YouTube, o novo Facebook

YouTube, o novo Facebook

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Atualizado: Outubro 2019


Quando pensamos na razão pela qual o Facebook é a mais espetacular plataforma de anúncios, uma parte disso está relacionado com o produto atual, ou neste caso a componente do produto mais usado, que neste caso é a Feed de Notícias.

Como é que a feed de notícias funciona? Bem, é como se fosse uma bolha/loop de engagement. Se gostas de desporto, vais ter mais desporto, se gostas de café, vais ver mais café.

É win-win para todos, certo?

Os utilizadores ficam mais tempo na rede social, há mais impressões para o Facebook, e também mais dinheiro que ele faz.

Por outro lado, se os utilizadores estão a perder mais tempo na plataforma, isso significa que o Facebook está a fazer um bom trabalho, certo?

O que isto significa para o lado de lá, ou seja, nós, como anunciantes?

Estas “bolhas” são as nossas opções de segmentação. Mas porque são tão potentes?

É aqui que está o problema…

Porque a maneira como foram criadas NÃO é um obstáculo às nossas crenças mais cerradas.

Pelo contrário, elas são criadas para FORTALECER as nossas crenças já existentes. Isto para que os anúncios na Feed de Notícias pareçam reais, algo que as pessoas querem…

Enquanto anunciantes, não estamos a interferir com as crenças do consumidor, se soubermos o que estamos a fazer.

Isto é possível porque o Facebook foi o primeiro a perceber que o INVENTÁRIO é horizontal, e que o UTILIZADOR é vertical.

Coloca 2 biliões de utilizadores em 1000 grupinhos diferentes, adapta a mensagem ao grupinho, e não importa onde e depois do quê, mostra apenas o anúncio. Simples.

Voltando ao ponto principal, que é do YouTube sendo o novo Facebook.

Os últimos estudos apontam que existem 1.9 biliões de utilizadores ativos no YouTube todos os meses.

O tempo de visualização por utilizador é maior do que qualquer outra plataforma…

Mas ainda existe a perceção de que o YouTube está longe do Facebook no que toca à facilidade de criar e escalar o teu marketing.

E a isso eu digo, sim e não…

Talvez te recordes dos títulos do YouTube no ano passado. Foram uma grande mudança na maneira como a parte orgânica do YouTube funciona. A maioria dos YouTuber’s chamaram-lhe o “Adpocalypse”.

O que aconteceu?

Anterior a 2018, a pesquisa no YouTube e os vídeos Sugeridos eram as alavancas principais por trás de qualquer canal YT. Quando o mobile disparou em maior utilização, a opção de Browse começou a ser mais usada também.

Entre 2013 e 2017, de 10 sugestões que uma pessoa iria ver como o próximo vídeo recomendado, pelo menos 3-4 seriam do canal do vídeo em que estavas a visualizar nesse momento… O mesmo se passava no Browse.

Vês a diferença?

Eles tinham bolhas de canais e conteúdo.

Não é tão eficaz…

O problema com este tipo de loops é que estás a criar um micro sistema dentro do YouTube, e não o podes organizar de forma vertical e apresentar isso como uma solução de targeting para os anunciantes.

O YouTube precisava de algo diferente…

… algo que organizasse os utilizadores em grupinhos segmentados, e “namorá-los” ao longo do funil.

O que é mais eficaz?

Loops de Intenção & interesses. Vês algumas semelhanças?

Foi isso que criou “más bocas” dos criadores de conteúdos no YT, porque mudou a forma com o novo conteúdo era agora distribuído. Já não era mais o Canal que estava no centro, era o utilizador que estava no centro.

Quando perceberes as crenças e interesses dos utilizadores, fica mais fácil namorá-los ao longo da customer journey e saber segmentá-los bem com os nossos anúncios.

Ainda não estás bem a perceber a coisa?

Vê o vídeo abaixo. Pesquisei pela keyword “Facebook ads”.

Filtrei de acordo com data do vídeo, rating, visualizações… tudo o que eu quiser, e ainda assim tive os mesmos resultados.

Porquê?

Como estou a começar sessões de visualização, o algoritmo percebe que mostrar-me o primeiro vídeo é provavelmente a solução mais relevante para mim (com base no que aprendeu de outros utilizadores), e que o primeiro vídeo resulte na maior duração de visualização do loop, o que do lado dos anunciantes seria chamado de In Market Audience (No Mercado) SEO & SEM.

Conclusão disto tudo…

Para os anunciantes, o YouTube é o novo Facebook.

Perceber que o INVENTÁRIO é horizontal, e o UTILIZADOR é vertical, foi isso que fez o Facebook o que ele é hoje.

O YouTube está agora a fazer o mesmo, e quem entrar agora e souber fazer as coisas, vai ter resultados espetaculares. Mas continua a anunciar no Facebook 🙂


Ao teu sucesso,
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João Alexandre
Estratega Digital

Marketing Digital sem espinhas

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