Uma confissão de marketing

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Atualizado: Setembro 2019


Há uns anos atrás li um livro que talvez não devesse ter lido…

Chama-se “The Game“, escrito por Neil Strauss, um jornalista da revista Rolling Stone. 

O livro consistia em dicas para atrair o sexo oposto.

Fui à procura do livro porque me foi recomendado devido aos insights sobre a psicologia humana. Se aquelas dicas funcionavam para atrair e namorar uma mulher, poderiam talvez funcionar para atrair e “namorar” um cliente?

O livro deixou-me intrigado, e também um bocado envergonhado porque eu estava a ler aquilo na livraria durante um bom bocado (não acho que a minha parceira iria gostar de me ver trazer aquilo para casa).

Mas até tinha uns bons insights no que toca a atrair clientes.

Uma das estratégias que este Neil Strauss recomendava, e que era novo para mim, era o chamado “bouncing” (ou ressalto se assim lhe quisermos chamar).

A explicação era que o cérebro cria memórias de pessoas, associando-as com o ambiente em que as vê.

Se falares comigo num bar, no mesmo sítio, durante toda a noite, só crias uma memória desse acontecimento.

Mas se mudarmos de posição: sentar, estar de pé no balcão, falar ao pé dos sofás; estás a criar três memórias distintas de falares comigo em sítios diferentes.

Parece que já me conheces mais um pouco, porque tens três memórias distintas de interação comigo.

A estratégia que o autor recomendava para um “engatatão” (ou engatatona) era fazer o tal “bounce” com aquela pessoa, em vários sítios, para que ela pense que já nos conhece há mais tempo e sentir-se mais confortável connosco.

Não tenho ideia se isto funciona com namoros e pick-ups (ahem, não experimentei), mas parece que funciona no mundo do marketing.

Vou explicar porquê…

Se apenas comunicas com os teus clientes e potenciais clientes duma única forma, a tua marca fica um bocado enevoada na mente deles. Um evento de networking é igual aos outros. Uma série de emails começa a parecer tudo o mesmo.

Mas se em vez disso te começarem a ver por meios diferentes, em pessoa, ao telefone, um email, uma carta pelo correio, estamos assim a incorporar memórias distintas e a tornares-te mais memorável e top-of-mind.

Uma tática que funcionou bem anteriormente (pelo menos para mim) é usar vídeo em adição ao artigo do blog e email.

Embora as pessoas estejam a ver uma gravação minha (ou em direto, num FB Live), parece fazer diferença para aproximar as pessoas mais para a minha marca. Alguns clientes e alunos disseram-me que “parece que me conhecem” da primeira vez que falámos.

É fácil começar a investir mais tempo e esforço do que necessários nos vídeos: fundos brancos, logótipos a aparecer, musiquinha… etc. Mas para o comum dos mortais isso é desnecessário. 

Os clientes não nos pagam pela nossa expertise em fazer vídeo (a menos que seja essa a tua atividade específica), não – eles pagam-nos pela nossa capacidade de os ajudar a ter resultados.

Uma webcam decente, ou o teu smartphone, e é mais que suficiente para um vídeo curto que podes colocar no teu blog e redes sociais (e fazer retargeting etc etc).

O que interessa é que tenhas alguma coisa para dizer, e que o digas de forma envolvente.

Experimenta. Não tens de lançar os vídeos para o mundo inteiro, podes mostrar a alguns amigos para feedback. Os meus primeiros vídeos (e Facebook Live’s) eram uma treta, mas com a prática vais lá.

E se quiseres, envia-me um link com um vídeo curto que fizeste e dou-te algum feedback.


Ao teu sucesso,
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João Alexandre
Estratega Digital

Marketing Digital sem espinhas