

Após publicar a lista, não a pode editar mais. Não pode mudar a cor de fundo, o título nem os itens.

Listas e sondagens: qual a diferença?

As listas do Facebook são estáticas, o que significa que as pessoas não podem interagir com os itens da lista. Podem fazer gosto e comentar, mas não interagir com os itens.

As sondagens do Facebook permitem colocar itens numa lista para as pessoas votarem. Mas o número de itens duma sondagem é limitado, só pode criar duas opções. Nas listas pode criar vários itens.

Também não pode colocar um título para a sondagem, mas na lista pode.

Por outro lado, pode adicionar imagens (incluindo GIF) em qualquer item duma sondagem, enquanto nas listas só pode mudar a cor de fundo.

Experimente

Agora sabe como criar listas no Facebook. Pode criá-las para publicar na sua conta pessoal ou em qualquer página que administre.

Como está a pensar usar as listas? Para fazer uma lista de sítios a viajar, ou talvez as coisas que tem de fazer antes de ter 60 anos? :=)

8 dicas rápidas para um bom Lead Magnet

O dinheiro está na lista.

O problema é que muitos marketers e empresas não sabem captar contactos – corretamente – para crescer a sua lista de email.

E quando o fazem, é duma maneira que não converte as leads em vendas. Mas neste artigo vai saber 8 dicas rápidas para que o seu lead magnet resulte em mais leads e mais vendas.

O que é um lead magnet

Um lead magnet é um incentivo para captar os dados das pessoas na sua landing page.

É o ponto de entrada das pessoas no seu funil de marketing, é um “suborno”, um freebie que oferece ao potencial cliente em troca do email da pessoa. É captar contactos consentidos para a sua lista de email.

Um lead magnet pode vir em várias formas:

  • um ebook
  • uma checklist
  • uma cheatsheet
  • um minicurso
  • um vídeo ou vídeos
  • um desconto ou cupão
  • um quizz
  • um trial gratuito
  • entre outros

O problema é que a maioria dos empreendedores ficam paralisados a pensar em que formato vão criar o seu lead magnet e como o enviar ao potencial cliente. Em vez disso, deviam estar focados naquilo que torna uma oferta apelativa que prende a sua audiência e os incentiva a juntarem-se à sua lista de email.

Pense assim: a sua audiência tem um problema, e eles querem resolver esse problema. Não interesse se a solução é apresentada num ebook, ou numa checklist, ou seja o que for.

Independentemente da forma como vai criar e enviar o seu conteúdo, se aplicar estes 8 princípios nos seus lead magnets, não estará apenas a criar uma lista… estará a criar um exército de potenciais clientes altamente qualificados e com vontade de comprar o seu produto ou serviço.

Então vamos lá às dicas.

1. Seja super específico(a)

Ao criar um lead magnet, tem de ser específico de forma a mostrar à sua audiência exatamente aquilo que eles vão obter do seu freebie.

Não há nada de excitante numa promessa vaga… seja claro sobre o benefício que a pessoa vai ter ao inscrever-se para obter o seu conteúdo gratuito.

Muito disto vai depender do seu título. O seu título é bom ou mau?

Eis alguns exemplos de títulos maus para lead magnets…

  • O programa de perda de peso de 7 dias
  • Como comprar casa
  • E o pior de todos, “Inscreva-se na newsletter”

Agora, eis alguns exemplos de títulos bons para lead magnets…

  • Vídeo revela como perder 3kgs em uma semana, sem passar forme ou ter de se matar no ginásio
  • Guia gratuito: O único conselho que precisa para fazer a melhor compra do seu próximo imóvel
  • Cheatsheet: Os 2 tipos de anúncios no Facebook que precisa fazer para ter sucesso no seu negócio

Veja os três pontos anteriores da lista acima: não há qualquer dúvida daquilo que vai obter ao ler o título pois não? Sabe o tipo de conteúdo que o lead magnet tem, e o que irá aprender.

É assim que o título para o seu lead magnet deve ser… específico e claro “o algodão não engana”.

2. Faça apenas uma promessa

Um bom lead magnet tem uma solução para um problema. Não tem várias mini-soluções. Você pode não resolver o problema da pessoa num PDF de 3 páginas ou num vídeo de 10 minutos, mas pode dar-lhes uma ajuda para ir ao encontro da solução.

Por exemplo, um especialista em chatbots pode oferecer um vídeo rápido que mostra como criar um bot do Messenger em 15 minutos.

Ele não promete que irá ter muitas leads e clientes (embora seja esse o objetivo da pessoa), mas ao prometer apenas uma coisa, é mais fácil ter interesse na oferta e que aquilo é possível.

Faça uma promessa, não várias.

3. Cumpra o que prometeu

O seu lead magnet deve ajudar as pessoas a ir ao encontro da solução desejada. Mesmo que não seja a solução completa, pelo menos que ajude a estar mais próximo do objetivo final.

No exemplo anterior, o especialista em chatbots sabe que alguém que tem interesse em criar bots pode estar interessado em aprender mais.

Porque é com os bots do Messenger, sabe que pode captar subscritores e até saber o endereço de email deles, vender-lhes algo pelo Messenger, etc.

Não interessa agradar a todos, apenas aos que interessam.

4. Satisfação instantânea

Estamos cada vez mais como os animais. O meu cão Max não pensa no futuro, prefere um biscoito agora do que depois.

As pessoas querem aquilo que elas querem, e querem-no agora.

Enviar uma lição por email durante um determinado n.º de dia, ou newsletters, são exemplos de lead magnets em que a satisfação é atrasada.

Com lead magnets rápidos, você pode dar aquele momento “Eureka” ou “a-ha” à pessoa instantaneamente.

Um exemplo disso é algo que possa ser consumido rapidamente, como este vídeo de 2 minutos que mostra como fazer screencasts gratuitamente.

5. Namore o potencial cliente

O lead magnet é o ponto de entrada do potencial cliente no seu funil de marketing (espero que você tenha um funil…). Como isto pode ser a primeira vez que um novo subscritor está interessado em si, a primeira impressão conta… assim como a segunda… e a terceira.

No mundo “real”, não temos uma segunda hipótese de passar uma boa impressão às pessoas. Será que a sua oferta mostra ao potencial cliente que você é um(a) expert e incentiva a querem saber mais?

Um bom lead magnet ajuda o potencial cliente a avançar ao longo do funil, e mostra que você (ou o seu produto) é a pessoa certa para os ajudar com este problema que têm.

No exemplo do especialista em chabots, aquele vídeo mostra como criar um bot do Messenger em menos de 15 minutos. A pessoa fica tão impressionada com este conteúdo gratuito que acaba por comprar o curso dele.

6. Dê perceção de valor

Só porque está a dar alguma coisa gratuitamente, não significa que essa coisa não possa ter um bom aspeto.

Invista num designer para a capa do seu próximo ebook, ou para criar o design da sua checklist, cábula, e criar uma boa landing page para captar as leads.

A imagem que você passa às pessoas conta. Se quer cobrar-se bem dos serviços e produtos, então tem de transmitir uma boa imagem.

Se o design gráfico e web design não é a sua área, não invente. Ao querer fazer tudo por si ou contratar alguém baratinho vai-lhe dar um aspeto de amador(a).

7. Dê valor no interior e exterior

Se o seu ebook tem um design fantástico ou o seu vídeo foi editado de forma profissional, mas só tem é palha… então não presta.

O seu lead magnet deve cumprir o que promete, e dar valor no conteúdo que proporciona à pessoa, para que ela possa estar mais próxima de encontrar a solução para o problema.

Após consumir o seu conteúdo, a pessoa deve pensar assim “espetáculo, se isto é GRATUITO, só posso imaginar como será o conteúdo pago deste tipo”.

Dê tanto valor no seu conteúdo gratuito que a sua audiência não conseguirá resistir aos seus produtos ou serviços pagos quando lhes proporcionar a oportunidade para comprar. É assim que se geram boas leads e clientes.

8. Rápido e eficaz

Outro erro que os empreendedores e empresas fazem é pensar que um lead magnet tem de ser um conteúdo extenso, como por exemplo vários vídeos ou um ebook de 50 páginas. Se fizer isso, pode até resultar em menos vendas.

Suponha que o António tem um ebook de 90 páginas e fala sobre “3 Dicas para ter um emprego de sonho”. A maioria das pessoas chega à página 4 até tocar a próxima notificação do Messenger ou o gato vier distrair. Alguns até poderão voltar a ler de onde estavam, mas a maioria não se vai dar ao trabalho de ler o ebook do António.

Por outro lado, a Andreia criou uma checklist de 1 página sobre “3 Coisas que pode fazer hoje para ter um emprego de sonho” e tem lá dicas que ainda não tinha pensado fazer.

As pessoas adoraram este tipo de conteúdo rápido, especialmente se lhes der um momento “Eureka”, em que conseguiram consumir o conteúdo da checklist da Andreia em menos de 5 minutos. Mais tarde ela pode tentar vender o ebook dela de 90 páginas que expande o tema de encontrar um bom emprego (mesmo n.º páginas que o do António, mas o dela é pago).

É uma pena para o António, porque ele agora tem de passar algumas semanas adicionais a escrever um ebook ainda maior para tentar vender à audiência dele, o que atrasa a capacidade dele de ganhar dinheiro com isto.

Não seja como o António.

Sumário

  1. Seja específico
  2. Faça apenas uma promessa
  3. Cumpra o que prometeu
  4. Satisfação instantânea
  5. Namore o potencial cliente
  6. Dê perceção de valor
  7. Dê valor por fora e por dentro
  8. Rápido e eficaz

Se seguir estas dicas, vai captar leads fácil e rapidamente.

Não interessa o formato do seu lead magnet (checklist, vídeo, outro). Escolha o formato que mais se adequa à sua audiência e que lhe permita vender o seu produto ou serviço o mais rápida e eficazmente possível.

10 mitos Instagram

Mito #1

O Instagram não é eficaz para empresas de serviços
Empresas de produtos não são as únicas que podem beneficiar do Instagram. Uma empresa de serviços pode atrair interesse ao publicar freebies, testemunhos e outro conteúdo de valor. Isto melhora credibilidade e gera confiança na marca.
➖➖➖➖➖➖

Mito #2

Só se devem usar fotos profissionais
É comum pensar que fotos com qualidade profissional são aquelas que se deviam usar no Instagram. No entanto, milhares de empresas obtiveram sucesso apenas com fotos do telemóvel, e quando necessário, editam as imagens com apps (ColorStory, PicTapGo).
➖➖➖➖➖➖

Mito #3

Siga outros para ser seguido(a)
Nem todos os utilizadores devolvem o favor de seguir empresas de volta, ou simplesmente ignoram-nas porque não têm interesse nelas. Uma melhor forma de crescer a sua audiência é criar conteúdo útil e apelativo.
➖➖➖➖➖➖

Mito #4

Não preciso duma estratégia para o Instagram
Uma empresa sem uma estratégia de marketing vai falhar redondamente no mercado. Uma estratégia garante que tem um plano de ação pronto para ultrapassar obstáculos que possa encontrar. Experimente várias estratégias para perceber qual a melhor.
➖➖➖➖➖➖

Mito #5

Os resultados de marketing não são mensuráveis
Ferramentas como Iconosquare, Websta e Crowdfire são apenas alguns exemplos de serviços que as empresas podem usar para acompanhar o desempenho e ajustar a sua estratégia de marketing com base nos resultados. Bónus: Swonkie é uma ferramenta Portuguesa, permite agendar posts e tem relatórios.
➖➖➖➖➖➖

Mito #6

Não dá para obter leads do Instagram
Outro mito facilmente destruído. Pode usar um link para o seu website ou landing page na sua bio, convertendo-as em leads, ou hashtags relevantes para o seu negócio para que as pessoas possam encontrar os seus post mais facilmente.
➖➖➖➖➖➖

Mito #7

Publicar uma vez por semana é uma boa estratégia
Um post por semana é pouco: os seus seguidores vão esquecer-se da sua marca por inatividade. As pessoas gostam de conteúdo fresco e útil todos os dias. Por alguma razão decidiram seguir a sua conta.
➖➖➖➖➖➖

Mito #8

Muitas imagens resultam em muito engagement
Um post que mostra apenas conteúdo visual não é necessariamente a fórmula mágica para ganhar seguidores. Texto também é bem-vindo porque ajuda no contexto do post, aumentando o engagement e as respostas das pessoas.
➖➖➖➖➖➖

Mito #9

Contas pequenas não conseguem alcançar as pessoas
Devido às mudanças no algoritmo, o Instagram favorece contas que produzem bom conteúdo. Se publicar conteúdo que as pessoas querem ver, irá alcançar mais pessoas e aumentar seguidores.
➖➖➖➖➖➖

Mito #10

Só conseguimos rentabilizar se tivermos muitos seguidores
O número de seguidores não determina quanta faturação irá fazer. O que fará isso é perceber a sua audiência e o seu “avatar” de cliente para poder apresentar os seus produtos ou serviços para ir ao encontro das necessidades das pessoas.
➖➖➖➖➖➖
Fonte: ProEssayWriting.com


Infografia completa

10 mitos instagram

Como fazer screencasts com Google Chrome

Veja o vídeo ou a transcrição em baixo.

Subscreva-se no canal YouTube:
Botão subscrição canal YouTube

Transcrição do vídeo

Quer gravar o seu ecrã, rapidamente, facilmente e gratuitamente?

Olá, o meu nome é João Alexandre e dou-lhe dicas para crescer o seu negócio em menos de 5 minutos.

Você pode gravar o seu ecrã e mostrar alguma coisa em vídeo, a alguém, em vez de estar a escrever. É esta a vantagem do Loom.

O Loom é uma extensão do Google Chrome que você pode adicionar ao seu navegador, que tem 6000 e tal avaliações… de 5 estrelas.

Quando você tiver adicionado isto ao Google Chrome, você pode gravar o seu desktop inteiro, ou pode gravar apenas uma aplicação. Por exemplo, pode gravar um separador qualquer ou página web que você esteja a visitar.

Então como é que isto é feito?

Para começar a gravar, clique na extensão que você adicionou ao Google Chrome, e aqui está ela, e depois, aparecem estas opções.

Aqui você pode escolher mostrar a webcam e o ecrã, ou pode escolher apenas o ecrã, ou pode escolher apenas a câmara.

Uma boa funcionalidade do Loom, é que você pode escolher, em vez de mostrar a sua cara, se você for um bocado tímido ou tímida, ou não estiver tão bem apresentado(a) – como neste caso eu não estou, você pode mostrar apenas uma fotografia sua.

Viu? Posso escolher entre a minha câmara, que está aqui a aparecer, ou então posso escolher uma fotografia que já previamente carreguei.

Aqui depois posso clicar para outras fotografias que eu tenha.

Posso também escolher mostrar o desktop inteiro, ou mostrar apenas o separador atual, que é este aqui. Então, vou clicar para mostrar apenas o separador atual e vou clicar em Start Recording.

Agora, estou aqui a gravar, dentro do Loom, em que estou a mostrar apenas a minha fotografia. Isto é porreiro porque eu posso mudar a minha cara para onde eu quiser se por acaso estiver a gravar e mostrar alguma coisa no ecrã e a minha cabeça estiver à frente disso.

Posso também esconder o menu para não aparecer estas opções, e depois quando eu tiver concluído o meu vídeo, basta apenas clicar em Finish recording, no visto verde.

Quando ele estiver feito, o Loom passa-nos diretamente para o vídeo, e agora podemos ver o nosso vídeo. Podemos também reagir com emojis, e podemos partilhar isto no Slack – se você utilizar o Slack.

As pessoas podem escrever comentários e pode também cortar bocados do vídeo, como por exemplo ahmm, uhmm, para tornar a coisa mais fluente.

Outra funcionalidade muito porreira, é que você pode partilhar isto diretamente no Gmail.

Quando você partilha o link no Gmail, aparece automaticamente o vídeo. Isto é fantástico. O vídeo não dá para ver dentro do email, o que acontece é que isto é uma imagem, que quando clicada, vai para a página onde nós podemos ver o vídeo.

Esta ferramenta é muito boa porque você pode mostrar o seu ecrã para ensinar alguma coisa a alguém ou explicar alguma coisa, em vez de estar a escrever por texto.

Isto é bom para equipas, para consultores, para marketers, para todo o tipo de pessoas que querem fazer screencasts rapidamente, facilmente, e gratuitamente.

Por isso, vá às extensões do Google Chrome e vá instalar esta extensão porque vai-lhe poupar bastante tempo, vai-lhe ser bastante útil para si, no seu negócio, na sua atividade.

Se gostou deste vídeo, goste, comente, partilhe, porque isto a mim diz-me o tipo de vídeos e conteúdo que quer ver para que o(a) possa ajudar no seu negócio.

O meu nome é João Alexandre, e obrigado.

Anúncios Adwords: como são afetados pelo RGPD?

O Regulamento Geral da Proteção de Dados (RGPD) é um conjunto de regras para beneficiar a proteção dos dados pessoais dos residentes na União Europeia.

O RGPD foi aprovado em 27 de abril de 2016, mas entrou em vigor oficial em 25 de maio de 2018.

Num artigo anterior, mostrei como é que o RGPD impacta os anúncios Facebook. Desta vez, vamos falar sobre o Google Adwords.

Antes de avançar, vamos perceber o que significam estes dois termos:

  • Responsável pelo tratamento de dados: “Uma empresa é responsável pelo tratamento de dados quando tem a responsabilidade de decidir o motivo e a forma (os “fins” e os “meios”) como os dados pessoais são tratados.”
  • Subcontratante: “Uma empresa é subcontratante quando procede ao tratamento de dados pessoais em nome de um responsável pelo tratamento de dados. Ao abrigo do RGPD, os subcontratantes têm obrigações para proceder ao tratamento de dados de forma segura e legal.”

Então vamos lá…

RGPD e pesquisar no Google

As boas notícias são que pesquisar está em conformidade com o RGPD.

A pesquisa com base na intenção, nos motores de busca, não requer qualquer tipo de informação identificável da pessoa, porque não há informação pessoal a ser partilhada quando alguém pesquisa por alguma coisa.

Pesquisa google

Desde que não esteja a usar algum tipo de remarketing ou tracking para efeitos de conversão, não precisa fazer nada.

E porquê?

Porque o Google é o responsável pelo tratamento de dados, não havendo um subcontratante (que normalmente seríamos nós).

Isto pode ser bom para as marcas como a Nike que têm grandes orçamentos para fazer campanhas de branding para ficar top of mind, em que as impressões são a única coisa que interessa.

Anúncio Nike branding

Mas para as pequenas empresas isso não chega.

Se quer analisar mais métricas ou criar públicos-alvo com base nos resultados dos cliques para os quais está a pagar, aí a coisa torna-se mais confusa.

Cookies, remarketing e RLSA (listas de remarketing para anúncios de pesquisa)

Usa o Google Analytics, o Tag Manager, ou o código de remarketing do Adwords no seu site (para criar públicos)?

Logotipos analytics, tag manager e adwords

Então precisa de obter consentimento.

O Google avisa:

Anunciantes que usem o Adwords necessitam de obter consentimento para o uso de cookies, onde seja juridicamente obrigatório, e para a recolha, partilha e utilização de dados pessoais para anúncios personalizados para utilizadores no EEE [Espaço Económico Europeu]. Isto inclui etiquetas de remarketing e de conversões. Onde juridicamente obrigatório, os anunciantes devem também identificar claramente cada entidade que possa recolher, receber ou usar os dados pessoais do utilizador.

Isto significa que se está a usar um serviço do Google para monitorar ações de utilizadores no site, de forma a lhes mostrar anúncios personalizados no futuro, precisa de obter o consentimento deles.

As 2 exceções em que o Google é responsável + subcontratante

Há duas exceções nas quais o Google opera como responsável de tratamento de dados e subcontratante, o que significa que eles definem o propósito de utilização dos dados quando procedem ao tratamento dos dados que você controla.

Essas exceções são Segmentação por lista de clientes e Conversões de vendas em lojas.

Segmentação por lista de cliente é uma ferramenta em que carregamos um ficheiro CSV com dados de contacto recebidos dos clientes para segmentar grupos específicos dentro do Adwords.

Segmentação por lista de clientes

Como isto é criado com base em dados pessoais identificáveis (emails, números de telefone, nome e endereços postais são considerados identificáveis), precisa de provar que obteve consentimento explícito de cada membro deste público, porque isto é responsabilidade sua, não do Google.

Conversões de vendas em lojas permite importar dados de transações feitas offline na loja para o Adwords, em que o Google vai corresponder essas transações com a informação do utilizador que tem no Adwords.

Ação de conversão importar de CRM

Isto também tem o mesmo tipo de dados identificáveis dos públicos-alvo personalizados (nome, email, etc.), com a adição provável de dados financeiros do cliente (ex.: n.º de contribuinte), e por isso é necessário consentimento.

De acordo com o Google:

Quando tratamos dos dados do utilizador, o consumidor e o Google agem como responsáveis independentes ao abrigo do RGPD, com a exceção da Segmentação por lista de cliente e Conversões de vendas em lojas (carregamento direto), em que o Google age como processador do consumidor para dados pessoais fornecidos pelo consumidor.

Assim, nestas situações, você é responsável por garantir que os dados que o Google está a tratar estão em conformidade com o RGPD.

A maioria dos anunciantes não usam estas ferramentas, mas aqueles que usam precisam de ter prova que os dados carregados para o Google foram obtidos com consentimento.

Como partilhar Instagram Stories para o Facebook

Este post no Facebook serviu de inspiração para este artigo. No post, a autora explica como partilhar uma História Instagram para o Facebook.

Poderá ter de aderir ao Grupo se não conseguir ver o post.

Post no Facebook Cris Graça

O que é uma história Instagram?

As histórias do Instagram, também chamadas de Instagram Stories, são uma funcionalidade da app do Instagram em que os utilizadores podem tirar uma foto ou vídeo em formato de slideshow.

Depois de tirar a foto ou vídeo, é possível editar as histórias com texto, emojis e outros efeitos antes de a publicar.

Exemplo história Instagram

Elas aparecem logo no topo. Ao tocar ou clicar nos círculos dos seus contactos vai ver a história deles, tanto no Facebook como no Instagram.

Historias Facebook e Instagram

Porque são as Stories importantes?

Cada vez menos pessoas veem os seus posts no Facebook, e também cada vez menos pessoas veem os seus posts no Instagram.

Mas as Stories são outra história 🙂

Cada vez mais pessoas veem as suas histórias no Facebook, e também cada vez mais pessoas veem as suas histórias no Instagram.

Stories: estatísticas

As histórias estão a tornar-se na nova feed de notícias, tanto no Instagram como no Facebook porque são fáceis de aceder tanto em mobile como em computador: é só deslizar o dedo e ver as stories dos nossos contactos.

Stories: estatísticas destaque blur

Repare como as histórias no Instagram têm 300 milhões de utilizadores ativos diários. Sim, diários. Esta estatística é de Novembro de 2017, por isso é bem provável que esse número seja maior agora.

Note também como as histórias do Facebook têm 150 milhões de utilizadores, que sendo mais baixo que o Instagram, mostra uma tendência de crescimento.

É por isso que deve apostar em criar mais Stories, tanto no Instagram como no Facebook.

Se já está a criar stories no Instagram para o seu negócio, porquê não partilhá-las também no Facebook?

Facebook para Instagram

Com esta dica, não tem de perder tempo a fazer download da sua história Instagram e carregá-la para o Facebook. Poupa tempo precioso e aumenta a sua exposição sem esforço adicional.

Então vamos lá saber como partilhar a sua instagram story para o Facebook automaticamente.

Passo 1: ligar conta Instagram ao Facebook

Primeiro precisa de ligar as suas contas Instagram e Facebook.

  • Abra a app do Instagram no seu telefone
  • Inicie sessão no seu perfil
  • Clique nos 3 pontinhos no canto superior direito para abrir as definições.
    Definições de perfil Instagram
  • Faça scroll na página das definições até ver Contas associadas.
    Contas associadas
  • Selecione Facebook. Aqui pode escolher associar o seu perfil ou página Facebook. Após selecionado irá aparecer com um “visto” azul.
    Facebook ligado ao Instagram

Passo 2: ativar a partilha por Facebook

Após ligar as contas Instagram e Facebook, precisa de ativar a partilha pelo Facebook nas opções do Instagram.

  • Volte para a sua página de definições do Instagram.
  • Faça scroll até encontrar Gestão de histórias.
    Gestão de histórias
  • Em baixo, ative a opção Partilha a tua história no Facebook.
    Ativar partilha Facebook

E é isto.

Agora pode partilhar automaticamente vídeos e fotos da sua história Instagram para o Facebook, também como história.

Bónus

Antes de terminar, ative outras opções enquanto está na página das definições do Instagram:

  • Guardar na galeria. Se quer partilhar a sua história Instagram em outras redes sociais como o Twitter, Pinterest, ou no seu website, ative a opção Guardar na Galeria. Isto irá guardar as suas stories Instagram na galeria do seu telefone. Esta opção não funciona para vídeos em direto nas suas stories.

    Guardar história na Galeria

  • Guardar no arquivo. Se quer guardar as suas histórias Instagram sem ter de as guardar para o seu telefone, pode escolher esta opção de Guardar no arquivo. Em vez de guardar as stories para o telefone (tanto fotos como vídeo), isto vai guardá-las para o seu arquivo. Só você vai poder visualizá-las após desaparecerem da sua história.

    Guardar no arquivo

  • Esconder história. Ainda nas opções das histórias, pode esconder as suas histórias Instagram de pessoas específicas. É só selecionar a pessoa e ela não irá ver as suas stories.

Gostava de automatizar e agendar os seus posts?

O Instagram tem três parceiros oficiais que permitem auto publicar e agendar posts no Instagram: HootSuite, Later e Tailwind.

Com estas ferramentas os seus posts agendados são publicados automaticamente para o seu Instagram.

Eu uso a Swonkie, que também permite publicar e agendar posts para o Instagram, e também para várias outras redes sociais. A vantagem dela é que está em Português, porque é uma startup Portuguesa.

É um bom serviço e tem um plano gratuito.

Dashboard Swonkie

E você, já partilha as suas histórias Instagram para o Facebook?

Como o RGPD afeta o telemarketing?

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) é um regulamento que se foca na proteção de dados e cobre vários aspetos de como as empresas usam dados. Assim, os call centers e empresas de telemarketing, que lidam com vários tipos de dados pessoais, vão ser afetadas.

A pergunta que se deve estar colocar é:

Posso fazer prospeção a frio com o RGPD?

A resposta é sim, mas para o fazer precisa de saber alguns conceitos.

Neste artigo vou explicar o que podemos fazer para continuar uma campanha de outbound marketing para todos aqueles residentes no Espaço Económico Europeu (EEU).

Antes de começarmos, não sou advogado. As sugestões e conselhos aqui descritos têm como base estudo e investigação extensiva sobre o RGPD.

Use a informação neste artigo como apoio para a sua própria pesquisa, e verifique com o seu advogado(a).

É importante mencionar também que uma outra componente deste regulamento que vem a caminho é a diretiva ePrivacy Regulation (ePR), que vem substitui a antiga ePrivacy Directive de 2002 e que se pode sobrepor ao RGPD em tópicos específicos.

Usar dados pessoais para prospeção?

Há uma série de pontos que precisamos perceber no Artigo 6 do RGPD intitulado “Licitude do tratamento”. É aqui que sabemos os requisitos que uma entidade tem de cumprir para poder usar dados pessoais para negócios.

Uma nota: em vez de “tratamento”, a palavra que o RGPD usa em relação aos dados, vou usar a palavra “uso”.

Isto porque “uso” ou “utilização” faz mais sentido do que “tratamento”, que sugere que estas regras só se aplicam quando tratadas por um computador ou algo do género. O RGPD aplica-se a qualquer uso de dados pessoais, quer seja meios automáticos ou manuais (ex.: arrumar ficheiros em gavetas).

Guardar os dados no seu PC está sujeito ao RGPD, assim como apagar, alterar, acrescentar, partilhar ou carregar esses dados para qualquer outro sítio, online ou offline.

Por exemplo, colocar um número de telefone dum potencial cliente numa CRM ou no calendário do seu PC (para lembrar de telefonar) é contado como tratamento de dados. Colocar um curriculum numa secretária ou gaveta é considerado como tratamento de dados.

Está a começar a perceber que o RGPD impacta praticamente todo o tipo de atividade numa empresa.

O que são dados pessoais?

O RGPD menciona que o dever duma empresa é proteger os dados pessoais.

Dados pessoais não são apenas coisas como nome, email e data de nascimento. É mais abrangente que isso. Por outro lado, não é registos médicos nem afiliação política, porque isso é considerado como uma categoria especial de dados.

“Dados pessoais é qualquer informação relativa a uma pessoa singular identificada ou identificável.”

– RGPD (26)

Dados pessoais podem ser nomes, moradas, emails, n.º de telefone, e tudo o que uma empresa de telemarketing ou call center considera como dados essenciais.

Uma brecha no regulamento?

No RGPD, mais especificamente no artigo 6, existem seis razões que uma empresa pode usar legalmente os dados pessoais na sua atividade, como por exemplo fazer prospeção a frio.

No ponto 1 do artigo 6 temos seis alíneas de interesse, que vou reescrever pelas minhas palavras para ser mais fácil de perceber (mas pode ver o texto original aqui):

a) Se alguém lhe deu consentimento explícito para usar os seus dados, então pode usá-los para esse fim.

b) Se entrou num contrato com alguém e precisa de usar os dados de forma a cumprir esse contrato, então pode usar esses dados.

c) Se é necessário usar os dados para cumprir uma obrigação jurídica, então pode e deve usar esses dados.

d) Se o tratamento é necessário para proteger os interesses vitais, ou seja, se a saúde e bem estar estão em causa, então pode usar esses dados.

e) Se o uso desses dados é necessário para o desempenho de funções de interesse público, também pode usar esses dados.

f) Se nenhuma das alíneas anteriores se aplicarem, mas conseguir demonstrar que os seus “interesses legítimos” não são sobrepostos pelos direitos e liberdades fundamentais do titular, então poderá talvez usar esses dados.

b) O tratamento for necessário para a execução de um contrato no qual o titular dos dados é parte, ou para diligências pré-contratuais a pedido do titular dos dados;

Então, a alínea a) diz-nos que a primeira razão dada é que o indivíduo (os dados da pessoa que está a usar) deu o seu consentimento para usar os seus dados.

Note que o consentimento é específico para o uso particular dos dados duma pessoa. Se o meio como vai usar os dados duma pessoa difere de outro meio para o qual eles deram consentimento, então esse consentimento não conta.

Por exemplo, se alguém lhe deu consentimento para ser contactado por email, isto não significa que lhe deu consentimento para ser contactado por telefone. Não é que não lhe possa telefonar, mas para o fazer necessita de cumprir um dos outros cinco critérios.

As outras quatro alíneas, b) c) d) e) são fáceis de perceber se elas se aplicam à sua situação. Na maioria dos casos utilizar dados pessoais para prospeção a frio não é considerado apropriado.

É por isso que nos vamos apoiar na alínea f).

Como usar o artigo 6 para fazer prospeção legal

Partindo do princípio que os seus contactos incluem indivíduos que não lhe deram consentimento explícito para lhes telefonar pela razão pela qual você lhes quer telefonar, e nenhum dos critérios b) c) d) e) se aplicam, como é que vai usar os dados pessoais duma pessoa, como o n.º telefone, para fazer chamadas?

A resposta está na parte 1 do artigo 6, na alínea f), que menciona:

f) O tratamento for necessário para efeito dos interesses legítimos prosseguidos pelo responsável pelo tratamento ou por terceiros, exceto se prevalecerem os interesses ou direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais, em especial se o titular for uma criança.

O que é que isto significa?

Bastante.

Deixando de lado a parte do indivíduo ser uma criança (se quiser ligar uma lista de crianças tem de ter precauções adicionais), isto significa que quando os “interesses legítimos” do seu negócio não são sobrepostos (não são prevalecidos) pelos “interesses ou direitos e liberdades fundamentos” do indivíduo a que está a ligar, pode ter uma hipótese de lhes telefonar a frio.

A comparação dos seus interesses vs. aqueles do indivíduo a quem quer contactar, pode-se referir como o “teste da balança”.

Já vamos perceber melhor o que isto significa.

O segredo: interesses legítimos

A cláusula dos “interesses legítimos” no RGPD é importante ao ponto de lhe ser atribuída uma “opinião” de 110 páginas, em que o Grupo de Trabalho para a Proteção de Dados refere que a inclusão desta cláusula não é uma brecha ou um livre-trânsito para permitir às empresas usar dados pessoais sem mais nem menos.

O RGPD contém regras que garantem que, se você puder justificar o uso de dados pessoais, através da consideração justa do que são os interesses legítimos do seu negócio e como poderá impactar cada indivíduo, que poderá fazer apoiar-se nisto para contactar as pessoas.

Isto não é feito à toa. Para esta justificação precisa de algum tipo de documentação que prova que pode usar dados pessoais para a sua atividade.

O que é um “interesse legítimo”?

A razão 47 do RGPD explica o que é um interesse legítimo:

Poderá considerar-se de interesse legítimo o tratamento de dados pessoais efetuado para efeitos de comercialização direta.

Isto é um dos direitos como disposto no Artigo 16 da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, apelidado de “Liberdade de empresa”.

Você tem o direito a gerir o seu negócio, mesmo que seja para marketing direto.

Então o primeiro passo do “teste da balança” é documentar qual é o seu interesse legítimo.

Um interesse pode ser o benefício que o seu negócio obtém ao usar dados pessoais. Gerar lucros, criar emprego, fornecer bons produtos e serviços são considerados interesses legítimos, desde que cumpram a lei e não tentem enganar o consumidor. Isto é um benefício para a sociedade.

Pode usar o seu plano de negócios para criar esta documentação, esta prova.

Ainda assim, precisamos de prestar atenção ao outro peso da balança, os “interesses ou direitos e liberdades fundamentos” do indivíduo.

O outro lado da balança

Os “interesses ou direitos e liberdades fundamentos” do indivíduo devem ter em conta as “expectativas razoáveis do titular dos dados quanto à sua posterior utilização”, assim como qualquer impacto que possa ter o uso desses dados, tais como rejeitar um empréstimo sem recurso (não se pode recusar serviço como chantagem se o indivíduo recusar consentimento).

As orientações do RGPD requerem que você tenha em consideração qualquer prejuízo potencial que as suas atividades possam causar, e se assim for o caso, exigem que tome as ações necessárias para minimizar esse prejuízo.

O objetivo do RGPD é impedir que as empresas causem desconforto emocional nos indivíduos quando os dados pessoais deles são mal usados.

No entanto, o RGPD reconhece que isto não é só preto e branco: existe uma escala de cinzentos. Alguém que pode ter emoções negativas porque você obteve o n.º de telefone deles, de forma legal, e usou isso para os contactar para efeitos de marketing, não é visto como sendo tão sério quanto as emoções negativas que podem passar se os dados financeiros deles fossem publicados no website da empresa.

Na prospeção a frio para efeitos de marketing, o RGPD vê os interesses da empresa a querer promover o seu produto como sendo algo de baixa importância.

Mas por outro lado, também vê a pequena inconveniência do consumidor em receber uma chamada não solicitada como sendo algo banal. Desde que o contacto seja feito de forma profissional e as regras sejam seguidas, o equilíbrio das necessidades e direitos é relativamente igual.

Assim, o peso na balança, por este ponto de vista do RGPD, diz-nos que o desejo que a empresa tem em informar o potencial cliente dos seus produtos e serviços é considerado tão significante quanto o desejo do indivíduo de não querer ser contactado enquanto está a ver a última temporada do Game of Thrones.

No entanto, para efeitos de equilíbrio, precisamos mostrar que as suas necessidades são mais importantes dos indivíduos que vai contactar, e não tão importantes.

Então o que fazer para colocar o peso da balança a seu favor?

Salvaguardas: quanto mais melhor

Em casos que os dois lados da balança são relativamente iguais, o RGPD menciona que devem ser fornecidas “salvaguardas” para minimizar o risco de acontecer alguma coisa má ao usar dados pessoais duma pessoa. Algumas salvaguardas são obrigatórias, outras são opcionais. Por exemplo:

  • Os indivíduos devem ter a capacidade de fazer opt-out do uso dos seus dados. Para isso deve garantir que não está a ligar a alguém que pediu à sua empresa para não ser contactado.
  • Documentação da necessidade dos dados recolhidos e a duração de tempo que os dados são mantidos. Por exemplo, se não precisa da morada da pessoa, não peça. Se não precisa dos detalhes da encomenda após esta ser sido feita, pode apagá-los. O objetivo aqui é ter uma justificação na recolha e retenção dos dados.
  • Fazer assessorias frequentes no seu call center para verificar se o RGPD e outras leis em vigor sobre dados pessoais estão a ser cumpridas.
  • Formação dos empregados em como saber lidar com pedidos de informação sobre a empresa e os dados que têm sobre os indivíduos, ou pedidos para alterar ou apagar dados.
  • Uso de tecnologia de privacidade, como chamadas encriptadas, carregamento de listas de dados por FTP seguro, isto mostra que leva a sério a proteção dos dados das pessoas.
  • Colocar limite no número de chamadas feitas a indivíduos num terminado período de tempo para minimizar o nível de desconforto para eles. Impactos negativos são encarados como cumulativos, assim várias destas “inconveniências” terão peso suficiente se repetidas frequentemente.
  • Formação de empregados e orientações a seguir no que respeita à identificação de adultos vulneráveis, tais como aqueles com doenças mentais (demência, Alzheimer, etc.) e como terminar o contacto sem causar desconforto.
  • Ensinar empregados a saber responder à pergunta “onde obteve os meus dados”? Isto mostra que a empresa é responsável e transparente de como e onde obtiveram os dados.

Quanto mais destas salvaguardas uma empresa tiver, mais a balança pesa a seu favor no que toca a poder usar os dados pessoais para contactos.

Provar o peso na balança

Eis o que já fizemos até agora:

  • Considerámos a necessidade justificada para usar os dados pessoais da nossa lista para prospeção;
  • Analisámos o nível de inconveniência que isso pode causar no indivíduo a ser contactado;
  • Implementámos tantas salvaguardas quanto possíveis.

Agora estamos prontos para avançar certo?

Não, ainda não.

Há três coisas que ainda tem de fazer, e convém fazê-las bem para não ter de pagar as multas, que são 20 milhões de euros ou 4% da faturação mundial da empresa (o valor que for maior).

1. Provas

Precisa de provar que efetuou o teste da balança de cada vez que o seu uso dos dados pessoais mudar. Isto porque sem ter algum tipo de registo que prova que o seu negócio consegue justificar o seu peso na balança como mais pesado, não se pode apoiar nos “interesses legítimos” para usar dados pessoais.

Quando lançar uma nova campanha, quando muda os seus termos e serviços, quando muda os formulários de contrato que os agentes preenchem nas chamadas, quando muda os relatórios, carrega ou exporta dados pessoais, precisa de ter prova que o teste da balança foi feito. Este registo pode vir a ser usado em tribunal, por isso não deve ser feito em cima do joelho.

Deve também informar as pessoas de qualquer tipo de definição de “perfil de uma pessoa singular, especialmente para tomar decisões relativas a essa pessoa ou analisar ou prever as suas preferências, o seu comportamento e as suas atitudes.” Assim está a mostrar que não vai atrás de indivíduos vulneráveis com serviços não apropriados para elas.

Para tornar isto mais eficaz, pode disponibilizar este teste da balança aos próprios indivíduos, ou seja, informar as pessoas que está a contactar a razão de ter analisado o seu desejo de os contactar como sendo mais importante do que o potencial desejo deles de não serem contactados. Isto até pode fazer parte do seu script para lidar com objeções.

2. Pedidos do indivíduo

As pessoas devem poder exercitar o direito ao uso dos seus dados pessoais, e a menos que haja razões legítimas que você precisa de usar os dados (o que é improvável no marketing direto), terá de parar de usar os dados deles.

Da mesma forma, a pessoa tem o direito de fazer opt-out após ter feito opt-in, ou pedir que os seus dados não sejam usados para efeitos de marketing direito.

3. Cópias

O indivíduo tem o direito de pedir uma cópia eletrónica de todos os dados que tem dele. Tem um mês para cumprir esse pedido e não pode pedir pagamento para isso.

O indivíduo tem também o direito de pedir a alteração dos seus dados (caso queira corrigir alguma informação), ou pedir que os seus dados sejam eliminados.

O “direito de ser esquecido” não envolve necessariamente todos os dados que você tem sobre o indivíduo. Eles podem pedir que você apague os dados que tem sobre eles, com a exceção, por exemplo, de que mantenha o n.º de telefone como um número a não ligar.

O que trará o futuro

Talvez daqui a alguns anos vamos olhar para trás, para o dia 25 de maio, como uma medida que “civilizou” as empresas de telemarketing e os call center, de forma a ter empresas transparentes que recuperaram a confiança do consumidor.

A longo prazo isto vai dar confiança às pessoas para que quando recebam um contacto da sua empresa, vão pelo menos dar valor de que você está a usar e proteger os seus dados.

Isto pode ser benéfico também para ter mais recetividade para o que o seu agente diz e ter em maior consideração os seus produtos e serviços.

Anúncios Facebook: como são afetados pelo RGPD?

Devido ao escândalo de vazamento de dados, o Facebook tem começado a levar a sério a proteção dos dados dos seus utilizadores, e têm sido transparentes e proativos em relação ao RGPD.

Neste artigo vamos saber o que é necessário para fazer para que, enquanto anunciante no Facebook, esteja em conformidade com o RGPD.

O que é o RGPD?

O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) tem como objetivo a proteção de dados pessoais nos países que integram o Espaço Económico Europeu.

RGPD 25 maio 2018

Segundo o website oficial, é a maior alteração na regulação de dados pessoais dos últimos 20 anos.

Se você estiver no Espaço Económico Europeu ou tiver produtos ou serviços que regulam dados pessoais de indivíduos na UE, então tem de estar em conformidade com o RGPD, em relação aos dados pessoais que recolha e o que faz com eles.

Além disso, os seus visitantes e leads têm de lhe dar consentimento expresso antes que você possa recolher e utilizar os seus dados.

Isto dá ao consumidor mais liberdade e controlo sobre os seus dados pessoais. As pessoas devem ter o direito de:

  • pedir para eliminarem os seus dados
  • pedir para retificarem os seus dados
  • pedir para não utilizarem os seus dados

As multas podem ir até 20 milhões de euros ou 4% da faturação anual.

Embora este regulamento tenha sido feito mais para as grandes empresas (porque são elas que têm dinheiro), não significa que alguém não possa fazer queixa de si e colocar o seu negócio em apuros.

O que tem feito o Facebook?

Grandes marcas como o Facebook têm sido proativas para serem transparentes e trabalharem para estar em conformidade com o RGPD.

cadeado facebook

Os três pilares em que o Facebook se está a focar são transparência, controlo e responsabilidade.

O que isto significa é que o Facebook quer que seja fácil para as pessoas saberem o que o Facebook sabe sobre elas com base nos dados pessoais que partilham no Facebook. Isto inclui lidarem com a forma como os anunciantes usam esses dados.

Por isso é importante para todos aqueles que fazem anúncios saber o que o Facebook quer de quem anuncia na rede social.

Faz anúncios?

A sua responsabilidade como anunciante é fazer o que o Facebook está a fazer.

Precisa de informar os seus clientes e contactos sobre os dados pessoais que está a recolher, o que está a fazer com eles, e quem mais irá (se tiver) acesso a eles.

gestor de anúncios

Se estiver a fazer retargeting no Facebook dentro do próprio Facebook (ex.: retargeting para visualizações de vídeo), não tem muito com que se preocupar.

Se estiver a usar o Píxel do Facebook e Públicos Personalizados, tem de tomar cautela com algumas coisas.

Mas antes disso, temos de perceber como estar em conformidade com o RGPD, precisa saber o que significa o consentimento:

“[é] uma manifestação de vontade, livre, específica, informada e explícita, pela qual o titular dos dados aceita, mediante declaração ou ato positivo inequívoco, que os dados pessoais que lhe dizem respeito sejam objeto de tratamento.”

Você tem de garantir que existe uma base legal e relevante (por exemplo, consentimento, necessidade contratual ou interesse legítimo) para usar os dados das pessoas.

Não tente passar essa responsabilidade para o Facebook, porque isso não pega. O Facebook diz que:

“Todas as empresas são responsáveis por cumprir o RGPD, da mesma forma que são responsáveis por cumprir as leis que se aplicam às mesmas atualmente.”

O Píxel do Facebook é afetado pelo RGPD?

“Ao utilizares o píxel do Facebook, terás de cumprir o RGPD”, diz o próprio Facebook.

consentimento pixel

No Guia de Consentimento, o Facebook mostra alguns exemplos de onde temos de pedir consentimento às pessoas:

  • Sites de revenda que recolhem dados sobre os produtos que as pessoas veem no site deles, para efeitos de segmentação de anúncios;
  • Blogues que usem cookies para obter dados demográficos dos seus leitores/visitantes;
  • Anunciantes no Facebook que têm o Píxel do Facebook instalado para medir conversões de anúncios ou fazer retargeting de públicos no Facebook.

Como obter consentimento? Precisa de informar os visitantes do seu site que tipo de dados está a recolher, como e o porquê da sua recolha, e eles têm de concordar com isto.

Isto pode ser afeito através duma barrinha de cookies no rodapé ou cabeçalho do seu site, ou ao pedir consentimento na inscrição.

barra de aviso de cookies

Para mais informação sobre como estar em conformidade com o RGPD aconselho que consulte o site oficial, o guia de consentimento e o RGPD do Facebook.

Então e o Instagram?

Como o Instagram é uma das empresas que fazem parte do Facebook, então, sim, o Instagram também estará em conformidade com o RGPD como o Facebook.

Instagram Stories perspetiva

Você não precisa tomar nenhuma ação adicional para usar os anúncios Instagram nem obter consentimento adicional para usar dados dos consumidores para efeitos de segmentação, desde que já esteja em conformidade com aquilo que faz no Facebook.

O mesmo se aplica a todas as empresas ou produtos do Facebook, como o Oculus, WhatsApp e Messenger.

Públicos personalizados: cuidado

Para usar os públicos personalizados do Facebook em conformidade com o RGPD, precisamos de perceber dois termos:

  • Responsável pelo tratamento de dados: “Uma empresa é responsável pelo tratamento de dados quando tem a responsabilidade de decidir o motivo e a forma (os “fins” e os “meios”) como os dados pessoais são tratados.”
  • Subcontratante: “Uma empresa é subcontratante quando procede ao tratamento de dados pessoais em nome de um responsável pelo tratamento de dados. Ao abrigo do RGPD, os subcontratantes têm obrigações para proceder ao tratamento de dados de forma segura e legal.”

Quando coloca o píxel do Facebook no seu site, o Facebook é o responsável pelo tratamento de dados. São eles responsáveis por informar as pessoas de que os dados pessoais delas estão a ser tratados e usados para efeitos de segmentação de anúncios.

Por outro lado, quando você carrega um público personalizado a partir dum ficheiro de clientes (ex.: lista de email), o Facebook é meramente um subcontratante. Como tal, é você responsável por estar em conformidade com o RGPD antes que essa informação seja carregada para o Facebook para efeitos de segmentação de anúncios.

Publicos personalizados

Para mais, o Facebook está a a criar uma ferramenta de permissão de públicos que requer que seja dada prova de que existe consentimento no ficheiro de clientes que está a carregar.

Anúncios de leads afetados

Os anúncios de geração de leads (lead ads) podem ser uma boa ferramenta para captar leads.

São o tipo de anúncios que permite captar leads dentro do Facebook, sem precisar duma landing page (mas não é desculpa para não ter um website).

Segundo o Facebook:

No caso dos anúncios de leads, o Facebook e o negócio são ambos responsáveis pelo tratamento de dados. Como resultado, ambas as partes são responsáveis por garantir a conformidade[…]

Isto significa que tanto você como o Facebook têm de informar as pessoas que estão a fazer o tratamento dos dados.

Felizmente isto é relativamente fácil de fazer, porque neste tipo de anúncios podemos colocar um link para a nossa política de privacidade, e se ela estiver bem escrita, com tudo o que é necessário, estamos em conformidade.

Leads ads politica privacidade

RGPD e Políticas de privacidade

Ao abrigo do RGPD, o consentimento deve partir da pessoa.

As empresas e websites que estejam na UE, ou que estejam a atuar na UE, não poderão mais usar linguagem ambígua e complicada nos seus termos de serviço para esconder as suas intenções.

Você deve informar de forma clara, num sítio acessível (em todo o seu website) este tipo de informação:

  • Quem é o seu controlador de dados?
    Controladores são entidades que “possuem” os dados dos seus clientes. Isto é provavelmente a sua empresa. Caso seja uma entidade terceira a tomar decisões dos dados que você recolha, eles devem ser identificados. Se você tem um Data Protection Officer (DPO), ele deve ser identificado também.
  • Que decisões toma com os dados que recolhe?
    Se toma decisões ou ações automatizadas com os dados pessoais que recolhe, tais como requisitos para fazer um seguro, ou emprego nos recursos humanos, tem de informar os utilizadores.
  • O que está a recolher?
    Descreva todo o tipo de dados que está a recolher dos utilizadores do seu website.
  • Como irá usar esses dados?
    Descreva todos os usos que irá dar aos dados que está a recolher. Para um anunciante, isso será personalização de anúncios e maior segmentação.
  • Durante quanto tempo mantém os dados?
    Informe durante quanto tempo irá manter os dados dos utilizadores. O RGPD avisa que os dados devem ser mantidos apenas o tempo necessário.
  • É obrigatório?
    Os utilizadores poderão usar o seu serviço sem lhe dar os seus dados pessoais? Como é a falta de personalização afeta a experiência deles. O que isto significa é que deve apenas captar os dados necessário para uma boa experiência do utilizador (se não precisa da morada dele, não peça).
  • Transfere dados internacionalmente?
    Se sim, com que propósito e que tipo de proteção tem em vigor para garantir a segurança dos dados?
  • Quem mais tem acesso a isso?
    Partilha os dados recolhidos com terceiros? Se sim, que dados e com que propósitos?

Pasta e cadeado

Após obter o consentimento, deve ter provas de que cada utilizador deu o consentimento e dar-lhes o poder de poderem revogar o consentimento se lhe pedirem.

Se decidir fazer algo mais com os dados dos utilizadores que não descreveu explicitamente na sua política de privacidade, deve notificá-los desta mudança, e dar-lhes a possibilidade de se removerem.

Conclusão

Se estiver na União Europeia ou se tem potenciais clientes da UE, precisa de estar em conformidade com o RGPD.

Se estiver fora da União Europeia (ex.: Brasil), convém à mesma estar em conformidade com a lei, porque mesmo que tente fazer o seu marketing apenas para pessoas no seu país, é muito provável que algumas pessoas da UE venham parar ao seu website ou à sua lista de email.

Independentemente do canto do mundo onde esteja, estar em conformidade diz às pessoas que o seu negócio é profissional e tem interesse na privacidade e direitos das pessoas.