Segredos para criares uma network espetacular

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Atualizado: Outubro 2019


Pessoas com balão de diálogo

Tu queres ser aquilo que o Malcolm Gladwell chama de “conector“.

Um conector é uma pessoa curiosa sobre os outros, gosta de ouvir e partilhar historias, onde vives,o que fazes, de onde vieste, o que gostarias de fazer?

É uma pessoa recetiva a conhecer outras pessoas e que quer ajudá-las a encontrar respostas, bons conselhos e ligá-las a outras pessoas que com ela possam beneficiar.

À medida que avançamos para uma economia de freelancing, mudanças constantes de emprego, e tempos de atenção cada vez mais pequenos, é cada vez mais importante cultivar uma network, uma rede pessoal de pessoas conhecidas, que te podem ajudar com ideias, contactos e apoio.

Devidamente cultivada, esta network é a tua moeda, o teu fundo monetário, a tua realidade daqui para a frente.

Uma network é um grupo de conexões pessoais que crescem ao longo do tempo através de vivências. As minhas incluem pessoas que não contratei, ou que não me contrataram, ou pessoas que a minha agência trabalharam, pessoas que foram referidas como candidatos ou contactos, colegas de indústria, colegas de passatempos e quaisquer outros que passaram pela minha vida.

Uma network é um grupo de conexões pessoais que crescem ao longo do tempo através de vivências.

A tua lista não tem de ser diferente da minha, mas também não tem de ser igual. A tua network poderá ter amigos da escola, de estágios, de empregos que tiveste. Pode ter ainda alguém com que simpatizaste numa festa ou evento, ou um amigo dum amigo que trabalha numa empresa que admiras, ou o teu cabeleireiro ou informático, ou colegas de profissão, os teus vizinhos, amigos dos pais, e por aí fora.

Cultivar esta rede de pessoas, não é a mesma coisa do que estar no LinkedIn ou Facebook (mais sobre isso em baixo).

Construir uma network não é um esforço de números. Isto não são vendas. Mais importante para mim seria o número de contactos de pessoas que conheço na Microsoft ou Google. Estamos a falar de pessoas, não de uma moeda de troca.

Alguns pontos que te aconselho teres em mente.

  • Não trates a tua nework como um multi-banco. Isto não é para andar a tirar dinheiro a toda a hora. Ninguém gosta de se sentir usado de forma repetida, especialmente quando os pedidos vêm todos do teu lado e não agregas valor ao relacionamento com a pessoa.
  • Não te foques na “transação”. Dá e recebe. Podes precisar de alguma sugestão de onde colocares o teu pai ou avô num lar ou casa de 3.ª idade, ou podes precisar de dicas de como lidar com os teus miúdos, ou uma dica contabilística. Um dia poderás ajudá-los também com o teu próprio conselho.
  • Não limites os teus contactos ao contexto. Não tenhas “requisitos” sobre quem tu pensas que te vai dar valor e quem achas que deves conhecer, pois irás estar a encurtar o teu campo de visão. Não sabes se aquele pessoa não tem um amigo que é CEO duma empresa que te podia ajudar.

Talvez estejas a pensar em como manter ou criar uma network a longo prazo. Podes fazer uso de tecnologia, com apps que gerem os teus contactos, ou truques de mnemónica para te lembrares das pessoas que conheces.

Só que não é isso o propósito deste artigo. Em vez disso quero-te ajudar a aplicar os princípios duma rede de pessoas numa abordagem que faz sentido. Primeiro, as pessoas. As ferramentas podem vir depois.

Eu penso na minha network como um organismo vivo, como uma planta que tenho de regar frequentemente, e a partir da qual posso retirar alguma necessidade específica.

Para criar bons contactos (e amigos) a longo prazo, eis as minhas melhores dicas.

Sê prestável

Quando alguém te estende a mão, segura-a. O meu tempo é limitado, mas quando posso, ajudo. Desde pessoas vêm ter comigo para perceber o ambiente da consultoria, outros que querem mudar de emprego, designers que querem ser programadores, executivos que querem saber fazer coisas específicas, entre outros.

A maioria das vezes não tenho uma solução imediata para eles. Mas eu ouço-os, percebo-os e ajudo como, seja em conselho geral ou através de pessoas que eu conheça que os possam ajudar.

Faço isto porque acredito que todos nós precisamos de ajuda, para perceber o próximo passo, estabelecer prioridades, e talvez ajudar a materializar uma dia ou ter uma perceção geral da floresta pelas árvores.

Cada um de nós precisa de ajuda eventualmente. Dá e recebe. Não estejas à espera de receber primeiro, dá o primeiro passo.

Não estejas à espera de receber primeiro, dá o primeiro passo.

Mantém contacto, mas não demasiado

A minha mãe costumava dizer “filho, mais vale desejado do que aborrecido”. Ela dizia-me isto quando eu queria ir constantemente à casa dos meus amigos para jogar video-jogos (há muitas luas atrás).

Eu lembro-me dos interesses e experiência dos meus contactos, e quando posso, partilho informação com eles, seja através de tweets, artigos, vídeos, outros, ou mesmo só para dizer olá de vez em quando.

Mais vale desejado do que aborrecido.

É importante mantermos contacto com os nossos contactos, mas não abusar.

Comunica e estende a mão quando precisas

Quando estás mesmo à procura de emprego, ou uma introdução a alguém, agradece com frequência aos teus contactos, quer eles tenham feito alguma coisa por ti ou não, e vai atualizando-os de como as coisas se estão a desenrolar para ti.

[…]agradece com frequência aos teus contactos

Eu fiquei surpreso e feliz quando recebi uma nota de agradecimento (por correio físico) duma rapariga que ajudei a encontrar uma posição numa empresa que ela queria.

Já enviei e recebi presentes de pessoas que ajudei e pessoas que me ajudaram, incluindo terceiras partes envolvidas no processo (pessoas que contratraram quem eu ajudei, entre outras).

Conhecidos podem ser importantes

Dependendo daquilo que precisas, os teus amigos mais próximos podem não ser a melhor opção. Mantém-te em contacto com “conhecidos”, aqueles que podem estar longe e não serem contactos óbvios.

Mantém-te em contacto com os “conhecidos”

Este é o tipo de pessoa que te podem vir a passar leads e informação de melhor qualidade.

Até podes vir a ser contratado por uma empresa baseado num destes conhecidos, que poderá ser um amigo dum amigo que trabalha nessa empresa.

Faz bons contactos

Encontra-te com os teus amigos e contactos de vez em quando para que possas saber o que eles andam a fazer, e que tipo de produtos ou serviços têm, para que possas passar o contacto deles a quem tu aches que podes ajudar, ou passar contactos de outras pessoas para eles.

Quando sabes qual é a especialidade que um dos teus amigos tem ou as empresas para as quais eles trabalham, as referências que passas têm mais valor.

Saber sobre uma empresa especialista em fazer eventos em Portugal e na Europa pode ser bom para os teus contactos do marketing e vendas, mas talvez não seja tão útil para o teu outro amigo que tem uma startup com 2 trabalhadores.

Cumpre as promessas

Se passas contactos, apresenta-os convenientemente e faz um follow-up com ambas as partes (o contacto, e a quem passaste o contacto) para saberes comko as coisas correm.

Se no entanto não é capaz de ajudar, ou não tens ideias de contactos que lhes podes passar, então diz que não sabes ou não tens. Se és capaz de ajudar, diz, se não és, diz à mesma.

Se és capaz de ajudar, diz, se não és, diz à mesma.

Não fiques com o pedido pendente. Mais vale dizeres que não sabes de ninguém, do que dizeres “logo se vê” ou “vou ver o que posso fazer”, quando não tencionas fazer isso.

Faz networking, não social networking

Isto parece muito trabalho não é? Seria mais fácil lançar uns posts no Facebook, uns Tweets e uns updates no LinkedIn e já está não é?

Fazer o que é fácil não te leva a lado nenhum. As pessoas de sucesso estão dispostas a fazer aquilo que os outros não querem fazer.

As pessoas de sucesso estão dispostas a fazer aquilo que os outros não querem fazer.

Cada uma destas plataformas pode ter uma altura para serem usados, descobrir e partilhar informação, mas não te limites a elas, ou não te escondas por trás delas. Ao vivo as coisas acontecem com mais e maior força. Fala com as pessoas em pessoa, não por trás de tecnologia.

Faz uma lista e verifica-a

Faz uma pausa e a cada 1 ou 2 semanas reflete nos teus objetivos, nos teus problemas, e onde precisas de ajuda, respostas, ou quem te contactou a pedir ajuda, ideias ou contactos.

Faz uma pausa a cada seman e reflete nos teus objetivos.

Faz uma lista de quem e o quê, e faz o follow-up com elas com notas sobre as pessoas envolvidas.

Apresenta bem as pessoas

Quando queres ajudar e tens uma ideia de quem iria precisar da ajuda de quem, escreve para esse teu contacto pessoalmente e pergunta-lhes se eles querem que apresentes uma pessoa que achas que o poderá ajudar.

Só quando eles disserem OK é que os deves apresentar as duas partes, e depois sair do caminho deles. Não tens de fazer parte da conversa após a introdução que lhes deste.

Se o fizeres por email, coloca a pessoa que queres apresentar em bcc no email.

Vivemos num mundo de incertezas. Quanto mais aprenderes sobre os outros (vaga de emprego, destino de férias, como mudar de carreira), melhor vais ver os detalhes do mundo e das pessoas, e mais vais conseguir ajudar e ser ajudado pelas pessoas que se cruzam contigo na vida.

Se estas dicas te ajudarem, diz-me. Contacta-me, e quem sabe isto pode ser um o princípio dum relacionamento enquanto “conhecidos”.


Ao teu sucesso,
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João Alexandre
Estratega Digital

Marketing Digital sem espinhas

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