Como estar comfortável com a nossa Auto-Promoção?

Promovermos a nós próprios como pessoa ou profissional

A maior chave para a auto-promoção é a capacidade de sermos auto-confiantes e assertivos o suficiente para dizer a toda a gente acerca daquilo que fazemos.

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Muitas pessoas sentem-se desconfortáveis quando é necessário ir lá fora e dizer às outras pessoas sobre elas e o negócio delas. Isto é mau para qualquer empresário ou indivíduo por conta própria, até porque muitos inventam desculpas para não se promoverem a eles próprios. Já ouvi clientes dizerem-me que auto-promoção faz com que eles se sintam como se estivessem a gabar, além de que também têm medo que as pessoas lhes ganhem repulsa. Ok, é compreensivo uma pessoa ficar aborrecida se estiver face a uma pessoa arrogante que está sempre a falar nela e sem prestar atenção a mais nada – mas não é isso que estou a propôr aqui.

Há uma maneira correta e uma maneira errada de nos promovermos. Primeiro, quando nos promovemos a nós próprios e o nosso negócio, temos de pensar nos nossos objetivos. O nosso objetivo é atrair clientes, que se traduz em ajudar pessoas e fazer dinheiro. Como parte deste processo, é necessário identificar o que nos faz ser diferentes o suficiente de forma a que as pessoas queiram fazer negócio connosco. Isto é a chamada Unique Selling Proposition (USP), ou em Português, a Proposição Única de Vendas. Também é necessário ter um elevator speech, que é uma expressão em Inglês que quer dizer “discurso de elevador”, que é um discurso de mais ou menos 20 segundos de quem tu és e como podes ajudar a pessoa a resolver o problema dela. O discurso de elevador deve ser fluido e terminar com um apelo à ação, aquilo que queiramos que a pessoa faça.

Isto pode parecer um pouco cínico, mas pensa numa conversa normal com um prospeto que possas ter conhecido uma festa ou noutro evento qualquer.

Mulher de negócios a beber champanhe

Quando nos conectamos com um prospeto ou com o nosso público-alvo, nós queremos querer saber da outra pessoa a um nível genuíno, os seus obstáculos, a suas necessidades e o que é que o preocupa. As pessoas estão mais do que contentes por saber que te preocupas o suficiente para fazer perguntas sobre eles. Eles, não tu, são o mais importante.

Podes começar uma conversa sobre qualquer coisa que vocês tenham em comum de momento ou em termos generalísticos. Depois, queres colocar a essa pessoa perguntas para saber mais sobre eles, e ouvir, mas ouvir mesmo, as respostas deles. Desta forma, podes apresentar uma solução para os problemas dele ou dela… não tenhas medo. Dá-lhe os benefícios de trabalhar contigo. Sê entusiástico e orgulhoso de ti próprio. Diz-lhes como os podes ajudar e os resultados que eles podem esperar ter. Algumas pessoas fazem isto ao lhes dizer uma história interessante e breve. É muito provável assim suscitar interesse ou pelo menos curiosidade na outra pessoa, e há assim justificação para lhes dar um cartão de contacto ou um apelo à ação (Call to Action), do género “aqui está o meu cartão, contacte-me se quer fazer isto, isto e isto e tirar partido do incentivo e da oferta que lhe estou a propôr/dar”.

empresários apertarem maos

Outra boa forma de meter um cartão nas mãos deles é pedir um cartão de volta (se estivermos a lidar com empresas Business to Business). Nessa troca, podes querer perguntar se eles são a pessoa responsável pela tomada de decisões, ou a quem cabe essa responsabilidade na empresa. O que interessa é ter um nome e contacto para podermos fazer um follow up (acompanhamento) mais tarde.

O mesmo se passa com aquilo que colocamos online. Dá à tua audiência algo de valor que os fará querer conhecer-te melhor, gostar de ti e confiar em ti. Faz mais ou menos de acordo com a regra dos 80/20, 80% dar valor e 20% a fazer auto-promoção: coloca algum do teu trabalho, anuncia algum produto ou serviço, coloca um testemunho dum cliente satisfeito só depois de fornecermos 80% de valor a nível de dicas, conselhos ou conteúdo informacional.

Cartões com  balões de fala

Todos nós pensamos que aquilo que temos para dar ao mundo e aos nossos clientes, no que toca aos negócios, tem valor, certo? Então porque não dizer às pessoas isso? Pensa nisto como se fosse um desserviço que estivesses a fazer ao não lhes dizer. Encara isto como uma partilha, e lembra-te que se não estiveres a dizer ao teu público-alvo aquilo que tens para oferecer como profissional que tornará as vidas deles mais fáceis e melhores, então a tua concorrência não terá problema nenhum em o assim fazer.

Sê confiante, fica motivado, e concentra-te nos teus objetivos e vai lá para fora… o teu próximo cliente vai gostar que assim o tenhas feito.

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1 comentário sobre “Como estar comfortável com a nossa Auto-Promoção?

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