Melhor conselho que podes ter na tua carreira

Palavras sábias para quem está no marketing, design ou empreendedorismo.

Antes de sabermos andar de bicicleta, não sabíamos. Todos nós fomos principiantes em alguma coisa.

Há aqueles que são estagiários que têm medo de cometer um erro, ou outros que até são desafiadores o suficiente para dizerem o que pensam. Mas todos percebem que nem sempre o que fizemos foi a melhor decisão.

Há uma coisa em comum em todas as pessoas que estão a começar na sua atividade, que é: todos precisam de orientação.

Isto não é vergonha nenhuma.

Quer seja através dos pais, dum professor da universidade, dum mentor ou colega de trabalho, todos nós nos virámos para alguém em tempo de necessidade para perceber melhor o mundo dos negócios, trabalhar com os clientes ou explorar a nossa criatividade.

Queríamos saber o que esperar (e o que esperavam de nós), e como fazer tudo em condições para que se pudessem orgulhar de nós.

Eis alguns conselhos que tenho para ti.

Sê honesto(a)

Dá conselhos aos teus clientes como se desses conselho a um amigo ou aos teus pais. Ser franco e direto (sem ser mal educado ou insensível) é uma das melhores caraterísticas que um profissional pode ter.

Se não sabes alguma coisa, diz que não sabes mas que irás investigar. Mesmo os mais velhos e aqueles que parecem que têm uma aura de conhecimento à volta deles, não sabem tudo. Ninguém sabe tudo.

Vive no momento

Quando estás de volta dum projeto ou com um cliente, não estejas a viajar mentalmente. Vive no momento, foca-te no presente.

Ouve o teu cliente com empatia e desejo, ou trabalho no teu projeto com afinco. Percebe o ponto de vista do outro e faz os possíveis para encontrar uma solução que vá ao encontro de ambos.

Não te contentes com o óbvio

O que é óbvio é o que os outros já pensaram.

A frase “pensar fora da caixa” é batida, mas é isso que como profissional deves aspirar, e olhar para além daquilo que é óbvio. Desenvolve a tua competência de ver aquilo que os outros não estão a ver.

Mantém-te humilde

As tendências estão contínuameNte a evoluir.

Se estás de tal forma agarrado(a) aos teus conceitos que pensas que já sabes tudo, ou que a tua maneira de fazer as coisas é a correta, é aí que deixaste de aprender e ser útil.

Trabalha numa empresa

Não podes esperar ir para o topo do mundo duma vez. Começa nos degraus de baixo, ganha experiência e colabora com os teus colegas e equipa.

Trabalha para uma empresa ou alguém que faça sentido e no qual consigas agregar valor às pessoas.

Começa antes de estares pronto(a)

Os seres humanos têm a mania da perfeição.

O problema é que não somos perfeitos. Queremos que certo projeto, cliente ou negócio corra daquela maneira e queremos ter tudo preparado, mas há o risco de nunca avançares com a coisa.

Por isso, mexe-te antes de estares pronto(a). Podes melhorar a coisa à medida que avanças. É mas fácil olhar para trás e ver que fizeste, do que olhar para a frente nunca tendo feito.

É mas fácil olhar para trás e ver que fizeste, do que olhar para a frente nunca tendo feito.

E tu?

Qual o melhor conselho que já te deram e como é que isso impactou a tua vida?

Esquece o que sabes sobre networking

O networking tem as suas vantagens, mas tens de investir esforço nele.

O mercado de trabalho atual está cheio de oportunidades de networking, e com razão. O networking tornou-se tanto uma prática como um conceito, é uma soft skills necessária, uma pela qual estamos encarregados de aprender e praticar à medida que a nossa carreira progride.

É um investimento no teu futuro e algo importante de se fazer, pois um contacto de alguém que tu conheces é mais provável de resultar numa entrevista e potencial emprego, do que alguém que se candidata via os meios habituais.

Mas entre as redes sociais, reuniões em pessoa e os emails que se enviam, existem boas e más formas de se fazer networking. Como saber a diferença naquilo que é uma perda de tempo e aquilo que pode ser uma boa oportunidade? E mesmo que descubras isso, qual a maneira correta de fazer e dizer as coisas? Lamento informar-te que não existe regras omniscientes para o networking. O mais importante é que sejas congruente contigo e faças networking à tua maneira.

De qualquer forma, eis algumas dicas que descobri ao longo da minha vida.

Não acontece dum dia para o outro

Roma não foi criada num dia. O networking é uma prática que se deve fazer ao longo da vida, não uma coisa que se queira fazer duma vez. A consistência é mais importante que a intensidade.

Artigo relacionado: a minha melhor dica de networking

Ter expetativas realistas e perceber as vantagens do investimento de tempo e esforço a longo prazo farão do networking uma atividade proveitosa, quando bem trabalhada.

Pensar no networking como uma coisa que nunca acaba não deve incutir medo, deve ser emocionante. É como que uma amizade, elas vêm e vão, mas haverá sempre novas amizades (e oportunidades) ao virar da esquina.

Para colher os benefícios tens de estar prepadado(a) para trabalhares e investires o teu tempo todos os meses para ires ao encontro dos teus objetivos de networking.

Planeia um encontro de tantas em tantas semanas, ou envia um email semanalmente para um contacto que não vês há algum tempo. Seja como o fizeres, lembra-te de o continuares a fazer, e que a consistência é importante para qualquer tipo de resultado a longo prazo.

Semeia, para colheres

Para colheres, tens de semear, e a tua semente deves ser tu, sendo uma pessoa madura e responsável, pois é isso que motiva as pessoas a quererem dar-se contigo. Encontra interesses e opiniões que tenhas em comum para transformares um contacto numa oportunidade.

Mas pensa também dar valor às pessoas que conheces, porque isto não é só sobre o teu umbigo.

Enquanto que uma boa correspondência entre personalidade e cultura pode ser um bom factor quando se está à procura de emprego, não nos esqueçamos que aquilo que torna uma pessoa num grande profissional são as suas competências.

Não esperes que alguém passe o teu contacto a outros quando tens um perfil de empregado medíocre ou que não tenhas tido sucesso em empregos anteriores. Confirma à pessoa que estás a conhecer que tens o que é preciso para vingar no mundo do trabalho, ou naquela posição. A confiança gera confiança.

Artigo relacionado: como responder à pergunta “O que fazes da vida?”

Networking é uma via de dois sentidos

Podes pensar que o networking é aquilo que os outros podem fazer por ti, mas na realidade é mais aquilo que podes fazer pelos teus contactos. Os teus colegas e contactos estarão menos inclinados para te ajudar se não lhes devolveres o favor.

O netorking não é uma rua de um sentido, é um ciclo, e quando estás no topo da escada deves estender a mão para ajudar os outros a lá chegar também.

O valor do networking vem de criar relações, não apenas contactos. Ter o número “+500 contactos” no LinedIn ou centenas e milhares de amigos no Facebook não significa nada.

Um bom networking envolve investir nas relações com as pessoas. Passa palavra sobre vagas de emprego na empresa dum amigo ou (re)liga-te às pessoas que achas que podem ser uma boa escolha. Quando és proactivo(a) e não reactivo(a), as portas abrem-se para ti. Quer isso seja bom karma ou não, ajudar os outros ajudar-te-á a ti.

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Freng Shui para a mente: comunicação sem desordem

Estás cansado(a) de não teres aquilo que queres?

Sentes que os teus colegas ou colaboradores não te ouvem ou não fazem a parte deles? Bem vindo(a) ao clube. Mas prepara-te, porque tudo isso vai melhorar, com um bocadinho de Feng Shui para a tua mente.

Harmonia e Fluidez em vez de Complicação e Desilusão

Para quem não conhece, o Feng Shui é uma prática Chinesa antiga que envolve o design do arranjo de espaços para criar harmonia e equilíbrio.

Os seguidores desta prática afiram que o Feng Shui e “Chi”, também chamado de fluidez (flow) no Ocidente, tem uma efeito positivo na saúde, prosperidade, e boas relações com as pessoas.

Escreve as tuas palavras com cuidado

Assim como o Feng Shui, precisamos de saber como usar palavras para remover a desordem e barreirars de forma a termos uma comunicação clara.

O uso e posicionamento cuidado das palavras faz com que consigamos atingir equilíbrio, fluidez e harmonia. Por vezes passamos mais tempo a elaborar as nossas palavras quando estamos para fazer um pedido no restaurante do que quando comunicado os nosso objetivos, espetativas, preferências ou desilusões.

“Quero um Coq au Vin, com crepes de trigo sarraceno com um pau de canela e um toque de baunilha, por cima, e para acompanhar, um Merlot tinto.”

Hoje em dia peço frango assado com salada e está feito. Não há muito glamour pedir desta forma simples e descomplicada. É nisso que o Feng Shui é bom, comunicação sem desordem: claridade e simplicidade.

O que estás mesmo a dizer?

Se não estás a obter aquilo que queres, dá um passo atrás e apercebe-te da escolha das tuas palavras. Estás claro(a) sobre aquilo que queres mesmo antes de começar a falar?

Nesta era dos smartphones, smartwatches e sms, ficamos tentados a escrever e falar antes de pensar. Mas toma alguns minutos para removeres a descomplicação e equilibrares os teus pensamentos. O que é que queres mesmo? Qual é o resultado que estás à procura desta interação Não tens a certeza? Escreve-o. É isso que queres? Se tivesses isso, será que isso iria fazer-te feliz e dar os resultados que queres? Se não, continua a escrever até encontrares claridade e simplicidade nos teus pensamentos.

Exprime-te

Depois de teres o “Feng Shui dos teus pensamentos e palavras” e saberes que estão alinhados com aquilo que queres, está na altura do próximo passo. Deves exprimir-te com claridade, convicção e compaixão, ou pelo menos, sem julgamento, culpa, drama ou exagero.

Nada de dramas

Quando existe drama em alguma situação, não pode haver boa comunicação. Dá um passo atrás e sê objetivo(a) sobre o resultado que queres alcançar. Procura todos os cantos disponíveis, e possibilidades de todas as partes envolvidas. Como o Feng Shui, o objetivo é criar harmonia e equilíbrio. O drama cria barreiras que não te permitem ter o que queres.

Três abordagens para uma comunicação clara

Faz um pedido

Uma maneira de reduzir a desordem na tua comunicação e ter o que queres é “pedir”. Um pedido é como um convite. Quando recebes um convite, podes aceitá-lo ou recusá-lo. Um pedido pode dar-te a oportunidade duma contra-oferta.

Quando começas uma frase com “tenho um pedido a fazer”, isso força-te a ser claro(a) naquilo que queres. Também dá a entender ao ouvinte que ele(a) deve prestar atenção, sem o medo ou a manipulação que pode ocorrer quando alguém diz “preciso disto agora” ou “podes-me fazer um favor”.

Em vez de dizer “estás outra vez atrasado(a)”, ou ser passivo-agressivo, girar os olhos ou olhar para o relógio e bater o pé enquanto o acusado chega ao escritório com 20 minutos de atraso, experimenta isto: pensa no que queres mesmo e como queres parecer como líder e gestor(a). Alinha os teus pensamentos, palavras e ações a essa imagem de ti. Agora estás pronto(a) para fazer o teu pedido.

“Pedro, tenho um pedido. Quando te contratei, disseste que podias trabalhar das 9 às 18. Nas últimas semanas tens chegado depois das 9h15. Eu peço-te que honres o teu compromisso de trabalho das 9 às 18”.

Aqui, estamos a tornar o Pedro responsável, de forma assertiva, para ele manter o compromisso que ele assumiu. Não há drama, culpa ou julgamento, apenas informação. Informação que permite ao Pedro fazer outro pedido ou contra-oferta, tal como “Eu tenho que levar os miúdos para a creche de manhã. Seria possível começar às 9h30 e sair às 18h30?”

Ao fazer um pedido, tens de estar preparado(a) para que seja recusado, ou que venha de lá uma contra oferta. Se não estás disposto(a) para aceitar um não como contra-oferta, então não faças um pedido.

Estabelece as tuas expetativas

Algumas vezes pensamos que comunicámos as nossas expetativas claramente para descobrir que não. Disseste mesmo à pessoa o que esperas dela? Ou andaste às voltas com o assunto?

Em vez de dizer “tu devias” ou “porque é que nunca fazes isto bem?”, experimenta isto: “Diana, avaliámos as especificações do cliente para este projeto. De ti, espero que trabalhes de forma consistente de acordo com os requisitos pedidos. Se isto acontecer de novo, vou ter de escrever um aviso para a gestão.”

No entanto, não sejas um(a) ditador(a). As tuas expetativas devem ser realistas e parte do trabalho. Verifica a descrição do projeto, especificações do pronto ou requisitos legais.

Mantém as tuas promessas

Se dizes que fazes alguma coisa, fá-lo. Se tens muitos compromissos e não consegues fazer tudo o que assumiste fazer, reconhece isso à pessoa a quem assumiste o compromisso. Fá-lo o mais depressa possível de quando estiveres ciente de que não consegues honrar o compromisso.

Uma maneira de fazer com que os outros mantenham as suas promessas para contigo é emular o teu comportamento. No entanto há alturas quando precisamos de responsabilizar as pessoas ao não seguir com os seus compromisso. “Rui, disseste que tinhas a análise pronta hoje. Estava a contar com isso para incluir essa informação na minha apresentação da próxima semana. O que aconteceu e quando é que a vais acabar?”

E aí está. Segue a fórmula do Feng Shui para a mente e comunicação clara, e terás os benefícios de uma paz de alma e claridade de pensamento, alinhando as tuas palavras com os teus pensamentos, e comportares-te de acordo com o que é consistente com os teus pensamentos e palavras. Estas são as chaves para uma comunicação sem desordem.

A arte do silêncio nas negociações

Muitas vezes, é mais aquilo que não dizemos, do que aquilo que dizemos. O silêncio é praticamente uma arte, pois poucos sabem ou estão confortáveis em usá-lo, mas aqueles que o sabem usar, e que o usam frequentemente, e taticamente, obtêm melhores resultados na vida e nos negócios do que aqueles(as) que não usam.

O silêncio é a ferramenta secreta dos negocioadores. Saber quando ouvir, não falar. Usar expressões faciais, não a voz, para estabelecer um ponto.

Eis cinco dicas para perfeccionar a arte do silêncio para te tornar um melhor negociador.

1. Escuta mais

Escutar não é uma coisa passiva. Por isso é que se chama “escuta ativa”.

É possível controlar a negociação ao ser um bom ouvinte. Quando escutamos, ganhamos a confiança dos outros. Quando as pessoas se sentem incentivadas para falar, elas dizem-nos as suas necessidades, desejos, sonhos, ou seja, dão-nos informação útil.

Quando escutamos verdadeiramente as pessoas, estamos a fazê-las sentirem-se importantes, especialmente se fizermos bom contacto visual ao escutar.

O problema é que a maioria de nós não escuta verdadeiramente quando os outros estão a falar. Não conseguimos estar em silêncio tempo suficiente para os ouvir verdadeiramente.

A tendência que temos, infelizmente, é esperar que a outra pessoa se cale para podermos saltar para aquilo que queremos falar. Devemos estar cientes deste facto, de que cada vez que falamos, estamos a perder potencial informação útil que poderíamos ter tido se estivéssemos a ouvir.

2. Estratégia dos 10 segundos.

O silência é desconfortável para a maioria das pessoas. Hoje em dia há cada vez mais barulho, mais coisas a puxar pela nossa atenção, desde os smartphones, à publicidade na rua, ou as conversas de café.

Estamos condicionados pelo barulho, não pelo silêncio.

Faz esta pequena experiência. Da próxima vez que estiveres a negociar com alguém, e eles dizem, “bem, esta é a minha oferta”, não digas nada durante 10 segundos.

10 segundos não é fácil. Mas não digas nada nesse tempo. Quase de certeza que a outra pessoa vai abrir a boca para dizer mais qualquer coisa, só para quebrar o silêncio, que poderá ser para tua vantagem.

Quanto te sentires comfortável com 10 segundos, experimenta 20. Será um silêncio devastador para a outra pessoa.

3. Coloca questões

Uma boa maneira de aprender o silêncio é ao colocar questões, outra arma secreta de bons negociadores.

A pessoa que coloca questões controla o fluxo da conversação. Embora possamos saber alguma informação sobre a pessoa que está a responder à nossa questão, é bom se já sabemos a resposta que ele vai dar (temos de fazer o nosso trabalho de casa de antemão).

Bons advogados já sabem a resposta antes de colocar a pergunta. Eles não colocam perguntas para as quais não sabem a resposta. Porque o objetivo não é saber a resposta, mas sim pôr a outra pessoa a falar, a verificar algum tipo de informação ou a sentir-se mais confortável em falar contigo, e a confiar em ti.

Imagina o cenário contrário. Alguém colocou-te uma questão. Quando alguém te coloca uma pergunta, não és obrigado(a) a responder. Experimenta ficar em silêncio. A pessoa que colocou a pergunta provavelmente começará a falar de novo.

Um bom negociador que não quer mesmo responder à pergunta pode dizer “antes de eu responder, diga-me porque pergunta isso”. Lança a batata quente para a outra pessoa. Lembra-te que não há nenhuma lei que te diz que tens de responder a perguntas que te foram colocadas.

4. Pausa mais entre frases

Pausar entre frases ajuda a respirar e a entregares a tua mensagem vocal de forma eficaz. Basta uma pausa de um ou dois segundos.

A pausa não só ajuda na respiração, mas também a estabelecer um ponto qualquer na conversa, e com que a outra pessoa perceba melhor a informação que estamos a comunicar.

Esta tática é usada pelos comediantes em stand-up. É a pausa nas piadas que permite à audiência percebê-las e terem mais impacto.

Aquelas pessoas que falam mais depressa têm de aprender a ser mais deliberados(as) e a praticar a arte da pausa entre frases para dar mais ênfase a elas.

Movimentos corporais e faciais

Alguns movimentos corporais como vacilar, encolher os ombros e sorrir são gestos feitos em silêncio, e no entanto, podem ter muito impacto numa negociação.

Vacilar é um movimento brusco dos ombros, que pode ser acompanhado ao fechar os olhos brevemente, como se alguém nos tivesse batido. Isto passa a ideia de que não gostámos do que ouvimos. Se tiveres vacilado, o que fazes? Bem, fica em silêncio. Espera que a outra pessoa fale, pratica o silêncio e pode ser que eles venham com uma contra-oferta melhor.

Encolher os ombros é um movimento que transmite a mensagem que não estamos interessados no que ouvimos. Mantém-te igualmente em silêncio, e para teres mais impacto, sorri. Um sorriso silencioso é misterioso e potente, e a outra pessoa fica sem saber o que estás a pensar.

Conclusão

Bons vendedores e negociadores sabem que aquilo que não dizes é por vezes mais eficaz do que aquilo que dizes, portanto usa estas cinco dicas da próxima vez que estiveres num ambiente de negociação, e descobre quão fácil é teres aquilo que queres se usares o silêncio corretamente.

3 dicas rápidas para marketing nas redes sociais

Se estás à procura de elevar a sua marca para outro patamar, saber usar bem as “social media” é vital. Mas colocar uns posts aqui e ali e rezar que algo aconteça não é estratégia nenhuma. Faz uso destas três estratégias que muitas empresas falham ao tentar promover a sua marca através das redes sociais.

1. As redes sociais não chegam
A tua empresa não pode ter uma boa presença online apenas a usar as redes sociais. Um website mobile-friendly, SEO (otimização motores busca), marketing de conteúdos e análise analíticos são componentes essenciais se queres ter sucesso no mundo digital.

Saber estender a mão e envolveres-te com o teu público-alvo requer cada um destes componentes, pois eles complementam-se uns aos outros. Além do mais, os social signals (sinais sociais), podem melhorar o posicionamento da tua marca nas pesquisas orgânicas dos motores de busca, enquanto que o marketing de conteúdos (content marketing) é igualmente importante para uma forte presença social.

2. Marketing nas redes sociais não é grátis
Quando as redes sociais apareceram em cena, eram bradadas aos ceús por serem uma ferramenta gratuita para comunicar a mensagem da tua marca, mas isso são águas passadas. Uma publicação (post) não-paga, no Facebook, agora atinge uns “espetaculares” 2% dos teus fãs.

Queres atingir mais pessoas, tens de pagar. Mas isto nem é de todo mau, pois as empresas podem usar esta técnica para segmentar os seus conteúdos para um público-alvo muito específico, podendo atingir milhares de pessoas qualificadas para o seu mercado ideal.

3. Não pode ser só sobre ti
Muitas empresas usam as plataformas sociais para se auto-promoverem. No entanto, as marcas de sucesso online descobriram que apresentar conteúdo de valor nas redes sociais não deve ser só sobre a marca, deve ter conteúdo sobre outros temas que não esteja virado para a venda do seu produto ou serviço.

Dar valor às pessoas é uma boa maneira de ganhar a confiança delas, o que é o objetivo das empresas e marketers. Esta abordagem aumenta as hipóteses de que as suas publicações sejam “liked” e partilhadas.

À medida que as redes sociais e o marketing digital continua a florescer, quem vai vencer neste jogo serão as marcas que criam e partilham conteúdo que tenha valor e utilizada para com o seu público-alvo, e que se apoie e sirva como complemento à tua estratégia de marketing.

Como saber se a minha ideia de negócio é viável?

Há ideias que têm grande sucesso logo ao princípio e outras que falham redondamente. Como saber se a ideia que tens irá funcionar?

ideia-negocios-viavel

Podes começar por fazer pesquisa de mercado. Não se começa um projeto e um negócio ao arriscar tudo o que tens para fazeres figas e esperar que tudo corra bem no final. Tem de haver mercado para os teus produtos e serviços, e tens de saber como é que o mercado vai responder ao que tens para oferecer.

Começar um negócio tem um custo e tens de estar preparado(a) para quanto tens de investir nele. Podes precisar de encontrar investidores, e para tal, tens de ter uma estimativa de rendimentos, números e cálculos que mostram que não estás a fazer as coisas em “cima do joelho”.

Ilustração de apresentação

Por muito espetacular que seja a tua ideia, ela não é o suficiente para montar o negócio e pô-lo a andar. Quando tu pensas numa ideia de negócios, deves certificar-te que ela tem potencial para expansão. Os teus clientes querem ver coisas inovadoras da tua parte, de forma consistente, e se não lhes apresentares isso, corres o risco de que eles vão para “outras bandas”.

Não é tanto a coisa de ser original, mas sim ser diferente. Aposto que muita gente já teve a ideia maravilhosa que tu pensas que só tu tiveste, mas são poucas as pessoas que agem nessas ideias. O que tens de fazer é trabalhar nela, com alma e dedicação, para que ela seja mesmo tua.

Estás disposto(a) a fazer o que é necessário para teres sucesso? A tua ideia pode ser viável, mas se não estás disposto a agir e investires nela a longo-prazo, mais vale nem começares.

Se precisares de começar com o pé direito com uma boa imagem, contacta-me que eu passo-te um contacto duma designer espetacular.

A minha melhor dica de networking

Ilustração de bonecos à volta duma mesaJá atendi vários eventos de networking, mas a maioria das vezes chegava ao escritório e a minha colega perguntava-me, “então, arranjaste clientes hoje?”. “Secalhar”, respondia.

Era difícil responder a isto porque as coisas não acontecem instantâneamente mas admito que muitos destes eventos não resultavam em nada a não ser uma pilha de cartões de contacto.

Eu ia lá, fazia alguma conversa, tinha um bom aperto de mão, sorria, mantinha contacto visual e passava cartões de contacto com quem tivesse oportunidade, vez após vez.

O problema não era que eu não estava a conhecer pessoas, ou que não eram o tipo de pessoas que fossem o meu cliente ideal.

O problema era que eu não sabia qual o passo seguinte. Eu enviava emails para algumas pessoas que tivesse conhecido nesses eventos por ter mesmo a intenção de me manter top of mind com eles, mas estes contactos acabavam por não dar em nada.

Eu só pensava em vender

Networking baseia-se em criar e manter relações.

Quando comecei a atender eventos de networking, a minha intenção na altura era aparecer, falar com as pessoas, e quando a pergunta “então, João, o que faz?” fosse colocada, eu dizia-lhes “ah, faço websites e marketing online”. De volta, o que eu esperava é que me dissessem “Ah, faz websites? Temos de falar, eu preciso dum”.

Networking baseia-se em criar e manter relações.

Mas isto raramente acontecia, e eu cansava-me de ir a sítios só para aparecer, verem a minha cara, e voltar para casa de mãos a abanar.

Até que, ao ler um artigo sobre agregar valor às pessoas (num contexto de clientes), me apercebi que eu não estava a dar nada a estas pessoas que eu conhecia.

Onde está o valor

Se o propósito do networking é apenas ligar as pessoas que precisam de serviços com aqueles que os podem fornecer, então íamos todos às páginas amarelas, online, ou perguntar aos amigos.

Bom networking, no entanto, é perceber que cada pessoa é capaz de agregar valor à outra. O objetivo não é despejar na outra pessoa um cartão de contacto e dizer tudo aquilo que fazemos na esperança que haja alguma coisa que lhe interesse.

Em vez de falares sobre ti e o teu negócio, aprende a ouvir e a saber mais sobre o negócio dos outros. No que é que eles têm trabalhado ultimamente? Que problemas estão a ter? Com o que é que estão chateados, ou interessados? Em vez de estar a pensar em vender o teu serviço, deves vender-te a ti primeiro.

Em vez de vender o teu serviço, vende-te a ti primeiro.

Pede-lhes para se juntarem ao teu clube secreto

A melhor dica que tenho para ti é que eles se juntem ao teu “clube secreto” ou restrito.

As pessoas que vão a eventos de networking vão lá para desenvolvimento de negócios, mas provavelmente também gostam de ir a estes eventos. Alguns até gostam de ir por gostarem do próprio networking em si.

Ao falares com alguém no evento, em vez de dizer que te vais manter em contacto, trocar contactos e dar um aperto de mão, experimenta fazer isto da próxima vez: diz-lhes que gostaste de falar com eles e queres fazer uma sugestão.

Criaste um pequeno grupo de empreendedores locais, cuja entrada é apenas por convite, e que o grupo está interessado em [serviços que fazes] e em desenvolvimento de negócios, e achas que eles poderão ser uma boa adição ao grupo.

Pede-lhes permissão para os adicionar ao teu grupo (email) e informa-os que organizas de vez em quando encontros e que envias algumas dicas interessantes sobre negócios (o deles, ou no geral).

Tens agora o teu primeiro subscritor na tua newsletter do grupo, e tens permissão para falar e continuar contacto com eles. Estás desta forma a posicionar-te como um líder de opinião no mercado de [serviços que fazes] e do que lhes interessa a eles (o negócio deles).

À medida que vais a mais eventos, esta lista irá crescer. Poderás dar por ti a ser o anfitrião dos teus próprios eventos, seminarários, entre outros. Estás a ganhar uma reputação como peça central deste clube restrito, e estarás top of mind para os outros membros, que irão pensar em ti da próxima vez que precisarem dos serviços que fazes.

Experimenta esta tática da próxima vez que fores a um evento, é mais eficaz do que trocar apenas contactos com a outra pessoa.

E tu, que estratégia tens usado em eventos para conhecer pessoas?

Artigo relacionado: Networking: traga o raio dos cartões consigo

7 passos para criares a tua empresa

Tens uma ideia? Um projeto em mente que queres desenvolver?

Criar uma empresa pode ser assustador, por isso é importante iniciares a tua jornada por passos. A cada passo que deres, concentra-te no teu objetivo e se estás a ir ao encontro dele.

Coloca a ti mesmo(a) suposições que podem ser difíceis ou contraditórias, mas que te irão ajudar nesta jornada.

Faz estas suposições

Há 3 ou 4 equipas no mundo inteiro a trabalhar nesta ideia agora
Qualquer pessoa que pensa que a ideia dela é única ou nunca foi pensada, vive no mundo da fantasia. Ao longo dos anos aprendi que se existe uma oportunidade de mercado baseada em (novas) tendências, então aposta em haver malta a trabalhar de volta desse mesmo problema ou ideia.

Mas não faz mal, porque o meu objetivo é ser mais rápido do que eles, é por isso que sou um apologista da metodologia Lean, especialmente a “Lean Startup”. Não é quem é o primeiro, mas quem se mexe mais depressa.

Isto secalhar é um erro
Não quer dizer que o teu projeto seja mau, pode ser que apenas estas menos certo nalgumas áreas de como o vais pôr a mexer. Podes ter de analisar melhor o teu modelo de distribuição, o modelo de negócios ou a solução que apresentas ao teu público-alvo.

Seja o que for, mexe-te à mesma com convicção, avança. Qualquer jornada tem de começar em algum lado, e um gráfico de crescimento duma empresa de sucesso, no início, tinha uma linha plana, antes de começar a curvar para cima.

Eis os 7 passos para validares a ideia para a tua startup.

1 – Chama-lhe um projeto

Quando chamas algo um projeto, ajuda-te a pensar na quantidade de tempo e dinheiro que estás a investir nele. Podes partilhar o projeto com o mundo sem teres aquela pressão de o teres de perseguir (porque projetos há muitos.

Não precisas de sair do teu emprego estável só porque tens um projeto. Começa com ele, analisa a viabilidade da coisa, e depois decide.

2 – Dá-lhe um nome

Dá um nome ao teu projeto. Quando os meus pais davam nomes ao gado que nós tinhamos, tornava-se difícil olhar para eles como meio de alimentação e passávamos a considerá-los quase como animais de estimação.

O nome que lhe dás pode mudar. Usa um nome curto, com energia e vitalidade que te lembre do problema que ele resolve. Não percas muito tempo com o nome porque há coisas mais importantes com as quais vais ter que te preocupar.

3 – Vende alguma coisa

Agora que sabes o que fazes e tens um nome para o negócio, tens de tentar vendê-lo. Não precisas dum website, produto ou da solução, apenas de encontrar um cliente e tentar vender-lhe alguma coisa. Podes fazer prospeção ao telefone, ir ao centro comercial, falar com as pessoas, ir a empresas e pedir pelo responsável, entre outros.

Faz com que eles se identifiquem com o problema e concordem com a tua solução (oferta, preço, implementação) e que te dêem dinheiro. Isto é que é validação, meus amigo. Vende 10 clientes antes de avançares para a próxima passo. Nota que não é necessário sequer teres um produto ainda.

4 – Pede a alguém para se juntar a ti

O próximo passo é encontrares ajuda. Talvez até (aches que) consigas fazer tudo sozinho(a), mas convence outros a juntarem-se a ti e ao teu projeto. É outra forma de validares a tua ideia. Por isso é muitos investidores gostam de startups que têm co-fundadores, pois é sinal que foste capaz de convencer pelo menos outras pessoas que a tua ideia tinha mérito.

É fácil criar as coisas em isolação, mas sozinho não vais longe, porque não tens perspetiva do mundo exterior. Ter outras pessoas de volta de ti é importante.

5 – Define um objetivo que te inspire

Se tiveres encontrado clientes compradores e convencido outros a juntarem-se à tua causa, começa a pensar num objetivo de 3 a 5 anos que te irá inspirar em cada dia, à medida que avanças. Criar uma empresa é como carregar uma garrafa de gás cheia por uma colina acima, portanto, sem um objetivo, é fácil desistires e deixares a garrafa ir por aí abaixo.

Não definas um objetivo impossível, em vez disso, define um que seja um bocadinho difícil de alcançar, mas perfeitamente possível, dadas as tuas circumstâncias.

6 – Imagina-te daqui a um ano

Supõe que viajaste no tempo e estás 12 meses no futuro. O que é que te levou aqui? Ao imaginares ou vivenciares esse cenário, faz agora engenharia reversa, e aplica os teus pensamentos, ações e decisões a serem feitas baseada na visão que imaginas daqui a um ano.

Isto dá-te visão estruturada do teu projeto, que te pode ajudar a saber comunicar a tua ideia (e a vendê-la) a clientes (early adopters), à tua equipa e a investidores potenciais.

7 – Foca-te no problema, não na solução

Ninguém quer saber da solução, querem é saber do problema. Lembra-te qual é o problema que estás a resolver com a tua solução atual e quão bem é que estás a resolver o problema.

Muitas empresas falham porque apaixonam-se pela solução (tecnologia), e não o problema (aquilo que interessa aos clientes). Conhece o teu problema a fundo, torna-te um mestre no problema, e irás criar uma grande empresa. Lembra-te que a empatia para com os outros seres humanos é um dos melhores traços dum(a) grande empreendedor(a).

Programmatic – tendências em 2015

A palavra do ano (não oficial) na publicidade para 2014 é #programmatic.

Enquanto que programmatic se tornou uma das inovações mais faladas em publicidade este ano, uma grande parte da malta no mundo do marketing não faz ideia do que isto é.

A palavra programmatic significa automatizar o processo de comprar inventário de publicidade. Programmatic tve um grande impacto em publicidade nos móveis, com euforia nas redes de anúncios mobile passando para Demand Side Platforms (DSPs), que lhes permite maior foco nas necessidades do cliente ao passo que as mudanças automatizadas lidam com o inventário do anúnio.

Programmatic começou a automatização da compra, colocação e otimização da publicidade. Outros meios como reuniões cara-a-cara, prospeção por telefone estão a cair em desuso nalgumas indústrias que começam a favorecer este novo meio de publicidade. O programmatic resulta num processo mais rápido, fácil e com menor tendência para erro humano, tanto para compradores como editores.

De acordo com um artigo na INMA, a analista Karsten Weide da International Data Corporation (IDC), o gasto total em programmatic, no que toca a publicidade online de display e vídeo em todos os mobiles foi de cerca de 5 biliões de dólares norte-americanos em 2013, dobrando para 10 biliões no ano de 2014.

O que podemos esperar de programmatic em 2015?

“Tudo o que puder ser automatizado, será automatizado”, disse a analista Karsten Weide na entrevista do artigo anterior, prevendo quase 15 biliões de dólares gastos em 2015 e 38 biliões para 2016. Esta é uma tecnologia verdadeiramente disruptiva.

Programmatic terá um rápido crescimento em 2015 (talvez não em Portugal ainda), com maior entendimento do que é dentro do círculo dos profissionais do marketing e publicidade.

Parte da atual ignorância do que é o programmatic vem da suposição que muitas pessoas não sabem distinguir isto do sistema de licitamento.

Os anunciantes e os fornecedores digitais, com maior entendimento sobre este meio, estarão aptos para adoptar novas soluções.

Alguns analistas especular que o programmatic irá dominar o munda da publicidade, e não apenas no novo mundo dos media. A TV, rádio e imprensa não irá sair impune.

Isto não significa que vamos deixar de precisar de pessoas, pelo contrário, vai ser necessária supervisão e feedback inteligente e criativo que só um humano pode dar.

Haverá uma mudança acentuada em direção ao programmatic à meduida que mais filmes e séries são passados pela internet. Certos fornecedores destes serviços, como o Hulu, já se aventuraram no mundo do programmatic, e cadeias de televisão como a ABC estão prestes a iniciar a sua jornada neste mundo.

Só o futuro sabe o que ele reserva, mas poderemos vir a assistir não à extinção da publicidade tradicional, mas sim uma mistura híbrida que resulta em maiores escolhas envolvendo profissionais com uma mentalidade diferente, agregando maior para clientes, agências de meios e editores.

Muda a tua linguagem corporal para venderes mais

Homem a falar em púlpitoAs tuas ações não-verbais falam mais alto que as tuas palavras. Muda a maneira como te apresentas aos clientes, e o teu negócio vai desabrochar.

Lembras-te quando a tua mãe te chateava para te sentares direito à mesa? Ela sabia que as pessoas têm tendência para ler a linguagem corporal dos outros mais do que aquilo que é dito.

Quando vendes, não estás só a vender o teu produto, estás-te a vender a ti. Isto é especialmente importante se fores freelancer ou consultor.

Se colocares as mãos nos bolsos, por exemplo, as pessoas normalmente não te levam a sério. Coloca-te numa pose confiante (mas não arrogante) ao colocar as mãos de cada lado ou nas ancas.

No que toca a inspirar ou convencer os outros, tu até podes dizer as palavras certas na altura certa, mas se a tua postura não verbal envia uma mensagem diferente, é isso que os outros irão percecionar da tua interação.

A comunicação não-verbal acontece quer tu queiras ou não, e é fácil passares a mensagem errada. No entanto, com alguma orientação, qualquer pessoa pode se sentir confortável e em controlo da maioria das situações em que se encontra.

Respira naturalmente

A respiração é uma das ações não verbais a que se devia de prestar mais atenção. Se respiras de forma natural e confortável, a outra pessoa tem tendência de se sentir segura e calma. Uma respiração calma e consistente acalma corpo e mente e é uma das coisas que melhor podes controlar a nível de ações não-verbais, já que te dá a impressão que és confiante e estás em controlo.

Bom contacto visual

Contacto visual direto é um sinal de confiança. Há quem diga que se não fizeres muito contacto visual direto, que não passas confiança aos outros. No entanto, isso é verdade até um certo ponto. O contacto visual funciona melhor quando ambas as pessoas se sentem à vontade. Tanto muito como pouco contacto visual pode ser um sinal de desrespeito, desinteresse, ou arrepiante. Quebrar contacto visual numa conversa acontece de forma natural e ajuda a processar o que estás a ouvir.

Usa o teu queixo

Embora os olhos sejam um ponto de atenção em ações não verbais, é no queixo que te deves concentrar. Aquilo que fazes com o queixo mostra aos outros o que se passa dentro de ti. Por exemplo, se o teu queixo está para um dos lados, a tua cabeça está de lado. Isto é um movimento submissivo que pode passar a mensagem de que queres ser aceite, ou que estás confuso(a). O queixo no ar pode-te fazer parecer pretensioso e um queixo para dentro, de que és tímido e não queres falar. Para mostrares confiança, coloca-te direito e mantém o teu queixo paralelo ao chão.

Inclina-te para mostrares interesse

Mostra interesse naquilo que um cliente tem para dizer melhora o relacionamento entre ambos. A melhor forma de mostrares que te importas com aquilo que ele(a) está a dizer é inclinares-te ligeiramente para a pessoa ou objeto de interesse. Quanto mais te inclinas, mais interesse mostras, mas não exageres. A inclinação deve ser ligeira, e não uma investida. Respeita a zona de conforto e o espaço pessoal da pessoa com quem estás a comunicar.

Mostra perícia com os braços e pose

Apresenta-te como um expert num assunto em que és conhecedor(a), para poderes vender bem os teus produtos e serviços. Coloca-te com os teus ante-braços à altura da cintura à frtente do teu corpo e os teus pulsos à mesma altura dos cotovelos, de modo a que osa ante-braços estejam paralelos com o chão. As tuas mãos podem estar ligeiramente apertadas, mas não mexas os dedos. Podes ainda juntar os polegares com os indicadores, de forma a que quando olhas para as mãos, parece que eles estão a fazer um triângulo com os teus dedos apontados para fora. Podes fazer outras variações, como estares de pé com os teus braços pendurados em cada lado, ou deixar uma mão pendurada de lado e a outro paralela ao chão, a agarrar num livro ou semelhante.

Sorriso

O teu sorriso comunica que és confiante e contente contigo mesmo(a) e com o teu negócio. Mostra ainda que és uma pessoa que os outros se podem sentir confortáveis em abordar. Sorrir é importante tanto em pessoa como ao telefone. Muitas vezes eu sorrio ao telefone, porque sei que a outra pessoa consegue sentir o meu sorriso.

Segue estas dicas para ficares com uma pose confiante, e irás-te encontrar a comunicar melhor com os outros e a vender melhor os teus serviços.